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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

São Tomé - Diocese católica celebrou hoje 480 anos de existência, com missa solene na Igreja da Sé - Minha viagem 39 anos depois, continua a suscitar muitas provas de simpatia


Por  Jorge Trabulo Marque

Há vídeos de lindos cânticos por editar da celebração  - Mas agora a velocidade onde me encontro está muito lenta




O Povo de São Tomé e Príncipe tem profundas ligações com a igreja católica, cuja influência vem desde os primórdios da colonização. Atualmente as novas igrejas encontram-se espalhadas por todo o lado: desde a cubata de madeira à construída em tijolo e cimento armado.  – Vão aos lugares mais recônditos do mato a ver qual delas arrebanha mais fiéis  para o seu rebanho: a facilidade como prometem resolver as curas milagrosas e dão respostas para tudo,  continua a ser a chave do seu êxito. Contudo, estou em crer que, a procura das antigas igrejas católicas, ainda não perdeu terreno.






A diocese de São Tomé comemorou hoje 480 anos de existência, ao mesmo tempo que dá início aos  preparativos do Jubileu dos 500 anos. A missa comemorativa foi celebrada pouco depois do pôr-do-sol, que aqui ocorre às 17.30 – Soube, ontem, da efeméride através do Padre José Alves, de nacionalidade portuguesa, que veio de Angola para se associar à celebração. Por volta dessa hora, dirige-me à igreja da Sé para me ajoelhar perante o São Tomé, que não esperava voltar a ver naqueles 38 longos dias à deriva numa piroga.  A igreja estava repleta de fiéis, com a presença do Bispo D. Manuel António, acolitado por outros sacerdotes - Saí de lá a chorar . Não sei porquê tenho andado um  contemplativo choramingas, emociono-me facilmente -


D. Manuel António, recordou os trâmites pelos quais, a Ilha de São Tomé e Príncipe, passou a ter uma diocese, que teve a intervenção de dois Papas – “A instâncias de Dom João III, vendo a expansão dos descobrimentos, o papa Clemente VII decidiu erigir várias dioceses nos Açores, Cabo Verde e nas Ilhas do Equador. Não Chegou a expedir as respectivas bulas por ter falecido. Com a eleição do papa Paulo III, o rei conseguiu a ereção de uma diocese em São Tomé. A mesma é criada pela bula Aequum reputamus, de 3 de Novembro de 1534,3 e abrangia a ilha do mesmo nome, a do Príncipe (então denominada Santo Antão), Fernão Pó, Ano Bom e Santa Helena, e a costa de África, desde o Cabo das Palmas, até ao Cabo das Agulhas, passando pelo Cabo da Boa Esperança”.


"Jorge Marques 39 anos depois de regresso a São Tomé"


Está em São Tomé o antigo jornalista da “Semana Ilustrada” Jorge Trabulo Marques, regressa depois de uma ausência de 39 anos, para agradecer o Padroeiro Santo Tomé por ter saído com vida deste arquipélago.

 

Jorge Marques, cidadão português veio a São Tomé na era colonial para trabalhar na famosa Roça de Amorim de Uba-Budo. Por ter solidarizado com os trabalhadores da roça, foi castigado e enviado para outra roça, no caso a Ribeira Peixe, localizada a 53 quilómetros da cidade de São Tomé.


Jorge Marques, foi na Roça Ribeira Peixe onde conheceu o ex-Presidente Fradique de Menezes. Mais tarde abandonou a roça e tornou-se correspondente da revista semanal de Angola; “ “Semana Ilustrada”. Através da revista começou a movimentar o dossier da era colonial despertando a consciência do país e de outras nações para a escravidão que ocorria nas ilhas, assim como os episódios do massacre de 1953
.

Encostou-se ao lado dos santomenses para apoiar a luta pela independência nacional. Os relatos dos acontecimentos de 1953, através da “Semana Ilustrada” permitiram identificar os portugueses que participaram no massacre de 1953, na zona da Trindade e Fernão Dias. Os artigos da “Semana Ilustrada”, levaram muitos colonos a fugirem para Portugal devido o medo da vingança dos santomenses.



jornalistaRelatos de Jorge Marques, eram sustentados por fotografias do já falecido senhor Alcântara. Jorge Marques, automaticamente foi conectado como inimigo dos portugueses, os brancos vandalizaram a sua residência na rua atras do Parque Popular e destruíram o seu automóvel verde Mina Austin. Teve que refugiar-se no Bairro Alto do Riboque para defender a sua pele.

O Jornalista agora aposentado, tem outra história importante em São Tomé porque foi a primeira pessoa que escalou o Pico Cão Grande, no distrito de Caué e fez uma aventura marítima em canoa

de São Tomé passando por Ano-bom e terminou em Malabo capital da Guiné Equatorial. Na ilha de Malabo entrou na zona de Luba, recebeu assistência e depois foi preso no regime do antigo Presidente, Massias Nguema.


Com apoio do cidadão são-tomense residente na Guiné Equatorial e actualmente cônsul de São Tomé e Príncipe, o senhor Freitas, conseguiu sair da cadeia de alta segurança de Blabech, na Guiné Equatorial, por ordem do novo Presidente Obiang Guema.

Inter Mamata" - Publicado no  Téla Nón Jorge Marques 39 anos depois de regresso a São Tomé

Publicado em 29 Out 2014




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