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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Jorge Trabulo Marques recebido em audiência por Patrice Trovoada – Regata de Canoas dos Países do Golfo da Guine, poderá vir a ser um acontecimento desportivo e cultural ainda este ano – Primeiro-ministro acolhe a sugestão do antigo jornalista - Que já encontrou colaborador técnico - o Eng. Naval Carlos Lixa




sao_tome_and_principe_mw.gif (5941 bytes)Regata de Canoas, a remos e à vela e de alcance supranacional, no Golfo da Guiné, com largada ao Sul do Gabão e passagem pelas Ilhas de S. Tomé e Príncipe, Bioko (ex-Fernando Pó) e chegada à Nigéria, envolvendo a participação de S. Tomé e Príncipe, Libéria, Costa do Marfim, Gana, Benim, Nigéria, Guiné Equatorial, Camarões, Gabão, Congo e Angola, poderá vir a ser o evento de projeção nacional e internacional, a realizar, ainda no decurso de 2016, integrado noutras iniciativas de âmbito cultural e desportivo pela República Democrática de S. Tomé e Príncipe – Esta foi a sugestão que o autor de várias travessias solitárias de canoa, esta manhã, dia 10, apresentou ao Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada, que se manifestou interessado pela iniciativa, considerando-a de muito importante, acreditando que, depois de devidamente projetada e organizada, incluindo o estudo da época mais favorável dos ventos e das correntes, e feitas as necessárias diligências oficiais do seu governo e de outras instituições e canais diplomáticas, possa encontrar o melhor acolhimento nos vários países da região.

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REGATA DE CANOAS DO GOLFO DA GUINÉ COM PARTIDA AO SUL DO GABÃO, RUMO A S. TOMÉ E PRÍNCIPE, BIOKO E LAGOS - A passagem pela Ilha Ano- Bom, ainda é uma hipótese a estudar -  Com paragens de dois ou três dias em cada etapa, que poderão ser aproveitadas, quer para descanso, quer para eventos culturais e desportivos



Demonstração histórica das possibilidades de  ligações de povoamento, entre o continente e as ilhas, anteriores à época colonial, através das pirogas   - E também os primeiros passos para alternar com uma regata de veleiros e outras embarcações de recreio – com partida de Luanda, 

Morreu o Paris Dakar, com veículos de todo o terreno, renasça e viva a regata RUMO ÀS ILHAS DO CORAÇÃO DE ÁFRICA  


(Atualização) REGATA DE CANOAS NO GOLFO DA GUINÉ – JÁ TEM COLABORADOR  TÉCNICO  -  É ADMINISTRADOR  DA FUSOILHA, AÇORES, ENG. NAVAL CARLOS LIXA  - QUE SE ENCONTRA EM S. TOMÉ A CONSTRUIR UM BARCO PARA MELHORAR AS  LIGAÇÕES ENTRE AS DUAS ILHAS


Conhece bem as correntes e os ventos da região e sabe qual a altura do ano mais propícia à regata – E propõe-se dar formação dos meios navegação, aos pescadores, de todos os países que participarem na regata, conquanto se desloquem a S. Tomé  – E até proceder alguns arranjos na popa e na proa das canoas de forma a  melhor poderem pernoitar. - Ou seja, S. Tomé, além do mentor do evento, funcionaria como escola de preparação dos participantes, de organização e centro de comando - Tão encantado ficámos com esta disponibilidade que, durante a tarde, ao passarmos  junto ao Ministério da Defesa e do Mar, não resistimos ao desejo de relatar a boa nova ao Ministro Carlos Olímpio Stock, que teve a amabilidade de nos receber no seu gabinete, e que,avaliar pelas suas palavras,  partilha do mesmo entusiasmo do Sr. Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada

No dia seguinte à audiência com o Primeiro-ministro, Patrice  Trovoada, quis um feliz acaso que nos encontrássemos  com o Eng. Naval Carlos Lixa, que se encontra em S. Tomé, desde Abril a construir um barco para melhorar as ligações entre. S Tomé e Príncipe, num dos antigos estaleiros da Baía Ana de Chaves    - Está maravilhado com estas ilhas e tenciona estender a sua actividade a S. Tomé e Príncipe, cuja empresa, na área da construção naval, se situa   no Parque Industrial da Ribeira Grande na Ilha de S. Miguel, que tem como actividade principal a construção, reparação/ e manutenção de embarcações em Alumínio, fabrico de tinas para isco vivo, comando de verão, tanque para água doce, gasóleo etc.. 

