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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Controversy "Castaway" Jose Alvarenga - Nikolai Maximenko answered our question by email. do not understand why some parts of the hull of the boat Alvarenga are covered in algae, crustaceans and molluscs and other parts are clean - For therein is the hidden cat with tail out - but want to prove that derives from Alvarenga is consistent with the dynamics of the Ocean - Maximenko respondeu à nossa pergunta por e-mail . Não entende a razão pela qual algumas partes do casco do barco Alvarenga estão cobertas de algas , crustáceos e moluscos e outras estão limpas - Pois aí é que está o gato escondido com rabo de fora - Mas pretende provar que a deriva de Alvarenga é consistente com a dinâmica de Oceano.

  This site provides translators in various languages ​​- Read our position through its ideoma. .Este sitio proporciona traductores en varios idiomas - Lea nuestra posición a través de su idioma


(não deixe de ler o post seguinte- sobre a continuação da polémica à volta do náufrago Alavrenga)

"tudo em mim estava destruído. Do homem que eu tinha só restava uma pequena  porção de carne e ossos que se podiam torcer com um trapo.   (...) eu pesava apenas quarenta quilos em relação aos oitenta que eu tinha há quatro meses   Tava'e Raioaoa -118 días a la deriva em pleno Pacífico."- Mais de que uma fraude, as afirmações de Alvarenga, são uma blasfémia, se  comparadas com a situação de um verdadeiro náufrago. 

"persisten las dudas sobre ciertos detalles de su relato, pero sobre todo su apariencia física, para algunos en demasiado buen estado para una odisea sin acceso a agua dulce y bajo el sol. "permanecem dúvidas sobre certos detalhes de sua história, mas toda a sua aparência física, por algum bom demais para uma odisseia sem acesso à água potável e ao sol."
 Respeitamos  as  conclusões de Nikolai Maximenko  mas não nos convencem. Dissemos nos textos anteriores, que não é impossível a qualquer barco (até mais pequeno  que o bote de Alvarenga) atravessar o  Oceano Pacífico - As correntes marítimas dão a sua ajuda. - Na história de navegadores solitários (e dos náufragos) há  muitos exemplos com botes menores. Mas é manifestamente impossível - um homem à deriva - chegar a uma ilha, afirmando ter andado 13 meses, percorrendo tão vasta extensão oceânica, nas condições descritas por hipotético náufrago Alvarenga 

– Questionámos, através de e-mail, o sr. Nikolai Maximenko , acerca das conclusões que tornou públicas na imprensa internacional, que visam comprovar a alegada sobrevivência de Alvarega.   Respeitamos a resposta que nos deu mas não nos convence - 

Basicamente veio repetir-nos algumas das considerações do seu estudo, com Jan Hafner, da Universidade de Havai,  que o Jornal PÚBLICO, em Portugal, também reproduzira, citando a AFP – Que “As afirmações de Alvarenga (...) estão de acordo com os limites do modelo e são consistentes com os padrões prevalecentes dos ventos e das correntes oceânicas que ocorreram durante a provação que sofreu.Estudo sobre correntes do Pacífico confirma história de homem ..... Castaway's unbelievable tale of survival is backed up by science 

NA ERA DO VAZIO O QUE CONTA É O RUÍDO – QUEM NÃO BERRA NÃO É OUVIDO

O náufrago que diz ter andado 13 meses à deriva e que apareceu numa remota ilha do Pacífico, do arquipélago Marshall , tem de novo mais um  cientista acreditar em seu conto. Logo de início, houve quem corroborasse com as suas afirmações, estribando-se na sua ciência. Não me consta, porém, que tenham sido os médicos que o observaram – que ficaram estupefactos com o seu estado de saúde - mas aqueles que, pelos vistos, confundem o comportamento humano com objetos inanimados à deriva ou visam aproveitar-se do mediatismo de José Alvarenga

