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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Tonecas Prazeres: “O Príncipe das Ilhas Verdes do Equador” – Vai estar ao vivo na UCCLA, dia 25 de Novembro -Uma das grandes vozes de São Tomé e Príncipe irá abrilhantar a noite do dia 25 de outubro, na UCCLA.

Jorge Trabulo Marques - jornalista
O compositor, guitarrista e intérprete Tonecas Prazeres atuará ao vivo pelas 21 horas., no dia 25 de Outubro, na UCLLA
“Nasceu na Ilha de Príncipe e viveu oito anos da infância em Angola, antes de o seu país conseguir a independência. Frequentou o ensino secundário em São Tomé, num lar para estudantes da ilha originária. Nesse lar entrou na música através dos Canucos das Ilhas Verdes.

Após os anos de tropa, chegou a Lisboa para estudar engenharia. Na capital de Portugal encontrou portas abertas para o mundo do espectáculo. No Bairro Alto a música começou a ser a base do seu sustento: “O cachê não era grande coisa, mas dava para viver e para estudar”.
Na Banda Dexa teve a colaboração da Mariza, que naquela altura tinha 15 anos. “A que hoje é uma grande estrela da música começou a cantar comigo nos bares a fazer música africana, essencialmente da Ilha do Príncipe”.
Depois chegou o percurso pela França, Espanha e a Itália, onde cantou para o João Paulo II. Da Europa foi para o Brasil e do Brasil para Macau.
Em 2015 editou o disco Afrovungo Project que consta de dez faixas (Susana, Sant City, Voar para ti, Dexa Modéno, Mamâ, Madumé, Gandu, Lobito, Fia Ibibá e São-tomense) com rumbas, dexa, socopé, reggae… “um disco de raiz, identidade misturada com sons e instrumentos convencionais, com músicos de muita qualidade. Uma força enorme”. http://grandesvozes.com/pt/archivos/2366

sábado, 12 de outubro de 2019

Dia Nacional do 51ª aniversário da Independência da Guiné Equatorial - Assinalado hoje, dia 12 de Outubro, com o tradicional desfile e a presença de várias representações diplomáticas , que felicitaram o Presidente He Obiang Nguema Mbasogo, que dirigiu à população uma mensagem lembrando que "O povo da Guiné Equatorial conheceu e conhece a tranquilidade, paz, estabilidade e desenvolvimento socioeconômico nos últimos 40 anos."


Jorge Trabulo Marques  - Jornalista Excetuando as imagens da cerimónia, as demais são de nossa  autoria, que tivemos o prazer de registar  há dois anos  - Com as quais, o leitor poderá ficar com uma ideia, mais aprofundada do desenvolvimento deste pequeno mas belo e próspero país do Golfo da Guiné, graças à sábia orientação como tem sabido aplicar os rendimentos petrolíferos e criado as indispensáveis estruturas de âmbito empresarial e social



Hoje foi um dia de festa e muito especial para a Guiné Equatorial, que recebeu felicitações da China, que ali tem desenvolvido um trabalho muito importante, bem como de outras países, com os quais tem mantido relações amistosas e de saudável cooperação.


Estudos referem que, a Guiné Equatorial, tem o maior índice de rendimento `per capita` do continente africano e uma economia assente nas riquezas naturais, quer do subsolo,  o petróleo, mas também na extração de madeira, dos seus produtos  agrícolas - 

O visitante, encontra excelentes condições, tanto na parte continental como insular,  podendo espraiar o olhar através de amplas estradas e avenidas, sem os constrangimentos da instabilidade e da insegurança da maioria dos países africanos – E mesmo do resto do mundo. 




Galego Afonso - Ecantado e enamorado  por este país
Belas praias de águas azuis e quentes, com extensos e suaves areais,  a perder  de vista, tal é o exemplo, que hoje lhe oferecemos, com fotos de nossa autoria, que registámos há dois anos, `à beira-mar num verdadeiro paraiso, poucos quilómetos de Bata, servido por uma excelente  estrada, fonteiro a uma praia de areia fina e branca, com 40 km de extensão, propicia ao mergulho e à contemplação mas também ao deleite de aqui poder apreciar saborosos frutos do mar pescados em águas quentes, calmas  e  transparentes, sempre convidativas ao mergulho em qualquer altura do ano


A entrevista que lhe fizemos, decorreu há dois anos, mas o seu registo é intemporal de um galego que diz não usar relógio mas reger a sua vida,  tal como a dos negros deste próspero e pacifico país, longe do stresse, que atormenta  a vida modera nas sociedades ocidentais. - Ver em 

DIA HISTÓRICO PROPÍCIO Á REFLEXÃO E À MEMÕRIA

Refere a página oficial do Governo da Guiné Equatorial, que,  ruas de La Paz, receberam neste sábado, 12 de outubro, o grande desfile militar e popular por ocasião da comemoração do 51º aniversário da independência nacional; uma ocasião que reuniu centenas de pessoas da geografia nacional e dos países vizinhos da Oitava Província da Guiné Equatorial.

