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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Auto Floripes e Tchiloli - A Património Imaterial da Humanidade – Sugestão do Musicólogo Carlos Almeida, na “conversa sobre o dicionário santome- português, com o linguista Tjerk Hagemeijer, que decorreu na ASCOSP, evento integrado nas comemorações do 38º aniversário da independência de S. Tomé e Príncipe


Postagens neste site - alusivas às comemorações dos 38 anos: independência de S.T.P
 Reportagem do dia 14 na Quinta das Conchas  Grande Festa da Comunidade

O auto Floripes  e Tchiloli a Património da Humanidade  -  Sugestão  lançada pelo musicólogo são-tomense, Carlos Almeida, atual quadro da Sociedade Portuguesa de Autores, durante a “ Conversa sobre o “Dicionário Santome – Português” - Um dos vários eventos  com que a  diáspora  assinalou os 38 anos sobre a  proclamação da independência  - Teve lugar na sede ACOSP -  Associação da Comunidade de S.Tomé e Príncipe em Portugal, tendo contado com a presença do Prof. Tjerk Hagemeijer, do Centro linguístico da Universidade Nova de Lisboa, responsável do  livlu-nglandji, “santome-portugêji,  em coautoria  com Gabriel Antunes de Araújo, da Universidade de São Paulo.

"Embora sendo uma peça de origem europeia, o Tchiloli é hoje património cultural são-tomense. Pois, após ter sido introduzido em S.Tomé, passou a ser praticado por são-tomenses e com algumas alterações conforme a percepção do mesmo povo. Temos na obra influências europeias e africanas, que fizeram com que tivéssemos o Tchiloli que hoje temos. O Tchiloli constitui um dos testemunhos da história de S. Tomé e ao mesmo tempo, traço da presença e dominação europeia no nosso país. - See more Património de S. Tomé.: Tchiloli

"Anualmente no dia 15 de Agosto, a ilha do Príncipe é invadida por milhares de visitantes que para ali se dirigem a fim de assistir a festa de São Lourenço e o Auto de Floripes. Atracção cultural que preenche o cartaz turístico da ilha do Príncipe, é um teatro de rua cujo argumento retrata o conflito entre cristãos e mouros. Auto de Floripes - 


HÁ QUE PRESERVAR E VALORIZAR O PATRIMÓNIO CULTURAL

O fado é português e já foi classificado como Património Imaterial da Humanidade. Amália Rodrigues, com a sua voz inconfundível, deu-lhe a projeção internacional que merecia.  A morna é  única e tipicamente cabo-verdiana –  E teve na interpretação de Bana, falecido recentemente, em Lisboa, a grande figura que mais projetou pelos quatros cantos do mundo a doce melodia das Ilhas de Cabo Verde. 

O Governo deste país,  ao mesmo tempo que prestava homenagem a um dos seus mais admirados filhos,   fez  aprovar uma resolução da morna como Património Histórico e Cultural Nacional – Um passo importante para a sua candidatura à UNESCO a  Património da Humanidade. Ora, aí está também o momento do Governo de S.. Tomé, valorizar e promover, a nível mundial, duas das suas mais singulares expressões artísticas de cariz etnográfico, histórico e teatral.

DEBATE HUMORADO E ACALORADO


Se alguém quer ver dois ou mais são-tomenses a dialogarem, gracejando, fazendo humor, divertirem-se, é ouvi-los falar no seu crioulo, mais conhecido por forro, fôlô, lungwa santome – Claro, que este hábito é mais usual com as pessoas mais velhas: as novas gerações, vão-se acostumando ao português, havendo mesmo muitos jovens  que, além de não o falarem, dificilmente já o entendem, ou, pelo menos,  com o mesmo à-vontade e fluência dos seus pais – Porém, o lançamento de um valioso dicionário, vai certamente contribuir para dar novo fôlego à segunda língua mais falada em toda a ilha de São Tomé, exceto na ponta sul.

