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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 30 de março de 2016

S. Tomé e as Artes Plásticas – Contam com nova Galeria ICA– Espaço de Identidade cultural e Artística das Ilhas Verdes do Equador


Para o visitante, que vá a S. Tomé, e queira apreciar, além das suas belezas naturais, também as sua arte, pintura, escultura e artesanato, já pode contar com mais um excelente espaço – A Galeria ICA –,  (Identidade Cultural e Artística), sigla dada, por  Elísio Vaz, à sua galeria, inaugurada em Setembro do ano passado, com a exposição de alguns dos principais nomes das artes plásticas santomenses, mas que se irá renovando, sempre que se achar conveniente, permitindo novas exposições ou dando a possibilidade de novos valores se revelarem.

Sem dúvida, uma louvável iniciativa, que veio ao encontro de um velho sonho da sua vida, pois, embora, não se considerando uma artista – senão virtual – diz que sempre sentiu uma  enorme paixão pela arte.

Trata-se, pois,  de um amplo e moderno espaço, que fica situado numa das artérias das proximidades do Estádio 12 de Julho, na cidade de S. Tomé, onde as atividades desportivas, passaram também  agora a  estar quase de paredes meias com as expressões artísticas – Logo, portanto, de mais uma oportunidade, para que, os artistas santomenses , desde a pintura, escultura ao artesanato, possam  mostrar os seus trabalhos e revelaram o seu talento.

O espaço mais conhecido  - e já mito famoso . é o espaço CACAU, onde as feiras bienais, já se impuseram, através de João Carlos Silva e onde é sempre possível encontrar exposições temporárias – Mas, a partir de agora, se bem que não com a mesma dimensão, a cidade já tem mais uma galeria, o que é, realmente, de saudar.

Como é publicamente reconhecido, em S. Tomé e Príncipe, as artes plásticas, assumem cada vez maior expressão, numa terra em que o talento artístico, nas suas variadas expressões, está nas veias de um povo alegre, pacifico, amável e sorridente –  E uma das primeiras e agradáveis surpresas,  para quem desembarque, no aeroporto Internacional de S. Tomé e Príncipe,  é ver nas mãos de hábeis artesãos, as mais maravilhosas peças de artesanato, especialmente trabalhadas em madeira – Mas também depois as poderá ver no hall dos hotéis ou até mesmo na rua.




ARTES PLÁSTICAS – UMA REALIDADE QUE SÓ COMEÇOU A TER EXPRESSÃO DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA -  E PAULATINAMENTE

No período colonial, apenas se falava de um nome, do pintor e da pintura de Pascoal Vilhete, mais conhecido pelo pintor ingenuista .Sum Canarim,  que pessoalmente tive o prazer de conhecer e de entrevistar para a Semana Ilustrada, uma revista de Luanda, da qual era seu correspondente. http://www.odisseiasnosmares.com/2015/01/pascoal-viegas-vilhete-sum-canarim.html

Mas, atualmente, as Ilhas Verdes do Equador, já contam com vários nomes, de elevado gabarito, alguns dos quais com expressão internacional. E, mais ainda não se impuseram, não tanto por falta de talento mas por força de outras dificuldades, nomeadamente, em adquirirem os materiais (pincéis, tintas, telas, etc. necessários para poderem trabalhar”, a que se tem juntado  “a dificuldade em exporem as suas obras” assim como “ do  pouco interesse da população local e sobretudo pela falta de apoio por parte das entidades competentes. - See more at: http://stomepatrimonio.blogspot.pt/2008/07/artes-plsticas-em-s-tom.html#sthash.sakaC2cF.dpuf

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