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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Inter-Mamata – Repórter fotográfico santomense – Hospitalizado no Barreiro – Mas “A luta continua até à porta do cemitério! Não se pode deixar a “samba morrer” – Confiante de que possa regressar, em breve , ao amado país, pelo qual se tem batido, através das suas exposições fotográficas, para que a UNESCO reconheça seu o património etnográfico e arquitectónico de S. Tomé e Príncipe


Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Visitá-mo-lo, ao fim da tarde, do passado domingo, no serviço de cirurgia do Hospital do Barreiro, onde deu entrada, nos serviços de urgência, por via uma perturbadora complicação intestinal. E no pâncreas, que o deixou muito combalido .

No dia da nossa visita, ainda desconhecíamos o resultado dos vários exames que lhe foram feitos, mas vimo-lo animado e confiante de que vai ultrapassar o pesadelo, que o surpreendeu: pois diz que “ a luta continua até à porta do cemitério! Não se pode deixar a “samba morrer” e recorda-nos um antigo proverbio africano que diz que a cobra quando se levanta, poe-se de pé até morrer!”

São Tomé está comigo e eu sou de S. Tomé e a gente vai puxando, vai lutando, vai rolando e vai perseguindo, com dinamismo, com acção e lealdade! Tudo o que possa fazer para levar o meu S. Tomé ao mundo!

“Um abraço a todos os amigos que me apoiaram em Lisboa e que vão continuar apoiar-me, com um agradecimento do coração”








Está satisfeito com assistência médica hospitalar, que diz ser boa, confiante de que, dentro de pouco tempo possa regressar a casa, à sua querida ilha para continuar, de novo, a sua missão, em levar a imagem de São Tomé e Príncipe, ao mundo. Pois considera que, uma das suas grandes apostas, é defender o Tchiloli, Formiguinha de Boa Morte, defender o Kiná, além de alguns motivos da dança típica, batendo-se,por isso, através da sua exposição fotográfica, que conta expor noutras capitais da CPLP, em defender o património arquitectónico existente nas duas ilhas, em S. Tomé e Príncipe, tendo igualmente apontando vários edifícios que diz merecerem ser classificados pela UNESCO na entrevista que me concedeu, no encerramento da sua exposição, no G7X, pouco dias antes de subitamente adoecer e ser internado no Serviço de Urgências do Hospital do Barreiro

INTER-MAMATA – UM MESTRE DA FOTOGRAFIA SANTOMENSE



47 anos de profissão e 43 de comunicação social, estes os anos dedicados à fotografia de S. Tomé e Príncipe, pelo repórter António Amaral, mais conhecido por Inter-Mamata, uma referência na fotografia e no jornalismo em S. Tomé Príncipe: sem dúvida, a sensibilidade e a humildade de um talentoso fotojornalista, que, tem feito da sua vida, um verdadeiro sacerdócio em prol da divulgação, através da imagem fotográfica, não só dos acontecimentos mais importantes do seu país, como do património paisagístico, artístico, cultural, religioso e  histórico – Ele está sempre onde o momento ou o instante deve ser perpetuado  


Depois de ter apresentado um conjunto de 35 fotografias, no  Centro Cultural Português e no Centro Cultural do Brasil, em S. Tomé, o repórter sénior da Agência de Notícias STP-Press, quis também apresentar a mesma exposição,  no salão nobre do G7 + na capital portuguesa,  organização internacional, intergovernamental, que tem por objetivo promover a entreajuda de alguns dos países mais vulneráveis do mundo, com a  sua sede europeia em Lisboa.
A referida exposição, que foi inaugurada no dia 21 de Dezembro, ou seja, na data em que se comemoravam quase cinco séculos e meio após a chegada dos navegadores portugueses, à Ilha de S Tomé, por João de Santarém e Pero Escobar, terminou no passado dia 30, com um conjunto de fotografias que mostram a arquitetura, o folclore e demais aspectos do património cultural de São Tomé e Príncipe.




Em declarações que nos prestou, no  dia do encerramento , Inter-Mamamata, disse-nos que a sua exposição deverá ser também apresentada no Gabão, na Guiné Equatorial, em Cabo Verde e em Angola.