O Porto da Graciosa: Fusoilha Lda., 





O evento, de âmbito cultural e desportivo, que, na sua fase embrionária, já havia sido ventilado, há três anos, por Jorge Trabulo Marques, nas comemorações do 38º aniversário da Independência de S.Tomé e Príncipe em Portugal, organizadas pela ACOSP, nas Portas de Benfica, em  Lisboa



Os objetivos desta regata, tripulada unicamente por pescadores do Golfo da Guiné, devidamente seguida no alto mar e apoiada pelos governos do seus países, visam homenagear todos aqueles que naufragaram e perderam as suas vidas, nestes mares, batidos por violentas tempestades e assolados de pesadas calmarias, ao mesmo tempo demonstrar a possibilidade das canoas terem feito ligações ancestrais entre o continente e as ilhas, desde os tempos mais recuados, antes da sua colonização -

Jorge Trabulo Marques, antigo correspondente da revista Semana Ilustrada, de Luanda, em S. Tomé, líder da equipa de santomenses da escalada ao Pico Cão Grande, jornalista profissional e investigador, que, desde há vários anos se dedica à investigação das origens do povoamento das Ilhas de São Tomé e Príncipe, quer através das várias travessias, realizadas em pirogas, quer em estudos aprofundados de caráter documental, histórico e arqueológico, aproveitou ainda para oferecer ao Primeiro-Ministro Santomense, Patrice Emery Trovada, uma coleção da antiga revista de banda desenhada,Visão, com um desenvolvido artigo das suas aventuras marítimas, entre S. Tomé e Príncipe, entre S. Tomé e a Nigéria, editada por altura da Proclamação da Independência Nacional, antes do referido navegador solitário ter regressado a esta Ilha com a finalidade de tentar atravessar o oceano Atlântico, evocando a rota da escravatura e demonstrar que as canoas poderiam fazer longas viagens, entre o continente e as Ilhas – Feito este que, embora não tendo sido concretizado, devido a enorme tempestade, levou o navegador solitário a uma longa e exaustiva prova de sobrevivência de 38 dias no mar, desde Ano Bom a Bioko,


Jorge Trabulo Marques, antigo correspondente da revista Semana Ilustrada, de Luanda, em S. Tomé, líder da equipa de santomenses da escalada ao Pico Cão Grande, jornalista profissional, que, desde há vários anos se dedica à investigação das origens do povoamento das Ilhas de São Tomé e Príncipe, quer através das várias travessias, realizadas em pirogas, quer em estudos aprofundados de caráter documental, histórico e arqueológico, aproveitou ainda para oferecer ao Primeiro-Ministro Santomense, Patrice Emery Trovada, uma coleçao da antiga revista de banda  desenhada,Visão, com um desenvolvido artigo das suas aventuras marítimas,  entre S. Tomé e Príncipe, entre S. Tomé e a Nigéria, editada por altura da Proclamação da Independência Nacional, antes do referido navegador solitário ter regressado a esta Ilha com a finalidade de tentar atravessar o oceano Atlântico, evocando a rota da escravatura e demonstrar que as canoas poderiam fazer longas viagens, entre o continente e as Ilhas.
Tratando-se de uma regata inédita, mesmo sem carácter competitivo, Jorge Marques, acredita que, uma tal expedição, dada a sua originalidade e visibilidade, poderá ser suscetível de mobilizar, não apenas a imprensa africana, como a mundial - Constituindo-se, também, como oportunidade de debate e reflexão - Sobretudo, numa altura em que, os países do Golfo da Guiné, se deparam com um inimigo comum, a pirataria - Se promovem conferências e organizam comissões, ao mais alto nível- Podendo vir a ser o ponto de partida para estudos arqueológicos aprofundados, desde escavações, contributos científicos, e históricos, conferências e instituir prémios a estudos ou outras obras que se reportem ao Golfo da Guiné 

