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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Editora “Livros do Oriente” – Oferece 200 livros infantis a São Tomé e Príncipe: com os títulos: - "Macau: Da Lenda à História”, de Alice Vieira e “As 8 Cartas de Macau”, co-autoria de Celina Veiga de Oliveira e Ana Cristina Alves


A tão simpática e generosa oferta, foi-nos propiciada, durante a visita que fizemos ao pavilhão desta editora, na Feira do Livro de Lisboa – 2015. Devido a vários afazeres, este ano, as nossas visitas a este certame,   que decorreu entre os dias 28 de Maio e 14 de Junho,  foram muito fugazes, no entanto, muito ricas  em contactos com autores, livreiros e editores – Um desses profícuos e belos exemplos, foi o que nos proporcionou a editora dos Livros do Oriente.

Macau – Colónia portuguesa durante mais de 400 anos,  e que, em 20 de Dezembro de 1999,  voltou ao império da China, donde, aliás, nunca deixou de pertencer. Terra do Orionte, onde a história se confunde com a lenda, sim, tão fantásticos e variados são  os contos e as lendas – Terreno fértil à  sensibilidade de pintores, escritores e poetas – Entre esses variadíssimos e belos exemplos, venho aqui falar de dois livros de autores portugueses, escritos a pensar na fantasia e na imaginação infantil, ou seja: Macau: Da Lenda à História, de Alice Vieira e “As 8 Cartas de Macau”, co-autoria de Celina Veiga  de Oliveira e Ana Cristina Alves, a que vou referir-me pormenorizadamente mais adiante. Para já,  de realçar o generoso e louvável gesto dos Livros do Oriente, através dos seus Editores, Rogério Beltrão Coelho e Cecília Jorge, que se disponibilizaram a oferecer às crianças de S. Tomé e Príncipe,  às mais carenciadas, duzentos livros: cem de cada título, que vão entregar na Embaixada, em Lisboa.

OFERTA POR DOIS BRILHANTES JORNALISTAS

Rogério Beltrão Coelho (nasceu em Angola), onde se destacou na atividade jornalística, tal como sua esposa, natural de Macau – Mas também com grande notabilidade nesta antiga colónia portuguesa, onde ambos foram protagonistas de episódios jornalísticos do outro mundo! – Nomeadamente, a  explosão de um paiol, publicado por Rogério Beltrão Coelho – Revista Macau Agosto de 1994 – Pois “imagine a cidade de Macau de 1931, uma península com menos de 10km², sofrer uma explosão de 30 toneladas de pólvora que causou a morte de 21 pessoas e 50 feridos!  Num raio de 300 metros houve uma devastação total e as consequências só não foram maiores pois aconteceu na madrugada, às 5:35 da manhã quando a cidade ainda dormia.  Nos dias de hoje, pensariam logo num atentado … teria explodido um carro-bomba! - Os pormenores em Viagem por Macau | revista MACAU

Palavra puxa palavra,  às tantas, constatamos que, qualquer de nós (pois, no fundo, juntavam-se ali três jornalistas), tinha muitas e interessantes histórias para contar das suas andanças  por terras longínquas – claro, se observadas deste pequeno triangulo à beira mar plantado. Falou-se de Macau, Moçambique, Angola e S. Tomé – Sim, e às tantas, quando se fala de S. Tomé,  dos 12 anos vividos em S. Tomé, pelo autor destas linhas, e também do enorme encanto que, quer ao Rogério Beltrão Coelho, como à  Cecília Jorge, lhes suscitam as Ilhas Verdes do Equador, veio naturalmente à lembrança a tão belíssima oferta, de duzentos livros infantis às crianças dessas maravilhosas Ilhas . ”. "Podemos levá-los à Embaixada mas o transporte dos livros para S. Tomé, não é da nossa conta. E foi isso que já tive oportunidade de comunicar, tanto à Embaixada, como a Ministério da Educação, Cultura e Ciência. 

Macau: Da Lenda à história – Por Alice Vieira, com ilustrações de António Andrade
Tal como é dito no catálogo dos Livros do Oriente,  trata-se de uma edição dirigida aos mais jovens , através de um texto aliciante  (mas com rigor) , em traços muito gerais  e numa perspetiva global, o conhecimento da história de Macau. Escrita numa linguagem clara e acessível e profusamente ilustrada.


As 8 Cartas de Macau – Por Celina Veiga e Ana Cristina Alves, ilustrações de Zé Manel

Este livro descreve “a descoberta de Macau através da aventura vivida no Território por um jovem visitante . A História, os costumes, as tradições numa edição muito ilustrada especialmente dirigida aos mais jovens

LIVROS DO ORIENTE – A EDITORA QUE MAIS TEM DIVULGADO A HISTÓRIA DE MACAU

Uma das brilhantes  edições, tem por título, "Viagem por Macau,  reúne relatos de cerca de 100 autores estrangeiros que passaram pela região entre os séculos XVII a XX. São 1666 páginas divididas em quatro volumes da responsabilidade dos jornalistas Cecília Jorge e Rogério Beltrão Coelho que enriquecem a história de Macau

Fruto de um trabalho de investigação iniciado há 30 anos pelos jornalistas Cecília Jorge e Rogério Beltrão Coelho, Viagem por Macau é uma colecção de testemunhos contados por estrangeiros que passaram pela cidade e que dão voz à história de Macau ao longo dos séculos XVII a XX. A obra agrupa em 1666 páginas, distribuídas em quatro volumes, textos que descrevem a cidade e a sua população, e que tecem considerações e comentários sobre a vida de Macau bem como os seus momentos políticos mais significativos."

"Já em 1997 e 1999 os autores tinham editado já dois volumes com o mesmo nome, limitando, no entanto, a recolha de textos a finais do século XIX. O trabalho de investigação agora alargado é em parte resultado de uma biblioteca que os autores construíram sobre a China e Macau. A nova obra amplia os conteúdos do século XVII até ao século XIX, e introduz o século XX até aos anos 60. “Além disso, nas edições de 1997 e 1999 havia biografias incompletas e, nalguns casos, nem sequer existiam, e nesta edição há notas biográficas de todos os autores”, explicam os escritores em comunicado sobre a obra, lançada no início de Julho na Fundação Rui Cunha.

Os autores internacionais – navegadores, missionários, escritores e jornalistas – que escreveram crónicas, livros, cartas e diários sobre Macau, são apresentados nesta obra nas suas línguas originais (francês, inglês, italiano, espanhol, alemão e neerlandês) e com respectiva tradução em português. Até ao século XIX “há duas grandes componentes, que são as viagens à volta do mundo e as embaixadas à China: embaixadas dos franceses e sobretudo dos ingleses, que enviaram várias missões até conseguirem Hong Kong – Excerto da Viagem por Macau | revista MACAU

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