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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 12 de julho de 2013

República Democrática de São Tomé e Príncipe. Comemora hoje, 38 anos da proclamação da sua independência – Diáspora, em Portugal, assinala a efeméride com um convívio e vários eventos culturais e desportivos - Reflexão sobre o exercício de cidadania da Diáspora santomense em Portugal e em S.T.P – este um dos temas de hoje às 18h30,na Sede da ACOSP, nas portas de Benfica.


Outras postagens neste site - alusivas às comemorações dos 38 anos: independência de S.T.P
9 de Junho.S.Tomé e Príncipe - II Feira dos Livros ....
 Reportagem do dia 12 .Comemorações do 38º aniversário
 13 de JunhoAuto Floripes e Tchiloli - A Património Imaterial da Humanidade
Reportagem do dia 14 na Quinta das Conchas  Grande Festa da Comunidade

A República de São Tomé e Príncipe comemora, hoje dia  12 de Julho, o 38º aniversário da proclamação, em 1975, da sua independência sobre o  regime colonial português – A única colónia onde não houve luta armada, onde o processo de transição, embora marcado com alguma instabilidade, decorreu de forma pacifica – O que veio demonstrar o caráter amável, generoso e solidário de um Povo, não obstante as vicissitudes por que passou durante o longo período colonial.


POESIA PARA UM DIA ESPECIAL - DE    BejaOlinda - AUTORA DE 16 LIVROS E DISTINGUIDA PELO  prémio literário Francisco José Tenreiro 


video



 Antes de mais, desejamos felicitar, por intermédio dos seus atuais dirigentes, Presidente Manuel Pinto da Costa e Primeiro-Ministro Gabriel da Costa, o Povo da República Democrática de S. Tomé Príncipe,  pela celebração dos 38 anos de independência, com os sinceros votos de um futuro mais próspero, mais risonho,  com melhores perspetivas para todos os seus habitantes

 Numa pesquisa pela Internet, exceptuando  o programa previsto pela diáspora de S. Tomé e Príncipe, em Portugal, constata-se que são escassas as noticias, acerca de tão importante efeméride. Mesmo a nível interno destas maravilhosas ilhas,  as notícias quase nos remetem  mais para as questiúnculas de natureza partidária do que para o  essencial – É pena que assim seja. O mal, infelizmente, estende-se  também à politica portuguesa, igualmente marcada por uma crise económica, politica e social, sem precedentes.

Salvo a noticia encorajadora de que, finalmente, o Aeroporto Internacional renasce para voos nocturnos no 38º... - Sim, porque, para além da polémica gerada à volta do arroz importado dos Camarões – das dúvidas  que se levantaram de  ser impróprio para consumo, vindo a saber-se que  o resultado da análise feita pela ASAE de Portugal é inconclusivo, uma vez que se sugere  a consulta de outras opiniões, ou seja, análise de outros laboratórios. E os laboratórios africanos já vieram   dizer que não encontram qualquer substância imprópria. Talvez um pouco à semelhança do feijão importado de Moçâmedes, furado e bichoso, no tempo colonial: aquilo que não mata engorda Laboratório de referência da África Central também aprova... –

Vídeo registado na Quinta das Conchas, lumiar
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ILHAS TÃO FÉRTEIS E DE BELEZA SEM IGUAL, CANTADAS POR  ADMIRÁVEIS POETAS, COM UM POVO, TÃO PACIFICO, ORDEIRO E LABUTADOR, NÃO  SE COMPREENDE QUE POSSA HAVER LUGAR PARA QUALQUER TIPO DE DEPRESSÃO OU FALTA DE CONFIANÇA NO FUTURO




De facto, onde falta pão, todos ralham e ninguém tem razão.  Não seria o único país de África ou do Mundo onde as privações, criam enormes dificuldades aos seus Povos.   Mais das vezes por incompetência dos seus governantes de que à falta de riquezas ou recursos naturais, que, infelizmente, apenas  beneficiam uns quantos.  Nestas magnificas ilhas, custa-nos a crer que seja o pão a faltar,  já que, em cada árvore da fruta pão – sem contar com a banana pão – existe o que pode dizer-se uma autêntica  padaria a céu aberto . Oh! e  que deliciosos  os cheiros desse  pão afrutado, que se aspira ao passar-se por baixo dessas frondosas  árvores do paraíso!  Não podemos imaginar tal ideia. 



