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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 28 de dezembro de 2014

Turismo em São Tomé e Príncipe -Eleito "Um dos 15 destinos para 2015" - Dois pequenos paraísos onde há um mundo por onde escolher: gastronomia e frutos tropicais, as maravilhosas praias e paisagem, o acolhimento e simpatia das suas gentes - Caça submarina ou a pesca grosa à linha para os mais aventureiros

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista

O Jornal Público, deste último Sábado, faz manchete com uma imagem das maravilhosas ilhas de São Tomé e Príncipe, incluindo-as nos destinos preferidos para 2015 - "Não é ciência exacta e está mais dependente dos gostos pessoais do que o amarelo. Quais são os destinos para 2015?" - 

O suplemento deste matutino  português, questiona e dá a resposta: 

" A Fugas dá-lhe pistas para um ano recheado  de efemérides históricas, exposições universais, caminhos menos percorridos pelo turismo e até o regresso ao mar. Porque há mundo por conhecer e um novo ano para o fazer" - diz a jornalista Andreia Marques Pereira, que enuncia os Açores, a colúmbia, Cuba, Filipnas, Gallipoli, Inglaterra, Milão, Mons, Monte Saint-Moichel, Birmânia, Plzen, São Tomé e Príncipe, Svalbard, Viena e Zenart, como os destinos de eleição para o novo ano que aí vem - Leia o artigo mais à frente


São Tomé e Príncipe, prodígios da natureza, onde o Criador parece ter doado as formas e belezas mais sublimes e caprichosas, que em parte alguma do mundo haverá – Tanto à superfície como no reino subaquático da sua plataforma insular – Estas ilhas, situadas em pleno coração do Golfo da Guiné,  podem também atrair turistas apaixonados pela pesca grosa ou caça submarina, tal como sucede no Algarve

Uma das opções turísticas, ainda não muito exploradas, em São Tomé e Príncipe, pese a organização de alguns torneiros desportivos, é a caça submarina e a pesca grossa à linha. Quem desembarca nestas ilhas, de um modo geral, parece ser mais atraído pelas magníficas supressas que se lhe deparam aos  olhos,  que propriamente em descobrir o  maravilhoso mundo submarino envolvente. E não sabe o que perde. 

São inimagináveis os recursos na pesca desportiva:

No tempo colonial, como o turismo era um tanto ou quanto seletivo, visto não haver grande interesse em escancarar  as fronteiras (salvo a operação Biafra voos de “jesus christ airlines”), a pesca grossa era uma das apostas de cartaz turístico. Que atraía pequenos  grupos de excursionistas oriundos de Angola ou do Gabão., mas quem praticava a pesca grosa eram, sobretudo, os convidados das roças, que  depois os levavam  nas suas embarrações de  costa ou de recreio. E houve, de facto, noticia, de capturas excecionais: além de algumas por pescadores angolares (o caso de um espadim de 320 K, em S. João dos Angolares, a de  corpulento espadachim  azul,  pelo pescador desportivo  João  José da Luz), tal  como  o documentam as imagens que fui recuperar da revista Semana Ilustrada, de Luanda, de que era correspondente. 

No entanto, a caça submarina, era já um desporto, habitualmente praticado, aos domingos, sobretudo por filhos de colonos e alguns dos seus amigos santomenses, uma vez que o equipamento também não estava ao alcance de qualquer bolsa.

O MARAVILHOSO MUNDO DO REINO SUBAQUÁTICO

A existência de diversas espécies piscícolas ao longo da costa proporciona ao amante da pesca do alto mar, momentos que dificilmente esquecerá. Reconhecidas as enormes potencialidades para os amantes da pesca em ambas as categorias; big game e deep fishing" -
Diz um artigo de promoção à pesca desportiva nestas lhas, que acrescenta:

"De entre as espécies de grande porte que abundam, merecem referencia o marlin, o espadarte, o atum e o veleiro. São Tomé e Príncipe tem sido palco de torneios internacionais da pesca desportiva atraindo participantes de vários países para o big game fishing. Aconselham-se os meses compreendidos entre Junho e Outubro altura em que as condições atmosféricas são mais atractivas.
Pesca - Turismo - São Tomé e Príncipe

SÃO TOMÉ PODE SER UM DESTINO DE PESCA GROSA, TAL COMO É O ALGARVE

São Tomé pode também atrair turistas apaixonados pela pesca grosa ou caça submarina, tal como sucede nesta província portuguesa  -  Refere um artigo de promoção turística algaravia, que “um dos passatempos favoritos das gentes que vivem no Algarve, ou que por aqui passam, é pescar à cana nos rochedos e falésias do litoral. Hábito que frequentemente garante um jantar delicioso.