SÃO OS MAIS VELHOS QUE FALAM FLUENTEMENTE O SANTOME MAS HÁ GENTE NOVA E SIMPÁTICA QUE DÁ CARTAS E NÃO LHES FICA ATRÁS


Depois da apresentação da obra em várias instituições, em Portugal, no Brasil e em S. Tomé    (Lançamento do Dicionário Livre Santome-Português/Livlu-nglandji santome-putugêji em São Tomé e Príncipe ) essa honra coube também à ACOSP -  Associação da Comunidade de S.Tomé e Príncipe em Portugal


Falou-se da referida obra, como surgiu e dos vários contributos e colaboradores, assim como da  importância que assumem os 8500 vocábulos  (verbetes) para “os falantes nativos, estudantes e interessados nas línguas crioulas  de base portuguesa.” – Considerada a mais completa obra de referência  da principal língua autóctene  da República de São Tomé e Príncipe. Produzido a partir de fontes orais e escritas, cada verbete em santome traz a transcrição fonética e a equivalência em português, incluindo nomes científicos de plantas e animais. O leitor encontrará também uma lista de palavras correspondentes em Português..


 



S. Tomé e Príncipe ainda continua a ser um país com enormes carências. As roças já não são o que eram mas há fábricas de cacau – um dos mais apreciados do mundo e antes não existiam. E há sobretudo menos mortalidade infantil e uma notável conquista sobre o analfabetismo. Ora, ao promover-se a sua língua crioula, é indubitavelmente um valioso ato cultural.


VEJA AS SEMELHANÇAS ORAIS DO Fá d'Ambô com o Santome




OPORTUNIDADE 
PRESENÇA DO PROF.FRANCISCO ZAMORA SEGORBE,  DE ANO BOM, SURPREENDEU A ASSISTÊNCIA PELA SEMELHANÇA DO SANTOME  COM O FALAR DE ANO BOM

“Fá d'Ambô, Fla d'Ambu, annabonense, annobonés ou annobonense (em lingua portuguesa)  chamado falar de Ano Bom e língua anobonenseou anobonesa) é um crioulo Portugu~es falado na Ilha de   Ano BomGuiné Equatorial, estima-se que existam até 9 mil falantes deste dialeto.

Segundo estudiosos, o crioulo de Ano Bom, é  baseado em   82%,  do forrro, enquanto que uns 10% de seu léxico se baseia no castelhano. É falado por descendentes de mestiços entre africanos, portugueses e espanhóis; devido à similaridade entre o português e o castelhano não se sabe que origem têm certas palavras. Fá d'Ambô – Wikipédia, a enciclopédia livre




Livlu-Nglandji é como se chama o primeiro dicionário do crioulo 


Lê-se na apresentação do dicionário santome-putugêli, que “O santome, também conhecido como forro, fôlô, lungwa santome, dialeto ou são-tomense, é uma língua crioula de base lexical portuguesa que surgiu no século XVI, na ilha de S. Tomé, fruto do contacto entre o português  e diversas línguas do continente africano. Depois do português, língua oficial, o santome é a segunda língua mais falada na República de s. Tomé e Príncipe, mas não goza, actualmente, de estatuto oficial, embora tenha sido declarada uma das línguas nacionais, ao lado do angolar (ngola) e do principense (lung’ie).

A primeira referência histórica ao santome data de 1627, altura em que o Padre Alonso de Sandoval, a partir de Cartagena,  (Colômbia), menciona a existência de  da lengua de  San Thomé. Já  o século XVIII, mais precisamente em 1766, Gaspar Pinheiro da Câmara também faz alusão a esta língua ao escrever  que he de saber que a gente natural destas ilhas tem língua sua e completa, com pronúncia labeal, mas de que não consta  haver inscrição alguma (...) (apud Espírito Santo 1998:59, nota 1). a língua escrita só apareceria pela primeira vez  na segunda metade do século XIX, quando autores como Francisco Stockeler e António Lobo de Almada Negreiros, bem como os pioneiros dos estudos crioulos , Hugo Schuchardt e Adolpho Coelho, nos dão a conhecer os primeiros fragmentos da língua” - excerto

