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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 18 de janeiro de 2015

São Tomé – 39 anos depois: Memória Colonial do Clube Náutico - recomendava-se, em 1956, que “ à entrada de acesso ao local” deveria conter “uma tabuleta com letras bem visíveis onde o direito de admissão fosse reservado, para evitar a frequência de cidadãos de todas as matizes e pigmentações” - Imagens da última festa Fev.1974 e do estado atual




 Na imagem à direita sou eu na Roça Rio do Ouro (atual Agostinho Neto)  como empregado de mato - Pelo que também soube o que era a escravidão - Das cinco e meia da manhã até ao pôr do sol -  Com a chuva a secar a roupa no corpo, subindo e descendo vertiginosas grotas,.

«Depois desta província ter deixado de ser uma província do indigenato, dizia o grande António Eanes que a política indígena era a política de conduzir a população indígena com dosagens de “jeito” e “força” »– Mais à frente alguns pormenores desse “jeito” e dessa“força”

É uma falácia dizer-se que, com a abolição da escravatura em S. Tomé e a concessão de alforria aos santomenses (que passaram a ser designados por forros), os libertou da condição de trabalho esclavagista  – Pois, em substituição da palavra escravo, adotou-se a terminologia do indigenato. Isto pela razão, que,  ao não reconhecer  aos negros a qualidade  de cidadãos, cerceando-se da  liberdade, era a fórmula opressora e de servidão  encontrada para os desígnios da chamada civilização ocidental. E sua regulamentação, em forma de lei prolongou-se, até quase aos anos 60, não obstante  a lei de 11 de Junho de 1953, ter convertido todas as colónias em províncias ultramarinas, e, os seus habitantes,  a  cidadãos portugueses de plenos direitos. Ou seja, com a ressalva de que só deixariam de ser “indígenas” e passariam ao nível de “civilizados” , nos quais já se incluíam todos os brancos, goeses, os mistos e os negros assimilados, mediante certas condições   - E quais as condições, vejam bem: 

A lei determinava  que qualquer um pode alcançar o direito de cidadania, desde que esteja em condições de responder positivamente a um conjunto de premissas, nomeadamente: idade superior a 18 anos; domínio correcto da língua portuguesa; exercício duma profissão, uma arte ou ofício que lhe permita o seu próprio sustento, bem como o dos restantes membros do agregado familiar a seu cargo; ou possua propriedades ou bens que lhe possibilitem satisfazer esse fim; bom comportamento, instrução e hábitos, quer em público, quer na vida privada, dignos dum cidadão português; nenhum registo de recusa ao serviço militar, ou tentativa de fuga ao mesmo. Dito de outra forma, o “assimilado” deveria não só possuir uma educação rudimentar e algum dinheiro, mas também aos olhos da polícia ter um bom carácter. Em 1950 existem em Angola apenas 30.000 assimilados e pouco mais de 4.300 em Moçambique. No entanto, em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe estes formam a maioria".  - Excerto de ..O Fim do Império Colonial Português e as suas consequências  

CLUBE NÁUTICO – JÁ NÃO É O QUE FOI  - Está desativado e em reconstrução -MAS TAMBÉM O QUE FOI NALGUNS ASPETOS DÁ QUE PENSAR

Não era um frequentador habitual do Clube Náutico - A última vez que lá me desloquei foi para fazer uma reportagem  de uma festa organizada pelos alunos do 7º ano do Liceu para a revista Semana Ilustrada, de Luanda - Tratava-se de uma  passagem de modelos de homem e de senhora, que contou com a presença do então Governador Cecílio Gonçalves e sua esposa, entre outras personalidades. Não desfilou um único modelo negro. Eram todos filhos dos colonos. A reportagem foi publicada na primeira semana de Fevereiro de 1974, portanto, o evento devia ter sido realizado nos finais de Janeiro. Penso que foi a última festa da sociedade colonial antes do 25 de Abril.

 (imagem à esquerda a cores - extraída da Net)
Sim, no tempo em que vivi em S. Tomé, poucas foram as vezes que cheguei a tomar banho no Clube Náutico,  pois,  como só o podia fazer ao domingo, preferia a praia ou, então, navegar de canoa, quando fazia os meus treinos, desde a praia Lagarto  à praia de S. Jerónimo, donde depois empreendia o regresso  ao ponto de partida.   Tido como um dos  sítios da moda – Um centro social e de natação. Frequentado, nomeadamente pela juventude colonial. Claro que também lá se viam alguns santomenses e ninguém os ia impedir de lá entrar (pois nos últimos anos, evoluiu-se um pouco) mas eram  mais os brancos de que os negros - E, todavia,  estes constituíam o grosso da população.  Mais à frente, a sul, ficava o Clube Militar, onde iam os oficiais, os administradores das roças, a sociedade colonial, esta sobretudo na passagens de ano – Lugar de ostentação, de vaidade e grandes bailes.

