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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 24 de junho de 2016

S. Tomé - Grupo Francês Malongo, seis anos depois baralha e volta a baralhar – Em Dezembro de 2010, anunciava “uma nova era para a cultura de café – O que tem valido é o pioneirismo de um italiano, senão tudo ficava na mesma ou ainda pior - .Agora assina-se “um memorandum de entendimento que diz criar “as condições para o renascimento da roça mãe" – A mentalidade colonial de novo ao ataque através de fundos milionários sacados à dita União Europeia, usando a retórica habitual

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 

A França encerrou oficialmente a sua embaixada em São Tomé e Príncipe, aberta nos anos 1980, devido a "questões financeiras", no entanto, nem por isso deixa de ter lá os seus cruzados  - Tal como o faz nos vários territórios coloniais, que ainda detém  

Monte Café 1968 

 ÁFRICA E AMÉRICA LATINA - NA MESMA GULA DA HIPOCRISIA COLONIAL E NEO-COLONIAL

Monte Café 2014


A África continua a ser a eterna terra dos aventureiros e sacadores, das autoproclamadas almas cristãs, encobertas pelo manto diáfano da hipocrisia, que mais não visam que explorar os africanos e com o menor esforço possível – Embora ostentem o crucifixo mas a espada agora já vem mais dissimulada.  

Tal como dizia o comentário de um santomense, no jornal  Telenon, em de Dezembro de  2010 - a propósito das promessas do Grupo Francês Malongo, referindo-se à noticia então publicada, sob o título  "Café biológico de São Tomé e Príncipe já está a conquistar o mercado francês Publicado -  "esses lacraus  só aparecem ali arrumados em santos, como na altura em que as ordens  religiosas foram a africa e américa latina impondo o seu cristianismo falso e sangrento totalmente aparte do que ensina a Bíblia.

Monte Café 2014 
Monte Café 2014 
Os  empresários europeus só vão para ali sacar dividendos, e o beneficio apenas entra nos bolsos de entidades politicas e económicas nacionais que lhes dão o alvará ou negoceiam com eles, dando-lhes tudo, até escravizar o seu povo, se for necessário. admira-me que por sorte nao vendam as suas mulheres também.

Onde já se viu que o italiano é que explora a confecção do cacau nacional dando-lhe uma melhor qualidade e sofisticação, produzindo-o ali mesmo e vendendo por avultadas somas como 4,5 ou 8 euros? Enquanto os senhores nacionais sim só querem patrões , terrenos e tudo isso. até compram produtos que são oferecidos ao pais na mão do governo e revendem a bel-prazer a população, enquanto que os próprios usurpadores nacionais, não investem em nada"

MALONGO – UM CORAÇÃO GENEROSO E MUITO CRISTÃO

“O coração humano bate em Malongo” – É esta a fórmula com que o seu guru Jean Pierre Blanc, Directeur général de Malongo, define  a sua humanista e sacro-santa doutrina  - Frisando que "A bela fórmula, que une duas palavras essenciais da filosofia da nossa marca, é  o coração, os homens!
A história do Malongo é baseada principalmente em valores humanos. (…)  Meus primeiros pensamentos vão para o "Padre" Francisco Van der Hoff, que na década de 80, uniu-se com produtores de café mexicanos do Istmo de Tehuantepec em um desafio longe de uma conclusão precipitada, e ainda assim teria sucesso : comércio justo. Encontro com este homem foi crucial para mim: nós tivemos que envolvermo-nos  em Malongo n esta aventura humana, ética e ativista. Somos  agora os principais jogadores franceses rótulo Max Havelaar.  Aproveite a sua visita!  Jean Pierre BLANC, Directeur général de Malongo | Interview RS