A presidente da Guiné Equatorial, HE Obiang Nguema Mbasogo, e a primeira-dama, Constancia Mangue de Obiang, que usava um vestido nas cores da bandeira nacional, presidiram às cerimónias, a que se associaram, além de vários diplomatas, estrangeiras, o Vice-Presidente da República, Oficial de Defesa e Segurança do Estado, Teodoro Nguema Obiang Mangue; os presidentes de órgãos constitucionais; o vice-presidente do Conselho da República; o Provedor de Justiça; membros do governo; corpo diplomático e denominações religiosas. Presentes também o núncio de Sua Santidade, o papa Francisco, nos Camarões e na Guiné Equatorial, Julio Murat e o bispo da diocese de Mongomo, monsenhor Juan Domingo Beka, entre outros.

Os eventos começaram às 10h. com a marcha das diferentes unidades do exército de terras que carregavam a bandeira nacional, o levantamento dessa bandeira e a homenagem àqueles que deram suas vidas por causa da independência.

(…)No desfile participaram cerca de dois mil soldados de diferentes exércitos, aviões, helicópteros, motociclistas do corpo de segurança nacional, veículos da brigada canina, veículos de manutenção da ordem pública, carros-tanque, ambulâncias para evacuações, caros para missões de apoio , equipamento anti-motim e veículos blindados.
A província de Bioko Norte, dirigida por seu governador, León Elo, inaugurou a segunda parte deste grande desfile com as delegações das oito províncias que compõem nossa nação, partidos políticos da oposição democrática, o Partido Democrático da Guiné Equatorial e suas estruturas, agrupando de mulheres, funcionários dos departamentos que compõem a administração estadual, empresas de participação estatal, setor de turismo, o Comitê de Apoio à Criança da Guiné Equatorial, CANIGE, firmas que executam obras de infraestrutura, grupos de animação, colônias estrangeiras e população de oito províncias

O momento mais emocionante dessa manifestação de cerca de duas horas foi durante a passagem dos membros do PDGE, com Jerónimo Osa Osa e Jesusa Obono Engono na frente, que receberam a grande ovação dos cidadãos que aguardavam a marcha, e eles também lembraram com aplausos os pais que conquistaram essa independência: Acacio Mañe Ela, Enrique Nvo Okenve e Salvador Ndong Ekang, para citar alguns.
Com esta celebração, a República da Guiné Equatorial já completou 51 anos de vida independente, uma soberania nacional obtida da Espanha, em 12 de outubro de 1968, durante o décimo primeiro governo do ditador Francisco Franco, como parte do processo de descolonização da África, ONU suportada.

Terminada a turnê, a bandeira foi abaixada e o casal presidencial HE Obiang Nguema Mbasogo e Doña Constancia Mangue de Obiang foram ao Grand Hotel Djibloho, onde a tradicional recepção foi realizada, com a presença de centenas de convidados.
12/10/2019
Na sua mensagem, o Presidente da República considera que não há outra Guiné Equatorial para amanhã, como é o sonho do detrator da oposição ", que confia em uma aliança política com os eternos inimigos da África e da Guiné Equatorial ".

O Chefe de Estado também reafirmou que a sorte não se repete na vida das pessoas: “ Convido esses compatriotas a quem respeitamos seus direitos a serem oponentes do Meu Governo, para que eles ajam com lógica política comum e deixem de usar a violência e recorrer a quem não sente amor pela República da Guiné Equatorial, porque a violência sempre gera violência e é uma provocação que ameaça a paz e a estabilidade do povo da Guiné Equatorial.