Video gravado em Novembro de 2014 -

Diálogo com Inter Mamata - Nov de 2014 – , o Jornalista e repórter fotográfico, natural da Ilha da ilha Bioko( ex-Ferando Pó), mas desde criança em S. Tomé, seu pais adotivo e sua terra muito querida – É uma figura muito estimada e muito popular nas Ilhas Verdes do Equador. Com um notável currículo jornalístico – 

Foi ele que testemunhou o meu agradecimento ao Presidente da Guiné Equatorial, na Cimeira da CPLP no Centro Cultural de Belém, em 2008, numa reunião da CPLP, por me ter poupado de ser condenado à forca na prisão Black Beach (Espanhol: Playa Negra, na capital de Malabo, uma das cadeias mais sinistras de África, onde havia sido encarcerado por suspeita de espionagem, quando ali aportei após os meus 38 longos e penosos dias à deriva numa piroga - 

Felizmente, acabaria por acreditar na minha versão e de me poupar a tão horrível morte. Neste brevíssimo vídeo com Inter Mamata, não cheguei , no entanto, a recordar aquele meu encontro, que ele fotografou com Obiang, senão noutro posterior momento amistoso, mas apenas para lhe prestar a minha singela homenagem a um excelente profissional e um dedicado santomense, que colaborou com a distribuição da revista Semana Ilustrada, quando eu era ali correspondente desta revista angolana, que, segundo ele, acabaria de o motivar para abraçar a carreira do jornalismo – Sendo, atualmente, além de fundador da Rádio Jubilar, jornalista e repórter fotográfico da Agência RTP-Press e colaborador do Téla Nón



Santomense distinguido no Brasil - Belinazir Costa do Espirito Santo, por um trabalho coletivo de pesquisa cientifica inovadora em Minas gerais.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

Mais um santomense a brilhar longe do seu pais, onde muitos dos seus filhos, labutam e se afirmam com mérito e dedicação: é  também o exemplo  de  Belinazir do Espírito Santo, formado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010), Belo Horizonte,  premiado por  um trabalho de pesquisa  por um grupo de estudantes nesta Universidade, em Dezembro passado  - A noticia é avançada pelo Jornal Téla Nón, que destaca o mérito do universitário santomense, cujo trabalho resulta em parte da sua tese de mestrado e de pesquisas (2015/2019) lideradas pelo Prof. Dr. Cláudio Leite de Souza https://www.telanon.info/sociedade/2020/01/22/31044/sao-tomense-premiado-no-brasil-por-investigacao-cientifica-inovadora/
Belinazir Costa do Espirito Santo, Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010). Foi pesquisador em projeto da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais na área de Energia Solar e tem trabalhos técnico/científicos publicados em periódicos das áreas de materiais, energia, meio ambiente e saneamento. Tem experiência em operação de reatores de separação e purificação de misturas e em desenvolvimento de projetos de saneamento e meio ambiente

UM DOS ESTUDANTES DISTINGUIDOS  NO LANÇAMENTO DE UM LIVRO DE INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE  - produzido por pesquisadores que venceram prémios da Companhia
Inovação para a Sustentabilidade a Serviço do Saneamento Ambiental é o título do livro lançado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar),  com o objetivo de disseminar ideias e experiências que contribuam para o desenvolvimento científico e tecnológico do setor de saneamento e aplicáveis na Sanepar. O material foi produzido por pesquisadores de universidades e centros de ciência e tecnologia e por profissionais da Sanepar que elaboraram trabalhos técnicos direcionados à melhoria de processos da Companhia. http://site.sanepar.com.br/noticias/sanepar-lanca-livro-e-entrega-premios-de-inovacao-e-sustentabilidade

TESE DE MESTRADO DO UNIVERSITÁRIO SANTOMENSE Avaliação de Câmara de Dessorção de Metano e Sulfeto de Hidrogénio Dissolvidos Em Efluentes de Reatores Uasb Tratando Esgoto Doméstico

A presença dos gases metano e sulfeto de hidrogénio dissolvidos no seio do líquido efluente de reatores UASB é uma problemática que causa preocupações em âmbitos sociais, ambientais e económicos. Portanto, os seus efeitos individuais e/ou conjugados podem ser comprometedores, tendo em vista que esses gases podem conter características poluentes ao meio ambiente ou danosas às estruturas dos sistemas de esgotos, assim, tem sido recorrente a preocupação de recuperação dos gases de potencial energético (metano em altas concentrações), o controle dos gases de efeito estufa (metano fugitivo em baixas concentrações) e os odorantes (sulfetos, mercaptanas, etc). A presença de gás metano (CH4) que não é capturada pela campânula e que se encontra dissolvida na massa líquida do efluente do UASB, na condição de supersaturação podem apresentar uma concentração na ordem de 21 mg/L, e a perda de metano pelo efluente líquido pode corresponder até 45% da produção total de gás gerado (dissolvido + biogás). 

