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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 24 de agosto de 2019

CEIBA Internacional, assegurará a ligação aérea entre São Tomé e Príncipe, Portugal e a Europa – Resta saber a posição da EUROATLANTIC que já declarou sair da STP AIRWAYS mas "não empurrada"


Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise

 EuroAtlantic da STP Airways poderá ir de bandeira para  dar lugar  à CEIBA, Companhia Aérea Nacional da G.E. que pretende também voar por Cabo Verde (PALOP) a fim de  contornar o impedimento de constar da lista negra das companhias aéreas impedidas de voar no espaço europeu, senão através de aviões fretados de outras empresas. Aliás, o mesmo se passa com a companhia  a STP AIRWAIS - A que já me referi, há dois anos, neste site http://www.odisseiasnosmares.com/2017/05/voos-aereos-para-sao-tome-e-principe.html

UMA MÃO CHEIA DE MEMORANDOS, RECENTEMENTE ASSINADOS, ENTRE A GUINÉ EQUATORIAL E S. TOME E PRINCIPE  - Um dos quais é hoje noticia de que a Ceiba, Companhia da Guiné Equatorial será a nova parceira da STP Airways no transporte aéreo

Esta era a noticia, em 14/06/2019, de que "O Governo são-tomense está a trabalhar com a Guiné Equatorial na concretização de "uma aliança formal" entre as suas companhias aéreas, o que deverá levar à saída da portuguesa euroAtlantic da STP Airways.”

 A euroAtlântic detém 40% do capital e a responsabilidade pela gestão da STP Airways, tendo igualmente um contrato de concessão do "handling" até 2020 e que o Governo quer separar do transporte aéreo.O Estado de São Tomé e Príncipe tem uma participação de 35% da STP Airwayshttps://www.dn.pt/lusa/interior/sao-tome-e-guine-equatorial-vao-avancar-para-alianca-formal-entre-companhias-aereas-


EM VOO DE CRUZEIRO OU AINDA A FAZER-SE À PISTA?

O Governo de São Tomé e Príncipe, anunciou no seu portal oficial, que o Ministro das Obras Públicas Osvaldo Abreu, assinou com o Governo da Guiné Equatorial, um acordo que permitirá a companhia aérea do país vizinho, a CEIBA Internacional, assegurar a ligação aérea entre São Tomé e Príncipe e Portugal” – Diz o Téla Non, .

Referindo que “a  companhia aérea da Guiné Equatorial, vai ligar São Tomé e Lisboa, em nome da companhia de bandeira nacional a STP-Airways. A informação do Governo acrescenta duas outras companhias aéreas internacionais, também estão envolvidas no projecto, nomeadamente a White e a Ethiopian Airlines. https://www.telanon.info/politica/2019/08/23/29832/governo-escolheu-ceiba-da-guine-equatorial-para-ligar-stp-e-a-europa/

 De recordar que, em  11/06/2019 - surgiram estas declarações: - EUROATLANTIC ADMITE SAIR DA STP AIRWAYS, MAS NÃO EMPURRADA, DIZ TOMAZ METELLO  - O fundador e presidente da Administração da euroAtlantic Airways, Tomaz Metello, admitiu  em declarações à Agência Lusa que a empresa deixe de ser accionista da companhia são-tomense STP Airways, mas quando entender.

“É falso dizer que a euroAtlantic vai sair [de São Tomé e Príncipe] e que o contrato acabou, é mentira. Se quisermos, continuamos a voar porque o acordo aéreo autoriza qualquer companhia lá”, afirmou Tomaz Metello. http://presstur.com/mercados/portugal/euroatlantic-admite-sair-da-stp-airways-mas-nao-empurrada-tomaz-metello-4/

GOVERNO DE SÃO TOMÉ ESCOLHE CEIBA/WHITE PARA SUBSTITUIR EUROATLANTIC NA STP AIRWAYS
EVARISTO E OBIANG
A mesma noticia, também é divulgada pela Lusa, dizendo que “a gestão da companhia aérea são-tomense, não será abrangida num futuro  acordo com a congénere da Guiné Equatorial, assegurou hoje, em declarações à Lusa, o ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente, Osvaldo Abreu.

O governante explicou que o memorando assinado em Malabo, capital da Guiné Equatorial, na semana passada, pelo presidente da STP Airways, António Aguiar, prevê que a Ceiba "vai colocar aviões ao serviço da companhia aérea nacional, que serão operados pela White", operadora aérea portuguesa.