A República da Guiné Equatorial está comemorando com alegria e alegria transbordando o Quinquagésimo Primeiro Aniversário da Independência Nacional, conquistado em 12 de outubro de 1968 da antiga potência colonial espanhola, após uma permanência de 200 anos do sistema colonial em nosso país. Com esse motivo, com grande emoção, parabenizo o povo da Guiné Equatorial amplamente distribuído em todas as áreas territoriais e da diáspora; pela vitória histórica que será permanentemente lembrada como um ponto de virada que marcou o nascimento da nação equatoguínica. A conquista da independência total da República da Guiné Equatorial não foi fácil, porque desde a ocupação de nosso país pelos colonialistas em 1778 até 1968,

Além disso, o Presidente disse que a presença do colonialismo em nosso país estava manchada com o sangue de nossos líderes, heróis nacionais e muitos nacionalistas que foram vítimas de maus-tratos, trabalho forçado sem remuneração, deportações, prisões sem julgamento prévio e sem mais respeito mínimo pelos direitos civis, políticos, sociais e culturais reconhecidos para todo ser humano: “ Esta é a ocasião mais propícia que devemos lembrar e lembrar os bravos líderes e compatriotas que deram a vida naquela luta de libertação de dois séculos. Honra e glória para eles que o povo e a história sempre se lembrarão ”.

MENSAGEM DE TRAQUILDADE E DE CONFIANÇA


Em sua mensagem, o Presidente Obiang, e confirmou que os fatos históricos indicam que a independência da Guiné Equatorial não era um presente do poder colonial administrador, nem de uma organização internacional; Foi o resultado de uma mobilização popular do povo que reivindicou suas liberdades absolutas violadas pelos colonialistas. Depois de 200 anos, a mudança teve que ocorrer de qualquer maneira, sem uma condição prévia, porque as pessoas entendiam que o que não poderia ser feito durante dois séculos de ocupação colonial, era impossível conseguir com eles.

 "Como foi observado na Lei da Independência Nacional, assinada em 12 de outubro de 1968, não inclui a entrega ao novo Estado dos elementos necessários para manter e defender a nação; nem a economia como fundo para manter a operação da nova administração, muito menos a equipe técnica para garantir serviços sociais e administrativos. 


Eles partiram como vieram sem deixar nada para o país. Esta é a razão pela qual sempre afirmei que a independência da Guiné Equatorial era um ato corajoso, arriscado e revolucionário do povo, não havia pagamento em troca, mas sua determinação era simplesmente conquistar sua liberdade. Essa realidade viria à tona alguns meses depois que nosso país tivesse acesso à independência, a falta de entendimento entre os líderes que lutavam pela libertação nacional; vários interesses constituíam o ponto de divergência dos principais partidos políticos. Naturalmente, seguiram-se a crise econômica e administrativa, a instabilidade, a anarquia e o totalitarismo que desmembraram o tecido social frágil da nova nação.



É o que chamamos hoje de "o tempo da triste memória" em que os guineenses equatoriais se dispersaram em vários países do mundo. Não nos faz fobia lembrar dos fatos históricos, porque eles pertencem ao passado e esse passado do 


nosso país foi enterrado. No entanto, devemos contar essa triste história às novas gerações, para que as mentes perversas e ocultas não intoxiquem ou tentem reproduzir os fatos monstruosos de nossa história. Diz-se vulgarmente que quem ignora o passado corre o grande risco de repetir e cometer os mesmos erros novamente. ”


O Sr. Obiang Nguema Mbasogo condenou que a história e a política são sempre dinâmicas e correspondem à mesma essência das sociedades humanas que estão inter-relacionadas e sempre será assim até o curso dos séculos. Graças a esse dinamismo de nossa sociedade, as mudanças históricas produzidas em 1979 foram outro po

Na ocasião da próxima celebração, em 12 de outubro do 51º aniversário da independência nacional, os embaixadores da Bélgica, Camarões e Etiópia enviaram seus parabéns ao Presidente da República, SE Obiang Nguema Mbasogo. Anexamos o texto completo das suas mensagens.Excerto de https://www.guineaecuatorialpress.com/


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Portugal e Guiné Equatorial - Acordo de Cooperação - Assinatura do memorando, entre os dois países e o Banco Africano de Desenvolvimento, firmado em Malabo, com vista promover a cooperação Sul-Sul e o setor privado


Jorge Trabulo Marques - Jornalista 










A notícia é destacada na página  oficial do Governo da Guiné Equatorial, referindo que, "o ato de assinatura do memorando de entendimento entre a Guiné Equatorial, Portugal e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), para financiamento de projetos do setor privado nos países da CPLP na África , ocorreu na manhã de terça-feira, 8 de outubro, na sede da Câmara de Comércio de Bioko.

