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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 24 de abril de 2016

Adilson César – O Jovem capitão santomense que um grave acidente levou inesperada e prematuramente para a eternidade - Brioso militar, cuja morte causou sentida emoção – Era Ajudante de Campo do Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada


Era um jovem promissor, o modelo de jovem cuja atitude e comportamento me dava muita esperança e confiança no futuro do pais e da instituição militar. – É deste modo que, o Primeiro-Ministro, recorda a perda do seu jovem ajudante de campo
Na sua página do Facebook, , Patrice Trovoada, diz que “Adilson era um jovem oficial discreto, dedicado, atento, eu o notava sempre observando e preocupado para com o seu chefe, com o bem estar da sua esposa e dos seus filhos.
Meus documentos, meus telefones, meus contactos, minha agenda, meus encontros, as minhas promessas e os pedidos dos cidadãos, minhas chaves, minha esposa, meus filhos, minha mãe, minha segurança, pouco escapava ao olhar preocupado e atento do Adilson
Um jovem sério, honesto, inteligente, moderno, que durante as longas horas passadas comigo procurava sempre aprender e melhorar os seus conhecimentos.



O primeiro homem que eu via logo ao sair do quarto era Adilson, assim começávamos os dias, ele sempre no carro comigo, no avião comigo, na sala de trabalho ao lado da minha.


Ontem regressamos da Europa ao final da tarde , hoje sábado as 8:00 da manha estava o Adilson pronto para mais um dia de trabalho, fomos ao escritório, como habitualmente ele preparou as minhas duas chávenas do chá de limão, regressamos a casa relativamente cedo, ao meio dia, como sempre ele arrumou os meus dossiês, ligou os computadores, os telefones, perguntou se podia dispensar o condutor e qual seria a agenda para o domingo.
Eu disse que no domingo não iria precisar dele e que nos viríamos então na segunda-feira por volta das 7h00 como habitualmente.
Segunda-feira estarei sozinho depois de cerca de 4 anos juntos e sentirei muito a falta do meu Adilson.

 Estas também ainda as sentidas palavras expressas de condolências de Patrice Trovoada, agradecendo a “ todos aqueles que desde do principio da noite e logo que souberam do trágico desaparecimento do jovem Capitão Adilson César, o meu Ajudante de Campo, num acidente de viação, manifestaram os seus sentimentos.
Eu, minha esposa, meus filhos, os meus colaboradores civis e paramilitares, os membros do Governo, personalidades estrangeiras, amigos meus pelo mundo fora que tiveram a ocasião de conhecer o Adilson, ficamos profundamente sentidos com esta perca irreparável.”

CORONEL VICTOR MONTEIRO - TAMBÉM RECORDOU O JOVEM OFICIAL COM PALAVRAS MUITO SENTIDAS DE GRANDE APREÇO

Nesta hora de DOR e de LUTO, venho apresentar a toda família biológica, a toda família militar, aos naturais de Caué, aos amigos e admiradores do malogrado Capitão César, os meus SENTIMENTOS DE PESAR, pela perda irreparável.
Nas vestes de ex Ajudante-de-Campo e seu amigo, eu sempre nutri pelo Capitão César, uma admiração e simpatia ímpar, pela sua postura militar, humana, de lealdade, de devoção, de zelo e integridade profissional exigida a alguém que exercia uma profissão tão honrosa, quanto ingrata e de alto risco.
O Capitão César enquanto militar de carreira e Ajudante-de-Campo do Primeiro Ministro, exerceu esse cargo com um profissionalismo digno de distinção.
Por tudo isso e, não só, posso afirmar sem receio de errar que o Capitão César não tinha inimigos. QUE A SUA ALMA DESCANSE EM PAZ.

Associando-me à dor da família enlutada, e também às palavras sentidas de Patrice Trovada, o mesmo fazendo as palavras, igualmente emocionadas, que, o Coronel Victor Monteiro,  dedicou ao malogrado oficial, de tão perca irreparável.


Foto do Téla Non
MOMENTOS DE LÁGRIMAS E DE MUITA COMOÇÃO NO FUNERAL

Adilson César, que tinha 37 anos e deixa 4 filhos menores, foi vitima de um brutal acidente de viação, próximo da Roça Água Izé,  na curva que antecede a ponte do rio Abade, onde encontrou a morte ao chocar com uma viatura em sentido contrário.
O seu funeral, que foi acompanhado por centenas de pessoas a que se se associou o Primeiro-Ministro, membros do Governo e das forças armadas, constituiu uma manifestação de profundo pesar, que, não obstante a chuva que se fez sentir, refere o Téla Nón, “marcaram presença na despedia eterna http://www.telanon.info/sociedade/2016/04/26/21690/adeus-sentido-e-dificil-ao-capitao-adilson-cesar/



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