A White já é a operadora dos voos da companhia aérea da Guiné Equatorial, uma vez que esta, de acordo com as regras de segurança no espaço comunitário, não pode voar para a Europa.

"O acordo ainda está a ser negociado, mas há já um comprometimento das partes, que a Ceiba, companhia de aviação da Guiné Equatorial, passa a ser a próxima parceira da STP Airways, a transportadora de bandeira de São Tomé e Príncipe, após a retirada da Euroatlantic", afirmou Osvaldo Abreu.

(…) Osvaldo Abreu apontou que a separação das atividades transportadora e de `handling` é "uma aspiração" do Governo que foi recomendada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) e por organizações internacionais.

O presidente e único acionista da euroAtlantic, Tomaz Metello, reagindo à intenção de cessar o contrato já em outubro, admitiu sair do capital e da gestão da STP Airways, mas após negociações.

Tomaz Metello explicou à Lusa que a concessão dos serviços de `handling` foi a condição para a empresa entrar no capital e na gestão da STP Airways, assegurando que sem esta operação não tem interesse em continuar a gerir a empresa são-tomense.

O empresário foi surpreendido com a decisão anunciada nos meios de comunicação social pelo ministro de terminar o contrato em outubro, e lamentou que, com todos os governos com que lidou ao longo de 11 anos, só este tenha imposto esta situação.
O presidente da empresa sublinhou que uma saída do capital da STP Airways tem de ter a concordância do acionista maioritário, a própria EuroAtlantic, implicando a alteração dos seus estatutos.

O ministro são-tomense anunciou ainda a nomeação de um conselheiro "independente e especializado" no setor da aviação civil "para acompanhar o período transitório da operação até à conclusão da transferência de gestão e das participações da euroAtlantic". https://www.rtp.pt/noticias/economia/companhia-da-guine-equatorial-sera-a-nova-parceira-da-stp-airways-no-transporte-aereo_n1168282

Na lista estão 119 companhias aéreas que não podem voar na União Europeia, na sua maioria africanas, entre as quais constam todas as companhias aéreas angolanas, de São Tomé e Príncipe e da Guiné Equatorial. com a exceção da TAAG Angola Airlines, incluindo AEROJET, AIR GICANGO, AIR JET, AIR NAVE, AIR26, ANGOLA AIR SERVICES, DIEXIM, FLY540, GIRA GLOBO, HELIANG, HELIMALONGO, MAVEWA e SONAIR. https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/estas-sao-as-companhias-aereas-proibidas-de-voar-na-uniao-europeia-32122

Pelo que nos apercebemos, na visita que fizemos há dois anos à Guiné Equatorial, o  Governo de Obiang, logrou  substituir os bairros degradados por bairros sociais, tal como também tem sido feito em Portugal – A Guiné Equatorial, dispõe de importantes recursos petrolíferos e, pelo menos, teve o cuidado de reservar alguns fundos para fins sociais, o que não sucede na esmagadora maioria dos países africanos -

Malabo - Bairros sociais - Em vez de barracas - Aqui, a fortuna petróleo, ainda deu para alguma coisa 


É compreensível que a Guiné Equatorial pretenda reforçar as relações de cooperação com STP  - Naturalmente, desde que as relações sejam orientadas em princípios de interesse mutuo e democraticidade e não por estratégias de calculismo e oportunismo capitalista, do vale tudo: - Que, no fundo, tem sido a filosofia do liberalismo global e apátrida


CINCO DIAS DE ENCONTROS OFICIAIS  - COM  ASSINATURA DE VÁRIAS PROMESSAS E PROTÓCOLOS 

De recordar, que, na visita oficial  do  Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, à Guiné Equatorial, de 13 a 21 de Agosto,  um dos locais  visitados foi o das instalações do Instituto Tecnológico Nacional de Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial localizado na cidade de Mongomo. Acompanhado pelo Ministro de Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial Gabriel Mbaga OBIANG LIMA, e com a presença do Ministro da Cultura, Turismo e Promoção do Artesanato SED Rufino NDONG ESONO NCHAMA, onde lhe foram prestadas informações sobre as modalidades dos cursos ministrados no centro. https://ahoraeg.com/petroleo-y-gas/2019/08/16/el-presidente-de-la-republica-de-sao-tome-y-principe-s-e-sr-d-evaristo-carvalho-visito-en-la-manana-de-este-viernes-16-de-agosto-las-instalaciones-del-instituto-tecnologico-nacional-de-hidrocarburo/