Quanto aos parâmetros de odoríferas já foram medidos níveis de sulfeto de hidrogênio (H2S) maiores que 500 ppm dentro da caixa de passagem, logo após a saída do efluente do reator UASB, durante a agitação promovida pelo fenômeno de cascata em queda livre de 6 m de altura. Este trabalho, com o objetivo central de realizar experimentos sobre evoluções na técnica de câmara de desorção (CD) para controle desses gases dissolvidos no efluente, quando testou equipamentos de queda livre e atmosfera controlada, obteve remoção de 64% metano e 77% de sulfeto de hidrogênio, identificando o mecanismo de dessorção como governante do processo de tratamento. Além, quando esses equipamentos de atmosfera controlada tiveram adaptação para receber meio de suporte, tais eficiências alcançaram 89% e 96% respectivamente aos parâmetros CH4 e H2S. Nestes casos, foi possível avaliar que o mecanismo de dessorção foi responsável para recuperação do gás metano a 21%, e a oxidação, por sua vez, foi o mecanismo predominante para a remoção de H2S e precipitou enxofre elementar (S0). http://www.smarh.eng.ufmg.br/diss_defesas_detalhes.php?aluno=1219

Princesa do Mónaco na Ilha do Príncipe para celebrar os 65 anos do seu aniversário com o bronze de uns belos dias de banhos sol nas águas quentes da maravilhosa Pérola do Equador - Fracassada a visita do Rei de Marrocos, há dois anos, vem agora uma charmosa princesa, de seu nome Caroline Louise Marguerite Grimaldi, nascida em 23 de janeiro de 1957 em Mônaco, casada já por três vezes, divorciada há mais de dez anos, a ser a grande vedeta do turismo das Ilhas Encantadas do Golfo da Guiné – A presidente da Associação Mundial de Amigos das Crianças (AMADE), oxalá seja também sensibilizada pelos sorrisos das amorosas crianças destas ilhas, que bem precisam de apoios.


Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

  Marguerite Grimaldi,  a filha mais velha do príncipe-soberano Rainier III do Mónaco e de sua esposa, a atriz  Grace Kelly, a terceira na ordem de sucessão ao trono de Mónaco - A  princesa de Hannover, duquesa de Brunswick e Luxemburgo, escolheu a Ilha do Príncipe para celebrar os seus 65 anos de idade e passar ali uns belíssimos dias nas águas quentes e azuis  desta  encantadora ilha, em praias de areia fina e macia, ladeadas por luxuriantes palmeiras e  perfumadas arvoares tropicais 



Segundo fontes do gabinete de Imprensa do  Governo de Jorge  Jesus, a  mediática princesa, Carolina do Mónaco, deverá chegar hoje, pelas 14 horas, ao aeroporto internacional de  S. Tomé, num voo privado da Bombardier Global 6000, e seguirá viagem para ilha do Príncipe, prevendo-se que daqui .se desloque para a Região  Autónoma da Ilha do Príncipe, onde deverá permanecer até ao dia 2 de Fevereiro

Depois da  abortada  viagem do  Rei de Marrocos, Mohammed VI, anunciada por Patrice Trovoada, em Fevereiro de 2017, que chegou a mobilizar  dezenas de viaturas,  meios aéreos e marítimos,  que se esperava que escalasse o Príncipe,  depois da participação  do referido monarca no encerramento do campeonato africano das nações, no Gabão, eis que agora é mesmo a vez de uma princesa, muito badalada  na imprensa cor de rosa,   vir a capitalizar as atenções mediáticas e constitui-se como um motivo de gabarito na promoção turística de ambas as ilhas, que, de resto,  este ano, e já pela segunda vez, é recomendado pela cadeia televisiva  CNN, como sendo um dos vinte destinos mundiais eleitos a visitar. - Sem dúvida, pretexto para que o Governo encare esta visita, com justificado optimismo.
SEPARADA HÁ MAIS DE DEZ ANOS, DEPOIS DE TRÊS CASAmenTOS  MAS SEM INTENÇÃO DE SE DIVORCIAR -  “ rEVISTA “CARAS”


Escrevia a Caras, em Fevereiro do ano passado, que  “a filha mais velha do príncipe Rainier do Mónaco e da atriz norte-americana Grace Kelly nasceu princesa e em berço de ouro, mas não tem tido uma vida de conto de fadas. Pelo menos no que toca ao amor. Tendo casado três vezes, nenhuma das uniões lhe trouxe a felicidade que terá desejado; o primeiro marido, o francês Philippe Junot, com quem se casou em 1978, aos 21 anos, nunca abandonou a vida de playboy e a união só durou dois anos. Foi pouco depois que conheceu o grande amor da sua vida, o italiano Stefano Casiraghi, filho de um magnata do petróleo. Acabou por se casar com ele a 23 de dezembro de 1983, já grávida do primeiro filho, Andrea, que nasceria em junho. Um ano depois nascia Charlotte e em 1987 Pierre. Este segundo casamento parecia ter tudo para correr bem, mas um trágico acidente de barco matou Casiraghi no dia 3 de outubro de 1990, deixando-a viúva e com três filhos pequenos.