O ato foi presidido pelo vice-presidente da Câmara de Comércio de Bioko Antonio Mete Chicampo, juntamente com o diretor geral da BAD para a África Central e Guiné Equatorial, Racine Kane, que falou sobre a importância e os objetivos do acordo: “ Temos trocamos hoje com a Câmara de Comércio de Bioko a possibilidade de assinar este memorando entre Portugal, Guiné Equatorial e ADB. Desde que Portugal disponibilizou 400 milhões de euros para garantir projetos do setor privado para a Guiné Equatorial e através desses recursos de cooperação no nível de países da CPLP em que a Guiné Equatorial é membro ”.

Racine Kane também agradeceu ao Chefe de Estado, HE Obiang Nguema Mbasogo e aos membros do Governo e da Câmara de Comércio que facilitaram esta reunião.

O acordo em questão favorecerá a cooperação Sul-Sul e o setor privado para a transformação e diversificação da economia orientada para os objetivos da Conferência Nacional, que acaba de ser concluída na Guiné Equatorial no horizonte 2035.

Por seu lado, Mete Chicampo afirmou que a assinatura do memorando de entendimento sobre desenvolvimento financeiro compacto para os países da CPLP na África é uma ação importante para a República da Guiné Equatorial, em seu processo de integração nos países de língua portuguesa.

Os empreendedores que participaram do evento foram incentivados a garantir o acompanhamento do governo com a assinatura deste importante acordo: “ Esperamos que essas oportunidades beneficiem nosso setor privado para ter um tecido comercial forte e competitivo, a fim de garantir a bem-estar social e nossa posição em relação aos mercados internacionais ”.

A Guiné Equatorial pretende fazer uma apresentação ao setor nacional sobre a importância e as vantagens do Fórum Africano de Investimentos, a ser realizado em Joanesburgo (África do Sul), no mês de novembro deste ano, para promover a atração de investimentos para o financiamento de iniciativas Empresas nacionais do setor privado.https://www.guineaecuatorialpress.com/noticia.php?id=14077

GUINÉ EQUATORIAL - ESTEVE MAIS TEMPO SOB O DOMINIO COLONIAL PORTUGUÈS QUE ESPANHOL 


A Guiné Equatorial foi admitida, e com inteira justiça,  a 23 de julho de 2014 como membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na X cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização, em Díli, concluindo um processo de dez ano

De recordar que os primeiros europeus a explorar as quatro ilhas do  golfo da Guiné, (1470-71-72) S: Tomé e Participe, Ano Bom e Fernando Pó, foram os navegadores portugueses, comandados por João de Santarém, Pero Escobar e Fernando Pó,  nome pela qual passaria a ser conhecida a atual Ilha de Bioko, depois de ter sido inicialmente batizada por Ilha Formosa, talvez  devido  à  formosura luxuriante  da sua vegetação, tal como, de resto,  ainda hoje se apresenta aos olhos maravilhados dos visitantes 


"Fernando Pó, o navegador português que, em 1471/2, aportou à ilha, agora chamada de Bioko, verificou que já era habitada. No entanto, como a desenhou nos mapas de navegação, esta ficou com o seu nome durante séculos. (…) As ilhas que constituem a actual Guiné Equatorial não tiveram alteração desde que Espanha tomou posse delas. Mas, no referente à parte continental, chamada de Rio Muni ou Mbini, só em 1900 ficou definida, pelo convénio Franco Espanhol dessa data.
Inicialmente, em 1777, pelo Tratado de San Ildefonso, Portugal cedia a Espanha no Golfo da Guiné as ilhas já mencionadas, e a exploração do litoral continental entre os Cabos Formoso e o Lopez. Este acordo foi ratificado pelo Tratado d’El Pardo, de 1778, o qual constituiu a base jurídica da presença espanhola no continente africano, nas latitudes da Guiné equatorial. encontra-se a capital Malabo, antigamente chamada de Santa Isabel, pelos espanhóis.- Excerto de https://www.revistamilitar.pt/artigo/1073

Palavras do Embaixador Tito Mba Ada - há dois anos, em Bata 


Jorge Marques  com o Embaixador Tito Mba Ada

Tendo declarado que “Portugal é um dos países que beneficiou da integração da Guiné Equatorial na CPLP, em termos de negócios”. “Temos muitas ligações antigas com Portugal, e a Comunidade é uma prioridade para a Guiné Equatorial, e queremos que todos os dias venham portugueses conhecer este belo país 