No dia 21 de agosto, O Presidente de STP, a São Tomé e Príncipe, regressou ao seu país, tendo, durante a sua permanência   na Guiné Equatorial, sido referido que a “delegação oficial, a que presidiu, assinou memorandos de entendimento sobre consultas mútuas. 
Em Malabo, Carvalho também recebeu conselhos do líder pan-africanista, HE Obiang Nguema Mbasogo, no desempenho do seu mandato como presidente.
A despedida com honras militares ocorreu no terminal presidencial do Aeroporto Internacional de Malabo, com a presença do próprio presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo.

Participaram também os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional, alguns membros do Governo, o Governador de Bioko Norte, o Presidente da Câmara de Malabo e o Secretário-Geral do Partido Democrático da Guiné Equatorial. https://www.pdge-guineaecuatorial.com/regreso-de-s-e-evaristo-carvalho-a-santo-tome-y-principe/





São Tomé – ex-Gestores do Banco Central - 23.08.2019 – Constituídos arguidos pelo Ministério Público - E retiradas de circulação notas de 200 dobras


No mesmo dia, em que, “O Banco Central de São Tomé e Príncipe decidiu retirar definitivamente de circulação as notas de 200,00 Dobras postas a circular em 2018 e substituí-las, muito brevemente, por uma nova série, segundo fonte da STP-Press” http://www.stp-press.st/2019/08/23/banco-central-decidiu-retirar-definitivamente-de-circulacao-as-notas-de-200-dobras/ é também noticia de queCinco ex-responsáveis do Banco Central, entre administradores e outros, foram constituídos arguidos pelo Ministério Público, no quadro das instruções preparatórias instaurado pela Direcção de Investigação e Acção Penal do Ministério Público.

Essas cincos pessoas, foram constituídas arguidas relativos as gratificações indevidas do Banco Central pela queima das antigas famílias das notas de Dobras, um processo sobre o qual o Ministério Público através de uma nota oficial á imprensa diz ter deduzida a devida acusação.
Sobre o assunto, a nova Direcção do Banco Central não quer se prenunciar, mas sabe-se de fontes seguras que dois desses arguidos, e que faziam parte da antiga Administração do Banco Central, foram expulsos como quadros do Banco Central. 

De referir ainda que na mesma nota de imprensa, o Ministério Público também diz serem deduzidas acusações contra 11 arguidos por 18 crimes de homicídio negligente no que refere ao recente naufrágio do Navio Amfitriti.
Sobre o desaparecimento do Navio Santo António, há já cerca de dois anos, o Ministério Público deduziu a acusação contra 2 arguidos por oito crimes de homicídio negligente, previsto e punidos pelas leis da República.
A nota de imprensa do Ministério Público datada de 2 de Agosto corrente, mas de lá para cá, não existe qualquer evolução em relação á nenhum dos processos anunciados, segundo fonte segura. http://www.jornaltransparencia.st/x60.htm


“O Barco de uma Vida’’ – Romance do escritor santomense Adriano Neto


É notícia – e de saudar - que “o escritor São-tomense, Adriano Conceição Neto,  acaba de colocar no mercado de São Tomé e Príncipe, uma obra literária, com mais de 500 páginas”


Trata-se de um obra literária “que retrata a sua infância, sociedade e peripécias da vida que viveu, nomeadamente, na localidade de Fundação Popular e Água Porca, no distrito de Água Grande, na Ilha de São Tomé, no âmbito do arquipélago de São Tomé e Príncipe.
A fonte disse à Agência STP-Press que Neto começou a escrever o livro pontualmente nas suas horas de lazer, quando estudava, em Coimbra, Portugal.
Segundo sabe-se, que a obra literária lançada na última quinta-feira, no país, levou mais de 20 anos a ser escrita, sendo que se intensificou nos últimos três anos. 
Adriano Neto é um jovem, académico São-tomense, que vive na diáspora em Salzburgo, Áustria e deslocou-se a São Tomé, para fazer o lançamento oficial do seu livro, “O Barco de uma Vida”.

