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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 24 de maio de 2014

Tomé – Barco do Togo levanta suspeitas – Encalhado numa praia do Pantufo – Na costa da Ilha santomense é já o 7ºcaso: em 2008, três naufragaram e três encalharam na Praia de Fernão Dias – Azares do mar, negligência, fuga ao fisco ou tentativa de descarga de fruto proibido – Tudo isto numa altura em que a economia cresce para 4,8% este ano e 5,6% no próximo.


(faltou o São, não leve a mal) - Em SãoTomé – Barco encalhado levanta suspeitas  
 
(imagem do site telanon)

 S. Tomé, paraíso de barcos naufragados? – Ou não tarda que apareça, nalguma tranquila baía das sua zona litoral,  uma espécie de “naufrago” Alvarenga, encontrado numa remota ilha  do Pacífico,  fresco que nem uma alface, afirmando ter sobrevivido mais de um ano à deriva no Oceano Pacífico, devido a avaria do seu bote na longínqua costa mexicana – Uma história que deixou mais dúvidas de que certezas. De resto, já uns anos antes, houve um caso, quase idêntico, com três “náufragos”, ali arribados, vindos das mesmas paragens, que mais pareciam turistas de que outra coisa. Num atol não é fácil acostar um barco de maior calado(sim, onde a venda da droga foi liberalizada), porém,  na costa santomense, há sítios onde a aproximação é mais fácil. As Ilhas de S. Tomé e Príncipe, parecem ainda não estar na rota do narcotráfico, mas, a continuar assim, nunca se sabe o que o futuro dirá.


Navio oriundo do Togo encalhou na praia de Pantufo


Tomo conhecimento, através do jornal on line  telanon,  que, o navio cargueiro “Nerona”, oriundo da Serra Leoa, que transportava diversas mercadorias para o comércio local, encalhou  numa praia próxima da Vila de Pantufo, a sul da Baía Ana de Chaves. O facto causou estranheza e há quem avance tratar-se de um caso a exigir investigação policial e procedimento criminal: Pois, segundo dizem os comentários de leitores à referida notícia, sim, vários coincidindo com idênticas suspeições, nâo deixa de ser um acontecimento estranho. Com o sofisticado equipamento de GPS , sondas e outros , que existe hoje em dia ,para navegação marítima, custa a engolir esta historia da forma como está a ser contada . Seja como for a tripulação deveria ser apresentada em tribunal para esclarecer devidamente os factos . e todo o navio fiscalizado pelas finanças e policia criminal

De facto, nada de anormal,  se tivese sido arrastado por temporal ou se se tratasse do primeiro ou segundo caso, mas, pelos vistos, a Ilha de S. Tomé, por este andar, não tarda que acabe num estaleiro de barcos encalhados

O argumento invocado, não é bem o caso do Costa Concórdia, mas, a ser verdade, tratar-se-ia de mais um naufrágio por negligencia ou por incompetência – isto para não levantar  outras suspeitas, tais como a tentativa de descarga à revelia das autoridades. Porém, a versão oficial é a de que, "segundo a Capitania dos Portos, na tentativa de localizar o porto de São Tomé, o comandante do navio que pela primeira vez navega nas águas nacionais, acabou por conduzir a embarcação para uma praia próxima da Vila de Pantufo. Navio oriundo do Togo encalhou na praia de Pantufo

NO MÍNIMO ESTRANHOS, ESTES NÁUGRÁGIOS


É sabido que o clima, devido ao aquecimento global, também se alterou no Golfo da Guiné. Os violentos tornados, que assolavam as ilhas, há uns anos, já não são tão frequentes. A queda pluviométrica também já não é a mesma. Houve  anos de seca em S. Tomé, fenómenos atmosféricos que não ocorriam noutro tempo. Mas não é esta a causa dos estranhos encalhamentos – É que, se  se se tratasse do primeiro ou segundo caso, mas a verdade é que, já em Março de  2008, só de uma vez, três naufragaram (?) e outros três encalharam na Praia Fernão Dias, a noroeste do aeroporto de S. Tomé, próximo da lagoa Azul

Argumentava-se, então - segundo as noticias divulgadas - , que os seis barcos, pertencentes a  empresa espanhola, que habitualmente pescavam nas águas do Gabão, haviam sido abandonados pela tripulação pelo facto da ASTIPESCA.ter ido à falência “Não tinha dinheiro para garantir o reabastecimento dos navios em combustíveis, nem tão pouco para alimentação da tripulação, que acabou por ser repatriada. Depois da faina nas águas territoriais do Gabão, os nove navios precisavam de combustível para seguir viagem até Espanha. São Tomé foi o destino final."

 Deram à costa de S. Tomé e ficaram por ali apodrecer – Ninguém os recuperou e bem necessários poderiam ter sido para a modesta frota pesqueira das Ilhas. Acusou-se o governo de fracasso, porque, o estado são-tomense não valorizou os 9 barcos modernos de pesca que a empresa espanhola ASTIPESCA abandonou Decisão do governo em vender os 9 barcos de pesca  

Hoje, a avaliar pelas imagens, são motivo de curiosidade turística – valha ao menos esse facto. Pois, como diz um caminheiro que por ali passou, e fez o registo da imagem ao lado, “nem todos os dias tenho coisas interessantes para relatar, nem sempre visito lugares dignos de registo ou tenho relatos que valham a pena.- Do Blogue Nas Ilhas do Meio do Mundo, 1 8/03/2013




 
(imagem do site telanon)


ATÉ AGORA, APENAS O “PRÍNCIPE” ENCALHOU POR FORÇA DE UM TEMPORAL

O acidente ocorreu, em 12 de Março 2010,pouco tempo  depois da  sua viagem inaugural – Dizia  o  Telalon que “o barco Príncipe recentemente comprado pelo Governo são-tomense continua a marcar a actualidade no arquipélago. Na última noite o navio terá desprendido das âncoras e navegado ao sabor do vento em direcção a terra. Encalhou na Praia Brasil.

(...) O navio que está a ser gerido pela ENAPORT, terá desprendido da âncora e navegado ao sabor do vento. Sorte é que veio para Terra. Se o vento tivesse orientado o Príncipe para outra direcção, teria simplesmente desaparecido do porto de Ana Chaves, como aconteceu há alguns anos atrás com o barco da guarda Costeira designado Falcão, que desapareceu sem deixar nenhuma pista. Só mais tarde foi encontrado na Nigéria, completamente danificado, e por lá ficou.Téla Nón » Barco Príncipe encalhou na Praia Brasil

VALHA AO MENOS A BOA NOVA - DE QUE A ECONOMIA VAI DE VENTO EM POPA
Pois as últimas notícias, apontam para "O crescimento da economia de São Tomé e Príncipe deverá acelerar para 4,8% este ano e 5,6% no próximo e o governo do arquipélago aumentou o grau de transparência, afirmou Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

No relatório sobre as Perspectivas Económicas Africanas (African Economic Outlook, no original em inglês), segunda-feira divulgado em Paris, a OCDE afirma que “a médio prazo, a economia de São Tomé e Príncipe deverá melhorar ligeiramente. - In”OCDE prevê que economia de Portugal cresça 1,1% em 2014

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