De facto, não falta quem queira ir na mesma onda do ruído mediático, que se tem feito à  volta de Alvarenga. O disfarce com as barbas, ainda podia atenuar o logro, mas ao fazerem-lhe a barba e ao cortarem-lhe a cabeleira, lá se foi a encenação. Não é difícil fazer crescer a barba e o cabelo. O mais difícil é provar que se andou perdido no alto mar mais de um ano, apenas dispondo de uma simples caixa de abrigo e chegar a terra, fresco e rosado, como uma alface. Bebendo a urina, comendo tartarugas (com que instrumentos as apanhava - à mão?), aves e peixes. Provas de sobrevivências deste género, não são inéditas - Pessoalmente, conheci essa dura experiência a bordo de uma piroga primitiva, ao longo de 38 dias no Golfo da Guiné. . Não bebi a minha urina mas  bebi água das chuva e do mar, alimentei-me de peixes e algumas aves, quando me era possível fazer a sua captura. Mas duvido que alguma vez o tenha feito, o Sr. Alvarenga.


Pelos vistos, não é apenas o hipotético náufrago que busca a fama: também há quem queira colar-se à sua fraude (sem ofensa, mesmo acreditando na bondade dos estudos, parece que é disso que se trata)  - Longe vão os tempos  em que o cientista fazia o seu trabalho com a maior discrição. Agora, quem não é notícia nos jornais ou a sua imagem não corre nas televisões, não tem importância. Daí a dificuldade em distinguir o trabalho que é sério do que apenas visa a promoção pessoal e a publicidade.

Mal se começou a falar da “extraordinária odisseia” de José Alavrenga, não faltou quem, mesmo sob a capa da ciência,  viesse a corroborar no seu logro  – A avidez da notoriedade turva muitos espíritos. Desde os analfabetos, políticos, jornalistas, intelectuais, por aí adiante. Torna-se cada vez mais difícil separar o trigo do joio.

NOSSA TROCA DE E-MAILS COM NIKOLAI MAXIMENKO

Senhor Nikolai Maximenko

Desculpe se a tradução não é bem feita - Pois sirvo-me do tradutor Google.
Você quer comparar objetos à deriva (sem vida) com um homem à deriva nas condições descritas por Alvarenga e chegar a uma ilha como se tivesse regressado de umas ótimas férias? - Conheça a história dos navegadores solitários e dos casos de sobrevivência e depois estabeleça as comparações

Não é impossível fazer a travessia que diz ter feito alvarenha, até num barco mais pequeno, mas é impossível acreditar na sua história. Antes de fazer o estudo que fez, devia ter começado por estudar o bote de alvarenga - Se tem o mínimo de experiência não lhe é difícil, chegar a outras condições.

Será que você  também quer ser famoso, juntando-se à mesma fraude?
 Os melhores cumprimentos
Jorge Trabulo Marques
Jornalista e antigo navegador solitário
read my study on http://www.odisseiasnosmares.com/2014/02/jose-salvador-alvarenga-una-historia.html

"His parents in El Salvador say that he was known by the nickname Cirilo in his home town, a name that concides with the first name of the man registered as missing with the civil defence. -But why has the fisherman given Marshall Islands officials the name of Jose Salvador Alverenga rather than the name he was known by in Mexico and El Salvador? 'What happened to Pinata?' Family of Castaway's companion who


2014-02-18 22:29 GMT+00:00 Nikolai Maximenko <maximenk@hawaii.edu>:

Mr. Jorge Marques Trabulo
I think you misunderstand our mission and our statement. We at IPRC study ocean and atmospheric circulation as important parts of the Earth Climate System. Our drift model is based on trajectories of real satellite-tracked drifters and satellite-measured winds. In the past years, our model was adjusted to particular types of debris (such as buoys, docks, boats, wood, etc.) using reports of objects washed into the ocean by the March 11, 2011 tsunami in Japan. Model solution is made available to public on


Reports from the US/Canada mainland and from Hawaii include dozens of boats that survived 2-3 winters in the "roaring forties" latitudes. Most of boats were broken but some were repaired and reclaimed by local people. You can see a gallery of reports from Hawaii on