Várias pessoas afectas ao mundo académico, da cultura e literário afluíram-se ao local de oficialização da obra para adquiri-lo ou apreciar a nova produção literária.
E destas pessoas, Hilária Teixeira, enalteceu a qualidade da Obra e disse que ela retrata várias fases de uma vida, designadamente, do autor e algumas pessoas com quem este partilhou a infância, incluindo ela própria.
(,,,) http://www.stp-press.st/2019/08/23/adriano-neto-lanca-obra-literaria-o-barco-de-uma-vida/


SINOPSE - No grande quintal da casa, onde todos os dias os oito irmãos e alguns rapazes do bairro da Fundação Popular e da zona de Água-Porca, em São Tomé e Príncipe, se juntavam espontaneamente para brincar, o pequeno Amaril destacava-se dos demais meninos. É que, durante a correria que faziam, mesmo que os restantes rapazes só arrancassem depois dele, o Amaril era sempre o último a chegar. Quando andava na rua, alguns meninos atiravam-lhe sorrisos trocistas e isso magoava-o e entristecia-o, criando nele sentimentos ambivalentes profundos.
Um certo dia, o pequeno Amaril fez um barco de papel e depositou-o no pequeno riacho que passava atrás da sua casa e comparou o percurso que o barquito iria fazer com a imagem da sua vida. Contudo, o seu pai, ao contrário, disse-lhe: "cada um de nós constrói o seu futuro e o seu destino e somos nós próprios quem devemos conduzir o barco a um porto seguro".~

O pai, o senhor Vitório, um funcionário público, sempre preocupado com a educação dos seus filhos, achava que essa era a única herança que lhes podia garantir. Assim, juntava os seus filhos e debatia com eles diversos temas, exortando-os à ideia de paz, de solidariedade e de um comportamento exemplar fora e dentro de casa.
A mãe, a Dona Chepa, à semelhança de outras mulheres no país, era doméstica. Para além do imenso trabalho que tinha, desdobrava-se em tarefas suplementares que trouxessem mais algum dinheiro para casa, de forma a suprir os escassos recursos financeiros.

Os rapazes do bairro, entretanto, cresceram e cada um seguiu o seu rumo. Quando o Amaril saiu do país para ingressar na Universidade de Coimbra, teve um único desejo: é que, para ter sucesso no estudo, houvesse luz elétrica que iluminasse a cabeceira da sua cama, em vez da ténue luz de velas que muitas vezes usava em São Tomé para estudar.

A história do Amaril é emocionante e narra uma multiplicidade de fatores socioeconómicos e culturais em São Tomé e Príncipe.
Adriano Borges Neto da Conceição nasceu em São Tomé a 19 de janeiro de 1965 no seio de uma ampla e humilde família de oito irmãos.
Em São Tomé e Príncipe, a sua terra natal, fez o Ensino Primário, Básico e Secundário.
Em 1987, ingressou na Universidade portuguesa de Coimbra e começou por estudar Biologia na Faculdade de Ciências e Tecnologias, tendo alcançado o terceiro ano (ver mais https://www.wook.pt/livro/o-barco-de-uma-vida-adriano-neto/22247248




“O Golfo da Guiné é agora o pior ponto de pirataria do mundo” – S. Tomé e Príncipe faz parte destes perigosos mares – Enorme impacto da pesca ilegal na pirataria marítima - No primeiro semestre deste ano, 78 incidentes de pirataria e ataques armados contra navios


Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 


29/06/2019  - "O Golfo da Guiné, na costa sul da África Ocidental, é o mar mais infestado de piratas do mundo. O Bureau Internacional Marítimo (imb) relata 72 ataques no ano passado em embarcações no mar entre a Costa do Marfim e Camarões - acima de 28 em 2014. Este ano, até agora, registrou 30. Embora alguns dos aumentos possam refletir reportagens mais completas, Max Williams da Africa Risk Compliance (arc), uma consultoria de segurança, diz que a pirataria continua cronicamente sub-registrada. Os proprietários de navios temem que seus navios sejam retidos no porto durante uma investigação. Sua empresa estima que o número real de ataques no ano passado foi o dobro do valor da imb.  https://www.economist.com/international/2019/06/29/the-gulf-of-guinea-is-now-the-worlds-worst-piracy-hotspot

ACCRA, GANA - 25/07/2019 “O Golfo da Guiné continua a ser um ponto quente para a pirataria, representando a grande maioria das apreensões de reféns e sequestros em todo o mundo, de acordo com o International Maritime Bureau (IMB).  - No início deste mês, 10 marinheiros turcos foram capturados por piratas na costa da Nigéria e supostamente estão sendo mantidos como reféns.