PISCINA CONSTRUÍDA PELO GOVERNADOR GORGULHO  - OS NEGROS NESSE TEMPO NÃO A FREQUENTAVAM - ESTAVA-LHE VEDADA - MESMO SEM TABULETA - QUEM SE ATREVIA?

A acusação de que teriam sido os negros os culpados da sua degradação, foi apenas um bode expiatório visto por quem ali estava de passagem  - 

Não era preciso colocarem lá tabuletas para impedir a sua entrada - Eles próprios não se sentiriam à vontade. Os santomenses, mesmo já nos governos de Silva Sebastião e de Cecílio Gonçalves - de 63 a 74 - eram escassos os que iam lá. Tanto assim que, não cultivando o hábito de a frequentar,  lhe viraram ostensivamente as costas, mesmo depois da independência, razão pela qual chegou ao estado de abandono em que está.


(Os santomenses preferem o mar ou as  piscinas naturais do rio ou de água salgada que águas tratadas - E agora já todos os hoteis as possuem  - e até privados -  há muito por onde escolher)


O Clube Náutico, situado junto à marginal, na cidade de S. Tomé, com a sua piscina, esplanada coberta e bar, foi construído, nos princípios dos anos 50,  no tempo do famigerado Governador Carlos Gorgulho. Mas, pelo que me é dado saber, não tardou a  encerrar por falta de manutenção. 

A piscina não era limpa, nem a água mudada, razão pela qual  os hábitos voltaram-se de novo para os banhos das praias e “ a piscina e restaurante - passaram a estar praticamente “desertos”.   
  
Isto porque, do ponto de vista de um alto responsável no Mistério do Ultramar, desde que o Governo Central concedeu a “cidadania” aos nativos de S. Tomé e Príncipe deveria ter previsto a mistura de raças e de cores” evitando que  àquele “centro” de diversões acudissem diversíssimos exemplares da fauna humana local”, defendendo "que devia ter-se colocado à entrada uma tabuleta com letras bem visíveis onde o direito de admissão fosse reservado, para evitar a frequência de cidadãos de todas as matizes e pigmentação que não tivessem o nível de educação à altura do meio que o deveria só frequentar  

– Mais à frente poderá ler o resto dos argumentos, e ver até onde chegava a miopia colonialista – Obviamente, que o estado em que se encontra, atualmente, o Clube Náutico, completamente desfigurado (felizmente que em obras), nada tem a ver com esse conceito racista, mas pelo facto dos santomenses, nunca se terem ali acostumado e de também de não faltarem praias de areia limpa e macia, onde tomarem banho - e, até, logo ali ao lado, uma piscina natural. E, como tal, de lhe terem virado costas, permitindo que, ao abandono a que foi votado, a Natureza completasse o seu estado de degradação.

(Festa de fim de ano no Clube Militar - Velho Fonseca , da Sociedade Agrícola Vale Flor, ao lado do comandante da Polícia e de sua esposa - roceiros e policia de mãos dadas) 

Durante a minha estadia em S. Tomé, de 20 de Outubro a 10 de Novembro, 2014, a passagem pela marginal voltada a nascente, impunha-se-me como uma peregrinação obrigatória. 



Toda a cidade tem a sua beleza mas a que está voltada para o mar, é, sem dúvida, aquela que mais encantos lhe dá, a que mais seduz o visitante, sendo mesmo o regalo para quem nela reside. Tanto a parte curvilínea voltada para a Baía Ana de Chaves, como a marginal, exposta a leste desde antiga Fortaleza de S. Sebastião (atual Museu Nacional), passando pela Pousada Miramar, até  ao Forte de S. Jerónimo, onde se encontra situado o Hotel Pestana, são,  de facto, as duas zonas citadinas onde os olhos  se podem estender pelo horizonte fora, extasiarem-se  com o imenso azul do céu e do oceano mas cuja linha  de fusão ou de união,  que  todavia parece não ficar longe. 