“Cremos que muitos portugueses não conhecem a Guiné Equatorial. Têm que vir conhecer a Guiné Equatorial, investir na Guiné Equatorial, conhecer os guineenses, e trabalhar juntos, porque juntos somos mais fortes e competitivos” – Declarou-me,  o Embaixador Tito Mba Ada, numa honrosa e interessante entrevista, que me concedeu  no Centro de Conferências de Ngolo, em Bata, no encerramento do VI Congresso Ordinário do Partido Nacional Democrático da Guiné Equatorial, que decorreu, na primeira semana de julho, em ambiente de calorosa e significativa participação,  com transmissões diretas da televisão nacional e   das várias cadeias estrangeiras,   sob o Lema A Renovação Continuidade


Tito Mba Ada, que é também representante da missão permanente da Guiné Equatorial junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), reside em Portugal, pais pelo qual se confessa apaixonado:

Cremos que muitos portugueses não conhecem a Guiné Equatorial. Têm que vir conhecer a Guiné Equatorial, investir na Guiné Equatorial, conhecer os guineenses, e trabalhar juntos, porque juntos somos mais fortes e competitivos

Questionado em que outras áreas, os portugueses poderiam investir no seu país,  a nível empresarial, respondeu-nos que na “agricultura, na pequena indústria, no mar e pescas, o mar tem recursos importantes para a alimentação e para a ciência, portanto Portugal tem óptima oportunidade de investimento, e também na língua portuguesa – Portugal tem que investir, aqui, na língua portuguesa, para fazer negócios em português. Gostaríamos que Portugal oferecesse bolsas de estudo para que estudantes da Guiné Equatorial possam ir estudar naquele país, sendo uma garantia da integração. Neste campo, a Guiné Equatorial não deve fazer esforços unilaterais.

Você esteve aqui, dia e noite, em qualquer lugar, com a sua câmara, esteve perto do Presidente, foi bem recebido na Guiné Equatorial, e, portanto, queremos que seja o melhor interlocutor, o melhor embaixador da Guiné Equatorial.


Recebido pelo Secretário-Geral do PDGE
E, na verdade, nos dias em que ali estive, senti-me tranquilo e feliz – Quer em Malabo, quer em Bata, Cidade portuária da Guiné Equatorial, capital da Província continental, Mbini (antiga colónia espanhola de Río Muñi)l e  segunda maior cidade do país.- Naquela que é também classificada como a “suíça africana”  - Pelo rasgo e criatividade arquitetónica dos seus edifícios, das suas largas e belas  avenidas marginais, praias de areia fina a perderem-se de vista, a curta distância por excelentes estradas – Creio que mais  livre e mais segura que a generalidade das capitais europeias  – Sim, nos dias em que ali estive, senti-me tranquilo e feliz – Naquela que é também classificada como a “suíça africana”  - Pelo rasgo e criatividade arquitetónica dos seus edifícios, das suas largas e belas  avenidas marginais, praias de areia fina a perderem-se de vista, a curta distância por excelentes estradas – Cremos que mais  livre e mais segura que a generalidade das capitais europeias




 Três séculos, possessão portuguesa, que o tratado de El Pardo separou contra a vontade do povo nativo: “convocando o Capitão Mor da sobredita Ilha, e alguns negros mais principaes, lhe propus as ordens de Sua Mag, dizendo lhes hera preciso jurarem obediencia a El Rey Catholico, me responderão que não, e que elles não conheciao senão a El Rey de Portugal, e que do de Espanha nunca ouvirão falar; ao que se sseguio hum motim geral de Homens e/ Mulheres”
Excesso de espírito democrático
De há uns tempos para cá, notava-se uma má vontade na admissão da Guiné Equatorial na CPLP. As razões dos democratas portugueses e brasileiros seriam: (a) ter a Pena de Morte no direito cívico; (b) não se falar português; (c) O método governativo ser ditatorial. – Escreve o Tenente-coronel João José de Sousa Cruz  - Em “A GUINÉ EQUATORIAL (ANTIGA GUINÉ ESPANHOLA) NA CPLP” - Revista Militar 
 “o ser uma ditadura”, parece difícil definir. Será que alguma antiga colónia portuguesa, mesmo o Brasil, é perfeitamente democrata e não ditatorial?
Falta alguma? Talvez Ajudá, que caiu sem lutas libertárias.
Assim, quando, em 2014, em Dili, a Guiné Equatorial recebeu a sua secretária com direito a lugar e a voto, parece que estava tudo certo. Julgamos que esta questão já será pacífica nesta data.
Os detractores da entrada deste país na CPLP enumeraram diversos pontos contra essa entrada:
– Depois de ter sido descoberta a existência de petróleo e gás natural, em 1990, o país ofereceu, em 2008, 3 milhões de dólares para a Unesco e 30 milhões para luta contra a fome em África;
(…) Actualmente, diversas empresas brasileiras e portuguesas trabalham na Guiné Equatorial;
– Já organizou dois campeonatos de futebol africano, tendo ficado, em 2015, classificado em 4º lugar. Eu gosto de futebol. https://www.revistamilitar.pt/artigo/1073