Mas é pela pesca grossa que, neste âmbito, o Algarve é conhecido, estando as águas envolventes ao promontório de Sagres entre as melhores da Europa para a pesca de espécies como tubarão azul, pescada, espadarte, atum, sargo e corvina.

Por ser terra de águas quentes e local de passagem dos peixes para o Mediterrâneo em várias alturas do ano, o mar algarvio é ideal para a prática da pesca grossa, organizando-se, durante o Verão, torneios nacionais e internacionais.excerto de Pesca submarina, gossa e linha - VisitAlgarve

ILHAS DE SONHO

Vou reproduzir o texto que editei, na revista S.I,.  há mais de 40 anos, uma vez que,  a beleza destas ilhas, se mantém inalterável,  no qual aludia à captura de um belíssimo espadachim azul.

 "São Tomé e Príncipe, são, na verdadeira expressão da palavra, duas Ilhas de sonho. Talvez para quem nelas vive, ou para quem nelas resida durante muito tempo, como é o nosso caso, nem se aperceba da riqueza inesgotável que encerram as matizes multicolores da sua paisagem e a abundância  das variedades piscícolas das suas 
Aguas. 
 
Estas ilhas do Paraíso, tal  como vêm sendo catalogadas em diversas formas de propaganda turística , são na realidade, uma constante surpresa, um verdadeiro fascínio para o visitante, desde a  sua orla, cheia de mil recortes, de pequenas enseadas e baías, de coqueiros vergados sobre o mar, tudo numa simbiose de um verde intenso ora a contrastar com a areia morena e fina das suas praias , ora com o negrume das falésias  ou ravinas da sua costa ou a  vastidão oceânica que a rodeia, imprimindo a quem as visite, ou delas se aproxime pela vez primeira, a admiração petas coisas  incomparáveis.



A testemunhar- o que dissemos, eis algumas fotos de graciosos trechos destas Ilhas Verdes. Uma das quais, refere-se à  captura, ainda há bem poucos dias, de um belo  e corpulento espadachim  azul,  pelo pescador desportivo  João  José da Luz,  o sr. Corunhe,  como é conhecido. Pesava cerca de  de 293,5 Kg com as lindas dimensões  de 3,4m x l,72 metros, e obrigou a duas horas e  mela de luta até ser posto a bordo"

 SÃO TOMÉ E PRINCIPE É SÓ UM DOS 15 DESTINOS PARA 2015 - Diz o "FUGAS" do Jornal PÚBLICO


 
No tocante a S. Tomé e Príncipe, diz o seguinte: "É o país das mil frutas e sete variedades de banana, do cacau e das roças, da gente sorridente e das galinhas à solta diante do palácio presidencial. É um dos países mais pobres do mundo, mas sobra-lhe felicidade no leve-leve que é o seu ritmo oficial. São Tomé e Príncipe é um paraíso, diz quem lá vai — e quem lá vive, no fundo, não obstante todas as dificuldades, não foge muito dessa ideia.
 
O cenário é luxuriante: duas ilhas e alguns ilhéus que ancoraram na costa ocidental africana, sobre a linha do equador — tropical é a sua natureza, literal e metafórica. Não se esperem grandes cidades — nem a capital, São Tomé, chega perto — ou acessibilidades fáceis ou mesmo grandes resorts — o turismo ainda é incipiente e percebe-se alguma aposta no crescimento sustentável com projectos de vertente ecológica mais ou menos marcada.

Esperem-se, sim, florestas virgens e praias desertas com colares de palmeiras, vales escondidos e montanhas abruptas, rios e riachos à solta, avifauna única e flora endémica às centenas — tudo sobre um verde de mil matizes (e carros calejados para enfrentar os acidentes geográficos destas paragens ou pernas bem treinadas em caminhadas húmidas).
No ilhéu das Rolas pisa-se o equador, no Príncipe perdemo-nos em floresta virgem nesta reserva da biodiversidade mundial, em São Tomé descobrimos nas roças a herança lusa e, mais uma vez, somos brindados com a generosidade são-tomense. E já falamos da alegria? A natureza é pródiga em São Tomé e Príncipe mas as pessoas também - esbanjam alegria 15 destinos para 2015 - Fugas - Público

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