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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Em S. Tomé – Bispo Dom Manuel dos Santos, promove cursos na rádio da igreja para “comunicação eficiente”: servir o regime liberal-colonial, sem fazer ondas - Isto porque a voz livre do povo, não fala a verdade.

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 

A Igreja conservadora ainda é mais papista de que o atual Papa e parece não querer aprender com os erros cometidos com o Salazarismo e outros ditadores: em vez de se distanciar e afirmar com igreja universal, toma posições sectárias e meramente temporais ao lado dos poderosos  - É o que denota ser o procedimento da igreja em S. Tomé e Príncipe - Na primeira república as igrejas da Ilha do Príncipe foram todas devastadas pela intolerância republicana - Mas a culpa não era só de uma das partes  - veja os pormenores mais à frente e consulte o post que publicamos neste site em Abril passado



Ministrados cursos de formação de Ética Deontológica Jornalística, com meninas sorridentes, vindas de Portugal,  destinados aos profissionais jornalistas, colaboradores e técnicos da Rádio Jubilar - Depois da bronca da censura na campanha eleitoral, há que instalar uma nova prdem  – Quem não pactuar, não leva diploma, não vai aos microfones a botar palavra.
Foi noticia local, a cerimónia de encerramento de um curso de formação que  decorreu, na passada Sexta-feira,  numa das salas do edifício da Rádio Jubilar de São Tomé e Príncipe, para “a entrega de certificados aos formandos”. Ministrados pelas formadoras portuguesas, “ Mónica Custódia e Ana, professoras de Geologia especializadas em jornalismo, Rádio e Televisão

É indiscutível que os cursos de formação têm a sua utilidade - Mas estes parecem trazer  mais água estragada no bico de água benta sagrada 



Agora, o Sr. Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, o luso-santomense Dom Manuel dos Santos,, já não precisa de proibir nenhum programa, na rádio católica santomense, como fez, ainda recentemente  – A  reação pública foi incómoda para o Sr. Bispo e há que salvar as aparências dessas chatices: nada melhor que mandar vir umas formadoras, católicas apostólicas, para ensinar  aos generosos comunicadores, que as noticias da rádio são apenas aquelas que forem fabricadas pelo regime governamental

A igreja não necessita de criar embaraços mas que não se deixe embaraçar  como no tempo colonial, em que: "a actividade missionária católica não tem  criado dificuldades ao Governo (...) No entanto e em boa verdade, a religião católica que, no passado, usufruiu da total adesão da população nativa, está perdendo terreno, em proveito da Igreja adventista e evangélicos aqui estabelecido" - anos 60 - Não aprende com os erros.


1963 - «Comunidades protestantes - Sobretudo os adventistas tem desenvolvido grande actividade e recrudescido na sua luta  contra a Igreja. Sabemos que não trabalham por Deus nem por Portugal.
Sabemos que - a gente nova, sobretudo - não é por Deus nem por motivos de religião que os escutam. Há poucas semanas a Emissora Nacional  referiu-se asperamente a eles e às suas actividades terroristas {adventistas) E a nós que primeiramente  importa combatê-los. Necessitamos para isso o devido apoio•
Consta-nos que pretendem construir igreja e escola na vila da Trindade, com um subsídio pedido à Fundação  Calouste Gulbenkian. É terreno que o Estrangeiro ganha em perda da pátria e da Igreja. Importa opor-se a tal por todos os meios.»


Infelizmente, o Salazarismo está de volta para uma informação cinzenta e da cor do sistema - Esta gente, que diz ter vindo a dar lições de ética deontológica jornalística, devia era recebê-la pela espontaneidade dos jovens que se submeteram aos sorridos hipócritas de umas "meninas de bem"e bem falantes. - chamadas pelo Sr. Bispo para que o Governo de Patrice, não seja molestado - 

Como sempre, o catolicismo, romano apostólico ao lado dos poderosos e amordaçar a voz livre e verdadeira do Povo - E a troco de nada: dão o melhor da sua generosidade e boa vontade mas com a condição de serem meros escravos do politicamente correto - Quem não pactuar não tem diploma - É injusto, que, a Igreja Católica, que, sendo umas das confissões já minoritárias, continue a gozar de privilégios que outras igrejas de maior implantação e popularidade, não beneficiam e cuja missão evangélica e social tem sido bem mais próxima e útil junto das necessidades das populações

