expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 29 de junho de 2015

São Tomé – Reencontro com o escritor Orlando Piedade, que a veio apresentar o romance "Os Meninos Judeus Desterrados – Que amanhã regressa a Lisboa para participar na V Edição da Feira do Livro de São Tomé e Príncipe em Portugal – - Receção no Ministério da Educação e Ciência para expor vários projetos culturais - E ainda uma visita ao bazar dos Artesãos frente ao Hotel Miramar



Cheguei ontem ao fim da tarde a São Tomé, num voo da TAP, com escala em Acra, no Gana, mas, a bem dizer, hoje é que foi o meu primeiro dia na capital desta maravilhosa Ilha, em  mais um reencontro com uma terra que muito amo, onde vivi os melhores anos da minha juventude, de 1963 a 1975 –  Com aventuras e desventuras, que dariam matéria para muitos livros, mas tenho-me dispersado por várias escritas e não há meio de pôr mãos à obra – Pelo  menos a uma: espero que um dia aconteça. 


Depois de aqui ter estado,  em 20 de Outubro a 10 de Novembro , do ano passado, ou seja, 39 anos depois de aqui ter partido numa canoa para tentar a travessia do oceano atlântico, eis-me aqui de novo, agora para me associar às  comemorações do 12 de Julho, entre outros objetivos de natureza cultural, nomeadamente para dar a minha colaboração a um estudo mais aprofundado de gravuras rupestres no litoral de São Tomé, apresentar às nova entidades santomenses o projeto de regata a remos e à vela em canoas de pescadores, assim como apresentar a minha exposição, que inaugurei no Padrão dos Descobrimentos, de 10 de Março a 10 de Abril de 1999, inserida ainda no espírito “dos Oceanos” da Expo 98, subordinada ao título “ Sobreviver no Mar dos Tornados – 38 dias numa piroga.  – Questões que, no período da tarde, me foi concedida a honra e a gentileza de poder abordar com o Dr. António Mendes, diretor do  Gabinete do Ministro da Educação, Cultura e Ciência., Dr. Olinto Daio, depois de uma visita ao Museu Nacional de S. Tomé e Príncipe  - Um local que  vale sempre a pena revisitar. 

         UM TEMPO  DE GRAVANA MAGNIFICO

O dia, aqui começa cedíssimo, comparado com os horários habituais em Portugal, pois o nascer  do sol  - por exemplo, o de hoje – decorreu às 05.32 e o pôr às 17.40. o que significa que o período de luz solar se reparte por igual tempo com as trevas da noite.

Nesta altura, para os santomenses, é o tempo mais fresco, é a chamada época da Gravana – Um tempo mais nublado que na época das chuvas, menos quente e com menores precipitações pluviométricas, mesmo assim, com uma luz que não fica atrás dos melhores dias de Verão, nos climas temperados, uma temperatura que não sofre as oscilações extremas de outras paragens, já que os valores  variam entre 21ºC e 27ºC  -  Ontem, por exemplo, era dito, aos srs passageiros, que,  ao desembarcarem  no Aeroporto Internacional de São Tomé e Príncipe, iam encontrar uma temperatura de 26º - E terá sido também esta do dia de hoje, ao fim do dia.

REENCONTRO COM O ESCRITOR ORLANDO PIEDADE. - EM VÉSPERAS DO SEU REGRESSO A PORTUGAL  ONDE VAI PARTICIPAR NA V EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO DE S. TOMÉ

Sai da pensão, onde me encontro hospedado,  a meio da manhã,,  para dar um giro pela marginal – Um dos locais aprazíveis da cidade de São Tomé – E qual não foi o meu espanto, quando, ao deambular ao longo desta artéria, deparo com o escritor Orlando Trindade, justamente na véspera de regressar a Portugal, onde reside   Veio apresentar, na sua terra, no passado dia 17 de Junho, na Mediateca do BISTP, o lançamento do seu segundo livro,  "Os Meninos Judeus Desterrados", um romance, baseado na história de duas crianças judias que juntamente com outras, foram enviadas de Portugal por ordem de El-Rei D. João II, para povoar as ilhas de S. Tomé e Príncipe.

Trata-se de um escritor talentoso, muito culto e de uma pessoa simpática, comunicativa e afável. Naturalmente, que vai ser  uma das presenças obrigatórias, tal como aconteceu o ano passado, na V edição da Feira do Livro de São Tomé e Príncipe em Portugal, sob o tema “Estórias da nossa História. O povo Angolar” – Anen Ngue – Evento organizado pela Mén Non – Associação das Mulheres de São Tomé e Príncipe em Portugal em parceria com a Plataforma Cafuka no âmbito do 40º aniversário da Independência de São Tomé e Príncipe – A decorrer nos dias 11 e 12 de Julho de 2015 no Instituto Português do Desporto e Juventude, IP. Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo. 

ARTESÃOS SÃO-TOMENSES FRENTE DO HOTEL MIRAMAR

Quem passar frente ao  Hotel Miramar ou até mesmo na avenida marginal, dificilmente deixará  de se aperceber da presença de um grupo de hábeis artesãos de S. Tomé, ostentando as suas variadíssimas obras  – São jovens simples, sempre  de sorrisos nos lábios, que, aproveitando-se da existência daquela unidade hoteleira do Grupo Pestana, ali vão procurar vender as suas peças aos turistas. Pena que não disponham um simples abrigo para  as protegerem nos dias de chuva – Muitas delas, ou estão no chão, encostadas à parede ou nalgumas bancas improvisadas

O artesanato de S. Tomé e Príncipe é muito rico e variado, muito dele inspirado em motivos tradicionais – rostos humanos, flores e frutos, pesca, agricultura e costumes.
Vale a pena a paragem e admirar tão diversas como maravilhosas obras de arte - De resto, não só ali, como noutros locais.

Nenhum comentário :