Tal como referi, em 13- 08- 2013 -Nesta primeira demonstração, cada país participaria com quatro canoas - O apoio no mar, este conviria que fosse coadjuvado –Qualquer baía tranquila está em condições de receber a frota das canoas "Coração d'África" - Naturalmente, que, querendo dar-lhe uma amplitude maior nos anos seguintes,  tornar-se-ia necessário prover as baías de acesso ou de partida com as indispensáveis marinas ou infraestruturas de aportagem  - Investimento, de resto, perfeitamente justificável, num tempo em que a navegação  à vela, se universaliza. 

A ideia não é disparatada ou impossível de concretizar - A nossa experiência, nas várias travessias que realizámos – em canoas solitárias, de S. Tomé ao Príncipe; S. Tomé à Nigéria; Ano Bom a Bioko  - autoriza-nos a acreditar e a colaborar para a promoção de  uma regata, envolvendo representações dos vários países do Golfo da Guiné, com grandes laços históricos e culturais comuns.http://www.odisseiasnosmares.com/2013/08/regata-remos-e-vela-gabao-s-tome.ht

20 DE OUTUBRO A 10 DE NOV DE 2014 - 39 ANOS DEPOIS  - FINALMENTE O ABRAÇO A S. TOMÉ   - E LANÇADA A IDEIA DE UMA REGATA DE CANOAS -

ALÉM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.  TAMBÉM DEI A CONHECER O PROJECTO A AGOSTINHO FERNANDES. MEMBRO DO ACTUAL GOVERNO, QUE, NAQUELA ALTURA AINDA NÃO TINHA TOMADO POSSE

http://www.odisseiasnosmares.com/2014/11/sao-tome-39-anos-depois-recebido-pelo.html  ,,,,http://www.odisseiasnosmares.com/2014/11/sao-tome-39-anos-depois-agostinho.html




 Participação do jornalista noutras investigações em Portugal  http://www.vida-e-tempos.com/2013/06/celebracao-do-solsticio-do-verao-21-de.html





Escrevia eu, neste site, em 13-11-2014 - Como é do conhecimento público, o partido vencedor nas eleições legislativas de São Tomé e Príncipe, foi a Acção Democrática Independente (ADI), ),  conquistando 33 dos 55 assentos parlamentares –– Na véspera do meu regresso a Portugal, na impossibilidade de apresentar os meus cumprimentos ao Secretário-Geral do ADI e ao  líder fundador  do seu partido, o ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, tive o prazer e a honra de ser recebido, em audiência informal, por  Agostinho Fernandes, a quem dei conhecimento de um projeto desportivo, supranacional, sob a égide da Presidência da República, que gostaria que o futuro Governo, apoiasse,  ao mesmo tempo que lhe vinha desejar os votos  dos melhores êxitos para o XV Governo Constitucional, em prol do bem-estar e do progresso do Povo de São Tomé e Príncipe 


Recebeu-me numa das aprazíveis esplanadas do complexo turístico, situada na Praia Emília, de forma simpática e cordial, tendo mesmo esboçado alguns largos sorrisos, na sua impecável  postura diplomática, quando lhe falei, não do jornalista, que também ali estava para registar algumas  das suas palavras, acerca dos projetos do Governo, que o partido vencedor vai liderar, mas, sobretudo,  do homem  aventureiro que partira para o mar em demanda das origens do povoamento destas maravilhosas ilhas, evocando ao mesmo tempo a ignominiosa rota dos barcos negreiros, entre outros objetivos  científicos, humanísticos e desportivos e que não queria regressar a Portugal, sem lhe dar conhecimento do projeto que apresentei a Sua Exa. o  Sr. Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, ou seja, da realização de uma regata de canoas, tripulada por pescadores dos países do Golfo da Guiné, e que gostaria que o novo governo, igualmente apoiasse, sim, deixou-me muito satisfeito, pois achou a ideia muito interessante - Apoio que voltou a sublinhar, no momento, em que nos despedíamos, agora já na presença de José Diogo, Vice-Presidente da Assembleia Nacional, que entretanto ali acabava de chegar.