Mergulhada num luto profundo, Carolina teve a seu favor o facto de ser muito jovem, e acabaria por recuperar o ânimo com a ajuda de alguns amigos mais chegados, entre eles o príncipe alemão Ernst de Hannover, que se divorciou da primeira mulher, Chantal Hochuli (amiga íntima de Carolina), mãe dos seus dois filhos mais velhos, em 1997. Dois anos depois, a 23 de janeiro, dia em que completava 42 anos, Carolina casava-se com Ernst. Mais uma vez a noiva estava grávida, agora de Alexandra, que nasceria seis meses depois, a 20 de julho de 1999.

Carolina mudou-se então de Monte Carlo para Le Mée-sur-Seine, em França, onde o casal comprou uma casa do século XVIII ao estilista Karl Lagerfeld, grande amigo da princesa. Seria de esperar que a maturidade e experiência de vida de ambos tivesse resultado numa relação feliz e tranquila, mas na verdade este casamento foi sempre turbulento. A juntar ao seu temperamento colérico e algo grosseiro – que o fez pagar milhares de euros em indemnizações por agressões e injúrias, nomeadamente aos paparazzi que frequentemente o perseguiam para conseguir imagens comprometedoras, como a que o mostra a urinar contra a parede de um dos pavilhões de exposições da Expo de Hanover, em 2000, e a cujo autor deu um pontapé –, o príncipe tinha ainda contra ele o facto de ser alcoólico, vício que nunca conseguiu abandonar. Depois de vários escândalos, Carolina acabou por deixá-lo, no verão de 2009, mas nunca se divorciaram.

Há pelo menos duas explicações para isso: por um lado, Carolina teria direito a metade da fortuna do marido, e este não quererá passar pela complicação de fazer partilhas, sobretudo dadas as relações tensas que tem com os filhos, Ernst August e Christian, que chegaram a ponderar declarar o pai incapaz (o alcoolismo já o forçou a ser internado mais do que uma vez e chegou a estar em coma quando ainda era casado com Carolina), tendo ficado o mais velho a gerir o património familiar e Ernst apenas responsável pela sua fortuna pessoal. Por outro lado, em caso de divórcio a princesa perderia o estatuto que ganhou pelo casamento com o príncipe alemão: em termos de protocolo, ser princesa de Hannover é mais relevante do que ser princesa do Mónaco (a Casa de Hannover está associada às casas reais de Inglaterra, Espanha e Grécia, sendo Ernst primo direito da rainha Sofía de Espanha, por exemplo), onde passou a ser uma figura de segundo plano desde que o irmão, o príncipe Alberto II, se casou com Charlene e teve dois filhos, que serão os seus sucessores. Não se espera, portanto, que Carolina, de 62 anos, e Ernst, de 64, venham a concretizar a separação judicial, pelo menos se nada se alterar nas respetivas circunstâncias de vida
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https://caras.sapo.pt/realeza/monaco/2019-02-15-Carolina-do-Monaco-separada-ha-dez-anos-mas-sem-intencao-de-se-divorciar

OUTROS DADOS  BIOGRÁFICOS  DA BADALADA PRINCESA 

Caroline de Mônaco (Caroline Louise Marguerite Grimaldi), nascida em 23 de janeiro de 1957 em Mônaco, é membro da família principesca de Mônaco. Por casamento, ela era princesa de Hannover, duquesa de Brunswick e Luneburg.


Ela é a filha mais velha do príncipe Rainier III e da princesa Grace de Mônaco. Ela foi batizada em 3 de março de 1957. Ela é a terceira na ordem de sucessão ao trono de Mônaco.

Ela concluiu parte de seus estudos secundários no internato da St Mary's School em Ascot (Berkshire). Ela obteve o bacharelado em 1974 e depois um diploma em filosofia na Sorbonne. Ela também estudou psicologia e biologia antes de ingressar no Instituto de Estudos Políticos de Paris. Ela fala francês, inglês, alemão, espanhol e italiano.

