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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

São Tomé – Aniversário da avó Alegria - Parabéns a Você: 82 anos! – 30 netos: Bairro Quilombo, Família Quaresma - Nestas Ilhas, os idosos ainda são acarinhados e não despachados e amontoados nos Lares, como trapos.



Margarida  Lázaro dos Ramos, nasceu, em S.Tomé, no dia 4 de Agosto de 1933, ou seja, completou  82 anos no dia 4 de Agosto,2015. Avó de mais 30 netos e vários bisnetos. No momento, em que fiz as fotografias, ainda não estavam todos os familiares, ainda se preparava a ceia e a festa do aniversario,  porém, quando dissemos que a gostaríamos de fotografar com os membros da família, rapidamente se viu rodeada por vários netos e bisnetos e algumas filhas, com muitos sorrisos, muitas provas de afeto e de carinho  – Um dos filhos, chegaria justamente no momento em que me preparava para deixar o “quinté da familia  Quaresma.

EM SÃO TOMÉ, OS IDOSOS AINDA SÃO ACARINHADOS NO SEIO DA FAMÍLIA E NÃO DESPACHADOS  PARA OS LARES


Na verdade, o sentimento de generosidade e de solidariedade, ainda está profundamente enraizado na sociedade santomense, tanto a nível familiar, como coletivo. Mas é sobretudo no seio da família, que esse sentimento encontra mais profunda expressão: o gosto, o prazer de compartilhar os bons momentos, as horas de alegria, mas também de se expressar nas horas de dor ou de tristeza – Dai, que os idosos, sejam sempre acarinhados, continuem a viver rodeados dos afetos, dos muitos carinhos,  dos filhos, netos, bisnetos, tidos, primos, dos restantes membros da família. 

Foi justamente esse exemplo que se me deparou, ontem, à noite, ao passar na rua do Bairro Quilombo: a Prof. Aida, que se encontrava à entrada do “quintê” Quaresma, onde as bananeiras se misturam com um pequeno aglomerado de casas de madeira, habitadas todas pela mesma família, me  pergunta, se eu sou o Jorge Marques,  – o que, de resto,  é frequente, pois, em S. Tomé, toda a gente ouviu falar das minhas aventuras marítimas e da escalda ao Pico Cão Grande.  Dois dedos de amável diálogo, e eis que fico a saber que estava ali à espera de outras pessoas da família e amigas para festejar o aniversário de sua mãe. Perguntei-lhe se não se importava que lhe fosse dar os parabéns. E assim aconteceu o apontamento fotográfico, que pude registar, rodeada de uma imensa ternura, de muito amor e  carinho, por parte dos familiares, que ali se encontravam.



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