 Isto porque, disse, "eu defendo que é preciso criar alguma coisa que possa unir de facto os santomenses. E, se nós tivermos uma atividade de uma certa envergadura supranacional  e que possa ser algo que aglutine os santomenses e faça  ecoar no mundo o bom nome de São Tomé e Príncipe, eu acho que é uma incitativa excelente e que deve contar  com o Povo e com todos os atores políticos e económicos de São Tomé e Príncipe” - sublinhou, já no termo da breve entrevista que honrosamente me concedeu.

38 dias nesta canoa

AS CANOAS SÃO AS EMBARCAÇÕES MAIS ANTIGAS DA HUMANIDADE E JÁ DERAM BASTAS PROVAS DE SULCAREM RIOS E MARES

8000 anos atrás, "barco mais antigo conhecido da África" ​​Nigéria. Canoa foi descoberta perto da região do rio Yobe, pelo pastor Fulani,  maio 1987, em Vila Dufuna ao escavar um poço. "Madeira quase negra" da canoa, que dizem ser de mogno Africano, com "inteiramente de material orgânico". Vários testes de rádio-carbono realizados em laboratórios de universidades de renome na Europa e América indicam que a canoa tem mais de 8.000 anos de idade, tornando-se assim a embarcação mais antiga na África e a terceira mais antiga do mundo. 8000 years ago africans invented a dufuna canoe in nigeria


A FUGA DE ESCRAVOS NAS CANOAS –  Referida por Gerhard
Seibert, numa conferência, em 2009


(tradução) …..escravos fugidos de São Tomé ou do Príncipe, realizaram em suas  canoas pelas correntes marinhas ligações à ilha de Fernando Pó. Em 1778,  o ano da transição do domínio Português ao da Espanha, um grupo de  ex-escravos de São Tomé e Príncipe viveu no sul de Fernando Pó.  (..)Após a abolição da escravatura em 1875, trabalhadores contratados africanos fugidos respetivamente, foram frequentemente devolvidos  pelas Autoridades espanholas para os seus senhores em São Tomé e Príncipe. Outros foram simplesmente entregues aos empregadores locais.

Um século mais tarde, em 1975, Jorge Trabulo Marques, partiu sozinho desta ilha numa canoa em uma tentativa de atravessar a Atlântico. Em vez disso, depois de uma odisseia de 38 dias, ele desembarcou em Fernando Pó. Ele era detido e interrogado pelas autoridades locais e depois repatriado  - Excertos de ]Equatorial Guinea's External Relations: São Tomé e ..

   "A História das Navegações Portuguesas tem pecado por ter sido escrita, por vezes, por quem desconhecia Arte Náutica - dizia Sacadura Cabral  (…) por  estranhos às «coisas do mar» como eram quase sempre, cronistas e historiadores . Incapazes de se imaginarem a navegando dentro dos navios antigos. Eles fiavam-se  nas versões que corriam, contadas por mareantes românticos, que acrescentavam  um «ponto» ao seu «conto». - 


NAQUELA ÉPOCA A PALAVRA DESCOBRIR, SIGNIFICAVA EXPLORAR O QUE JÁ ERA CONHECIDO  

Naquela época, a palavra descobrir, tem o sentido de explorar uma costa que já fora achada antes de 1948”, de “uma exploração, confiada a Duarte Pacheco.

E ideia corrente que a ilha do 8. Tomé não era habitada quando foi descoberta polos portugueses. Nunca teria realmente tido habitantes? - Pormenores em http://www.odisseiasnosmares.com/2016/01/tome-descoberta-de-machado-do-neolitico.html

Canoe, Rivers Province, Nigeria



A GRANDE EPOPEIA AFRICANA NÃO PODE SER IGNORADA -  - O continente africano é o berço da humanidade: foi daí que irradiou o Homo sapiens . Os seus homens e mulheres, povoaram lugares nunca dantes povoados; atravessaram continentes, criaram civilizações, culturas e formaram reinos - E, mesmo os que nunca dali partiram para a grande aventura da Diáspora, tinham os seus costumes, as suas tradições e  as suas hierarquias - Eram livres à sua maneira.  O  europeu veio mais tarde para usar e corromper  os próprios comerciantes de escravos, ficando  eles com a fatia de leão: para dividiram territórios, humilharem, dominarem e escravizarem as populações a seu belo prazer, usurpando as suas riquezas



MÁ MEMÓRIA - ALGUMAS CANOAS TAMBÉM FORAM USADAS NO TRANSPORTE DE ESCRAVOS

Mais de um milhão de pessoas teriam morrido, no meio" do Atlântico, devido às condições desumanas a bordo dos navios negreiros e supressão brutal de qualquer resistência.