"Duas regiões marítimas são principalmente perturbadas pela pirataria marítima” – escreve ABHISHEK MISHRA, referindo que o Golfo de Áden, a leste da África, e o Golfo da Guiné, a oeste. A forma mais comum de pirataria moderna e assalto à mão armada no mar em ambos os Golfos é o sequestro de navios, com foco no sequestro e pagamento de resgates. Além dos efeitos nacionais e regionais, a pirataria marítima e o assalto à mão armada no mar são considerados uma ameaça à economia global. Do ponto de vista econômico, a pirataria marítima é uma ameaça para a economia regional e global, já que as principais rotas marítimas da África (Sea Lanes of Communications) são afetadas adversamente. Mais de 90% das importações e exportações da África são movidas por mar. Embora seja difícil quantificar o custo exato da pirataria nos dois Golfos, os custos incorridos são, no entanto, significativos.
(…) PIRATARIA NO GOLO DA GUINÉ

Estendendo-se do Senegal a Angola, o Golfo da Guiné cobre mais de 6.000 quilômetros de costa e compreende 20 estados costeiros, ilhas e estados sem litoral. Esta bacia marítima é de importância geopolítica e geoeconómica para o transporte de mercadorias de e para a África Central e Austral. Além disso, é um ponto crítico para o comércio de energia na África, com extração intensiva de petróleo no Delta do Níger, na Nigéria. A maioria dos ataques na África Ocidental ocorre na Região do Delta do Níger, na Nigéria, embora tenha havido relatos de ataques em Benin, Gana, Costa do Marfim, Guiné, Togo e Serra Leoa, entre outros.

Golfo da Guiné
O Delta do Níger tem estado no epicentro dos crimes marítimos da África Ocidental devido a vários fatores. Muito paradoxalmente, a descoberta de grandes quantidades de hidrocarbonetos offshore gerou mais pobreza do que riqueza. Isso exacerbou as tensões sociais e aumentou a poluição ambiental. Apenas o governo central, as empresas de petróleo e as elites locais se beneficiaram da produção de petróleo. Os excluídos dos benefícios se voltaram para o crime organizado na forma de "petro pirataria". Essa forma de pirataria tem como objetivo roubar o petróleo bruto de navios-tanque e oleodutos, a fim de processar os ganhos em refinarias instaladas ilegalmente

(…) Portanto, algumas medidas precisam ser tomadas para combater a pirataria. Em primeiro lugar, os estados afetados precisam compartilhar informações sobre o que está acontecendo em seus litorais e vizinhos. Em segundo lugar, os estados que enfrentam desafios marítimos e de pirataria devem procurar desenvolver uma legislação forte para processar criminosos. Em terceiro lugar, são necessárias atividades conjuntas de treinamento para que os países possam desenvolver procedimentos e melhorar sua interoperabilidade. Por fim, os estados também devem reservar dinheiro ou fundos suficientes para construir capacidade local. Tanto a segurança marítima como o desenvolvimento da governança são dificultados por questões de capacidade. Portanto, é imperativo que os estados africanos trabalhem para colmatar a disjunção entre vontade política e prontidão, por um lado, e capacidade operacional, por outro. https://www.orfonline.org/expert-speak/piracy-again-back-infest-west-african-waters-what-driving-52339/

Pesca ilegal no Golfo da Guiné – Marinha dos Camarões aprisiona 4 barcos chineses 1 de Junho 2015 - Segundo a imprensa camaronesa, as 4 embarcações eram tripuladas por chineses. Estavam a pescar nas águas camaronesas, sem qualquer autorização das autoridades competentes do país vizinho de São Tomé e Príncipe.
As 4 embarcações de pesca ilegal foram conduzidas pela marinha camaronesa para o porto de Douala. https://www.telanon.info/sociedade/2015/06/01/19342/pesca-ilegal-no-golfo-da-guine-marinha-dos-camaroes-aprisiona-4-barcos/

 "O impacto da pesca ilegal na pirataria marítima: evidências da África Ocidental - Ginger L. Denton e Jonathan R. Harris