IMPRENSA FRANCESA DEU DESTAQUE AOS SEUS INTERESSES  NEOCOLONIAIS  

Várias foram as noticias, na imprensa francesa, que deram cobertura às pretensões de uma das  suas muitas empresas neocoloniais  - Até porque, ao contrário de Portugal, a França é  um dos vários países que ainda têm territórios subjugados, fora  das suas fronteiras  - Parece inacreditável, mas é verdade, que no século XXI mais de 60 territórios ainda sejam colónias no mundoColônias Atuais –
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2014 
Empresa francesa vai produzir café em São Tomé Príncipe -[2010-05-05 -  Paris, França, 05 de maio - empresa francesa Malongo assinou recentemente um acordo com o governo de São Tomé e Príncipe para relançar a produção de café no arquipélago, de acordo com o jornal financeiro francês, L'Expansion.
Sob os termos do acordo assinado pelo director-geral da Malongo, Jean-Pierre Blanc e pelo São Tomé o ministro da Agricultura, José Luís Xavier Mendes, a empresa francesa vai relançar a produção de café com o objetivo de alcançar a produção de 300 toneladas de café de alta qualidade por ano e fazer uso de um património histórico único, a roça Monte café.



Monte Café 2016
Monte Café 2016 
Ao contrário, no período colonial, o projeto será baseado em produtores de café autónomas, com Malongo favorecendo a criação de dez associações de produtores, um em cada uma das comunidades da região de Monte Café, que serão agrupados sob uma cooperativa, a fim de vender e exportar o café.

A fim de avançar com o projecto, Malongo pretende capacitar agricultores em agronomia e gestão e também irá construir as infra-estruturas necessárias para a preparação de café em cada uma das comunidades.

Monte Café 1968
Paralelamente, Malongo pretende lançar um programa de agro-turismo, para que os produtores beneficiem renda adicional com base na roça Monte Café localizado a 20 quilómetros da capital de São Tomé, a uma altitude de 1.115 metros, que é atualmente o maior café produtor no arquipélago.  - Excerto French company to produce coffee in Sao Tome and Principe ...Malongo relance la caféiculture à Sao Tomé et Principe ...

Sao Tome Nouvelle terre de café  -Sao Tomé et Principe le café du milieu du monde - Malongo relance la culture de l'arabica

Web
Tradução - São Tomé e Príncipe -  Dois pontos sobre o oceano, na linha do Equador. Um pequeno pedaço de África, ilhas consideradas  um dos países mais pobres e mais endividados.
Mas uma ilha verde macia, misturando cerrado e vegetação explodindo cores tropicais, que vive da pesca e da agricultura, um turismo incipiente, amanhã, provavelmente, petróleo, cuja descoberta mudaria a economia desta ilha conveniência -pavillon.

Mas a ilha de São Tomé é também uma pérola de café!
Jean-Pierre Blanc, Director Geral da Malongo, conhece a história e promessas. Depois de uma missão preparatória em setembro de 2009, ele assinou com o governo um acordo de parceria e desenvolvimento ao longo de seis anos sobre a criação de uma indústria de exportação, e sustentável para pequenos produtores um desenvolvimento económico e social a longo prazo.
Este acordo abrange todos os aspectos (social, económico, ecológico, herança) de uma colaboração bem-sucedida, como os realizados pelo Malongo no café em outros países. Sao Tome Nouvelle terre de café - Malongo

26/04/2010 Le commerce équitable relance la caféiculture à Sao Tomé et Principe

Tradução  - Primeiro torrador de café do certificado Fairtrade Max Havelaar France, Malongo assinou um acordo com São Tomé e Príncipe para aumentar a produção de café no país.
Após a Etiópia , México, mas também Haiti, Malongo, o café de comércio justo líder francês estampado com base em torno de Nice, definiu suas vistas sobre o arquipélago de São Tomé e Príncipe , um dos menores países da África localizado no Golfo da Guiné

L'Express
(… ) Em 11 de março, o diretor-geral da Malongo, Jean-Pierre Blanc e do ministro da Agricultura, José Luis Javier Mendes e assinou uma parceria de convecção e desenvolvimento. Este é Malongo para implementar "um programa de desenvolvimento global que visa, em primeiro lugar, para reavivar a produção de café para 300 toneladas por ano de um arábica vintage, eo outro , fortalecer a agricultura alimentar e mostrar um património histórico único no mundo, o Rofa Monte Café ".
Ao contrário da era colonial, onde cada funcionário foi um "elos de uma cadeia de produção", o projeto pretende contar com os produtores de café autónomos, controlando todo o processo de cultivo e processamento de café. Malongo tem favorecido o surgimento de uma dúzia de associações de produtores em cada uma das comunidades da área de Monte Café, que serão combinados em uma estrutura cooperativa comum para a comercialização e exportação de café. Malongo relance la caféiculture à Sao Tomé et Principe - - L'Express