Também por lá dei alguns passeios. E, naturalmente, ao empreender aquele percurso a pé, após uma visita ao Museu Nacional, dei-me em demandar aquela ala marginal, em direção a sul, sabendo que ia passar ao lado do antigo Clube Náutico, contíguo a uma  piscina natural – E, depois,  quem é que, passando naquela local, não olha para alvura franjeada das ondas a rebentarem nas negras pedras de basalto, no seu constante vai e vem,  pois,  conquanto se encontre completamente à mercê dos caprichos do mar, da inconstância das suas marés,  foi para onde logo me dirigi para ali  me banhar, ante um fundo  (mesmo que baixo) de areia branca e macia e a doçura da água quente e traquila, na qual não tardaria a encontrar uma revoada de sorridentes miúdos. Fala-se, na internet, que em S. Tomé, há muitas crianças, sem paternidade, mas não era o caso.

Só, então, depois uns momentos, verdadeiramente aprazíveis, nesta piscina natural é que retomei o caminho da avenida, tendo logo a seguir do lado da marginal, contígua a esta, o antigo Clube Náutico. Claro que, ao passar por ali,  não podia deixar de olhar para o muro e a porta de entrada das  suas antigas instalações. 

Através de uma tabuleta, bem visível, notei que estavam em obras. Forçando um pouco a porta, que estava apenas encostada, não resisti a  dar uns passos e ver como se encontrava o seu interior:  a bem dizer, já nada do que foi. Um sítio mais propenso a ser substituído por um jardim ou de horta para ali despontarem alguns mamoeiros,  visto já por lá rebentarem alguns por entre os buracos abertos do pavimento,  de que voltar a ser piscina e espaço de diversão.

 
PISCINA DO CLUBE NÁUTICO   - Uma tabuleta de acesso interdito a quem “não tivesse o nível de educação à altura do meio” – Preconizava um zeloso funcionário da Administração colonial, dois anos depois dos bárbaros massacres do Batepá

A piscina foi construída, no tempo do Governador Carlos Gorgulho - Começou por ser designado Centro Social de Natação e Diversões – Mas não tardou a ficar desativada, tal como se encontra hoje – Porém, na governação de Silva Sebastião, já no tempo em que ali me encentrava, sofreu novas obras e arranjos, tendo sido concessionada pela Câmara Municipal a exploração privada, tal como, de resto, o Cinema Império, as pousadas de S. Gerónimo, Miramar, na cidade, e a de Salazar, junto à cascata de S. Nicolau, entre outras concessões a colonos.

Pois, mas, pelos vistos, no dizer de um alto funcionário da Administração Colonial, esta mesma piscina apareceu construída sem que tivesse existido a respetiva dotação quer no orçamento da Província quer no municipal. Situada na Avenida das Armadas junto ao mar era o único local  de distração e desporto existente na cidade mas devido a um não se sabe bem porquê, deixou de funcionar por falta de quem substituísse a água salgada  e o restaurante não tinha a iluminação elétrica , por lhe ter sido cortada a energia, por virtude de uma querela entre o município e o arrendatário deste estabelecimento turístico situada junto ao mar e da piscina.

Muita gente, à tarde, principalmente aos sábados, vinha da cidade para se deliciara e banhar na piscina ao mesmo tempo que com a aglomeração de várias famílias se fazia um pouco de vida social . Não se mudando a água e não tendo sido dada aprovação à proposta dos serviços das obras públicas par aquisição e montagem de uma bomba para encher e esvaziar a água salgada da piscina, a água ficou em más condições de limpeza e imprópria para os banhos e exercícios de natação e assim o local  - a piscina e restaurante  - passaram a estar praticamente “desertos”.

Coisas de terras portuguesas, sobretudo do Ultramar e de parcelas pequenas! “A Voz Pública” atribuía toda esta série de circunstâncias impróprias e inacreditáveis ao facto de se temer a mistura de cores rácicas neste centro social que se tentara formar. Ora, parece, que o Governo Central - certamente com a informação concordante do Governo Provincial – desde que concedeu a “cidadania” aos nativos de S. Tomé e Príncipe deveria ter previsto  a mistura de raças e de cores, e. assim, àquele “centro” de diversões acudiriam diversíssimos exemplares da fauna humana local. O que faltaria à entrada  de acesso ao local seria uma tabuleta com letras bem visíveis onde o direito de admissão fosse reservado, para evitar a frequência de cidadãos de todas as matizes e pigmentação que não tivessem o nível de educação à altura do meio que o deveria só frequentar. Seria a melhor forma de se resolver o assunto, podendo assim não permitir a entrada até a brancos  sem aqueles requisitos

O que não me parece certo é que o plano de obras  de local tão aprazível tivesse sido sustado e que até se pensasse em mandar aterra a piscina pondo ponto pedra final a tão necessário centro  social de convivência e distração.