Rute Norte – Por São Tomé e Príncipe: 550 km de bicicleta, sozinha, 29 dias – A atleta portuguesa que pedalou, palmilhou e desvendou os segredos mais enigmáticos das suas florestas - E até brincou com deslizantes cobras

Jorge Trabulo Marques - Jornalista


 Photo: Lobo Cabo Verde
Hoje vou-lhe aqui a oferecer   mais algumas imagens, que amavelmente me  tem enviado a jovem portuguesa, Rute Norte, que, depois de ter pedalado por vários países do mundo, quis também fazer o mesmo por veredas   e caminhos das luxuriantes Ilhas Verdes do Equador, enfrentando copiosas chuvadas, encharcando-se em suor e água.

Soá-Soá  - Foto de Lopo Cabo Verde
Mas antes de lhe transcrever alguns excertos das saborosas crónicas de  Rute Norte, com que tem acompanhado as suas belissimas imagens. aproveito para introduzir esta  breve explicação sobre  AS COBRAS DE S. TOMÉ E PRINCIPE  

Na Ilha de S. Tomé, existem três espécies de cobras: a chamada Soá-Soá ou cobra chicote, que geralmente aparece nos cafezeiros para ali procurar algum pequeno animal, cobra longa e fina de corde verde e brilhante, tida por cobra peçonhenta, denominada, cientificamente, por Pthilothamnus thomensis, também classificada como a  serpente de madeira,  endémica de ambas as ilhas, descrita em 1882 por José Vicente Barbosa du Bocage - Embora tida como inofensiva, receia-se,  que, ao ser tocada, possa dar chiocotada com acauda e provocar feridas. 

Existe a cobra jita ou cobra rateira, inofensiva, Boaedon fuliginosus,  também conhecida por cobra-africana, um género da  de lamprophiids africanos, pertence a um grupo muito diversificado de cobras   - Referem estudos  que as duas espécies existemtes nas ilhas são distintas  umas das outras e de parentes próximos do continente, com base em padrões e evidências moleculares.  - No Ilhéu das Rolas toma o nome de Tiju


cobra preta - fonte Web
A única cobra venenosa nas ilhas é a temivel Cobra Preta,  bastante comum no chamado Obó, nas  maioria dos habitats do interior, fonte de alguma controvérsia ao longo dos anos   que se se supunha  ter sido introduzida para combater as pragas dos ratos, principal inimigo do cacau. Mas, entretanto, um recente estudo permite concluir que , afinal, se trata  espécie com o nome científico Naja peroescobari, diferente  da Naja de Floresta Africana (Naja melanoleuca) https://www.museus.ulisboa.pt/en/node/1894

Na Ilha do Príncipe, não consta que exista a  temivel Naja,  há outras inofensivas, que podem ser pegadas à mão, tal como a cobra jita, em S. Tomé, com a qual  me divertia nos meus tempos de empregado de mato na roça, que, segurada junto à cabeça, facilmente se enrola no pulso e sem qualquer risco de mordedura  -  Quanto à  cobra Suá-Suá, 

Pelos vistos, foi também esta a experiência que, Rute Norte, nao quis deixar  experimentar na Ilha do Príncipe, tal como  demonstra a imagem, que temos muito gosto em reproduzir  tal como as palavras das suas calorosas crónicas

 Tendo começado por diz que  "Não fizemos mal nenhum à cobra, isto que fique bem claro. Eu sinto-lhe a força, o Monuna deu-me instruções sobre como agarrá-la bem. A passagem das suas mãos para as minhas foi uma operação delicada. Eu tinha de agarrar exatamente onde ele estava a agarrar, na cabeça e na cauda. Quem tirou esta foto foi o Deolindo.