 ERA TEMPO DA IGREJA APRENDER PELOS SEUS PRÓPRIOS ERROS

ILHA DO PRÍNCIPE E A INTOLERÂNCIA REPUBLICANA - LÁ E CÁ - Documento inédito prá história da igreja católica - Destruídas igrejas e capelas pela fúria anticlerical - Separação da Igreja do Estado, na 1ª República, também atingiu a mais primorosa Ilha Verde do Equador. - Na “Metrópole”: os dias santos passaram a dias de trabalho; dissolvidas confrarias e irmandades, perseguições ao clero e imposta a censura em jornais católicos – O Jornal Católico POVO DE FOZ CÔA , dirigido pelo Padre José António Marrana, também foi perseguido pelos republicanos, que lhe censuraram textos em várias edições , - A Cidade de Santo António, da Ilha do Príncipe, que já teve Igreja Catedral, Misericórdia e muitas Capelas e várias Confrarias e Irmandades de seculares tradições religiosas, viu os atos de culto da sua Religião, celebrados na dependência de um armazém que o Município, por favor, lhe cedeu


A separação da Igreja do Estado, na 1ª República, também  atingiu  uma das Ilhas Verdes do Equador, com a destruição de capelas e igrejas   -  Na “Metrópole”: os dias santos passaram a dias de trabalho; dissolvidas confrarias e irmandades, perseguições ao clero e imposta a censura em jornais católicos – É o do que lhe vimos aqui recordar

Como depois do abandono e secularização da igreja, deixou de haver na cidade um templo para os actos do culto, arrumaram-se os objectos, que escaparam à fúria cristianicida da época, num armazém da Câmara, adaptando-se uma das dependências a capela.

Isto é, a Cidade de Santo António, da Ilha do Príncipe, que já teve Igreja Catedral, Misericórdia e muitas Capelas e várias Confrarias e Irmandades de seculares tradições religiosas, viu os atos de culto da sua Religião, celebrados na dependência de um armazém que o Município, por favor, lhe cedeu”

Leia aos pormenores em Ilha do Príncipe  -1-  Prá história da igreja católica, lá e cá - Destruídas igrejas e capelas pela fúria anticlerical  - Separação da Igreja do Estado, na 1ª República, também  atingiu a mais primorosa Ilha Verde do Equador  -  http://www.odisseiasnosmares.com/2016/04/ilha-do-principe-1-pra-historia-da.html

MORDAÇA EM CURSO PELA TRIBO DO SR. PRIMEIRO-MINISTRO PATRICE  TROVOADA 

 Depois do afunilamento censório na televisão e rádio do Estado, impedindo -(através de apagão) que o discurso do Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, fosse passado integralmente na TVS - televisão de STP, bem como o comunicado integral da Ordem dos Advogados (omitido e distorcido nos pontos principais), assim como de outros atos inibidores da liberdade de expressão, é agora a  vez de um programa da Rádio Jubilar - propriedade da Igreja  Católica,  - ser desautorizado por consentimento do Bispo mas (pelos vistos) devido a fortisssimas pressões governamentais

"POR FAVOR, NÃO MATEM A DEMOCRACIA!"

Diz Liberato Mata Moniz, um dos mais antigos e prestigiados repórteres da Televisão e da Rádio, aos dirigir-se aos seus amigos e amigas na  sua página do facebook . 

 “No passado sábado, dia 30 de Julho de 2016, por imperativos que violam transversalmente a liberdade de expressão e a possibilidade de se viver em liberdade, o programa “Resenha da Semana”, um programa de debate da Rádio Jubilar – o único no país, em qualquer meio de comunicação, público ou privado –, em que participo há já mais de quatro anos, foi aconselhado, a pedido de certos Órgãos de Soberania, a não transmitir o seu programa tomando como base que os participantes do programa, por muitas vezes estarem em desacordo com as posições desses órgãos, e particularmente das do atual governo, estavam, assim como a própria igreja católica, a serem considerados de anti-patriotas e desestabilizadores sociais.

Conhecendo eu como conheço a base que sustentam os atuais órgãos de soberania e, particularmente este XVI Governo Constitucional e a maioria do ADI, que chegam ao poder precisamente para, muita gente acreditou, promoverem o contraditório, para criticarem o governo anterior e terem chegado a colocar o Estado santomense no Tribunal Internacional (pasme-se!) por perseguição política e falta de liberdade de expressão, morre dentro de mim um pouco mais de esperança que sempre tive em, um dia, ver o meu país diferente, rumo ao melhor.
Acresce ao que acima afirmei que, para além do ADI e o seu “líder espiritual” terem encontrado meios alternativos para promoverem o contraditório no país (STPtv e o FÓRUM Téla Non), a própria Rádio Jubilar era, antes de chegarem ao poder em Outubro de 2014, uma das principais antenas abertas para a transmissão das suas mensagens e ideologia política.