O recente aumento da pirataria marítima está frequentemente associado a questões econômicas, como o declínio da indústria pesqueira, mas ainda não há consenso sobre se uma redução na pesca local causa um aumento nas taxas de pirataria. Introduzimos o uso de pescado não declarado e do tipo de indústria pesqueira, além da captura de peixe relatada nas águas do Golfo da Guiné, ao analisar os fatores que influenciaram a pirataria na África Ocidental. Usando um conjunto de dados recentemente divulgado, que inclui captura de peixe ilegal, não regulamentada e não declarada (IUU) por setor, mostramos que um aumento na pesca reportada e não declarada produz um aumento na pirataria. Além disso, descobrimos que os aumentos nas capturas industriais de peixe estão relacionados com o aumento da pirataria marítima, enquanto o oposto é verdadeiro para a captura de peixe artesanal e de subsistência. Esperamos que esta nova abordagem ressalte o impacto da pesca industrial em larga escala sobre a pirataria em todo o mundohttps://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/1057610X.2019.1594660






O NAVIO SANTO ANTÓNIO, COM OITO TRIPULANTES A BORDO DESAPARECIDO HA 2 MESES - SEM DEIXAR RASTO  DESDE O PASSADO DIA 22 de Junho 2017 - 

A embarcação, que fazia a ligação de  S. Tomé ao Príncipe, levava consigo 8 tripulantes e transportava cerca de 87 toneladas de carga diversa, com destaque para bidões de combustíveis  Mais um navio desaparece na ligação entre São Tomé e Príncipe ..


GOVERNO DE PATRICE TROVOADA PEDE AJUDA A PORTUGAL, SÓ UM MÊS DEPOIS - POR FORÇA DAS PRESSÕES DOS FAMILIARES DA TRIPULAÇÃO E DA OPINIÃO PÚBLICA  _ Quem é que agora poderá encontrar o paradeiro do barco, após 60 dias do seu desaparecimento?


Embarcação madeirense, posta a reflutuar pela Marinha Portuguesa 

28/07/2017  - O governo são-tomense tem sido confrontado com várias críticas e acusações de que "não tem feito nada" para esclarecer o desaparecimento do navio Santo António durante uma ligação entre as duas ilhas. – Lusa –   – em Portugal ajuda São Tomé a localizar embarcação desaparecida há  mais de um mês  http://www.jornaltransparencia.st/b43.htm


Peixe gigante devorador de gaivotas - Abate das gaivotas nas Berlengas, atentado ecológico da insensibilidade humana - Quem o esquecerá?... Não poluam as praias e os mares, com lixeiras a céu aberto e deixem as aves livremente voar que elas lá se defendem dos predadores naturais


Jorge Trabulo Marques – Jornalista e investigador -  Não matem   o voo gracioso dos sonhadores  e poetas e preocupem-se antes com a grave poluição das praias e dos oceanos. 
Persista a maldita praga impossível de controlar ou  a insensibilidade vesga dos poderosos senhores do betão armado e das luxuosas vivendas das grandes patuscadas.  - Não exponham a céu aberto o lixo que conspurca e poluiu a sagrada natura – Perante esse manjar envenenado as frágeis e graciosas aves   não fazem mais de que limpar dos ares o cheiro pestilento das lixeiras, aquilo que  os humanos deviam fazer.


 A NATUREZA ENCAREGA-SE DE PRESERVAR OS EQUILIBRIOS ECOLÓGICOS - A INTERVENÇÃO HUMANA É QUE OS ATRAIÇOA  - CONSPURCANDO OS MARES DE LIXO OU DEIXANDO ENORMES LIXEIRAS A CÉU ABERTO

No principio da década de 90, pude testemunhar um verdadeiro massacre a milhares de gaivotas nas Berlengas, através de alimentos envenenados, culpando estas belas aves  as causadoras do desiquilibro da biodiversidade local, quando, a principal causa, se devia e continua a dever aos depósitos do lixo amontoados a céu aberto nas costas marítimas, onde as referidas aves vão alimentar-se, criando-lhes novos hábitos, em vez de procurarem o sustento à superfície dos estuários dos rios ou no mar, com os inerentes riscos  para a saúde pública e para as próprias aves.