Depois tive que soltar a cobra. Como é que a solto?, perguntei ao Monuna. (Eu com uma cobra nas mãos sem saber como me livrar dela…) É atirar para longe, respondeu-me. E eu atirei-a, com as duas mãos ao mesmo tempo, para o meio dos arbustos. É preciso ter cuidado para ela não ficar agarrada a nenhuma mão. Morder-me-ia apenas com o medo, para defender-se. Mas correu bem, ela fugiu e escondeu-se.
Já tive várias vezes cobras vivas na mão, e à volta do pescoço – e muito maiores do que esta, tão pequenita. Nomeadamente na Austrália.

Questionei o herpetólogo Peter Uetz, da Reptile Database, sobre esta cobra – perguntei-lhe qual é a espécie, mas ainda não recebi resposta. Procurei todas as espécies em São Tomé e Príncipe, vi as fotos uma por uma, mas não encontrei nenhuma igual a esta. Não sei que bicharoco é este. https://rutenorte.com/cronicas-de-viagens/sao-tome-e-principe-550-km-de-bicicleta-sozinha-29-dias/31-60/#toggle-id-1

ENSOPADA EM CHUOR E CHUVA
Tenho a camisa toda molhada do suor, menos no soutien, está visto!!! Existe a Miss Tshirt Molhada, e agora existe a Miss Tshirt Seca!!!

E deixo a nota de que esta camisola é científica. Inventam tudo. Isto tem um tecido qualquer científico, não é uma fibra normal. Custou os olhos da cara, mas é uma coisa excecional. Faça frio ou calor, mantém a temperatura corporal, e seca rapidamente. Deixa transpirar livremente e seca rapidamente. Claro que aqui no meio das floresta húmida não tem como secar, mas pelo menos mantém a temperatura corporal e é extremamente confortável.
Atrás de mim está um dos picos do Príncipe, mas ainda não é o nosso. Na foto de baixo vê-se melhor:

Este ainda não o Pico do Príncipe. Este pico deve ser um primo afastado. E do lado esquerdo está um vizinho anão. O Pico do Príncipe nem sequer consegui ainda vê-lo.

 Veja-se esta descrição da Agência Nacional de Informação Geoespacial dos EUA:
O Príncipe tem uma aparência extremamente pitoresca, formada por picos em forma de agulha e massas de montanhas inclinadas que se erguem abruptamente das terras altas do interior. As fortes chuvas e a grande fertilidade do solo levaram a um crescimento de vegetação tão alto que tornou a ilha insalubre. Existem vestígios de vulcões extintos em muitas partes da ilha e grandes áreas são cobertas com pedras vulcânicas. A parte norte da ilha, embora alta, não tem uma aparência tão grandiosa quanto a parte sul, que consiste numa série de montanhas íngremes e acidentadas, cercadas por vários obeliscos naturais gigantescos e com formas fantásticas. Toda esta última massa culmina no Pico do Príncipe. Um pico proeminente que se eleva a 947 metros de altura.¹

Picos do Príncipe. O mais alto, com 947 metros, é o Pico do Príncipe.
Imagem retirada de “Maritime Safety Information”¹

O Pico do Príncipe é o que resta dum vulcão que está inativo há 15,7 milhões de anos. Os vulcões desta ilha eram inicialmente de basalto, mas depois o fonólito começou a intrometer-se nos seus núcleos. O basalto foi profundamente erodido ao longo do tempo, deixando torres espetaculares do fonólito mais duro subindo quase verticalmente da floresta tropical.²
Quer o basalto, quer o fonólito são rochas formadas a partir do magma, ou seja, a massa de rocha em fusão existente debaixo da superfície da Terra.

A ilha do Príncipe – bem como a ilha de São Tomé – faz parte da linha vulcânica dos Camarões, uma falha geológica ou rifte caracterizada por um conjunto de cadeias montanhosas e vulcões. A linha teve a sua origem há cerca de 80 milhões de anos quando a placa africana efetuou uma rotação no sentido contrário aos ponteiros do relógio. O rifte resultante abriu condutas magmáticas que permitiram a formação duma fileira de vulcões. Nove destes são ainda considerados ativos, tendo a última erupção ocorrido em 2000 no Monte Camarões. A porção do rifte que se estende pelo Atlântico adentro, foi responsável pela formação de uma fiada de ilhas que incluem Ano-Bom, Bioko e São Tomé e Príncipe.³

Tudo está molhado da humidade na floresta. Ainda não choveu desde que começámos a caminhada. E sim, isto é um caminho. Não há caminho em lado nenhum, mas o Deolindo vai orientado.

