expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"Nada está escrito” mas há uma balada de aflitos e uma “Senhora das Tempestades” e houve um "Nambuangongo Meu Amor" - Obras de Manuel Alegre, o poeta da Praça da Canção, em cujas veias corre o errante e o mareante ou o esplendor de um instante / sempre que estou perdido no caminho” – Nada estava escrito no nosso caminho de antigo navegante mas sentámo-nos, ontem, à sua frente, em mais uma peregrinação pela Feira do Livro de Lisboa

Depois da postagem anterior que dedicamos à Feira do Livro em Lisboa, nos primeiros dias de Junho, voltamos lá nos dois últimos dias do encerramento - Para além Manuel Alegre e de João de Melo, veja ainda Salazar e o Poder - A arte de saber durar" do historiador Fernando Rosas. E "As Lições dos Descobrimentos" no qual são dadas conheccer as 10 virtudes e os 5 pecados da Expansão Portuguesa  por Jorge Nascimento Rodrigues e Tassaleno Rodrigues -- Entre outros autores e imagens

"PELO MAR QUE É UM NOVO CAMINHO"




Manuel Alegre esteve, neste domingo de tarde, na Feira do Livro de Lisboa, para uma sessão de autógrafos e conviver com os seus leitores -Voltamos à feira e não quisemos deixar de comprar a sua mais recente obra poética. 

Aquando do lançamento do  livro  de poemas “Nada está  escrito”, Manuel Alegre lamentava que  a Troika viesse a Portugal dizer o que deve ou não fazer. Infelizmente,  de volta e meia aí estão os três “reis magos” da nossa malfadada sorte. Enquanto permanecermos no euro, a nossa independência continua seriamente ameaçada. O que podia ter sido uma oportunidade de uma europa solidária e progressista, não passou de uma gigantesca fraude: com a esmagadora maioria dos governos liberais a juntarem-se aos caprichos do capitalismo alemão e dos lobos do FMI, não há salvação possível – Mas, face à crise que colocou mais de  um  milhão de portugueses no desemprego e nas ruas da amargura, há todavia uma esperança: o regresso ao mar. Não propriamente o das caravelas quinhentistas, mas do aproveitamento dos imensos recursos da nossa costa marítima - um novo caminho -  Pena foi que a nossa frota pesqueira tivesse sido desmantelada  à custa de subsídios envenenados e de decisões políticas levianas e irrefletidas – O mal está feito, a cura é complicada mas não é impossível dar-lhe a volta



"Para Jorge Marques, pelo Mar, que é o novo caminho” – Estas as  palavras que nos autografou, seguidas de um abraço, no seu mais recente livro “Nada está escrito” – Por isso mesmo, compreende-se a enorme  incerteza, angústia e   aflição, dos portugueses apanhados desprevenidos e sem perspetivas de futuro – Assim sendo, resta-nos voltar ao mar, que é o novo caminho, diz Manuel Alegre.

SEM  PRECISARMOS DE RETORNAR ÀS CARAVELAS - OS RECURSOS SÃO IMENSOS E ESTENDEM-SE AO LONGO DA NOSSA COSTA 

Noutros tempos, e sem os avanços náuticos que a ciência atualmente permite, negligenciando as potencialidades que tínhamos à porta, desprezando os nossos mares e os nossos campos, instigados pelo espírito de aventura e na mira das riquezas fáceis, desbravámos mares nunca dantes navegados – Mas foi mais a ambição de que o proveito económico  . Não se pode dizer que ficássemos ricos. E quem se aproveitou não foram os povos, mas uns poucos. No plano cultural e espiritual,  abstraindo os erros e o  lado opressivo dos  colonialismo, resta-nos a satisfação de, com a  revolução de Abril, ao pormos fim a uma guerra  que ceifava vidas e recursos em Portugal e em África , termos dado novos povos ao mundo, irmanados por uma língua comum, que atualmente constituem  a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ou CPLP

TARDE CINZENTA MAS SUAVE E CONVIDATIVA À BOA LEITURA E A SIMPÁTICOS CONVÍVIOS COM OS AUTORES - MANUELL ALEGRE E JOÃO DE MELO. 