Diz um recente artigo que «As "aves não são infelizes", nem precisam que "se dê de comer à mão", considerou Henrique Barros, presidente do ISUP, defendendo a necessidade de uma maior prevenção junto à população para que coloque o lixo urbano nos locais convenientes.

"Se as pessoas tivessem cuidado de colocar o lixo nos sítios em que deve ser colocado, e depois os municípios tivessem o cuidado de o recolher convenientemente, e se as pessoas não promovessem a alimentação à mão às gaivotas," era uma forma de controlar o fenómeno, acredita aquele investigador na área da saúde pública”. https://www.dn.pt/lusa/interior/reportagem-biologos-recuperam-habitats-naturais-nas-berlengas--11012742.html

A CULPA É DAS GAIVOTAS OU DA INSENSIBILIDADE HUMANA?   - A TRETA DO COSTUME  - "Gaivota e Chorão, duas pragas num paraíso!

"O Arquipélago das Berlengas situa-se a 5.7 milhas do Cabo Carvoeiro e é constituído por três grupos de ilhéus: Berlenga Grande e recifes adjacentes, Estelas e, um pouco mais distante, Farilhões.(…)As medidas radicais de controlo da população, passaram numa primeira fase pelo abate de gaivotas adultas através de alimento envenenado e desde há alguns anos pelo controle da natalidade da população das gaivotas na Berlenga através da destruição de ovos. A colónia, hoje com menos de 20 mil casais, necessita ainda de uma atenção especial, para que seja possível atingir a estabilidade com o habitat. https://jra.abae.pt/plataforma/artigo/gaivota-e-chorao-duas-pragas-num-paraiso/
Não é surpresa alguma, uma ave fazer um gracioso voo rasante sobre o mar e, num ápice,  trazer pendurado um peixe no bico para depois o devorar de seguida, porém, já causa espanto,  quando é um peixe que faz da ave, a sua guloseima preferida.

O vídeo da imagem, encontra-se editado em vários linkes, mas a fonte principal parece ter sido a de um trabalho da BBC, com esta tradução - Pássaro é comido por peixes gigantes - Blue Planet II: Episódio 1 Preview - BBC One


Todavia, o relato, que surge noutros sites, é nestes termos:

"O mar da República das Seychelles é calmo. De repente, um peixe salta do mar para se alimentar com a gaivota wuyou. Inicialmente, a história de um peixe comendo um pássaro veio apenas da história de um pescador.

Na ausência de qualquer evidência fotográfica, o diretor da tripulação achou que esse era um risco válido para uma carreira de 30 anos. Assim, a tripulação de quatro pessoas levou 800 kg de equipamento de filmagem, que inclui uma câmara anti-shake, chegou a um atol remoto na República das Seychelles, onde foi filmado. Levou várias semanas para finalmente capturar o peixe raro"



Em 2015, um estudo realizado pela expedição “Race for Water Odyssey” percorrendo durante 300 dias a rota atlântica da França ao Rio de Janeiro determinou que cerca de 80% da poluição dos oceanos é composta por plásticos. Cerca de 10% de todo o plástico produzido por ano vai parar nos oceanos através do descarte irregular desses resíduos e do despejo de esgotos sem tratamento diretamente no mar.. http://sustentahabilidade.com/poluicao-das-praias-e-mares-o-lixo-plastico/


Quase metade dos rios na China estão poluídos  Ao todo, 40% dos rios do país estão seriamente poluídos e 20% são considerados tóxicos e impróprios ao contato humano Parte do problema se deve às aproximadamente 10 mil indústrias petroquímicas ao longo do rio Yangtze e de outras 4 mil instaladas ao longo do Rio Amarelo. O cenário parece ainda mais alarmante se levarmos em conta que, embora extremamente poluídos, nenhum desses dois rios está entre os sete mais poluídos da China. -Segundo o Ministério de Supervisão do país, em média 1.700 acidentes industriais por ano poluem as águas da China. Os vazamentos (ou lançamentos) de poluição industrial nas águas dos rios chineses são responsáveis anualmente por cerca de 60 mil mortes prematuras. https://envolverde.cartacapital.com.br/quase-metade-dos-rios-na-china-estao-poluidos/