Suas obras
Em 1979, foi nomeada pelos pais presidente do Comitê Nacional Monegasco para o Ano Internacional da Criança. Em 1981, ela fundou a associação “Jeune, j'écoute”, originalmente um serviço de escuta telefônica para jovens em perigo, que se tornou um local de recepção e reunião.

Após a morte de sua mãe, a princesa Grace, em 1982, ela assumiu a presidência do Garden Club of Monaco, o comitê organizador do Festival des arts de Monte-Carlo e da Fundação Princess-Grace-of-Monaco. . A Fundação Princesa Graça de Mônaco é muito ativa na França: presença em cerca de trinta hospitais pediátricos (organização da classe hospitalar ou casas para os pais), compra de cadeiras de rodas para pessoas pobres, financiamento de 1/3 do orçamento da três grandes laboratórios, etc.

Em 1985, a princesa Caroline anunciou oficialmente a criação da Compagnie des ballets de Monte-Carlo, cumprindo um desejo de sua mãe.

Desde 1988, é presidente do conselho de administração e do conselho literário da Fundação Prince-Pierre-de-Monaco.

Em abril de 1993, a princesa Caroline foi nomeada presidente da Associação Mundial de Amigos das Crianças (AMADE), fundada por sua mãe, trinta anos antes, que realizou inúmeras ações em todo o mundo: criação de quinze casas de acolhimento nas Filipinas, criação de um centro de acolhimento próximo à prisão de Phnom Penh (Camboja) para crianças presas com seus pais detidos, criação de uma escola de hotel para órfãos no Burundi, construção de u recepção de delinqüentes no Brasil, treinamento de cirurgiões no Laos para poder operar em bebês com malformações faciais, etc. Além desse apoio concreto e financeiro, a AMADE incentiva o mundo político a fortalecer as leis internacionais para defender as crianças.

Em 2 de dezembro de 2003, foi nomeada pela Diretora Geral da UNESCO como Embaixadora da Boa Vontade em reconhecimento ao seu compromisso pessoal com a proteção das crianças e da família e por sua contribuição para a promoção de programas de acolhimento de crianças. UNESCO para a educação de meninas e mulheres.

Em 20 de maio de 2006, recebeu o prêmio de Campeão da Criança de 2006 pelo presidente do Comitê dos Estados Unidos da UNICEF, em reconhecimento ao seu compromisso com crianças em risco, em particular como presidente da AMADE.

Desde a morte de sua tia, a princesa Antoinette de Mônaco, em 18 de março de 2011, a princesa Caroline se tornou a reitora da família Grimaldi.

Casamentos e crianças

Ela se casa com Philippe Junot pela primeira vez (nascida no 17º arrondissement de Paris em 19 de abril de 1940) em Mônaco, civilmente em 28 de junho de 1978 e religiosamente em 29 de junho de 1978. O divórcio foi pronunciado por um tribunal monegasco em 9 de outubro de 1980. Um pedido O reconhecimento da nulidade de um casamento religioso foi introduzido por Caroline de Mônaco na corte de Roma em 1981 e, após um longo procedimento, o papa João Paulo II declarou oficialmente a nulidade do casamento religioso em 1º de julho de 19921.

Ela se casou civilmente pela segunda vez com Stefano Casiraghi em 29 de dezembro de 1983 no Palácio de Mônaco. Ele morreu em 3 de outubro de 1990 em um acidente de barco a motor. Eles têm três filhos:

Andrea Casiraghi (nascida em 8 de junho de 1984), quarta em ordem de sucessão ao trono;
Charlotte Casiraghi (nascida em 3 de agosto de 1986);
Pierre Casiraghi (nascido em 5 de setembro de 1987).
Essas crianças desse segundo casamento são reconhecidas como legítimas aos olhos da Igreja pelo papa João Paulo II em 25 de fevereiro de 1993, uma decisão tornada pública no início de abril de 1993 e confirmada em 5 de abril de 1994, apesar de serem o resultado de um casamento puramente civil. : a declaração de nulidade do primeiro casamento de Caroline após a morte de Stefano Casiraghi, uma morte que por si só impediu qualquer casamento religioso; Caroline fez um pedido ao papa nesse sentido em 2 de julho de 1992, assim que seu primeiro casamento foi declarado nulo. Além disso, esses filhos deste segundo casamento já eram legítimos sob a lei monegasca devido ao casamento civil de seus pais.
 Depois de uma história de amor altamente divulgada com Vincent Lindon2, ela se casou com o príncipe pela terceira vez  https://fr.wikipedia.org/wiki/Caroline_de_Monaco



segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Amílcar Cabral - Assassinado há 47 anos, em Conacri 20-01-73 – Mas também outros seus parentes. Um sem-abrigo, em Lisboa, confessa que o conheceu “em Angola, onde ele lhe parecia como o fantasma, que aparecia e desaparecia” entre a vida profissional e as ações da clandestinidade –


Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigadorAmílcar Lopes Cabral, nasceu em Bafatá, Guiné Portuguesa, atual Guiné-Bissau, 12 de setembro de 1924 e foi assassinado  em  20 de janeiro de 1973, em Conacri, por dois membros de seu próprio partido. O combatente e herói da Guiné e Cabo Verde, que profetizara seu fim, ao afirmar: "Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios."

Um sem-abrigo, em Lisboa, nascido em Angola, mas de origem cabo-verdiana, confessa que  o conheceu em criança, em casa de seus pais, de que era parente, onde ele lhe  parecia como o fantasma, que aparecia e desaparecia” entre a vida profissional e as  ações da clandestinidade  Baltazar Gomes Monteiro,  doente e desempregado,  declara que os seus pais e uma avó, foram vitimas  do regime colonial,  por via dos laços familiares e das  relações  de convivência que tiveram com ele quando para ali foi trabalhar como agrónomo Video e pormenores mais à frente. 

Amilcar Cabral

Afinal, Amílcar Cabral, não foi a única vitima no seio da  sua própria família, ao deixar  viúva, a esposa Ana Maria de Sá, quando foi assassinado  em 20 de Janeiro de 1973,  por dois membros do seu partido, em Conacri:  o mesmo pesadelo também  colhera a vida de   alguns dos seus parentes, estes vitimas da repressão colonial,  em Angola, como represália pelos contatos clandestinos que ali estabelecera com o MPLA, fundado em Dezembro 1956, no  período dos três anos (1956-1959), em que o então engenheiro Amílcar Cabral realiza vários trabalhos na área da pedologia, a serviço de grandes companhias angolanas, onde, à semelhança do que já havia observado na Guiné-Bissau, “ teve a oportunidade conhecer de perto as condições de trabalho precárias, a exploração e os abusos por parte dos patrões, a que os trabalhadores estavam sujeitos nos campos de cultivo”.  

Conheça o drama  e as revelações do cidadão angolano, de origem Cabo- Verdiana, numa noite chuvosa e de invernia em que apelamos à linha de emergência para lhe prestar apoio social e hospitalar: que acabou por recusar: - doente, traído e desempregado, por ter sido roubado,  prefere agora mais a morte de que a vida: em ir juntar-se ao destino dos seus entes queridos, vitimas  de represálias pelos laços familiares ao falecido líder do PAIGC - Vídeo e os pormenores mais à frente.

TOMÁS MEDEIROS  - Falecido em  Setembro passado  - ACUSOU NINO VIEIRA DE TER SIDO O MANDANTE DO ASSASSINIO DE AMILCAR CABRAL - Declarou-me na breve entrevista que me concedeu na Casa Internacional de S. Tomé e Príncipe, em Maio de 2015 - Que voltei hoje a reproduzir

Tomaz Medeiros, o poeta santomense, antigo médico e general do MPLA, no período da guerrilha, acusou Nino Vieira pelo assassínio da morte de Amílcar Cabral



“Há muita lenda acerca da morte de Amílcar Cabral: Amílcar não foi morto por ser bandido ou por ser traficante de droga: Amílcar Cabral foi morto por ser um homem politico  por certas etnias que lutavam contra Amílcar Cabral – Ver entrevista completa e outros pormenores em  http://www.odisseiasnosmares.com/2015/05/


PARA TOMAZ MEDEIROS,  O ASSASSINO TEM UM NOME - Culpou-se o exército português e a PIDE, não é que vontade não falasse ao regime colonial, e, pelos vistos, até chegou a desencadear  operações nesse sentido, mas, afinal, os maiores inimigos do fundador do PAIGC, estavam no interior das suas próprias  fileiras.


