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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sporting – 1 – Lokomotiv 3 – Vagão leonino cede à fúria da locomotiva de Moscovo – Jorge Jesus terá que entrar com ânimo mais forte para transmitir outra energia – Ou então terá que mandar rezar uma missazinha ou arranjar amuleto para se livrar do malfadado enguiço Russo

Texto e imagens de Jorge Trabulo Marques - Jornalista 



Sporting arrasado pela locomotiva russa - Leões 1 - Lokomotiv  - 3 - A locomotiva russa passou por Alvalade e provocou um enorme vendaval mas só ao terceiro golo é que fez emudecer as aguerridas claques,  que apenas nos minutos finais é que praticamente se silenciaram perante uma pequena torcida russa que se encontrava sediada, algures, lá num dos cantos dos sectores mais altaneiros das bancadas do  Estádio


Porém, descansem os adeptos sportinguistas, que, não é por acertarem três tiros num leão (que apenas teve tempo de dar uma arranhadela,) que se extingue a espécie ou deixa de haver leões na floresta  - Há que acreditar, que, quando a manada leonina voltar ao reduto das estepes russas, ainda pode dar muito que fazer e muito trabalho ou sarilho a caçadores furtivos ou oficializados – Em todo o caso, é bom que, neste tipo de caçadas, se parta com ar de vencedor e não de vencido ou de resignado: se entre no relvado com espírito de  verdadeiros leões e não de quem vai a participar  num mero jogo de turismo a   feijões.




- O empate ainda fez estrebuchar a juba leonina e aquecer a claque de Alvalade, só que, a defender o reduto russo, estava lá um arqueiro brasileiro que era maior que as traves da baliza, manhoso para queimar tempo e lestro para apanhar as bolas em qualquer ângulo e altura. Além disso, as fragilidades da defesa sportinguista abriam brechas, quando menos era desejável e não correspondiam às fulgurantes surtidas dos atacantes - Mesmo assim, pareceu-nos que os pupilos de Jesus não mereciam tão pesada derrota. 

O QUE DIZ ESTA DERROTA

O resultado diz alguma coisa mas não diz tudo: diz que a equipa visitante mostrou ganas de ganhar, desde os primeiros momentos, enquanto a equipa da casa parecia não encontrar nem garras nem o fio à meada: - Não  querer desejar ir  além de uns quantos passos de treino ou  de ensaio  de dança – Só que o folclore das balalaicas russas,  vinha  já de tal modo ensaiado e adestrado, a exibir os seus dotes artísticos, que não esperou que os herdeiros dos sete violinos, afinassem no relvado o seu concerto, que, jogando em casa, tinham a obrigação de se apresentar mais soltos e em forma.

Diz, ainda, esta pesada derrota, que, logo de entrada em campo, nos semblantes do treinador, jorge Jesus, como do  Presidente, Bruno Carvalho, havia mais traços de apreensão de que de confiança ou de sorrisos:

Até parecia, que,  por via de uma estranha e indesejável premonição, que, porventura, os tivesse acordado de sobressalto na manhã que antecedia à de Sexta-feira, não se sentissem  convictos na Vitória – Sim, talvez já pressentindo  a catástrofe, a tal maldição, a que os jornais voltaram a fazer eco , dizendo “que o Sporting tem uma maldição qualquer com equipas russas:  ficou fora desta edição da Liga dos Campeões depois de ser eliminado pelo CSKA e perdeu a final da Taça UEFA perante a mesma equipa, em 2004/05)” In Uma locomotiva da Rússia: com amor e sem descarrilar


Pesado desaire, que o Sporting não merecia, tanto assim  que foi mais equipa, nomeadamente na posse da bola e até no desempenho individual dos seus jogadores, só que, houve brechas no reduto defensivo, que foram fatais  e a equipa Russa não é o Clube da Picheleira

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