Mas também houve chefes tribais que (embora lucrando menos) colaboraram no mesmo hediondo crime - Muitos escravos, capturados no interior Africano, morreram na longa viagem até a costa.BBC NEWS | Africa | African slavery apology 'needed'



Quando os europeus demandaram a costa de África, já os africanos, há muito mais tempo, haviam sulcado o litoral marítimo, subido e descido os rios e ligado as ilhas limítrofes  com as suas pirogas talhadas em enormes troncos de árvores

MAS OUVE QUEM REPARASSE NESSE FACTO: - Para alguns cartógrafos do século XVII, as pirogas assumiam a mesma importância  que as caravelas - lá tinham as suas razões: ambas dominavam os mares no Golfo da Guiné 

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AS CANOAS DE  SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE SÃO MAIS PEQUENAS QUE AS DO LITORAL AFRICANO -  As ilhas são montanhosas e as roças também não permitiam o abate de  grandes árvores - Mas a ligação dos primeiros povos foi  realizada a partir da costa africana para as ilhas à vela e a remos. Atualmente, são frequentes as viagens da Nigéria para São Tomé, com auxílio de motores fora de borda- O regresso é feito à vela e a motor.  VEJA ESTES DOIS EXEMPLARES shippage 5.html - ELDER DEMPSTER MEMORIES.***Praia de Eleko, Lagos, Nigéria Posteres de Zazzle.pt*******THE SAMINAKA COMPASSNigerian Regattas and Saminaka's African

DESCOBERTAS PORTUGUESAS - OMISSÕES E ABSURDOS

(...) "o tope comercial dos descobrimentos, em 1466,  era a Serra Leoa. Comercial. E não de forma alguma geográfico (...) Da Serra Leoa por diante e até ao Rio Lago, da actual Nigéria, os aspectos da geografia humana mudavam inteiramente. Entre o Senegal e a Serra Leoa dominava o urbanismo flúvio-marítimo. Dali por diante, ao contrário, a população encontrava-se disseminada  ao largo do litoral em pequenas aldeias; depois do Cabo das Palmas e por toda a Costa do Ouro era muito densa, mas fraccionada em unidades mínimas, que não obedeciam a qualquer organização política, como a dos mandigas. Enquanto aquele império se desenvolvera numa zona de estepes e savanas, propícia ao deslocamento de grupos humanos, ao contrário, desde a Serra Leoa por diante  e ao largo de quase todo o Golfo da Guiné a grande floresta tropical bordava as costas, impondo a disseminação dos homens, cortando-lhes os movimentos em terra e impelindo-os para  o mar" Diz o historiador Jaime Cortesão Volume II - In "Os Descobrimentos Portugueses 

As viagens marítimas são talvez tão antigas como os mares.Os fenícios, entre 1200 a 600 a.c., foram os maiores marinheiros do mediterrâneo - Mas não só: transpondo as Colunas de Hércules, entraram  no Atlântico e navegaram para sul. - O Periplus Hannonis  - É disso um extraordinário exemplo e  talvez o primeiro massacre das Ilhas do Golfo da Guiné


 "Em data indeterminada da primeira metade do século VI a. C. (apontam-se datas que vão de 560 a 425 a.C.), quando Cartago estava no seu apogeu, foram organizadas expedições destinadas a conhecer e colonizar as costas atlânticas. Foram encarregues dessas tarefas Hanão, que deveria explorar as costas africanas para sul do Estreito de Gilbraltar  e  Himílico  que deveria explorar as costas europeias para norte daquele estreito. Seriam irmãos, embora tal possa ser em sentido não literal.