Voltámos ontem à tarde à Feira do Livro: sem programa e sem qualquer informação dos poetas e escritores que poderíamos encontrar por lá  - A manhã começou fresca e chuvosa, a tarde continuou cinzenta – sim, o Junho ainda não encarrilou, antecipando-nos, em definitivo,  os fulgores do tão desejado Verão – Mesmo assim, fomos tentado a voltar àquela que é a maior mostra dos livros em Portugal. Na verdade, não imaginávamos que, ao passarmos pelo espaço da Leya, íamos deparar com Manuel Alegre, lado a lado com João de Melo – Cada um com alguns dos seus livros sobre a mesa, junto à qual se sentavam.

 João de Melo, com a sua última obra Diva Miséria, além de Os Anos da Guerra; O Meu Mundo Não é Deste Reino Gente Feliz com Lágrimas -

João de Melo  nasceu nos açores, em 1949, e fez os seus estudos no continente . Licenciou-se em filologia Romântica pela faculdade de letras e foi professor  nos ensinos secundário e superior. Reside  nesta cidade desde de 1967, mas atualmente vive e trabalha em Madrid.

Autor de vinde livros publicados ( ensaio, antologia, poesia, romance e conto),algumas das suas obras de ficção valeram-lhe vários prémios literários, nacionais e estrangeiros, e foram adaptadas para teatro e televisão, estando traduzidas em cerca de uma dezena de país.

Manuel Alegre –Manuel Alegre nasceu em 1936 e estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde participou activamente nas lutas académicas. Cumpriu o serviço militar  na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Após o regresso exilou-se no norte de África, em Argel, onde desenvolveu actividades contra o regime de Salazar. Em 1974 regressou definitivamente a Portugal, demonstrando, nos vários cargos governamentais que tem desempenhado ao longo dos anos, uma  intervenção fiel aos ideais da Liberdade.

 A sua poesia foi e é um hino à Liberdade e, talvez seja por isso que é lembrada por muitos resistentes que lutaram contra a ditadura. É considerado o poeta mais cantado pelos músicos portugueses, designadamente Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Luís Cília, Manuel Freire, António Portugal, José Niza, António Bernardino, Alain Oulman, Amália Rodrigues, Janita Salomé e João Braga. - Excerto deCantar a Liberdade - Manuel Alegre - Instituto CamõesSobre a vida e obra de Manuel Alegre consulte:http://www.editorial-caminho.pt/lista_autores.asp?autor=135

  

 Na mesinha de Manuel Alegre, vimos "Nada está escrito" – Publicado o ano passado, depois de, em 2008, ter editado "Nambuangongo Meu Amor".- Além de outros títulos, deparamos com a "Senhora das Tempestades", que já possuiamos desde o lançamento em 1978, tendo   então fotografado o poeta  - . Mas  também era só dar meia dúzia de passos e procurar os livros  nas prateleiras de stand ao lado.Havia muitas mais obras dos dois autores 

Com efeito, Manuel Alegre  é dos raros poetas que não se confina  a escrever versos, simplesmente pelo prazer de os escrever, dando largas à sua verve poética,  versejando e intelectualizando a palavra, mas para fazer da sua sensibilidade o eco, o testemunho,  a voz combativa e interventiva,  inconformada  e esclarecida. A poesia empenhada em causas cívicas e políticas  e  também a expressão singular  do  género épico ao satírico, o sentimento profundo da “reflexão e meditação sobre o homem, a vida, a morte, a história, Deus, o mistério da própria poesia” – diz Vítor Aguiar e Silva, no prefácio do  livro “Senhora das Tempestades”, editado em 1998,  Obra que muito apreciamos, autografada então pelo poeta, em cujos poemas  sentimos a emoção de muitos dos infinitos momentos que  vivemos e sofremos  ao longo das infinitas  horas de noites e  dias em que andamos perdido. Pois, segundo diz ainda Vitor Silva,  “o poema que confere o título ao livro- Senhora das Tempestades -  é uma longa, esplendorosa, solene e dramática  ode na qual a persona lírica se dirige  a essa misteriosa, terrível,  formidanda  e sortílega Senhora das Tempestades, cantando o espanto, a assombração, a angústia e o pavor da visitação da morte.”