 

 
Jerk Hagemerijer – Um investigador dedicado aos vários crioulos do Golfo da Guiné – Com Nélia Alexandre é coautor de  um estudo bastante aprofundado, publicado na Internet, subordinado ao título “ Os crioulos da Alta Guiné e do Golfo da Guiné: uma comparação sintáctica”, do qual  - seguidamente - tomamos a liberdade de  transcrever um excerto, dada a sua importância  para melhor compreensão do dicionário santome-putugêji





Os crioulos de base lexical portuguesa da Alta Guiné (CAG) e do Golfo da Guiné (CGG) constituem duas famílias linguísticas independentes cuja formação remonta aos séculos XV  e XVI, num contexto de escravatura, tendo resultado do contacto entre o Português (arcaico  e regional) e diferentes línguas africanas de diversas famílias do Níger-Congo. Os CAG incluem o Kabuverdianu (CCV), o Kriyol (CGB) e o crioulo de Casamansa1; os CGG  abrangem o Santome (ST), o Angolar (ANG), o Principense (PR) e o Fa d’Ambô (FA).  Não obstante os progressos alcançados na crioulística ao longo das últimas  décadas, continua aceso o debate sobre a formação destas línguas e sobre a sua afiliação  genética e tipológica. Em particular, diversos autores têm proposto que os crioulos formam  uma classe de línguas tipologicamente distinta de outras línguas. A mais antiga hipótese de  que os crioulos constituiriam uma classe genética (ou uma família linguística) devido a um  conjunto aparente de semelhanças traduz-se na chamada monogénese, uma teoria que  advogava que todos os crioulos teriam na sua origem um único pidgin Português (Sabir ou  West-African Pidgin Portuguese), que foi relexificado por outras línguas. Esta hipótese foi  entretanto refutada, mas dela reteve-se, até hoje, a ideia bastante difundida de que os  crioulos descendem de pidgins diversos que, no curso do tempo, se transformaram em  línguas naturais (nativização), através de um processo de aquisição de L2 com restrições de  acesso à Língua-Alvo (o Português, nos contextos em questão). O facto de se ter  abandonado a monogénese não significa que não exista uma relação genética entre  subconjuntos de crioulos, de que os CAG e os CGG são exemplos, mas também os crioulos  de base lexical francesa das Caraíbas ou os crioulos de base lexical portuguesa na Índia – Excerto Os crioulos da Alta Guiné e do Golfo da Guiné.p


Investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, desde 2008 e colaborador do Atlas of Pidgin and Creole Structures, Max Planck Institute, Leipzig, desde 20

Do seu currículo fazem parte numerosos trabalhos

Output - The Origins and Development of Creole Societies in the


Tjerk Hagemeijer - Books and Journals

As línguas de STomé e Príncipe

OUTROS LINK DE INTERESSELin Língua e Música de S. Tomé e Príncipe - SlideShare

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Milhares de São-tomenses na Grande Festa da Comunidade das duas Ilhas (gastronomia, músicas e danças) na Quinta das Conchas – Com atuação da Banda MV4 - Celebração do 38º aniversário da Independência organizada pela ASCOSP e Associação Men Non





Postagens neste site - alusivas às comemorações dos 38 anos: independência de S.T.P

9 de Junho.S.Tomé e Príncipe - II Feira dos Livros ............
12 de Junho República Democrática de São Tomé e PríncipeComemora hoje
 Reportagem do dia 12 .Comemorações do 38º aniversário
 13 de JunhoAuto Floripes e Tchiloli - A Património Imaterial da Humanidade











Domingo, dia 14, o Parque da Quinta das Conchas, no Lumiar, em Lisboa, não era a Praia das Conchas, em S. Tomé, nem nenhuma das florestas tropicais da roça do mesmo nome, contudo, dado tratar-se de um espaço amplo e arborizado, não ficou muito longe dos antigos fundões naquelas ilhas. Até porque, o tempo quente e húmido, que se fez sentir, com um céu cinzento, cor do chumbo, quase em nada ficava a dever-se a muitos dos dias em que sol do equador se esconde acima de um teto nublado, antes ou depois das chuvas.