 14.(...)continuámos viagem durante cinco dias ao longo da costa, até que chegámos a uma grande baía, que de acordo com os nossos intérpretes era o Corno do Ocidente. Nela havia uma grande ilha, na qual existia uma lagoa, salgada como o mar, e nela outra ilha. Aqui desembarcámos. De dia não conseguimos ver nada a não ser floresta, mas durante a noite vimos muitos fogos acenderem-se, e ouvimos o som de flautas, o bater de címbalos e tambores e os gritos de uma multidão. Tivemos medo e os nossos adivinhos aconselharam que deixássemos a ilha.

 18. Neste golfo havia uma ilha, parecida com a primeira, com uma lagoa, no interior da qual havia outra ilha, cheia de selvagens. (...)  Apesar de os termos perseguido, não pudemos apanhar nenhum macho: todos escaparam por serem grandes trepadores que se defendiam atirando pedras. Contudo, capturámos três mulheres, que se recusaram a seguir os que as tinham apanhado, mordendo-os e arranhando-os com as garras. Por isso, matámo-las e tirámo-lhes as peles, que trouxemos para Cartago. Não navegámos mais, pois as nossas provisões começavam a escassear".Excerto de Hanão


LIBERTE-SE DE FICÇÕES E FANTASMAS SOCIAIS, DE PRECONCEITOS RELIGIOSOS E RACISTAS  DO PASSADO... NÃO SE IMPORTE DE DIZER:

QUE AS ILHAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE   -E, TAMBÉM, ANO BOM   E  BIOKO (EX-FERNÃO DO PÓ)-  SÃO POSSUIDORAS, NÃO DE CINCO SÉCULOS DE POVOAMENTO E COLONIZAÇÃO MAS DE UMA ORIGEM ANCESTRAL MAIS REMOTA, QUE SE PERDE NA GRANDE JORNADA DA HUMANIDADE.

Existem mapas antigos que atestam pelo menos os contactos e o conhecimento dessas ilhas - Demonstrei a possibilidade dessa ligação poder ter sido feita por povos do litoral africano, através das suas pirogas, antes de quaisquer outros colonizadores, ali aportarem. - Possibilidade, essa, sempre omitida na historiografia colonial 


Tal como disse, Thor Heyerdahl, no seu famoso livro Expedição Kon-Tiki sobre a travessia numa jangada do Perú às ilhas da Polinésia, para “provar a teoria de  que as ilhas dos mares do sul foram povoadas por gente do Perú,  “ sim dizendo que  “é mais fácil demonstrar o interesse dos outros com uma expedição de com um manuscrito que ninguém lé” – Acrescentaríamos, de que com mil conferências que apenas servem para cumprir  meros protocolos.



IRONIA DO DESTINO - O QUE NO TEMPO DAS CARAVELAS, FIZERAM AOS NEGROS, NO  GOLFO DA GUINÉ, FAZEM AGORA AS CANOAS AOS NAVIOS QUE DEMANDAM AS COSTAS DO NÍGER E BENIN 




Dir-se-ia que formam autênticas frotas de guerra: "A onda de ataques tem-se concentrado no Golfo da Guiné, na costa da Nigéria e do Benin e conduziu naturalmente a preocupação crescente na indústria do transporte. Em Agosto de 2011, as seguradoras marítimas em Londres adicionou as águas da Nigéria e do Benin para uma lista de áreas de alto risco, como resultado de ataques de piratas aumento no Golfo Piracy on the Rise in the Gulf of Guinea as Niger Delta ..

