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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 24 de março de 2016

São Tomé e Príncipe registou em 2015 mais casos de tuberculose do que em 2014 – Notícia da atualidade, divulgada no Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose. – Grande evolução, comparativamente às assustadoras estatísticas no período colonial, que lhe revelamos

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador 


Em 2014 foram referenciados 158 casos e no ano passado as autoridades sanitárias são-tomenses registaram 178. – Mesmo assim, como se poderá verificar pelas estatísticas, que lhe apresentamos, mais à frente, em quase 200 mil habitantes (187.000 no censo de 2012), houve uma grande evolução, comparativamente à mortalidade verificada, por exemplo, em 1954,  com uma população, em S. Tomé, constituída por  23.329 indivíduos e 883 no Príncipe, em que os brancos, eram também ainda muito poucos


A variedade de frutos - Torna  a gente saudável
"O Fundo Global das Nações Unidas disponibilizou mais de 1,5 milhões de dólares para a luta contra a tuberculose em São Tomé e Príncipe para o período 2015 a 2017 (lusa). ONU financia combate à tuberculose em São Tomé – Mas a situação é ainda assunto que preocupa as entidades sanitárias.

São Tomé e Príncipe registou em 2015 mais casos de tuberculose do que em 2014 – "Os dados foram avançados pelo coordenador do projeto nacional de Luta contra a Tuberculose, Gilberto Frota, que considera a possibilidade de aumento de casos face à introdução de novos equipamentos para deteção de casos da doença no país.

"É lógico que o número de casos aumente, tendo em conta os investimentos feitos recentemente a nível dos serviços de saúde para a descoberta e tratamento da tuberculose. Há uma maior intervenção no terreno e claro que há também maior capacidade de detetarmos novos casos", explicou Gilberto Frota.


O Governo são-tomense assinou no início deste ano com o Fundo Global uma nova subvenção de pouco mais de 5 milhões de dólares (4,4 milhões de euros) destinados à luta contra a tuberculose e para a erradicação do paludismo no país.


Medicina Tradicional - Uma das respostas
Nesse sentido foram adquiridas viaturas e equipamentos novos e modernos que permitem aos agentes sanitários deslocarem-se às comunidades para confirmação das doenças.

Segundo as autoridades do arquipélago, existem casos de tuberculoses nas comunidades, particularmente nas zonas rurais, em que os serviços sanitários não chegavam e as pessoas infetadas não recorriam às unidades sanitárias.

"Agora temos maior capacidade de intervenção e consequentemente maiores condições para detetar novos casos no terreno", sublinhou Gilberto Frota, que admite a existência de "alguns casos" de tuberculose resistente a tratamento.
"Todos os casos de tuberculose têm sido tratados, embora com algumas dificuldades em alguns aspetos quando existem resistência a fármacos e nesses casos enviamos as amostras para o centro de diagnóstico dos Camarões", explicou.
Os dados referentes a este ano não foram ainda divulgados. Lusa

VEJA-SE A MORTALIDADE QUE GRASSAVA, POR EXEMPLO, EM 1954  - 
Tuberculose, paludismo e mortalidade infantil - Entre os casos de morte mais frequentes - Obviamente, fora o número que as estatísticas não referiram

"ZONAS  MÉDICAS DE ASSISTÊNCIA AOS TRABALHADORES INDÍGENAS"

Atualmente, quase 200 mil habitantes (187.000 no censo de 2012) - Houve uma grande evolução, como se poderá verificar pelas estatísticas, que aqui lhe mostramos, comparativamente à mortalidade verificada, por exemplo, em 1954,  com uma população, em S. Tomé, constituída por  23.329 indivíduos e 883 no Príncipe.

Relatório do Inspector do Ministério do Ultramar - (...) A fiscalização por parte do Estado, no que diz respeito aos Serviços Médicos, exige a criação de um lugar   de médico-inspector, só com essas funções. É que, mesmo com todas as unidades médicas, o actual quadro é pequeno para permitir uma eficiente fiscalização.


6 – Prospecção e Profilaxia


Hospital  de S.  Tomé - 1954
"Manteve-se o trabalho de despistagem da tuberculose pela rádio foto-miniatura e pelos testes de tuberculina e manteve-se a vacinação pelo B.C.G.

O número de casos identificados tem aumentado muito, como consequência da prospecção feita pelo Dispensário Anti-Tuberculoso e foi criado o problema da hospitalização dos doentes, agora resolvido com a construção do novo pavilhão hospitalar

Os elementos estatísticos obtidos não permitem  grandes conclusões. Dispomos só de um mapa de mortalidade geral, elaborado segundo a lista abreviada de 50 rúbricas e de um mapa de moralidade hospitalar mais reduzido ainda – só de 20 rúbricas

Do mapa de mortalidade  geral constam 629 casos de morte por senilidade e causas mal definidas e desconhecidas, num total de 1.386, o que deve corresponder na maioria a óbitos sem assistência.

No mesmo mapa constam 100 casos por várias doenças e outros seguintes números mais definidos

Paludismo, 71 casos; Tuberculose do aparelho respiratório, 71 casos; Anemias, 71 casos; Doenças da primeira infância e imaturidade não qualificada, 64 casos;  Gastrite, Duodenite, enterite e colite, excepto a diarreia do recém-nascido, 64 casos; Outras doenças infecciosas e parasitárias, 45 casos; Pneumonia 40 casos: outras doenças do coração, 30 casos.
O número alto dos casos de tuberculose deve estar relacionado com o trabalho de despistagem realizado pelo Dispensário Anti-Tuberculoso.
Do mapa de mobilidade e moralidade hospitalar poucas ou nenhumas conclusões se podem tirar, devido ao facto de estar só reduzido a 20 rúbricas.

MORBILIDADE HOSPITALAR

Doenças indeterminadas, 697 casos; Doenças da gravidez, parto e estado puerperal, 450 casos; Doenças do aparelho digestivo,393 casos; Doenças infeciosas e parasitárias, 359 casos; Paludismo,  286 casos; Doenças do aparelho respiratório não designadas como tuberculosas, 213 casos; Acidentes, 177 casos; Doenças do aparelho urinário   (não venéreas) 156 casos; Doenças do sistema nervoso e dos órgãos dos sentidos, 98 casos

MORTALIDADE HOSPITALAR

Doenças infeciosas e parasitárias, 71 casos; doenças do aparelho digestivo, 32 casos; doenças do primeiro ano de vida,  31 casos; Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos, 24 casos; Doenças Indeterminadas, 23 casos; Doenças do aparelho respiratório, não designadas por tuberculosos,   22 casos; Doenças do aparelho circulatório, 18 casos; Cancros e outros tumores, 18 casos; Doenças do sistema nervosos e dos órgãos dos sentidos, 16 casos; Senilidade, 16 casos

O número alto de 697 casos de morbilidade hospitalar por doenças indeterminadas deve corresponder na maior parte dos casos de hospitalizados sem doença, que é o caso muito frequente de mães acompanhadas de filhos menores.

Os mapas  do movimento de hospitalizações nas zonas de Assistência Médica aos indígenas , foram gentilmente cedidos pela Curadoria Geral  dos Serviços dos Serviçais e Indígenas, onde igualmente se acolheram, dos respectivos mapas, os casos mais frequentes de mobilidade e mortalidade  verificados nas respectivas zonas

Faltam mapas gerais de morbilidade, referentes ao total das formações sanitárias na Província, incluindo as oficiais e as de assistência aos trabalhadores indígenas.

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