Baltazar Gomes Monteiro, nascido em Angola, de origem cabo-verdiana, 12º ano, reside em Portugal desde 1991, atualmente doente e desempregado da profissão de canalizador, com  dolorosos problemas de saúde,  sofrendo de agudíssimas  dores de artrose nas pernas, que lhe causam grandes dificuldades de locomoção, pese o internamento hospitalar  de seis meses, a que foi submetido, é mais um vencido da vida: traído e roubado, por alguém que suponha ser seu amigo e da sua confiança,  sentindo-se desanimado e desorientado, não por exagero do consumo de álcool, a que não se entrega  ou por uso de drogas, a que não recorre, mas porque, com o peso das várias provações e vicissitudes,  que lhe afloram ao pensamento, lhe trazem também memórias, bem tristes do passado de que foram vitimas,  os seus pais e uma só avó, além das por que também já terá vivido





Diz  que é  parente de Amílcar Cabral, tendo os seus pais e uma avó, sido mortos pelo regime colonial, em Angola, devido aos laços de amizade e de intimidade que mantinham   com o  homem que, então aos seus olhos curiosos e perscrutadores  de criança,  lhe parecia como o fantasma, que ora aparecia ora desaparecia, naturalmente que para dissimular, a par da sua atividade profissional que exercia, o outro lado da clandestinidade que então já deveria estar a ensaiar junto do MPLA e do seu fundador Agostinho Neto.

Dona Iva, mãe de Cabral,
Juvenal Cabral, pai de Amílcar Cabral.

E, de facto,  o fundador e herói da resistência da Guiné e Cabo Verde,  quando, então, eng. Agrónomo Amílcar Lopes Cabral, nascido em Bafatá, atual Guiné-Bissau,  em 12-09-1924,  foi forçado a abandonar a Guiné, para onde havia sido contratado, em 1952,  pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, por via das então já suspeitas atividades politicas, como a criação da primeira a Associação Esportiva, Recreativa e Cultural da Guiné, aberta tanto aos "assimilados" quanto aos indígenas, procedimento que desagrada ao então  Governador da colónia, Melo e Alvim, que o força  a emigrar para Angola, onde aproveita para se unir às atividades clandestinas  une-se ao MPLA.
E, realmente, a avaliar pelo seguimento das pesquisas que posteriormente vim a fazer, confirma-se que existe um apelido Monteiro na  ascendência de Amílcar Cabral, e da mesma ilha, donde a mãe de Baltazar Monteiro,  aos 18 anos emigrou para Angola.

 Iva Pinhel Évora


Estudos revelam que,
Dona Iva, mãe de Cabral, teria nascido  no sítio de São Francisco, no concelho da Praia (Santiago), a 31 de Dezembro de 1893. O pai, António Pinhel Évora nasceu na ilha de Santiago, era lavrador. Sua mãe, Maximiana Monteiro da Rocha era igualmente natural da ilha de Santiago, foi lavadeira e não sabia ler nem escrever. Ela foi baptizada na Igreja de Nossa Senhora da Graça, Praia, a 13 de Junho de 1894.

(…) Em 1922, quando tinha 29 anos de idade, ela emigrou para a Guiné, com o seu primogénito de nove meses (Ivo Carvalho Silva, nascido a 24 de Novembro de 1921) e o seu companheiro (João Carvalho Silva, que seria funcionário das finanças nessa outra colónia). Mal aportaram na Guiné, tal relação chegou ao fim. Ao que se sabe, nesse mesmo ano, Iva Pinhel Évora conheceu Juvenal Cabral, o seu futuro companheiro https://www.buala.org/pt/a-ler/quem-foi-a-mae-de-amilcar-cabral

Amílcar Cabral nasceu em Bafatá, na Guine em 1932, veio para Cabo Verde em 1943, onde completa em 1944, no Mindelo o curso Liceal e em 1945 emprega-se na Imprensa Nacional, na Praia. Em 1945 foi estudar agronomia para Lisboa,
Em 1956 fundou o PAIGC e iniciou a luta armada pela independência do país a 23 de Janeiro de 1963 com um ataque ao aquartelamento de Tite, no sul da Guiné. Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros de seu próprio partido https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%ADlcar_Cabral.
UM SEM-ABRIGO MAIS POR UM SENTIMENTO DE DESALENTO E DESESPERO  DE TER SIDO ROUBADO E TRAÍDO DE QUE POR INDIGÊNCIA OU HABITUAÇÃO  O diálogo ocorreu, ocasionalmente, na noite fria e chuvosa  de quinta-feira passada por volta da meia-noite, na  rua  Rosa Damasceno, próximo do Mercado  de Arroios, em Lisboa: ao passar pelo local, quando ali me descolocara para ver se uma frutaria oriental, que ali existe, ainda estava aberta, e, vendo-o, com ar muito triste e pensativo, sentado numa cadeira abandonada, junto à soleira de um prédio, ao lado de um caixote do lixo, com ar tão deprimido, concentrado e desprendido, como que alheio a tudo e completamente arredado deste mundo, não resisti a perguntar-lhe a razão pela qual não procurava ao menos um local para se abrigar  da chuva: respondeu-me que não se importava que chovesse, que ia passar assim  a noite.