URGE PACIFICAR O GOLFO DA GUINÉ - MUITAS SÃO AS AMEAÇAS 

"Inundações costeiras devido a fatores meteorológicos são eventos sazonais e conjunturais que têm impactos enormes sobre a costa do Golfo da Guiné. Por exemplo, entre Junho e Setembro de 1999, 2000, 2001, 2003 e 2004 alguns países do Golfo da Guiné (Nigéria, Benin, Togo, Gana e Cote d'Ivoire) tiveram chuvas excepcionalmente fortes, inundações, enquanto as tempestades tropicais afetaram  Gâmbia Gana e Senegal. Uma série de ondulações violentas na forma de picos foram liberados na costa da Nigéria entre 16 e 17 de agosto de 1995. A mais devastadora dessas vagas ocorreu em 17 de Agosto de 1995, entre 6,00-10 GMT e resultou na inundação um grande parte da costa nigeriana (Fig. 4). A natureza de baixo da zona costeira GOG faz com que as áreas suscetíveis a inundações, especialmente durante os meses chuvosos de Maio a Setembro. Dados do marégrafo de Lagos mostraram  que as tempestades de 16 a 17 Agosto de 1995 e 23 de julho 2005, que inundou a Ilha Victoria coincidiu com a maré alta"

"Aumento do nível do mar, bem como de subsidência localizada, também é esperado para agravar a erosão costeira e inundação da região. Awosika et. al. (1992) estimou que cerca de 18,120-18,396 km 2 de Nigerianos áreas costeiras poderia estar em risco até o final do século XXI com um mar de um metro elevação do nível. Isto é esperado para colocar cerca de 3,18 milhões de pessoas em risco. Valores em risco poderão ascender para $ 18.134 milhões. Nicholls et. al.,. (1993) também estimou que um aumento do nível do mar poderia, com  um metro, colocar cerca de 6.042 a 6.073 km2 da costa do Senegal em risco. Isso poderia novamente arriscar as vidas de 109.000 para 178.000 habitantes das zonas costeiras, enquanto que valores arriscando no valor entre US $ 494 e 707 milhões dólares para um aumento de um metro do nível do mar (francês e Awosika, 1993"

"Outros desastres como a erosão costeira está a devastar grandes áreas da costa do Golfo da Guiné. A barra de praia em Lagos, a praia cemitério nas praias Gambia, Keta e Labadi em Gana, o New Cidade de praia em Cotonou, são áreas onde a erosão tem causado devastação e desastre. Embora as actividades antropogénicas sejam responsáveis ​​pela maior parte da erosão, natural oceanográfica
forças como onda intensa e clima corrente são também responsáveis ​​por alguns erosão"

(...) CONCLUSÃO
 
"A necessidade de um sistema de alerta integrada e Africano-gama precoce é agora imperativo para avisar  as populações costeiras dos perigos iminentes de enchentes, terremotos e outros costeiros associados  perigos. Tal sistema de alerta precoce deve incluir uma rede de marégrafos, movimento de terra dispositivos de monitoramento (sismógrafos) e sistema de comunicação eficaz para permitir em tempo real o intercâmbio de dados e informações de alerta. O desenvolvimento de bases de dados de atlas marinhos nacionais  em ODINAFRICA III deve ser mais vigorosamente perseguido. Esses bancos de dados e atlas devem  ser estudos indispensáveis ​​para os governos e da política na gestão do litoral  de desastres e implementação de sistemas de alerta precoce"  - Excerto traduzido Restricted Distribution ODINAFRICA-III/6.5 Nairobi, 20 April 2006 ..

COM O NAVEGADOR FRANCÊS ANTOINE





São Tomé - Fev. 1975 -  Dias antes da partida de S. Tomé para a Nigéria , numa troca de impressões, com o navegador solitário francês Antoine(chanteur) - Wikipédia que tinha aportado à Ilha num veleiro, na escala de uma viagem solitária, a quem confidenciei a intenção de fazer a travessia à Nigéria, tendo-me oferecido uma carta marítima da região..





Sozinho, em pirogas primitivas, sem quaisquer meios de comunicação com o exterior, munido apenas de uma simples bússola(mais das vezes guiado pelo sol, pelas estrelas, correntes e ventos dominantes - e até o voo das aves -

Recuando, tanto quanto possível a esses primórdios. Em demanda da derradeira origem das Ilhas do Paraíso

Claro que me deparei com imensas dificuldades: - duas das três canoas que usei (embora não tendo mais de 60cm de altura por um metro de largura) eram compridas e  precisavam de mais dois braços.  E, os antigos povoadores, dificilmente  teriam partido sozinhos ao seu encontro. Muitas das pirogas que ainda hoje se constroem nos países que bordejam o Golfo, são enormes e podem ser remadas por muitos braços  de mulheres e homens.