Senhora das Tempestades

Senhora das tempestades e dos mistérios originais
quando tu chegas a terra treme do lado esquerdo
trazes o terremoto a assombração as conjunções fatais
e as vozes negras da noite Senhora do meu espanto e do meu medo.

Senhora das marés vivas e das praias batidas pelo vento
há uma lua do avesso quando chegas
crepúsculos carregados de presságios e o lamento
dos que morrem nos naufrágios Senhora das vozes negras.

Senhora do vento norte com teu manto de sal e espuma
nasce uma estrela cadente de chegares
e há um poema escrito em páginas nenhuma
quando caminhas sobre as águas Senhora dos sete mares.

Ler mais em Senhora das Tempestades - Manuel Alegre - Blocos Online

«Numa “Balada dos aflitos”, Manuel Alegre escreve que “este por certo não é tempo de poesia”. Não tem novas de pão e vinho para um povo assolado por uma crise económica, cultural e identitária, em que pouco mais pode ser do que poeta de um país de bandeira esfarrapada. Mas, neste reino, a quem tudo é recusado e onde tudo se avalia, diz Alegre, figura em que autor e sujeito poético voluntariamente se confundem, “talvez o poema traga um novo dia”. - Excerto de“Nada está escrito”, de Manuel Alegre |


Balada dos Aflitos
24-12-2011

Irmãos humanos tão desamparados
a luz que nos guiava já não guia
somos pessoas - dizeis - e não mercados
este por certo não é tempo de poesia
gostaria de vos dar outros recados
com pão e vinho e menos mais valia.


Salazar e o Poder. 

Muito se tem escrito do ditador Salazar - O estudo  de Fernando Rosas, julgamos que é imperdível  - Registámos umas breves declarações acerca do seu livro Salazar e o Poder - A arte de saber durar, poucos momentos antes de terminar a sessão de autógrafos

“Especializado na história do Estado Novo, Fernando Rosas publica finalmente o livro que vai ao cerne da questão fundamental acerca deste período: quais as verdadeiras razões para que o regime salazarista durasse 48 anos (a mais longa ditadura da Europa do século XX). Os leitores irão compreender que as explicações simplistas, mais ou menos decorrentes do senso comum, são simultaneamente as mais ideológicas e as menos esclarecedoras.http://www.imperdivel.net/617-salazar-e-o-poder.html
"Salazar e o Poder leva-nos a colocar questões incómodas sobre a nossa própria indefensão ou mansidão perante o totalitarismo neoliberal que vai chegando" [Joseph Ghanime]http://www.pglingua.org/sites-associados/imperdivel/5426-salazar-e-o-poder-de-fernando-rosas




As Lições dos Descobrimentos  – O que nos ensinam os empreendedores da globalização.10 virtudes e 5 pecados da Expansão Portuguesa


No último dia da Feira do Livro de Lisboa, pudemos conhecer dois excelentes investigadores,  que, desde há alguns anos, vêm editando, em coautoria -- através de Centro Atlântico - edições -  um conjunto de obras de inegável interesse histórico, cientifico, social e politico, vasculhando, nomeadamente, o período dos descobrimentos portugueses. Um é o português, Jorge Nascimento Rodrigues, colaborador do Expresso e coordenador do Centro Atlântico, o outro,  é o brasileiro Tassaleno Rodrigues, docente universitário Aqui lhe deixamos alguns dos títulos - 

As lições dos Descobrimentos - O que nos ensinam os empreendedores da globalização

A obra procede ao levantamento das 10 virtudes e 5 pecados da Expansão Portuguesa e constitui um manual rápido, baseado em histórias da nossa História, para os empreendedores, os gestores, os quadros, os estudantes e todos aqueles que pretendam ter uma estratégia e um projeto profissional e inovador num contexto de crise.
Aprender com a ‘Matriz’ de 10 Ingredientes do Sucesso da Expansão e evitar os 5 Erros Estratégicos que foram cometidos – são as Lições das Descobertas.– Excerto https://www.ubi.pt/Noticia.aspx?id=3868


