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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 25 de abril de 2015

25 de Abril em S. Tomé há 41 anos - E a manifestação da “Escravatura Nunca Mais”, em Lisboa, dos imigrantes e dos seus descentes, que se juntaram às comemorações da Revolução dos Cravos para exigirem direitos iguais, o fim de uma europa fortaleza


O  25 de Abril dos cravos vermelhos desceu à rua, com maior expressão em Lisboa e Porto,  para comemorar os 41 anos da revolução que devolveu a liberdade ao Povo Português e abriu o caminho à  libertação dos povos africanos de expressão portuguesa do  jugo colonial  e à sua independência, no ano seguinte.  Mas também para manifestar a sua indignação contra o liberalismo que se apoderou do património público, aprovou leis que facilitaram os despedimentos e o trabalho precário, provocando uma grave crise social, atirando  para a desemprego uma grossa fatia da população ativa. 

Estivemos no Rossio, a grande praça do coração da capital – onde se concentraram milhares de pessoas, que desfilaram, desde a rotunda do Marquês de Pombal, ostentando cravos na lapela ou erguidos de braço no ar, além de muitas bandeiras e cartazes, não obstante a chuva miudinha querer perturbar a festiva tarde.

A Revolução do Movimento das Forças Armadas,  ocorreu há 41 anos. Muitos dos protagonistas, são hoje pessoas na casa dos sessenta, setenta ou oitentas e  tais. Outros, já passaram para o outro lado dos reinos dos vivos, todavia, é importante que a memória perdure e não seja esquecida, ante tamanhas ameaças,  que vêm ensombrando a chamada aldeia global, através de uma nova ordem: a do liberalismo mais depurado, desumano e selvagem. 

IMIGRANTES – UM DOS GRUPOS SOCIAIS MAIS DESPROTEGIDOS – DESDE OS NAUFRÁGIOS NO MAR MEDITERRÂNEO À SITUAÇÃO DE CLANDESTINIDADE 

De entre os vários grupos que  desfilaram, os que  deram mais nas vistas, os mais ruidosos, quer pelas palavras de ordem, quer pelos cartazes ao mesmo tempo que se ouviam os mais dispares instrumentos, julgamos que terá sido o dos imigrantes – Não temos é a certeza se os media lhe tenham dispensado muita atenção, já que neles não se viam políticos ou caras conhecidas e colunáveis. Pediam “documentos para todos”e o fim da “Escravatura Ativa” – Era  uma das frases ostentada nos cartazes, porém, a  expressão, que mais se ouvia e era continuamente repetida, pelo megafone e em coro, era a de que: Ninguém é ilegal! Ilegal é o capital.

Viam-se pessoas de todos as origens, com predominância para africanos, especialmente da Guiné-Bissau e hindus, mas onde também se ouviam algumas vozes com sotaques dos países do leste e das américas.

O convite deste manifestação havia sido feito pela sigla  "Solidariedade Imigrante", através das redes sociais, com estas palavras:

SE QUERES SER ESCRAVO TODA A VIDA, ENTÃO FICA EM CASA, SE QUERES LUTAR CONTRA A ESCRAVATURA, SE QUERES LUTAR PELA TUA VIDA COM MAIS DIREITOS, ENTÃO JUNTA-TE A NÓS! 

E, tal como foi dito, na informação posteriormente veiculada, lá  estiveram na “grande manifestação da Solidariedade Imigrante no 25 de Abril 2015, que juntou  os imigrantes e seus descendentes, grupos de artistas, portugueses/as, europeus e várias organizações. Uma manifestação de grande qualidade, de grande diversidade, de grande alma e consciência pela Luta que é de todos:Direitos iguais! Oportunidades


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