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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Música de São Tomé na Homenagem às Antigas e Atuais Glórias do Desporto Santomense




A qualidade do vídeo não é a melhor, mas fica o registo. 


LOUVÁVEL INICIATIVA -

A comunidade dos santomenses, a viver em Portugal,  embora não sendo das maiores entre os países de expressão portuguesa, nem por isso deixa de ser das menos ativas - E motivos não faltam para que as suas associações ou mesmo iniciativas individuais,  de pequenos grupos, promovam convívios, palestras, exposições, feiras do livro, festas ou outros eventos, como foi agora o caso da 1ª Festa em Homenagem aos Desportistas Santomenses, que teve lugar, neste último domingo,  na  Escola Secundária Dr. Azevedo Neves, no alto da Damaia  A iniciativa, que constava de almoço-convívio, ao som de música ao vivo, danças e atribuição de prémios, foi da responsabilidade de quatro repórteres da TV e da Rádio: RDP-África e  TVS - Televisão de São-tomense  - Alcibíades Pequeno;Solano Monteiro; Selma Bonfim; Mick Trovoada - Um abraço  de parabéns a estes bravos carolas, que ali foram premiar e distinguir, talentosos atletas, dirigentes, treinadores, nas mais diversas áreas do desporto - E nomes de gabarito não faltam! - Quer com projeção local quer internacional.













Ouvir tocar e cantar a música santomense  é  sentir instintivamente o corpo a gingar  ou a dançar! - É inevitável o apelo ou a tentação - Nas ilhas há (e houve) excelentes músicos e grupos musicais – Pena, ainda não terem atingido a fama de um Bana ou de uma Cesária Évora,  mas  cremos  que lá chegará o dia  da sua universalidade; que, à fama da beleza ímpar das ilhas, se possa também juntar  a da sua dança e a da sua inigualável  música – Referimo-nos, naturalmente, à genuína,  à que transmite o verdadeiro sentir do seu povo, a doce musicalidade da sua língua, alegria e amabilidade das suas gentes, que ainda vai resistindo à globalização dos estereótipos  que tudo massificam, numa corrente desligada das raízes, das origens e da identidade de quem a canta - Ora, o que ali se ouviu, foi a outra, aquela que os naturais  de São Tomé e Príncipe, tanto nas ilhas como longe da sua terra, gostam de ouvir, de cantar e dançar

 






A tarde esteve bonita, com céu límpido e azul, um sol magnifico a  fazer jus ao mês de Agosto, e, tal como fizemos em Julho, por ocasião das festas alusivas aos 38 anos da independência,  aproveitamos a oportunidade para nos associarmos, na expectativa de encontrarmos velhos amigos e participarmos no convívio com antigas e atuais glorias do desporto de um pais que tanto amamos e tantas recordações nos deixaram- E, pese o facto de há tanto tempo, ali não voltarmos, reconhecemos rostos e também houve outros que nos reconheceram e nos abraçaram .Sim, e a maior surpresa foi a de Albertino Neto. Quem diria que, depois de tantos anos, nos voltávamos a encontrar!.

 Video gravado (26-12-2015) de uma cassete recuperada, que enviara como prenda do Natal de 1974, em Portugal





S. Tomé – Música típica e maravilhas
 São Tomé! São Tomé! . Não tem só café! Tem lindas sanguês! Tem lindas mulheres!  Tem muito cacau e sempre verão! - O trecho musical, que aqui lhe oferecemos,  em 1973, era um dos temas mais populares !– Não perca  – Fui recuperá-lo de uma cassete ao meu arquivo  – As imagens foram registadas  em (Out/Nov. 2014 e Julho/Agos. 20159) 39 e 40 anos depois de eu ter deixado, em viagem de canoa, esta maravilhosa ilha, mas o som, as vozes, ainda são mais antigas
A qualidade técnica já não é a melhor, mesmo assim vale a pena ser ouvida 



ALBERTINO NETO - TANTOS ANOS DEPOIS 



Era eu Furriel Miliciano dos Comandos e ele Primeiro Sargento do quadro - Pois não é que, agora, volvidos tantos anos, de um momento para o outro, até parecia que o tempo recuava como que por mágico encanto! Era como se não tivesse havido espaço a separar-nos, não tivesse havido nem tanta distância nem tão longo calendário  a pesar-nos no corpo e no espírito. 