 Depois do que se passou com o desmantelamento das roças coloniais, que poderiam ter sido transformadas e geridas em regime de cooperativas de produção, sim, depois de se haver  perdido, de forma irreparável,  essa oportunidade histórica,  seria impensável que  já nem  houvesse a tão abençoada Árvore do Éden, assim como outras espécies essenciais  à sobrevivência do povo e ao equilíbrio ecológico do arquipélago ou  os  tão divinais izaquenteiros! 

                                            Foto na Quinta das Conchas


Fabulosas árvores seculares, capazes de sustentarem tão enormissimos frutos! Os quais,  depois de caírem maduros, fornecem autênticos sacos de sementes,  tão apreciadas nos pratos típicos das Ilhas! – Houve um roceiro, numa das maiores propriedades de cacau e café, que, zangado por lhe ter caído um izaquente no ombro, ordenou o abate de todas estas árvores na roça. Claro, está-se mesmo a ver quem sofreu as maiores consequências.


                                             Foto na Quinta das Conchas



Sangazuza - Na Voz de Helder Camblê - Homé Tchibotô.. - vídeo de Arcádio Silva

                                                      Foto na Quinta das Conchas
Acreditamos piamente,  nas capacidades do Povo de S. Tomé e Príncipe. Vamos admitir que o problema nem é dos seus habitantes, que, ao longo dos tempos, sempre souberam resistir às maiores adversidades, mas aos males de um partidarismo exacerbado, que parece ter dificuldades em unir-se num projeto comum: em olhar mais para o Povo de que para o seu umbigo.


                                          Foto na Quinta das Conchas

Fala-se demais: fala-se muito e de tudo - E talvez menos do que é essencial. Num país, tão pequeno, não se compreende que haja tantas formações partidárias – Basta reunir 250 assinaturas, aí está novo grupo. De«Camaradas,Clientes e Compadres») - Motivo que já serviu de inspiração para um romance.

Mesmo os principais partidos históricos, parecem terem perdido a sua matriz (revolucionária) com que se apresentaram no processo inicial de autonomia e independência – Sem com isto pretendermos imiscuirmo-nos na politica interna deste país, que  ainda hoje consideramos com a nossa segunda pátria, tais as recordações que nos deixou!  –, a verdade é que, em vez de se construir um figurino, genuinamente africano e em prol do seu povo,  copiam-se sistemas partidários,  sustentados no liberalismo e  neocolonialismo.  O mesmo se passa em Angola, Cabo Verde, Guiné e Moçambique - Afinal, em toda a África.

Dir-se-á que são os novos ventos da história - Sim, são esses mesmos ventos, provocadores da miséria e da fome, que lançam  milhões de seres humanos para o desemprego, soprados pelos barítunos do liberalismo selvagem, que dominam  a comunidade europeia, que já  estenderam os seus tentáculos pelas ditas primaveras  árabes, deixando esses países destroçados, ingovernáveis, lançando-os no maior caos (pois só assim encontram campo aberto para a roubalheira do petróleo), afinal, esses os maiores ídolos dos países africanos.   Tal como os partidos liberais portugueses (surgidos pós 25 de Abril) que se opuseram à Independência das colónias -- Pois bem, são justamente os mais ilustres contra-revolucionários ou a fina flor dos  discípulos dessas formações partidárias, que está agora na mó de cima - Onde quer que haja um banco, lá está a dita elite colonial (de braço dado à nova elite africana)  associada aos mesmos vampirescos repastos. Oportunidade não desperdiçada por um tal Capitalismo de Estado chinês, cujos milionários dirigentes se desfazem em mil sorrisos para que todos fiquem bem na mesma fotografia.  