Some of the reported objects were heavily overgrown with seaweed and shellfish, while other similar objects were practically clean. No obvious explanation for this difference was found so far.
Using our model, we conclude that timing and trajectory of the suggested drift of the boat of Mr. Alvarenga is consistent with with the dynamics of the ocean and atmosphere. We are not in position to judge on other factors, including the condition of the boat and human behavior. Probably, the decisive argument would be tracing the boat back to the harbor of its registration -- I hope this can be done.
Until then we are open for discussion, we look for understanding but we are not afraid of publicity. If you believe that the boat drifted from a different origin, we can run our model to verify your idea. 
Important condition for the conversation is respect to your opponent. You cannot explain the rudeness of your tone by imperfection of the Google translation. My job is improving our knowledge and I have no problem admitting my mistakes if I appear to be wrong. If you are also looking for the truth, you must also be able to correct your mistakes. In this case apologies would be an appropriate start of your next email.
Respectfully,

Senior Researcher,
Dr. Nikolai Maximenko
International Pacific Research Center
School of Ocean & Earth Science & Technology
University of Hawaii at Manoa

Check our marine debris project news on Facebook:
facebook.com/IPRCMarineDebrisProject
 

Caro Senhor
Sr. Nikolai Maximenko

Para evitar más traduções, de correr o risco de ser mal interpretado, vou escrever-lhe em português. Peço-lhe o favor de fazer a tradução. Talvez seja mais bem-sucedido de que eu a traduzir do português para o inglês, através do tradutor da Google. 

Acabo de tomar conhecimento do seu e-mail, que muito lhe agradeço. Peço desculpa, se o ofendi mas não era essa a minha intenção – Não ponho em causa a credibilidade e as boas intenções do seu estudo mas duvido da sua veracidade. E não entendo que um estudo se possa fazer, tão rápida e superficialmente,  apenas para ser notícia nos media.

Diz que “a trajetória da deriva sugerida pelo barco do Sr. Alvarenga é consistente com a dinâmica do oceano e atmosfera” – Como assim?

Há milhares de fatores que podem influenciar uma deriva. Pessoalmente, também esperava ser largado na corrente equatorial, a sul da Ilha de Ano Bom, se o comandante do pesqueiro Hornet, não me tivesse traído. As correntes e os ventos dominantes dão uma grande ajuda às pequenas embarcações. Mas, faça a experiência no bote do Sr. Alvarenga, por alguns dias  (sem remos e sem vela) e veja o que lhe acontece!– Veja a quantas derivas é submetido! 

Sofrendo influências dos ventos, dos  grandes cardumes, das tempestades ou das pequenas correntes ou correntes dominantes, que podem sofrer alterações de hora a hora, de momento a momento. Então nos mares tropicais, ainda muito mais.

Vou-lhe apontar o meu caso:

Ao 18ª dia eu encontrava-me relativamente próximo da Ilha de Bioko. E sabe o que me aconteceu? Andei mais 20 dias à deriva, arrastado para os vários quadrantes. Ao sabor das correntes e das tempestades. Num dos dias, um enorme cardume de atuns arrastou-me no seu envolvimento ao longo de doze horas.  E só logrei sair da sua ondulação, quando coloquei a vela e o vento me afastou. Menciono isso no meu diário gravado. Por vezes, a minha piroga era levada por pequenas correntes, como se fossem pequenos rios – Ou seja, levada por correntes sobre outras correntes. 
 

Por outro lado, ao dizer  no meu site para se examinar o casco do barco do Sr. Alvarenga, concorda que  “alguns dos objetos relatados foram fortemente cobertos de algas e marisco, enquanto outros objetos semelhantes estavam praticamente limpos. Pois, aí é que está o gato escondido com o rabo de fora. São estes pormenores que o Sr. Alverenga não logrou disfarçar.

Diz que “Não há explicação óbvia para esta diferença, que não foi encontrada explicação até o momento” – Naturalmente que existe explicação: fale com pessoas experientes em navegação de veleiros ou de outros pequenos barcos, e ouça a explicação que lhe dão. 

