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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 19 de outubro de 2014

Gastronomia de São Tomé e Príncipe: “STP Sabores 14” - pelo “Grupo de Gastronomia em Movimento” fez movimentar muitos santomenses neste sábado para a mostra e degustação de pratos tradicionais, artesanato, pintura e música – No Salão da Real fábrica, que encheu completamente


A gastronomia de S. Tomé e Príncipe está de boa saúde e recomenda-se. Confecionada com os mais saborosos produtos exóticos que se  produzem,  se cultivam ou nascem de forma espontânea nas Pérolas Verdes do Equador, ela exprime o que de mais rico e variado é extraído do solo fértil e  generoso destas maravilhosas Ilhas 



 


– E foi justamente o que ficou demonstado, neste último sábado à noite, no evento “STP Sabores 14” , dirigido pelo “Grupo Gastronomia em Movimento” em parceria com as Associações Mén Non, ACOSP e a Plataforma Cafuka, no salão  da Real Fábrica, na Rua da Escola Politécnica 275, junto ao largo do Rato,  em Lisboa, que levou ali uma enchente de apreciadores da boa cozinha, desde santomenses, seu embaixador em Lisboa, Dr. Luís d'Oliveira Viegas Viegas e  cidadãos de outras nacionalidades. 

É verdade que nem toda a agente pode comprar o arroz importado ou outros produtos europeus, porque chagam a São Tomé a preços  que não estão ao alcance da maioria das bolsas mas a população lá se defende  - Pobreza nestas Ilhas não significa  fome mas  outras carências. Isto porque o solo é argiloso e fértil, as chuvas são abundantes e  muitas são as variedades de árvores e de vegetação rasteira

E, então,  o que é que o bom garfo podia escolher nestes "Sabores 2014" ? 

– Para entradas, rissóis de farinha de milho, pastéis de fuba e croquetes de peixe. Como aperitivos, búzios, espetadas e caldo da terra . Que podia regar com água, cerveja, sumos e vários tipo de sangria.   Quanto a pratos principais, podia optar ou pelo calulu de galinha, cachupa de carne, cangado ou obôbô – E, para acompanhamentos, farinha de milho, farinha de mandioca, banana e arroz. Por fim, podia terminar a refeição com um lote de sobremesa, igualmente muito gostoso e variado: bolo de jaca, bolo de banana, bolo de açafrão e gengibre, pudim de manga, tarte de coco, milho doce e izaquente, mousse de camoka –Além de bana frita, açucrinha, bobofito e parakuka.

APRECIAR OS PRATOS TÍPCOS E ESTUDAR OS GOSTOS ALIMENTARES DE STP

“Estudo a cultura de São Tomé e Príncipe e quero conhecer a sua culinária, disse-nos, Teresa Évora, nascida em Portugal mas com raízes em Cabo Verde .Junto dela, e na mesma mesa, encontrava-se a empresária Maria de Brites B. D. Calado Ribeiro, que está a pensar abrir um restaurante, em Lisboa e, entretanto, quer saborear e conhecer os pratos típicos – Possivelmente para os ter no seu cardápio.



 A Roça Com os Tachos”, apresentado na RTP por João Carlos, na RTP, deu grande visibilidade à cozinha santomenses.  Os pratos eram confecionados ao ar livre, sob um fundo de paisagem luxuriante, em fogareiros quase primitivos e o animador era extrovertido e exprimia uma das melhores qualidades do povo destas Ilhas, a boa disposição, alegria e a variedade de uma gastronomia que só é possível sob as chuvas intensas e o calor dos trópicos.






Claro que,, nas ilhas, poderá encontrar muitos mais pratos. Confecionados à base de uma gama variada de peixes, pois os mares são ricos em pesca e estendem-se à volta das Ilhas pelos horizontse infindos, há uma infinidade de frutos e de riqueza vegetal. 

Pois, como referem os estudos sobre a gastronomia santomenses, «dispondo de vasta extensão marítima, é natural que o peixe seja um elemento proeminente na cozinha são-tomense. Os peixes são normalmente muito frescos o que os torna mais saborosos. Para os apreciadores de mariscos, a lagosta, a santola, o búzio, o polvo e o choco são muito apreciados

Por outro lado, a existência de terras férteis e vegetais em abundância conferem um sabor especial a culinária são-tomense. A banana é confeccionada de várias formas, cozida, frita ou assada acompanhada de legumes com o peixe cozido ou grelhado. O calulú, prato tradicional muito apreciado por famílias são-tomenses que assemelha-se a uma sopa com peixe seco ou carne, serve-se acompanhado de puré de banana ou de arroz cozido. De uma forma geral, a cozinha são-tomense é rica e com elevado valor nutritivo em proteína animal e vegetal.

A herança cultural são-tomense também está patente na gastronomia, através de pratos com origens tão diversificada particularmente Portugal e Cabo Verde.Gastronomia - Turismo - São Tomé e Príncipe

PARABÉNS

Parabéns ao dueto musical,, que aninou a noite gastronómica no coração de Lisboa, constituído por Geninha e Filipe Santos -  Quase sobre o dia de voltarmos a S. Tomé, 39 anos depois de ausência, este evento foi para nós como que um delicioso aperitivo – Até pelos amigos que ali fomos encontrar. Pois é sempre agradável rever rostos, que conhecemos, numa idade mais jovem e que esses mesmos rostos, ainda se lembram de nós e nos cumprimentam com muito carinho e simpatia –

Entre outros reencontros, quero aqui registar a presença de José Martinho, filho do Daniel Conceição e da Zinha Rosa Rocha, que ali se encontrava com sua esposa, Manuela Domingues, filha de Joaquim Domingues, que foi secretário de Abrantes Amaral, governador que antecedeu Silva Sebastião  - Um abraço amigo pelos agradáveis momentos de convívio e da vagem no tempo, ao fundo da memoria.  Pediu-nos para que transmitíssemos um abraço de parabéns a Patrice Trovoada. Sim, se de facto se proporcionar esse encontro, não deixarei de lho manifestar. Mas o que aqui não queríamos deixar de fazer era de felicitar a simpática e bem sucedida iniciativa pelo  “Grupo Gastronomia em Movimento”, constituído, ente outras boas vontades, nomeadamente por Fátima Vera Cruz, Olímpia, Inalda Lima,


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