“Portugal na Banca Rota”O filme que aqui se conta, começa, bem longe no tempo, com o Mestre de Aviz e a situação de quase-bancarrota a que o país chegou antes do início do processo de Expansão, no início do século XV. Mas, oficialmente, o primeiro incumprimento da dívida soberana só ocorreria em 1560; o último, no final da monarquia, acabou com uma reestruturação da dívida cuja negociação durou dez anos. Ao todo foram oito episódios que colocaram Portugal na galeria dos países com maior número de defaults até ao final do século XIX http://www.centroatl.pt/titulos/desafios/bancarrota/

Portugal - O Pioneiro da Globalização A História não se engana: os Portugueses de Quatrocentos e Quinhentos, ao longo de um processo evolutivo de mais de cem anos, foram os pioneiros na inovação tecnológica e geoestratégica numa época de transição. Valeram-se do improviso organizacional, de uma lógica incremental e de um pensamento «out-of-the-box». Souberam agarrar uma janela de oportunidade da História que não se repetiria. Este livro demonstra, com base numa investigação científica, a originalidade portuguesa. http://www.centroatl.pt/titulos/desafios/globalizacao/livro.html

Autores- Tessaleno Devezas, nascido em 1946, é Professor Associado com Agregação na Universidade da Beira Interior. Licenciado em Física, em 1969, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Jorge Nascimento Rodrigues, nascido em 1952, é editor dos portais 
www.janelanaweb.com(lançado em 1995) e www.gurusonline.tv (trilingue, lançado em 2000) e do blogue de geopolítica http://geoscopio.tv (2006). É colaborador do semanário português Expresso desde 1983 e coordenador da Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão – Mais informação  em https://www.ubi.pt/Noticia.aspx?id=3868

Outros autores com quem falámos:




Isabel do Carmo, autografava, entre outros livros, - Pensar Perder o Peso que Pesa” – A médica endocrinologista e diretora do serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, explica que não existe um peso ideal e dá dicas para um regime saudável e adequado a cada pessoa. em Lisboa. perder o peso

António Balcão Vicente – O Templário D' El Rei - Por entre os derradeiros ecos de uma cultura trovadoresca, Frei Arnaldo D'Eln, Cavaleiro Templário, através de um longo processo na demanda do autoconhecimento, estabelece a ponte entre Portugal e Aragão, dois reinos separados por Leão e Castela, mas muito próximos no florescimento das heterodoxias espirituais e de uma visão iniciática no quadro do Cristianismo. Confidente de Reis e Príncipes do século XIII, modela destinos, sem conseguir controlar o seu. Pel'"O Templário d'El-Rei" passam os sentimentos mais profundos da alma humana, numa teia de traições e lealdades, de guerras e ódios fratricidas, de amores e sonhos... António Balcão Vicent


Maria Lucília F. Meleiro - Dois casamentos, três funerais, dois reis. No rescaldo das profundas convulsões que abalaram o século XIX português, dois reinados de charneira e síntese se destacam. À sombra da Constituição, a Monarquia vai sobrevivendo. O rei é a entidade suprapartidária que mantém a coesão e o consenso entre as várias forças que se agitam no xadrez político. D. Pedro V e D. Luís I encarnam duas formas distintas de exercer esse poder moderador, a que não é estranha a personalidade do próprio rei. À volta destes soberanos geraram-se vários mitos que persistiram até hoje. Uma investigação realizada a partir de centenas de cartas, diários, anotações e reflexões, legadas à posteridade por estes monarcas, permitem à autora reescrever a história, arrancando as máscaras sob as quais fervilham tumultos inconfessáveis e as mais secretas paixões. In    Máscaras da Paixão

















Livros da Edicare – As crianças precisam de ler e de tocar os objetos – E o livro também pode ter essa dupla função – Foi o que constatamos junto dos seus editores – Um casal feliz – E que também estava satisfeito pelo  êxito das vendas – Consideram que “ Tal como uma criança precisa de provar várias vezes um alimento para determinar se gosta ou não, até à sua aceitação, os livros, as letras, a textura do papel e toda a mística envolvente e sedutora do livro deve ser incentivada e apresentada à criança uma e outra vez. Edicare - Horizontes Criativos


Nenhum comentário :