A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.... Disse Oscar WildeMas as crianças de São Tomé já são boas e amáveis por natureza – O que é preciso é saber corresponder aos gestos e afetos  de espontaneidade  e  à doçura que se espelha nos sorrisos dos seus rostos de uma tez negra ou morena mas luzidia como é o brilho dos seus olhos ou a alvura que ressalta de entre os seus lábios . Abrem-se em rasgados sorrisos ao visitante, com a mesma simplicidade com que vivem o dia a dia. Nunca regateiam um  sorriso de alegria e de  calorosa inocência mesmo que  não sejam correspondidas – De resto, as expressões de simpatia e afabilidade são timbre das gentes deste pequeno mas maravilhoso país.

Todas as crianças que se veem no vídeo e que correram  chapinhando até nós tendo dado vivas a S. Tomé e a Portugal e cantado o hino do seu país, são acarinhadas pelo pai e mãe. Foi, de resto, a primeira pergunta que lhe fizemos. Gostam de cabriolar por onde lhes apetece e  o mar é o seu dileto veraneio, onde se vieram banhar e pescar com ajuda de uns simples canecos. É só meter na água e apanhar o peixe. Não precisam de linha. Vimo-las fazer essa  habilidade, depois do registo destas imagens. Depois, lá foram andarilhando como  que ao sabor do vento  - Gostam da terra  e do mar mas ficámos com a impressão de que não fazem parte das crianças abandonadas.   Vieram banhar-se na piscina natural e saltar  do alto de um muro que serve de represa à própria açude mas  no sentido oposto, onde as ondas vêm brincar na borda da areia. De facto, confirma-se que, em  São Tomé “as adolescentes de idade compreendida entre os 12 e os 19 anos de idade representam mais de 4% de idade das mães solteiras a nível nacional, atingindo na região do Príncipe 9%, daí a existência de muitas crianças a necessitarem de apoio. Parece não ser o caso destes adoráveis miúdos.

Casa dos Pescadores um luxo desnecessário Diz ainda o zeloso servidor colonial

(imagens da Fortaleza de S. Sebastião)

"Na tentativa do desenvolvimento turístico  a Câmara construiu um pequeno pavilhão próximo do pontal e cais da Alfândega onde um empregado fornece informações. A construção pouco feliz pois embora de pequenas dimensões podia ser de melhor estética e com um pouco mais de gosto. Além do “restaurante” de que já se falou a actual Comissão Administrativa adquiriu ao Governo um grande edifício só em paredes e que este se destinava   à “Casa dos Pescadores”, para o aproveitar e adaptar  a uma pousada. 

Situada quase no topo da Avenida da Armadas, o local é excelente para estes novos fins e a compra pelo preço de 300 contos foi excelente. Para casa dos pescadores é que o local menos se prestaria além de que uma casa de pescadores em S. Tomé não seria de oportunidade própria por praticamente só haver nativos-pescadores que só pescam quando aos próprios falta peixe! Mesmo para um “companha” montada  seria um luxo a todos os títulos desnecessário e muito menos com aquela grandeza projetada e um sítio tão mal apropriado. No entanto, com o dinheiro ali gasto – mais de 700 contos – melhor aproveitado teria sido na compra de um barco salva-vidas para qualquer sinistro marinho tanto de pescadores como de barcos que fazem as carreiras de passageiros em todos os vapores que escalam S. Tomé tão fustigado pelos constantes e perigosos tornados.- Sousa Moutinho - 1956

2 comentários :

António Manuel - Tómanel disse...

É sempre bom reviver um passado que, não assim tão distante, ainda está na memória daqueles que por lá passaram.

Rui Jacinto disse...

Estive a primeira vez em S. Tomé em Outubro de 1970, estive instalado na Pousada de S. Jerónimo e ainda por lá havia revistas endereçadas ao Mário Soares de quando lá esteve "desterrado". Era Governador o Silva Sebastião (?).
Foram umas semanas de muito trabalho mas gostei da ilha e das suas gentes.
Voltei mais umas vezes para curtas estadias e esqueci, fui para outras paragens.
Voltei em 1999 e só não chorei porque já tinha visto as mesmas cenas de destruição, abandono e acumular de lixo noutras partes do mundo.
Lembro as histórias da colaboração dada à guerra do Biafra e lembro principalmente a esperança perdida de alguns de não mais voltarem a Cabo Verde país de origem dos seus antepassados.
Mas a ilha continua bonita e o seu povo um exemplo de sofrimento.
Rui Figueiredo Jacinto ruyjacinto@gmail.com