NÃO CHEGUEI ATRAVESSAR O OCEANO ATLÂNTICO, TAL COMO ESPERAVA MAS CONTINUO ACREDITAR QUE SÃO POSSÍVEIS LONGAS TRAVESSIAS

MESMO ASSIM:


COMPROVEI QUE AS CANOAS VÃO AO CABO DO MUNDO: - NAVEGUEI E FUI ARRASTADO POR CENTENAS DE MILHAS: LIGUEI AS ILHAS E ESTABELECI LIGAÇÕES DE UMA DELAS AO CONTINENTE


SOZINHO E AO LONGO DE SUCESSIVOS DIAS É EXTREMAMENTE  ARRISCADO E MUITO  DIFÍCIL NAVEGAR A BORDO DESSAS FRÁGEIS EMBARCAÇÕES - E, SE EU NÃO FIQUEI NO MAR, TALVEZ O DEVA A UM FELIZ ACASO - MAS NÃO ESTOU ARREPENDIDO, POIS SAFEI-ME POR TRÊS VEZES.


OS PESCADORES (NAS ILHAS) AOS QUAIS SE INCULCOU O FANTASMA DE QUE SÓ GENTE DE FEITIÇO É QUE O TORNADO NÃO VOLTA A CANOA OU QUE O "GANDÚ" NÃO ENGOLE "PERNA DE GENTE", PODERÃO ESTAR DESCANSADOS: 


SE A TEMPESTADE ALGUM DIA OS SURPREENDEE OS ARRASTAR PARA FORA DO ALCANCE OU DO HORIZONTE DA SUA PRAIA E DA SUA QUERIDA ILHANÃO SE IMPORTEM; DEIXEM-SE LEVAR PELO SEU ÍMPETO!
NÃO CRUZEM OS BRAÇOS E SE DÊEM POR VENCIDOS: 

REMEM OU VELEJEM, SEMPRE QUE PUDEREM. OU ENTÃO DEIXEM QUE A CANOA VOGUE À FLOR DAS ONDAS, QUE O MAR NÃO QUER NADA QUE LHE SEJA ESTRANHO E ALGUM PONTO DA COSTA, HÃO-DE IR PARAR.

Sim, prende-nos uma paixão especial pelo mar e pela investigação histórica e científica, que ainda não esmoreceu  - Partimos para o mar, desafiando os maiores perigos, não fomos às cegas, preparamo-nos intensamente. Já não temos a mesma idade mas o gosto de questionar o passado, ainda não desfaleceu.  Uma paixão que veio a ter seguimento, anos mais tarde,  "navegando em terra"   com a descoberta dos calendários solares, em Chãs, de Foz Côa, Portugal, onde somos responsável pela celebração do solstício e do equinócio,   a que nos referimos noutro site -Solstício de Verão 2013 festejado na Pedra da CabeleiraPedra do Sol..Já ali  levamos todas as televisões portuguesas e vários jornalistas da  imprensa estrangeira. Estas jornadas,  deram-nos alguma experiência. Estamos convictos de que a regata a que nos referimos, desde que, cada país se encarregasse de mobilizar equipas para duas canoas, cada uma de 4 a 6 pescadores, teria grandes possibilidade de ser bem sucedida e corada de êxito

NOTICIAS DE S. TOMÉ

16.07.2014 - Como nos séculos passados, criminosos agem em alto-mar. A diferença é que agora estão à procura de embarcações com pescado, galões de combustível ou barris de petróleo.
Alguns dias de trabalho em alto mar haviam se passado. A tripulação do Dona Simoa se preparava para deixar Porto Gentil, na costa do Gabão,  e voltar para São Tomé Príncipe. Daniel Veloso, que há mais de 10 anos é pescador, estava entre os 12 tripulantes que foram surpreendidos por um grupo de criminosos que chegou em outra embarcação. "Era um barco tipo bote, com poucas coisas, mas com uma tripulação de 22 pessoas. Ao princípio nós achámos que precisavam de ajuda, mas quando encostámos no barco, fomos atacados. - Excerto de Jornal Transparência




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