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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

. Tomé – Memória colonial de há 40 anos - Alguns rostos de figuras que deixaram saudades – E o fortim de S. Jerónimo, então ladeado de coqueiros, hoje por um hotel e onde se faziam alguns piqueniques domingueiros

Aliás, há 41 anos - Junho de 2014  - Por Jorge Trabulo Marques – Jornalista 



O tempo passa e quase nem se dá conta de que passa – Contudo, há memórias que dificilmente esquecem e que o tempo não apaga: nomeadamente da memória de quem as viveu. Tal é o meu caso e das muitas pessoas que as presenciaram.

 – Estas imagens que hoje aqui recordo, extraídas da revista Semana Ilustrada, de que era seu correspondente em S. Tomé, são do tempo colonial, junho de 1974, quase três meses depois do 25 de Abril, quando as liberdades democráticas, permitiam a liberdade de reunião e de expressão.





LIBERDADE DE REUNIÃO


Escrevia eu, então, para ilustrar duas imagens fotografadas junto ao fortim de S. Jerónimo "O grupo· não era grande. Concentrava-se num pequeno círculo. Notava-se que era bastante coeso, Como em família. O lugar era belo, idílico À frente o mar. Em redor coqueiros esguios e altaneiros. As personagens enquadravam -se perfeitamente no e ambiente, Que estariam fazendo?



Fortaleza S. Jerónimo - 2014
Fortaleza S. Jerónimo 2014
Junto à antiga Fortaleza S. Jerónimo 
Tentamos saber. Seriam comunistas? Socialistas? Democratas-cristãs? Os hábitos que envergavam pelo menos eram religiosos. Portanto, só da formação de algum partido político religioso se poderia tratar, naturalmente. Aproximamo-nos.  Pedimos licença para fazer a fotografia. Tínhamos que primeiramente registar o momento. Poderia ser algo de inédito. De muito especial. Agora há liberdade de reunião.

E ali havia um grupo. Bastante homogéneo. Era necessário, portanto, depois da fotografia, sabermos qual a sua intenção. E o por quê da escolha de um sítio daqueles. Isolado.  Meio clandestino, meio às visitas. E resposta não tardou ••• e compreendemos, pois nós já a levávamos.  Era a confirmação da felicidade que se espelhava ante os nossos olhos. Era o convívio fraternal e sincero Longe do bulício, Completamente desprendido de tudo. O tal direito à liberdade de reunião, Daquele direito que alguns aproveitam para a confusão… Ali havia apenas felicidade nos semblantes alegres. Felizes. Imensamente felizes  Como alegre e feliz era a brancura das suas vestes.

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