O casco da minha canoa, também foi invadido por pequenas lapas, de que, aliás, os peixes se iam aproveitando, mas de forma alguma o casco deixou  florescer tamanha floresta – Ainda se fossem moluscos pequenos, mas logo daquele comprimento?...  Naturalmente, só possível com o barco fundeado ou nas partes de menor atrito. Com um barco à deriva e atravessado à vaga, imagine os solavancos e os constantes batimentos! … Eu quase ia ficando louco com o contínuo bác-bác, quando me deitava no fundo da canoa. 

Recomendo-lhe que leia a expedição da Kontiki, feita a bordo de uma jangada. Recomendo-lhe que leia a odisseia de So Far the World - Tavaʻe Raioaoa – Do pescador que andou perdido 118 dias no pacífico. Este relato é verídico, impressionou-me até às lágrimas. Ele tinha onde se abrigar. Mesmo assim,  veja o estado físico, como ele foi encontrado! . Leia o relato de Dougal Robertson  - Veja os sofrimentos nos 38 dias em que andou perdido com a esposa e os dois filhos!

A arca, que o Sr, Alvarenga diz ter utilizado  de abrigo, podia perfeitamente ser usada para tráfico de qualquer outra coisa ou pesca mas de modo algum para ele se proteger. Indo o bote de través à deriva  - e não sendo amarrado – era-lhe muito difícil manter o mínimo de equilibro com os solavancos das ondas. Eu também levei, na minha piroga (como baú)  um contentor de plástico – igual aos do lixo – para  guardar a máquina fotográfica, gravador e outras coisas. Mas ia à popa, amarado e encaixado nas travessas.

Eu podia acreditar na história do Sr. Alvarenga se ele apresentasse outro estado físico. A viagem é possível de ser realizada, até num barco ainda mais pequeno, mas a navegar e com algumas condições de abrigo. Acredito, que mais tarde ou mais cedo, sua fraude vai ser desmascarada.

De facto,  a sua  identificação, começou por ser muito confusa – Conhecido por “O Chança”. A família apelidava-o de Chele Girilo. Mas, na ilha das Marshall, disse chamar-se  Iván Alvarengo Sabe-se agora, que seu nome é José Salvador Alvarenga,  natural de El Salvador  E que vive há  mais de 10 anos no México na clandestinidade

FILHO DE FAMÍLIA ABASTADA

Seu pai, José Ricardo Orellana, 65 anos, proprietário de uma loja e uma fábrica de farinha na cidade costeira de Garita Palmera, disse que seu filho é jovem, forte e resistente, com uma devoção a este oceano que levou à defender a pesca desde os 14 anos.- E então ainda não dispunha de ganho dinheiro para pescar de outro jeito?... Não será este um bote de outra embarcação, cujo destino talvez só ele conheça? - De facto, toda a sua história suscita mais dúvidas de que certezas.

Uma vez mais, muito obrigado pela sua  resposta. É a sua versão. Respeito-a mas não me convence.

Estou receptivo à gentileza de outras explicações de sua parte, caso assim entenda prestar-me esse favor

Cordialmente
Jorge Trabulo Marques

MÉDICOS PERPLEXOS 

"Seus lábios não estavam rachados e inchados, sua pele não foi queimado pelo sol implacável, e os médicos que o examinaram no pequeno hospital ilha em Majuro expressaram surpresa de ele estar em boas condições tais que o libertaram de seus cuidados depois de 24 horas.

'Ele não tem tosse, sem febre, sem coriza ", disse um perplexo Dr. Nestor de Vesi, das Ilhas Salomão, que foi o primeiro de dois médicos para examinar o pescador mexicano.