PREFERE MORRER COM DIGNIDADE A  MISTURAR-SE COM DROGADOS E ALCOOLIZADOS 

Recusava-se deiar-se como estes "trapos"
“Não me importo da chuva, nem do frio nem de morrer!.. Hoje já dei muitas voltas,  estou muito cansado e não posso andar!...  Estive no posto à espera da  médica e não apareceu!... Já sofri muito!... Perdi o emprego por causa da minha artrose!... Já fui operado às duas pernas, que as parti (levantando a  calça de uma delas e mostrando-me os sinais da operação); tenho-as cheias de dores!... Fui roubado e estou sem dinheiro para pagar o quarto que me dá assistência social. Ontem, arranjaram-me para ficar num dormitório, em Xabregas!... Fui lá, com muito sacrifício! mas  só vi drogados!... Não me quero misturar naquele ambiente!... Prefiro morrer num banco qualquer, de um jardim ou onde o encontrar!... Sentado ou deitado!... Não me vou juntar aos que dormem embrulhados em trapos ou papelões.

Já não me importo de nada!...  E o que é que estou cá a fazer?!... Também já  não tenho ninguém de família!.. Os meus pais morreram em Angola, assim como  a minha avó: eram da família de Amílcar Cabral; foram assassinados por suspeitarem que também eram contra o regime – Ele depois foi combatente mas também o mataram!...

 Depois de ter ido buscar alguns alimentos a minha casa e umas peças de roupa dentro de um saco para se proteger, diligenciei-lhe assistência social e médica – Pois não me pareceu que fosse o típico sem-abrigo habitual.

Triste realidade de todas as noites
Aceitou a minha oferta, e, quando lhe disse que era jornalista,  até não se importou de ser fotografado e de me contar alguns pormenores do seu passado e do seu calvário. 

Mas  depois veio a recusar o apoio  que lhe diligenciei: quer de um quarto numa pensão pelos serviços sociais de emergência, quer de uma ambulância que o podia levar ao hospital, visto mal poder andar: a humidade fria da noite, agravara-lhe a artrose, mesmo assim o único local de repouso que procurou foi o de se estender sobre um banco de madeira debaixo de umas árvores despidas de folhas na Alameda D. Afonso Henriques, ali próximo.

1957-  em Lisboa, com  meu irmão
Outro africano, dormindo ao relento
CONHEÇO BEM A REALIDADE DOS SEM-ABRIGO-  Também dormi na rua, em criança, em Lisboa, para onde fui trabalhar como menino escravo, aos 12 anos,  nas velhas mercearias em Lisboa - Pormenores em RECORDAÇÕES DO MENINO ESCRAVO.  -- 

Embora gravasse o diálogo, só lhe  fiz uma única fotografia. E a imagem que depois se me deparou era mesmo  muito triste!... Como nunca vi: de alguém mais abraçado à morte de que à vida!... Mas eu  estava ali mais para o apoiar do que para fazer da sua desgraça, uma reportagem: porque, tendo, em criança nesta cidade, dormido nos jardins ao relento ou nos saguões das escadas,  quando para aqui vim como menino-escravo nas antigas mercearias, dificilmente poderia esquecer-me do quanto é doloroso ficar completamente exposto às adversidades de uma noite de inverno:  de facto, embora existam muitos sem-abrigo a dormir embrulhados em cartões e  nos desvãos  dos prédios, este caso parecia-me ainda mais chocante!... 

Infelizmente, esta uma das imagens da grande cidade
Sim,  ao ver, um ser humano,  com razoável formação académica (12º ano )  como que mais rendido à morte de que  agarrar-se à vida ou a desejar sobreviver – E, eu, que, mesmo perdido no imenso golfo da guiné, numa frágil piroga, por tantos dias e noites a fio, nunca me resignei às tão dramáticas ameaças!

A equipa da ambulância procurou demovê-lo para ao menos se recolher num local abrigado da chuva. Alertando-o  de que, se ficasse encharcado, coma roupa que trazia no corpo, ainda ia ter mais dores!... Pois nem  assim se importou: por lá se abandonou  deitado, meio encolhido sobre a dura madeira do banco,  sim, como alguém que deseja mais morrer de que viver.