A IMPRENSA SÃO-TOMENSE TAMBÉM EMBANDEIROU  NO MESMO FOLCLORE PROPAGANDISTA 

Monte Café 2014 
Café biológico de São Tomé e Príncipe já está a conquistar o mercado francês Publicado em 11 Dez 2010
A sociedade francesa Malongo em parceria com os pequenos agricultores da região de Monte Café, estão a abrir uma nova era para a cultura de café. Após assinatura de acordo com o Governo são-tomense em Março passado, para produção e exportação do café, a sociedade a Malongo, promoveu com sucesso 80 quilos do produto no mercado francês.
É o início do projecto que devolve esperança de futuro melhor, para centenas de famílias da região de  Monte Café. 6 meses após a assinatura do acordo com o governo são-tomense, a sociedade francesa Malongo, que está a trabalhar em parceria com o fundo das nações unidas para o desenvolvimento agrícola, na reabilitação da produção do café de São Tomé, exibiu com sucesso 80 quilos do produto no mercado francês. – excerto Café biológico de São Tomé e Príncipe já está a conquistar o ...

SEIS ANOS DEPOIS  - "Grupo francês Malongo vai investir cerca de 13 milhões de euros em Monte Café

Monte Café 2014 
15/06/2016 Na tarde de quarta – feira o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural Teodorico Campos e duas sociedades francesas rubricaram no terreiro da Roça Monte Café, um memorandum de entendimento que cria as condições para o renascimento da roça mãe, na produção de café de alta qualidade no país.
Monte Café e os seus habitantes já viveram muitas desilusões, por causa do seu bom café. Ainda na década de 90 o Banco Mundial financiou um projecto de reabilitação da cultura do café, que resultou em desgraça e dívidas para o Estado são-tomense.

Em 2010 o Estado são-tomense concedeu 230 hectares da roça a favor de uma empresa da Líbia designada ATICO, para reactivar a produção do café, e foi outro desastre, após a primavera Árabe e o consequente fuzilamento de Kadaffi.

Monte Café 2014 
Na tarde de quarta – feira 15 de Junho, o décimo sexto governo constitucional liderado pelo Dr. Patrice Trovoada, celebrou um memorandum de entendimento com o grupo francês Malongo e a companhia Bar-Le Loup de França considerada como a maior empresa francesa de produtos aromáticos e perfumes. Para além de dinamizar a produção do café, o projecto vai introduzir a cultura da baunilha nas terras de monte café.

Os 230 hectares de terra que em 2010 foram concedidos a extinta empresa líbia, passam para as mãos do grupo francês, que segundo o Ministro da Agricultura Teodorico Campos, vai receber mais 50 hectares de terras em situação de abandono na região de Monte Café. «Existem algumas terras em estado de abandono. Queremos fazer o levantamento geral das terras, ara depois definir», declarou o ministro. Grupo francês Malongo vai investir cerca de 13 milhões de euros em ...

 QUEM CONHECEU MONTE CAFÉ E O VISITE AGORA - SOFRE GRANDE DECEPÇÃO 

Casas dos habitantes de Monte Café - 2014
 Quem conheceu, como nós, a Roça Monte de Café, e vê, a actualmente, é quase tal qual como ver quase Hiroxima depois do lançamento da bomba atómica americana -  instalações em estado calamitoso -  As comunidades, ali fixadas, a viverem em condições miseráveis - O colonialismo nas roças de S. Tomé e Príncipe, deixou más memórias, em vários aspectos de servidão e domínio, que não deixam saudades, no entanto, o estado em que se apresentavam as suas culturas - desde o café, cacau, copra e coconote 