Estávamos um bocado pessimista, que a crise que tem afetado a sociedade portuguesa, por via da austeridade e dos erros dos políticos (que, aliás,  não tem sido poucos, tanto lá como cá), pudesse desmotivar os são-tomenses, que não puderam comemorar na Sexta-feira, por ser dia de trabalho (embora não faltassem alguns eventos),   a participarem na efeméride, alusiva  ao acontecimento  mais especial do seu país - Pelo contrário, a tarde foi mesmo de arromba - Santomenses consideram que a Independência e a liberdade conquistada é ainda um dos maiores valores que não podem deixar de celebrar. 





  

Música, muitos sorrisos, muita diversão e  alegria, convívio fraterno, muita juventude, muitos são-tomenses de todas as idades. Criancinhas ao colo das mães, nos carrinhos ou atrás das costas à boa maneira africana. Tendas com pratos típicos para quem não levasse farnel mas também muitos piqueniques, aqui e além, sentados na relva ou junto a uma qualquer árvore, em torno de um palco, a lembrar o coreto do Parque do Água Grande (1º de Maio) ou mesmo  as diversões de um qualquer fundão, quixipá ou terraço.

 Sim, milhares de pessoas e nem um único incidente – Se fosse noutra capital europeia,  era impossível conceber uma festa africana, sem um único agente policial. Mas estávamos em Portugal e a festa era dos são-tomenses, gente pacífica, que não tem hábitos de conflitualidade








O 38º aniversário de S. Tomé e Príncipe, ocorreu no dia 12, na passada Sexta-Feira. com uma cerimónia solene no Palácio dos Congressos, com discursos  do Presidente da República Manuel Pinto da Costa e do presidente da Assembleia Nacional Alcino Pinto. Houve ainda outros eventos, desportivos e culturais, nesse mesmo dia e fim-de-semana.. Em Portugal, tão importante efeméride, foi igualmente assinalada com várias iniciativas, levadas a cabo, em conjunto pelas principais associações  são-tomenses, designadamente a Associação das Mulheres de São Tomé e Príncipe –Men Non;  ACOSP -  Associação da Comunidade de S.Tomé e Príncipe em Portugal








O fim da festa não podia ser mais feliz para Madide, que, por um euro, ganhou uma viagem de avião para S. Tomé  – No sorteiro de rifas, foi a feliz contemplada.  Deixou S. Tomé  há 3 anos. onde foi secretária, durante 10 anos. Veio tentar a sua chance em Lisboa, onde é empregada de café. Tem uma filha  - Agora vai poder matar saudades da sua terra, em Agosto. Até porque, embora ganhe mais de que na sua ilha distante, a vida aqui também não é fácil na restauração.


NÃO HÁ POVO TÃO AMÁVEL

Não é só nas aldeias portuguesas que ainda persiste o hábito se de cumprimentarem as pessoas com as quais se cruza: os santomenses ainda não perderam esse costume na sua terra. Mesmo em Portugal – Um dia, encontramos um santomense, que nos desabafou, muito desapontado: “sabe, Sr. Jorge, eu cumprimento as pessoas mas não me cumprimentam”. Como não há reciprocidade, lá terão que se adaptar à indiferença da sociedade de consumo. Todavia, a amabilidade dos santomenses, está-lhes nas veias,  talvez única  no mundo. Não há povo tão amável como este. 


É natural que, em todas as comunidades africanas, residentes em Portugal, os seus filhos, aqueles que aqui nascem, percam alguns traços das raízes que tiveram os seus pais. O mesmo acontece aos filhos dos portugueses, nascidos em África, na Europa, na América ou noutra parte do mundo – Gerando, por vezes, conflitos quer com a sua própria família, quer com o meio onde nasceram. São os chamados inadaptados: que nem se identificam com o país de origem dos seus progenitores, nem com aquele podiam sentir como sendo a sua pátria  – Em todo o caso, no que respeita aos são-tomenses, nascidos em  Portugal, as estatísticas define-os como sendo os mais adaptados e pacíficos.