Ao sermos aconselhados pelos altos responsáveis da Diocese de São Tomé e Príncipe, Bispo e Padres, por igual pedido das “autoridades santomenses” a não fazermos, pelo menos enquanto decorrem os vários “conflitos” existentes no país, o programa “Resenha da Semana”, fica patente a inabilidade dos governantes do país em conviverem com o contraditório e a desavergonhada face de um “poder democrático” em que só as suas opiniões contam. Como me recuso a aceitar que vivo em ditadura, mesmo sendo um pedido da Igreja Católica de São Tomé e Príncipe, não posso deixar de manifestar publicamente a minha repulsa e afirmar toda a disponibilidade e luta para que a São Tomé e Príncipe não volte a viver num clima ditatorial que conheceu no passado e contra o qual muitos lutaram, dando a sua própria vida. A minha homenagem aos mesmos!
Sei que os próprios governantes, lá no interior das suas almas e corações, reconhecerão a verdade do que digo e se penitenciarão pelo pecado cometido com a desfaçatez de um pedido tão grosseiramente anti-democrático. 

Amigas e amigos "IRMÃOS",
A minha revolta é ainda maior quando todos sabemos a forma tão apaixonada como o actual poder político, assim como o partido que apoia o atual governo e o seu líder se apoderaram dos órgãos estatais de comunicação social em que mais de 90% das notícias são para passarem as suas mensagens e transformarem as outras forças políticas e a sociedade civil visível em meros espectadores de bancada, coartando-os de transmitirem os seus pensamentos, as suas opiniões e as diferentes ideologias políticas, assim como o exercício democrático da promoção do contraditório, princípio básico e elementar de um Estado democrático. Assim:
Porque julgo que nenhum partido, governo, mulher ou homem são suficientemente fortes para se imporem a todos e a todo o tempo, e que igualmente ninguém pode estar todo o tempo eivado de medo de que outros lhe possam fazer mal, prejudicar e melindrar;
Porque como eu, Vossas Excelências, membros do Governo, da Assembleia, muitos amigos meus de longas jornadas, defendem, tenho a certeza, a democracia, a liberdade de expressão, a separação de poderes e o Estado de Direito deixo aqui o meu veemente repúdio e a certeza de que jamais voltará a acontecer um ato tão ignóbil como este.
Ao Reverendíssimo Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe, a todas as autoridades religiosas, aos governantes e à sociedade civil em geral deixo aqui o apelo de não cederem perante quaisquer tipos de tentativas de silenciar, discriminar e hipotecar esta jovem nação.
E porque acredito que podemos fazer melhor, estendo as mãos a todos para que, juntos, independentemente de quem está no poder, possamos continuar a dar o nosso contributo!
São Tomé 01 de Agosto de 2016
Liberato Mata Moniz
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GREJA CATÓLICA EM DECADÊNCIA


A Igreja Católica, pese ser uma das confissões religiosas   que recebe maiores apoios institucionais e aquela que detém o maior património religioso histórico, no entanto, continua a perder fieis  – Justamente pelo facto de ser uma igreja velha, que não sabe renovar-se e ir ao encontro das preocupações e dos interesses imediatos da população, continuando  divorciada e distanciada dos seus problemas  - Segundo informações que pude recolher,  no cenário atual, a Igreja Católica não está perdendo terreno somente para os Adventistas e Evangelistas. Atualmente o terreno tem sido ocupado por dezenas e dezenas de ceitas que se implantaram em STP. Somente a Igreja Nova Apostólica tem neste momento, para cima de 25.000 fieis.

 VELHA ALIADA   DOS PODEROSOS   - JÁ NO TEMPO COLONIAL

Não se pode medir uma árvore por uma floresta  - Em todas as profissões, há os bons e os maus - Na via sacerdotal  a mesma coisa

Todavia, há que recordar que a Igreja, ao longo dos tempos, foi sempre um fiel aliado do poder económico e dos mais poderosos.

