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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 2 de março de 2016

Morte de Lúcio Lara - Presidente Manuel Pinto da Costa, em Luanda, a prestar a última homenagem ao “camarada de Luta que tinha um carinho muito especial para S. Tomé e Príncipe

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista -






O presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, partiu esta manhã, para Luanda, a fim de tomar parte nas  cerimónias fúnebres de Lúcio Lara, que estavam previstas  nas antigas instalações da Assembleia Nacional



Patrice Trovoada e Manuel Pinto da Costa
Antes do embarque, Manuel Pinto da Costa, recebeu as honras militares e foi cumprimentado pelo Primeiro-Ministro Patrice Trovoada, membros do Governo, do Presidente do Tribunal Constitucional e da Assembleia Nacional, elementos da sua casa civil e militar, assim como do corpo diplomático acreditado no país


Em declarações aos jornalistas, no aeroporto internacional de S. Tomé e Príncipe, quando se dirigia para o jato colocado à disposição pelo  Presidente Angolano,  o chefe de Estado Santomenses,  Manuel Pinto da Costa, considerou que o legado de Lúcio Lara é incalculável” por se tratar de  “um homem de uma integridade ímpar, que lutava pelas suas convicções: um homem de princípios e que não vendia os seus princípios por coisa alguma!


Na mesma manhã, mas noutro local, também o Primeiro-Ministro Patrice Trovoada, se pronunciaria sobre a  perca irreparável do histórico dirigente do MPLA - 


A morte de Lara – Vista por Manuel  Pinto da Costa e Patrice Trovoada - - Neste vídeo o registo das imagens dessa manhã e as declarações de ambos

Natural da ex-Nova Lisboa, atual Huambo, onde nasceu a 9 de Abril de 1929 – Faleceu em Luanda neste último Sábado, aos 86 anos, vítima de doença. Filho de um fazendeiro português e da sua mulher angolana. Estudou em Lisboa onde integrou, com Agostinho Neto,.  Amílcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro e outros nacionalistas africanos,  a juventude das colónias portuguesas junto do MUD - Juvenil (Movimento de Unidade Democrática - Juvenil) português -


A acompanhar o Presidente Santomense, além dos membros do seu staff, seguiam também duas destacadas figuras históricas dos MLSTP,  Leonel Mário D´Alva e José Fret Lau Chong,  dado o estreito relacionamento que ambos tiveram com Lúcio Lara, durante o processo de luta de libertação








Este ano é o ano das eleições em África; quase todos os países estão confrontados com as eleições. Nós já temos experiência democrática mas ainda  há muito que fazer para consolidar a democracia   - Diz Leonel Mário D’Alva – Enquanto para, José Fret, estas eleições ainda são um mistério, frisando que, alguém há-de ganhar mas ainda nem sequer se conhecem os candidatos – Declarações,  que nos foram  concedidas, antes da partida do  Presidente Manuel Pinto da Costa


Um  lutador incansável pela independência – Palavras de Manuel Pinto da Costa, em Luanda,

Segundo refere AngolaPress  O chefe de estado são-tomense, que falava hoje à imprensa, após render homenagem ao destacado militante do MPLA, no velório deste nas antigas instalações da Assembleia Nacional, em Luanda, referiu que o falecido "entregou toda a sua vida pela libertação do povo angolano e também de África, em geral".

"Foi uma entrega total por estas causas", sublinhou Pinto da Costa, em Luanda para testemunhar o funeral de Lúcio Lara, cujos restos mortais serão sepultados à tarde, no cemitério Alto das Cruzes.

Disse que o político foi um "grande amigo" do povo são-tomense, com quem partilhou muitas ideias, no concernente à luta pelas independências das antigas colónias portuguesas.

Ainda hoje Pinto da Costa encontrou-se, no Palácio Presidencial, com o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, com quem, em cerca de 30 minutos, dialogou sobre questões de interesse comum.
O seu regresso a São Tomé e Príncipe está marcado para quinta-feira. Angola: Pinto da Costa considera Lúcio Lara lutador incansável pela independência



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