Será este  o rumo que os partidos das Ilhas de S. Tomé Príncipe e os seus dirigentes,  desejam copiar,  depois de 38 anos de hesitações e erros políticos de vária ordem, após um passado de V séculos marcado pela exploração e opressão colonial?...Deixando-se ir na onda  de modelos neocoloniais ou de descarada e  aberta  colagem neoliberal, que mais não visam que perpetuar a exploração da mão de obra escrava,  promover a cobiça das  matérias primas, dos seus  recursos naturais. 


Imagem no domingo - Quinta das Conchas


MAS, AFINAL, QUAL O CAMINHO A SEGUIR?... DE FACTO, NÃO É FÁCIL A ESCOLHA.... A NATUREZA HUMANA DIFICILMENTE SE DESFAZ DOS SEUS ESGOÍSMOS E INTERESSES MESQUINHOS


Tal como diz Pitigrille, "na origem de cada filosofia há sempre um plagiato, na origem de cada invenção um furto, na origem de cada fortuna um sistema de fraudes, na origem de cada dinastia um acto sedicioso". E na origem de cada partido, apenas boas intenções e gestos generosos?. .. A resposta ainda a dá o autor da "maravilhosa aventura": "os homens precisam de vez em quando de praticar um belo gesto para se reabilitarem, para saírem das suas inclinações. Inventam meia dúzia de palavras abstractas - justiça, liberdade, solidariedade - e atiram-se uns aos outros, reciprocamente,  como bolas de pingue pongue, mas na prática comprazem-se  com as suas injustiças, as suas servidões e os seus egoísmos. 


Fotos na Quinta das Conchas



AINDA BEM QUE A DIÁSPORA SANTOMENSE, EM PORTUGAL, NÃO ESQUECE O SEU AMADO PAÍS- E LANÇA O CONVITE A TODOS OS SEUS COMPATRIOTAS RESIDENTES, TÃO LONGE DA SUA PÁTRIA MAS QUE A CONTINUAM A TER PERTO  DO CORAÇÃO

Foto na Quinta das Conchas
A Comissão Organizadora para comemoração do 38º Aniversário da Independência de S.Tomé e Príncipe - ,no âmbito das atividades programadas, convida V.Exa., a estar presente numa “Reflexão sobre o exercício de cidadania da Diáspora santomense em Portugal e em S.T.P, em matéria de votação” no dia 12 de Julho(sexta-feira), a partir das 18h30,na Sede da ACOSP, nas portas de Benfica.

38º Aniversário da Independência
de S.Tomé e Príncipe
Foto na Quinta das Conchas
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           Semana de 6 – 14 de Julho de 2013
Dias: 6 de Julho (sabádo)
Miss S.Tomé e Príncipe/Europa
Local: Hotel Fontana Parque
Horas: 19 h.
Dias 6 e 7 de Julho (sabádo e domingo)
3ª Edição de Feira de Livro e Cultural de S.T.P
Local: Instituto Português Desporto e Juventude
Horas: 10.30 horas
Dia: 12 de Julho (sexta-feira)
“Reflexão sobre o Exercicio de Cidadania da Diáspora santomense em Portugal e em S.Tomé e Príncipe em matéria de votação”
Local: Sede da ACOSP – Portas de Benfica
Horas: 18.30h
Dia: 13 de Julho (sabádo)
Manhã Desportiva -Torneio de Futsal
Local:Campo de jogos do Colégio Pina Manique – Casa Pia de Lisboa
16h00 - Conversa sobre o “Dicionário Santome – Português”

Foto na Quinta das Conchas
Local: Sede da ACOSP – Portas de Benfica
Noite Cultural:  músicas e danças
 - Actuação da banda MV4 - no salão de Galinheira/Lumiar.
- Noite Santomense na discoteca “Onde Ando” – na Margem Sul do Tejo – Corroios.
Dia 14 de Julho (domingo)
Grande Festa da Comunidade santomense (gastronomia, músicas e danças)
Locais: Quinta das Conchas/Lumiar
Horas: 10h00 – 20h00



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