Ali estava, pois,  em pessoa e com a mesma postura de sempre, o antigo Sargento Neto,  (agora reformado como Tenente-Coronel), com aquele sorriso franco, lhano, amável, aberto e simples que caracterizava (caracteriza)  a sua personalidade:   magro, alto, vertical na estatura e  vertical e íntegro no seu carácter. Disse-nos que vai ficar por cá até Novembro





















E, ainda bem, em boa hora nos encontrámos, pois, ficou combinado que nos vamos reunir mais vezes e com outros amigos - Até porque  prometeu juntar-se à iniciativa que desejaríamos concretizar, em Julho ou Agosto do próximo ano, com a realização de  uma regata de canoas, tripuladas por pescadores dos vários países do Golfo da Guiné, com partida do Gabão, rumo a São Tomé, Príncipe e Bioko, ex-Fernando Pó(com embarcações de apoio e paragens nestas ilhas), evocando os  tempos  épicos das primitivas ligações dos povos do litoral do continente africano com as ilhas  do grande Golfo  - pormenores na postagem seguinte



A propósito da música santomense, tomamos a liberdade de aqui reproduzir um vídeo
de Arcádio Silva e o excerto de um interessante artigo de autoria de Adozinda, Amarildo, João e Marlene,  inserido no blogue Património de S. Tomé


A música em S.Tomé
Como em todos os trabalhos escritos, podemos encontrar esta frase, que embora triste é a realidade do nosso país “ S.Tomé e Príncipe é um país pobre com muitas dificuldades”, (sobretudo ao nível económico).

Estas mesmas dificuldades fazem-se notar em todos os sectores, assim sendo o ministério da cultura não fica de fora, fazendo-se chegar aos nossos músicos, dificultando-os assim na realização dos seus álbuns. Por outro lado muitos (músicos) têm dificuldades na criação de letras, de dar um bom ritmo às suas músicas, assim sendo podemos dizer que algumas das dificuldades tem a ver com a falta de conhecimento por parte do músico.

Segundo a entrevista realizada com um dos músicos mais famosos do nosso país, Kalú Mendes, os nossos músicos enfrentam muitas dificuldades económicas para conseguirem realizar o seu trabalho, por vezes conseguem arranjar um patrocinador, para gravar o álbum, mas a divulgação e marketing do álbum torn-se muito difícil. A divulgação passa pela televisão, rádio e jornais de modo a promover e sobretudo vender o seu trabalho, e isto tudo exige um custo monetário que é difícil de se encontrar, uma vez já conseguido o patrocínio para agravação. A criação de um álbum passa desde o processo de gravação até a divulgação do álbum, Por isso os músicos em S.Tomé e Príncipe só o são por vontade própria e porque gostam daquilo que fazem, isto porque, não há nenhum incentivo aos músicos por parte do governo, no entanto o público que tem sido muito simpático e estes sim são o seu melhor incentivo.

No entanto, também um dos elementos do grupo Tempo, Guilherme Carvalho dá o seu ponto de vista, dizendo que, «as dificuldades que alguns dos músicos nacionais têm é falta de conhecimento ao nível da música além do pouco contributo económico-financeiro, por parte do governo santomense. “O estado está a esquecer-se da nossa cultura, nomeadamente no que diz respeito a música nacional mas mesmo assim sobrevivemos”

Contudo, cabe a nós os santomenses o dever de preservar a nossa cultura (música) e procurar divulga-la cada vez mais além fronteiras, isso porque ela também virá a contribuir para o desenvolvimento do nosso turismo bem como do nosso país.
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