Em comparação, três adolescentes - Samu Perez, Filo Filo e Edward Nasau - que tinham se afastado através do Pacífico em um barco de metal através de 1.000 milhas durante 50 dias foram encontrados quando foram resgatados estar sofrendo de grave desidratação, fome e queimaduras solares. Castaway Jose Alvarenga's boss doubts story of 13 months adrift at 



ERA NESTA CAIXA DE ESFEROVITE QUE IA PROTEGER-SE DOS TÓRRIDOS CALORES DO PACÍFICO-VEJA AS DIMENSÕES -

NÁUFRAGO QUE TEM ATRÁS DE SI UM “NOTÁVEL” CURRÍCULO “O tempo que ele ficou no mar é incerto. Algo entre 16 e 13 meses. Essa questão – talvez de menor importância – está incerta por causa da falta de documentação das datas de saída de Alvarenga. A seu favor, entretanto, não conta muito o histórico que precedeu a malfadada viagem. Enquanto teria parado para beber na aldeia de Garita Palmera (El Salvador), Alvarenga entrou numa briga com quatro homens e foi esfaqueado, levou socos e chutes, a ponto de sua família temer que ele não sobrevivesse. Após 15 dias no hospital, ele teve uma recuperação incrível. Mas, aterrorizado por seus atacantes que viviam no local e ameaçado que seria atacado outra vez, ele fugiu do país. Ele deixou para trás a esposa Arely Barrera e a filha do casal, Fátima, então com 18 mês The Daily Telegraph

Pedimos ao Marshall Islands Journal a colaboração fotográfica para  aprofundarmos a nossa análise, acerca do barco que  teria sido usado por José Salvador Alvarenga (que inicialmente se apresentou com o nome de José Iván Alvarengo),  na alegada longa deriva de 13 meses no Pacífico, do México às Ilhas Marsahall - Embora já tivéssemos tomado a liberdade de nos servirmos de algumas fotos do mesmo jornal (nomeadamente a foto com que abrimos esta postagem e a seguinte) fomos prontamente atendido, gesto que muito agradecemos e  que aqui registamos com todo o apreço -  Depois de ler o texto e ver a imagem, sugerimos-lhe a leitura  do post anterior





Proa completamente limpa acima da linha da água e só do meio até à popa se apresenta mais enegrecida, possivelmente devido à amarração onde a embarcação esteve fundeada -  O que não aconteceria se tivesse andado à deriva através de milhares de milhas e ao longo de 13 meses..

Quem tem experiência de mar não pode deixar de ficar surpreendido com a aventura do Sr. Alvarenga, o feliz naufrago agora descoberto. Tanto surpreende pela sua odisseia como pela fragilidade de algumas situações que a serem analisadas mais em pormenor fazem nascer contradições que põem em risco toda a veracidade do feito que nas últimas semanas surpreendeu o mundo.

Assim observemos a foto. O bote está sobre um areal e é bem visível a presença de uns quantos moluscos fixados ao casco. Admitir que a embarcação tenha navegado ou andado à deriva com eles não é admissível uma vez que estes só se alojam quando em águas paradas ou quase, mas sobretudo quando a embarcação está atracada. Na maioria dos casos soltam – se com o embate das águas ao sabor das correntes. Por outro lado é difícil admitir que  as cracas estejam a seco há muito tempo pois  se tal tivesse acontecido apresentariam outro aspeto; menos vivo e em desagregação.  Assim quando o náufrago declara que, andou à deriva 13 meses, só talvez quem não tem o mínimo de experiência do mar pode aceitar tal enormidade.



Imagem da popa - Alguma vez este barco andou aos solavancos das vagas? -

Mesmo tratando-se de um bote de fibra de vidro, onde diz ter naufragado tanto tempo, dificilmente se apresentava com o aspeto que tem: teria forçosamente que mostrar outros estragos e não a uniformidade que documenta a imagem - Mas não só: leia mais adiante outras interrogações.