Sim, é  realidade, não é ficção - Os são-tomenses (e o termo aplica-se também aos habitantes da ilha do Príncipe) fazem parte de um povo gentil - com uma longa herança de sacrificios e adversidades mas amável e optimista.  Podem barafustar, criticar, maldizer (é com que mimam os seus políticos, quando se sentem desapontados, e têm tido bastas razões para o fazer), mas não costumam ir a vias de facto. 


Carlos Nobre, da organização do Mega-Piquenique, no Parque das Quinta das Conchas, no Lumiar, nas palavras que proferiu, no encerramento da festeja comemorativa dos 38 anos, sobre a independência, lembrou que “Criticar é bom mas criticar com positivo e não  negativo. Embora positivo e negativo estejam sempre juntos mas puxando sempre pelos dois para podermos equilibrar as coisas. Por isso, eu gostaria de ressaltar que é sempre bom quando nós nos encontramos, seja com quem for, que nós nos aproximemos e falemos uns com outros, livremente sem qualquer tipo de problemas – E, de facto, foi o que ali sucedeu – Cada um viveu a festa à sua maneira e no maior espírito de conivência e fraternidade.

EM S.TOMÉ (ONDE OS POLITICOS TEM TIDO ALGUMA DIFICULDADE EM DAR CUMPRIMENTO ÀS SUAS PROMESSAS) A MENSAGEM DO PRESIDENTE PINTO DA COSTA, TAMBÉM FOI NO SENTIDO CONCILIADOR DE AMOR AO SEU PAÍS, DE  SE UNIREM ESFORÇOS

 (...)”Nesta data solene, de mais um aniversário da independência, saibamos todos, com dignidade, honrar esta terra mãe que nos viu lutar por um ideal.

Um ideal de progresso, concórdia e paz entre todos os Santomenses. Um ideal de liberdade, fraternidade e igualdade e solidariedade, valores que estiveram na génese da nossa luta pela independência.São ideais que persistem até aos nossos dias e que a todos devem comprometer.

Ideais em que se funda “o amor à nossa pátria” em nome dos quais vos interpelo como Presidente da República, apelando a que saibamos dar de novo as mãos uns aos outros. Unidade é mensagem que ecoou no seio da sociedade são-tomense no dia da independência...















LÁ PELA ILHA DE S. TOMÉ, A BOA NOTÍCIA QUE POR POUCO NÃO SE TRANSFORMARIA NUMA TRAGÉDIA 


Depois de uma noite de festa, assinalando os 38 anos da independência,  permitindo a possibilidade da aterragem dos voos noturnos, ao devolver a iluminação ao Aeroporto Internacional de S. Tomé 

O inimaginável aconteceu: depois de um acontecimento há muito desejado, finalmente posto em prática, dois dias depois culminaria numa situação verdadeiramente inesperada - Mas haverá já gente dessa - cega pelo ódio, vingança ou ressentimento - capaz de chegar a tais extremos?!... É que, os incêndios, dificilmente deflagraram sem intervenção humana “Caos” ameaçou o aeroporto internacional de São Tomé...

POR CÁ, QUEM TERIA SIDO O ARTISTA DE MAU GOSTO QUE DESLIGOU O FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA AO PALCO? – PRIVANDO OS MILHARES SANTOMENSE DE SE DIVERTIREM

Situações destas não surgem por acaso - Por cá, curiosamente, também parece ter havido um qualquer habilidoso (mal intencionado) que provocou um problema na ligação elétrica ao palco, tendo impedido que os seus compatriotas pudessem desfrutar de um excelente espetáculo mais amplo e divertido - Já que, devido a essa estranha anomalia, só bastante mais tarde foi possível repará-la e possibilitar a atuação da banda musical.