Em S. Tomé, foram-lhe até conferidos alguns privilégios acrescidos, justamente por ser vista como um baluarte do domínio colonial: o Governador, Silva Sebastião, nos anos 60 (conheço bem a história, tenho documentação, sei como tudo se passou), logrou que, por esse facto, numa altura em que começava  a perder terreno por outras confissões religiosas, tidas como suspeitas pelo poder colonial,  sim, que, a Santa Sé, lhe conferisse maior autonomia, ou seja, a categoria de dioceses, uma vez que, desde 1534, era abrangida pela mesma diocese de Angola e Moçambique:Eis um excerto de uma extensa troca de correspondência, entre Portugal e a Santa Sé:.


"Comunicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros estar a nossa Embaixada junto da Santa Sé a encarar a possibilidade  de nomeação de um Bispo residencial para a Diocese de S. Tomé e Príncipe.
Segundo a Santa Sé, porque a Diocese de S,Tomé e Príncipe estava confiada ao Arcebispo de Luanda D.Moysés Alves de Pinho, foi sempre julgado preferível aguardar a nomeação de quem, na altura própria, o substituísse, para evitar a Sua Excelência Reverendíssima  um possível desgosto na redução dos fiéis que lhe estavam destinados confiados.  Presentemente a situação actual do Arcebispo de Luanda é diferente, pois Senhor  D. Manµel Nunes Gabriel é apenas o Administrador Apostólico ·da Diocese, o que afastaria qualquer possibilidade de  melindre da sua parte se a mesma  viesse  a ser separada da Jurisdição do Arcebispo de Luanda.

Em face do que antecede e a fim de poder submeter-se o assunto  à consideração superior tenho a honra de solicitar o parecer urgente  de V. Exa sobre o mesmo parecer, que deverá incluir o aspecto referente aos antigos encargos.

NEM COM OS ERROS APRENDE  - FIEL SERVIDORA DA CRUZADA COLONIAL - E AGORA ESTENDENDO O TAPETE AO GRANDE PODER LIBERAL

Diz um documento colonial: (...) em boa verdade, a religião católica que, no passado, usufruiu da total adesão da população nativa, está perdendo terreno, em proveito da Igreja adventista e evangélicos aqui estabelecidos.

Se algum parecer este Governo pode emitir sobre tal. facto não pode ser outro que não seja o de que se verifica  uma atividade daquelas últimas muito mais dinâmica que a da Igreja Católica e só na total falta de apoio oficial impede que o seu desenvolvimento seja mais espectacular
Por outro lado e de justiça considera-se de salientar:

 Que a actividade missionária católica não tem  criado dificuldades ao Governo;
- Que a acção das Irmãs da Congregação das Franciscanas  Hospitaleiras da Imaculada Conceição, - Que a acção das Canoosianas missionárias embora afectada pela relativa ortodoxia da ordem, também se tem tornada credora do apreço deste Governo.

Em conclusão: - este Governo é de parecer que a acção missionária . nesta província  deveria adaptar-se mais  perfeitamente às características da sua população e às necessidades do seu estádio  e evolução, isto é, a uma esclarecida  acção no campo social, com vista essencialmente a fomentar a constituição  da célula familiar, cuja falta constitui actualmente a lacuna mais grave da estrutura social  nativa da Província~


A MAIORIA DOS COLONIZADORES NÃO PRATICA A RELIGIÃO E O INDÍGENA NÃO COMPREENDE NEM ACREDITA”

Anos 40 - "A Missão Católica de S. Tomé  e Príncipe está confiada a Corporação dos Missionários de Imaculada Conceição de Maria, a qual pertencem 7 dos 8 padres que se encontram na colónia a e constitui uma diocese dividida em 10 freguesias com igrejas paroquiais; Além das igrejas e capelas  possui a Missão residências, em S. Tomé, no Príncipe  e na Trindade, e nesta vila um bom edifício escolar.- A obra missionária  é por vezes  difícil de prosperar, sobretudo quando a maioria dos colonizadores, os europeus, não pratica, a religião, como é sabido; o indígena não compreende nem acredita no que se lhe prega, nem na moral que se ensina, tão diferente daquela que ele vê seguida;

Os costumes entre os  nativos são dissolutos,  em preponderância, a constituição da família é viciosa, mas o trabalho de transformação de uma sociedade no sentido  que se pretende é imponderável e de sua natureza muito lento, pois que  as medidas violentas são contra-indicadas. "


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