A CRIMINOSA MATANÇA DAS GAIVOTAS NAS BERLENGAS   - "O crime foi praticado em 1994, no Ilhéu das Berlengas, em que milhares  de gaivotas foram envenenadas - Estivemos no local e nem queríamos acreditar no que víamos: às  tantas havia gaivotas mortas por todas as vertentes do ilhéu. .Porém, apesar do monstruoso ato ter sido duramente criticado por amigos de natureza de todo o mundo, ainda há quem defenda tão macabra barbárie ou persista à socapa na mesma selvajaria


.Não cessam os instintos de malvadez, a  matança  promovida pela praga da peste egoísta dos defensores do cimento  armado, que facilmente se  apavoram com  o voo poético das gaivotas –  E até das inofensivas pombas, antigos símbolos da paz – Dizem que  estas aves são uma praga -Não haverá quem possa calar ou cortar o bico de raiz de vez a esta famigerada  casta de peste de suínos? - Uma certa mentalidade burguesa e hipócrita não se importa de passear os cães pelos jardins para ali irem deixar as carraças e os cocós   e de por lá até andarem a ladrar ou mesmo morder o pacifico cidadão mas incomodam-se  com o piar de uma gaivota, alegando razões de sujidade e de comportamento agressivo.  Porto luta contra gaivotas ...Praga de gaivotas persiste na Berlenga - Depois escudam-se através destas medidas radicais. Alimentar cães dá multa
De volta e meia levantam-se umas certas vozes sibilinas de rostos redondos e barrigas fartas  e avantajadas, a vociferarem contra o que consideram a praga das gaivotas, como se estas aves não tivessem direito à vida e à liberdade de procriarem – e até aumentarem a sua população – Ou será que o número de seres humanos no planeta Terra, da atualidade, é o mesmo que a um ou dois séculos?


É evidente que, muitas das nossas aldeias, estão a ficar desertas. ´´É verdade que, a população portuguesa está a regredir – E porquê? Porque o liberalismo selvagem, que odeia o voo poético das gaivotas, promoveu a precaridade  no trabalho, aprovou leis que favorecem os despedimentos e a liberalização das rendas de casa, dando azo à ganaãncia desmedida de usurários senhorios, ao mesmo tempo que   reduz os ordenados ao nível da malga de arroz asiático – Por isso mesmo, quem é que pode casar e ter filhos? Os ricos, que cada vez são mais ricos e pobres mais pobres. –Sim, só a extravagância dos  milionários é que pode dar-se ao luxo de comprar quadros de Picasso por valores astronómicos, ao mesmo tempo que a esmagadora maioria dos artistas não consegue vender um único quadro, já que, quem lhos podia comprar, era a classe média e esta está a desaparecer.





IMPOSSÍVEIS DE CONTROLAR SÃO OS ESCRIBAS DESTES TEXTOS

E qual o problema!. - “Em 20 anos a população de gaivotas quase triplicou em Portugal e o mesmo aconteceu em Inglaterra, França, Itália e Espanha. Os programas de controlo populacional destas aves no nosso país limitam-se, por agora, à Reserva Natural das Berlengas e a alguns municípios, como Peniche, Lagos e Área Metropolitana do Porto. Também a nível europeu, pouco tem sido feito, reclama Peter Rock, ornitólogo inglês que estuda o “fenómeno” das «gaivotas urbanas» há quase 30 anos. Gaivotas "urbanas": uma praga (im)possível de controlar ...




Inteiramente de acordo – Dos Açores chegam porém estas vozes sensatas, a quem fora pedida a opinião : “Associar “oficialmente” o controlo populacional de uma espécie, através do abate, a um produto turístico “ex-líbris” de uma ilha, que deve ter uma conotação o mais ecológica e “limpa” possível, é contraproducente ética, social, turística e economicamente. É colocar uma “sombra negra” sobre um dos produtos que mais “dá brilho” a Sta Maria e que alguns agricultores levaram vários anos a “construir”. Daí que, sabendo o que está em causa,  alguns desses agricultores já tenham expressado a sua discordância". 

"Quem não se lembra da grande polémica que se gerou à volta do abate de gaivotas nas Berlengas em 1994, com várias reclamações de ONGAS nacionais e internacionais; escritos condenatórios na comunicação social; contestação das comunidades e de operadores turísticos? Aqui houve aprendizagem e, desde então, o  efetivo populacional das gaivotas é feito controlando-se a sua natalidade,  através da destruição de ovos.   – Excerto NATURMARIENSE: Agosto 2014