Os caminhos começam a cerrar-se cada vez mais. Só à catanada. Sim, nós vamos passar por ali.

(.....) E descansei finalmente.
A ida ao Pico do Príncipe foi extremamente dura e não recomendo a qualquer pessoa. As últimas duas ou três horas foram feitas com um cansaço significativo. Mas a sensação final é de satisfação. Grande satisfação. Fiquei muito contente comigo própria. Consegui. Se voltasse atrás, faria tudo igual. Esgatafanharia a floresta e andaria de quatro. Mais pormenores e imagens em 

https://rutenorte.com/cronicas-de-viagens/sao-tome-e-principe-550-km-de-bicicleta-sozinha-29-dias/31-60/#toggle-id-2

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Dinamização da 1ª Feira do Livro em S. Tomé - Na mesma altura em que a Guiné Equatorial reforça laços culturais, com a presença de uma delegação chefiada pelo Ministro da Cultura, Turismo e Promoção do Artesanato Rufino Ndong Esono, que se encontrou com o PM Jorge Bom Jesus

Jorge Trabulo Marques - Jornalista  -

Em marcha a dinamização da primeira Feira do Livro em São Tomé e Príncipe, orientada para as temáticas dos direitos humanos e desenvolvimento, com vista à sensibilização da população e dos decisores políticos sobre a questão dos direitos humanos no país.

A iniciativa, que parte de um conjunto de organizações, pretende organizar a primeira "Quinzena da Cidadania", na segunda quinzena de Novembro, para promover o envolvimento dos cidadãos na vida democrática do país, através da cultura e do debate. - Mais pormenores em  https://ppl.pt/causas/stp

A Ajuda Pública ao Desenvolvimento consiste na assistência técnica e financeira aos programas e projectos dos países em de desenvolvimento. Essa assistência é feita pelos organismos públicos ou privados com o objectivo de promover indicadores de desenvolvimento e direitos humanos no país a que os apoios se destinam. http://sociedadecivilstp.blogspot.com/

Finais de Agosto e agora no início do mês de Outubro têm sido profícuos em iniciativas de âmbito cultural: também uma  delegação da Guiné Equatorial, chefiada   pelo Ministro da Cultura, Turismo e Promoção do Artesanato,  Rufino Ndong Esono, encontrou-se  com o Primeiro Ministro do Governo Santotomense, Jorge Lopes Bom Jesus, com o qual trocou opiniões sobre o potencial das relações bilaterais com a República da Guiné Equatorial e as grandes áreas da cooperação em cultura e turismo; bem como alguns aspectos do transporte.

A delegação do Ministério da Cultura, Turismo e Promoção do Artesanato continua com o trabalho que estão realizando ao longo desta semana na República de Santo Tomé, chefiada pelo Ministro Rufino Ndong Esono.
10/05/2019

A delegação teve, em 3 de outubro, uma reunião com o Primeiro Ministro do Governo Santotomense, Jorge Lopes Bom Jesus, que trocou opiniões com o ministro sobre o potencial das relações bilaterais com a República da Guiné Equatorial e as grandes áreas da cooperação em cultura e turismo; bem como alguns aspectos do transporte.
Após esta entrevista, a delegação passou a fazer as últimas visitas, indo primeiro à Biblioteca Nacional, onde podiam ver a coleção de autores locais, e verificar em primeira mão o sistema de indexação e arquivamento de volumes; bem como o uso da biblioteca pelos próprios nacionais, que também usavam a sala de computadores, localizada no mesmo centro.

Por fim, foi possível visitar o Museu Nacional, onde a delegação pôde observar cuidadosamente o acervo de peças históricas e culturais da ilha de Santo Tomé. Destacar o acervo de origem colonial, que inclui pinturas e objetos de figuras históricas como João Batista Silva de Lagos, que introduziu as plantações de café no país, que ainda hoje estão em atividade, bem como a tabela original onde a independência foi assinada .
Fonte: Direcção Geral de Turismo e Gabinete de Informação Estatística e Imprensa da Guiné Equatorialhttps://www.guineaecuatorialpress.com/noticia.php?id=14058