Monte Café - 2014 
Várias tem sido as empresas que sacam milhões às organizações internacionais -  sob os mais diversos pretextos  - não para servirem as populações e o desenvolvimento rural mas  mas unicamente para engrossarem as suas contas milionárias  - Depois ainda argumentam: "Ao contrário da era colonial, onde cada funcionário foi um "elos de uma cadeia de produção", o projeto pretende contar com os produtores de café autónomos, controlando todo o processo de cultivo  - Mas ainda fazem pior: é que, no tempo colonial, não recebiam os avultados fundos internacionais, que agora auferem - E não fazem nenhum

MALONGO   - ALAVANCA COLONIAL FRANCESA 

2014 
A experiência da Malongo na produção da café é discutível e duvidosa credibilidade  -  Mas não lhe falta habilidade  a nível de ir buscar milhões de subsídios aos fundos europeus, a coberto de proclamados desenvolvimentos, de "ajuda aos pequenos produtores da América Latina ou da África, com o estabelecimento de formação, partilha de conhecimentos e ajuda tradicional olhando para a qualidade", mas que, no fundo,  não passam de fórmulas retóricas de preencher  formulários ou botar discursos de circunstância  -    

A Malongo  é referida como uma PME de 400 pessoas, um volume de negócios anual de 100 milhões de euros, uma posição de número 1 do café orgânico e comércio justo para o café, uma posição # 4 na venda a retalho, e processamento de 8.000 toneladas de café por ano, metade do Comércio Justo"

Trata-se, com efeito,  de  uma sociedade, importadora e exportadora de café  em grão, de fabrico de máquinas de café e com implantação no ramo  automóvel  - Obviamente, com negócios, na Europa, na América, em África, Oceania - Uma das alavancas do neocolonialismo francês - Tendo por trás, poderosos lóbis políticos, que digladiam como lobos, entre eles

SABEM SERVIR-SE MUITO BEM 


Jean Pierre BLANC
Monte Café 2014

Malongo é uma empresa familiar que transmite os seus valores para 4 gerações.

6 empresas em todo o mundo são 60% do mercado mundial é de 150 milhões de sacas por ano. Malongo é 130.000 sacos ou 0, 0008% do mercado.

A única maneira de resistir é nos diferenciar de nossos concorrentes. Todos os que têm tentado fazer as grandes empresas já não estão no mercado para falar sobre isso! Não temos os mesmos recursos financeiros" - Claro que tem por detrás grandes almofadas políticas.

Na pesquisa, que efetuámos, vimos que Malongo é também o nome de um importador de Estados Unidos, o "café sell empresa, café verde, grãos de café verde, café em grão, café descafeinado café torrado e produtos relacionados para mercado dos Estados Unidos". – E que surge também associado a vários negócios em Cabinda.  

ENVOLVIDA EM LONGAS BATALHAS JUDICIAIS 

Os moradores, em Nice Côte d'Azur – sede da empresa -  bem se opuseram, travando uma batalha judicial  de  9 anos, mas foi o poder do capital ( com a cumplicidade politica) que acabou por fazer vergar o prato da balança a seu favor  ublicado o dia 20 de outubro de 2014 - 7:19 por Jean-Pierre Largillet vezes

Nestes termos: “O Conselho de Estado acaba de dar luz verde para Malongo para instalar em 25.000 m2 do site IBM antiga na unidade de torrefação La Gaude, uma oficina de montagem de máquinas e um museu do café. Foi em 2005 que o agradável torrador tinha começado o processo. A batalha judicial, que durou nove anos, é emblemática: mostra a dificuldade no desenvolvimento industrial "limpa", na Riviera Francesa.

(..) O promotor do "café de comércio justo", que já tinha sido transferido parte de suas atividades em La Gaude ao lado de seu futuro local (produção de máquinas de café, de manutenção e de e-mail) vai agora ser capaz de acelerar a implantação de movimento. Seus 400 funcionários que trabalham atualmente na área industrial de Carros serão capazes de reagrupar em La Gaude quando a construção dos novos edifícios será concluída.  2015. - Excerto traduzido Malongo à La Gaude : il a fallu neuf ans ! | WebTimeMedias

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