expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pepetela - Em “O Tímido e as Mulheres” , a Liberdade de Expressão em Angola– Esteve na feira do Livro de Lisboa para autografar a sua última obra

Pepetela, diz que nunca viveu totalmente da escrita mas ele é seguramente um dos escritores africanos de língua portuguesa mais conhecidos, tendo recebido , em 1997,  o Prémio Camões.- Esteve na Feira do Livro de Lisboa – Junho 2014 -  para uma sessão de autógrafos ao seu mais recente livro O Tímido e as Mulheres  - Uma obra que fala de uma Luanda atual, com os seus contrates, as  suas desigualdades sociais, os seus amores e desamores. Acredita no futuro de Angola, mas   a longo prazo, porque ainda há uma certa pobreza e confusão entre crescimento económico e desenvolvimento – Mesmo assim, reconhece que a situação é muito diferente do colonialismo – À pergunta que lhe fizemos, como coexiste  a literatura e do jornalismo,  num país onde há ainda algumas criticas à liberdade de expressão,  respondeu-nos que, em relação à literatura, não há problemas, nunca houve, o resto, é “outra história”




A obra de Pepetela (seu nome de “guerra”, que foi buscar ao Quibondo angolano), reflete sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta. Durante a longa guerra , Pepetela, angolano de ascendência portuguesa, lutou juntamente com  MPLA para libertação da sua terra natal. O seu romance, Mayombe, retrata as vidas e os pensamentos de um grupo de guerrilheiros durante aquela guerra.Yaka segue a vida de uma família colonial na cidade de Benguela ao longo de um século, e A Geração da Utopia mostra a desilusão existente em Angola depois da independência. A história angolana antes do colonialismo também faz parte das obras de Pepetela

Nenhum comentário :