TEXTO DO EMAIL ENVIADO AO Marshall Islands JournaL   :

Sou jornalista e português. Na década de 70, conheci a experiência de náufrago numa frágil piroga, ao longo de 38 dias nos mares do Golfo da Guiné


Tendo tomado conhecimento da hipotética odisseia de José Alvarenga, e duvidando da veracidade e dos seus testemunhos, sugeria para que fosse feita uma análise aprofundada, por técnicos competentes, do bote que diz ter sido utilizado. Pois o aspeto exterior da referida embarcação, não é convincente: - Se o referido bote andou à deriva, tanto tempo, era suposto que apresentasse manchas  de fungos e de lapas em todo o casco. Ou que as mesmas manchas não fossem tão delineadas e demarcadas mas mais irregulares. Fico com a ideia de que a mesma embarcação apenas terá sido usada para abordagem da ilha. Uma vez que apenas apresenta vestígios de ter permanecido fundeada. Caso queiram proporcionar-me algumas imagens, ainda mais pormenorizadas, do estado do bote  para meu estudo (além das que pude consultar na Internet) desde já muito lhes agradeço, Esta questão é :http://www.odisseiasnosmares.com/2014/02/jose-salvador-alvarenga-una-historia.html
  

Pois, só assim, desmascarando os falsos heróis, seria possível evitar que  outros episódios se repetissem, perpetrados por indivíduos ávidos de fama, sem escrúpulos, que pretendem aproveitar-se da  insularidade e localização das  vossas maravilhosas ilhas, mas também da hospitalidade das suas gentes..


Box: This is the box that was in the middle of the boat that Alvarenga said he used as shelter from the sun and storms

Disse servir-se de uma enorme caixa para se abrigar - Que deveria ter tido outra função de que a de servir de abrigo. Não estando fixa,  com os balanços, era arriscado permanecer no seu interior. 

Alguma vez um bote destes ia à pesca com uma  enorme arca ao meio, que dificultava mais que facilitava - De resto, com mar bravio, com vaga alterosa e solta,  era meio caminho andado para desequilibrar a embaraçarão e depressa a voltar. 


NO FAMOSO “NÁUFRAGO”, SUBSISTEM MUITAS DÚVIDAS, CONTRADIÇÕES E UM GRANDE MISTÉRIO POR APURAR

"His parents in El Salvador say that he was known by the nickname Cirilo in his home town, a name that concides with the first name of the man registered as missing with the civil defence. -But why has the fisherman given Marshall Islands officials the name of Jose Salvador Alverenga rather than the name he was known by in Mexico and El Salvador? 'What happened to Pinata?' Family of Castaway's companion who

Começou por ser muito contraditória a identificação do “náufrago”  Alvarenga – Conhecido por “O Chança”. A família apelidava-o de Chele Girilo. Mas, na ilha das Marshall, disse chamar-se  Iván Alvarengo Sabe-se agora, que seu nome é José Salvador Alvarenga, e que ele é de El Salvador  E vive há  mais de 10 anos no México na clandestinidade

FILHO DE FAMÍLIA ABASTADA, DONA DE FÁBRICAS – ANDAVA À PESCA COM UM PEQUENO BOTE?!- SÓ SE FOSSE PARA SE ENTRETER  


Seu pai, José Ricardo Orellana, 65 anos, proprietário de uma loja e uma fábrica de farinha na cidade costeira de Garita Palmera, disse que seu filho é jovem, forte e resistente, com uma devoção ao oceano que o levou a defender a pesca desde os 14 anos. - E então ainda não dispunha de ganho suficiente para pescar de outro jeito?... Não terá sido este um bote de outra embarcação, cujo destino talvez só ele o conheça? - De facto, toda a sua história suscita mais dúvidas de que certezas.

PARA JÁ, A MEDIA ELEVA-O AOS PÍNCAROS – TALVEZ MAIS TARDE, SE INTERESSE PELO LADO MAIS SUBTERRÂNEOSEM DÚVIDA - UMA GRANDE SURPRESA PARA A NÁUTICA E MEDICINA!!! 

José Salvador Alvarenga has surprised doctors with his good physical condition, though they caution that the famed castaway is psychologically fragile


A equipe médica que examinou Alvarenga no hospital San Rafael , na capital de El Salvador disse que estava em notavelmente boa saúde física , sem lesões de pele de exposição excessiva ao sol e sem problemas cardiovasculares ou renais "Todos os exames têm sido basicamente próximo do normal . É incrível ", disse Rodriguez.  "All of the exams have been basically close to normal. It's incredible," Rodriguez said. Castaway José Salvador Alvarenga asks to be left alone



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