expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 21 de agosto de 2016

Venham "Asas Brancas" do Poeta, dos Céus dos Anjos ou dos Bruxos - Num tempo da selvajaria liberal, não conhecendo credos, nem raças, nem fronteiras ou Deus - Que espaço resta à Humanidade e aos Homens de Boa Vontade?

“Eu tinha umas asas brancas,Asas que um anjo me deu, /Que, eu me eu cansando da terra, / Batia-as, voava ao céu”  - Face a tão desmesurado materialismo, selvagem e liberal, campeando imparável por toda a parte, não conhecendo nem raças nem credos, sim, a tanto ímpio egoísmo, sob o diáfano  manto da hipocrisia e a desumanidade,  apetecia-me ter Asas Brancas como o poeta ou então dos Bruxos ou dos Céus,


Espaço de meditação num mundo marcado pelo liberalismo selvagem desumano, a luxúria  e o destemperado egoísmo e hedonismo




Liberalismo selvagem inimigo da humanidade e das pessoas de boa Vontade




















OBRIGADO Ó LUZ! Ó GRANDE FOCO! POR ME TRANSFORMARDES NOS MOMENTOS EM QUE A SÓS E NO SILÊNCIO DOS PENHASCOS VOS INVOCO


"Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.



Eram brancas, brancas, brancas, 
Como as do anjo que mas deu: 
Eu inocente como elas, 
Por isso voava ao céu. 

Veio a cobiça da terra, 
Vinha para me tentar; 
Por seus montes de tesouros 
Minhas asas não quis dar. 

- Veio a ambição, co'as as grandezas, 
Vinham para mas cortar, 
Davam-me poder e glória; 
Por nenhum preço as quis dar. 

Porque as minhas asas brancas, 
Asas que um anjo me deu, 
Em me eu cansando da terra 
Batia-as, voava ao céu. 


Mas uma noite sem lua 
Que eu contemplava as estrelas, 
E já suspenso da terra, 
Ia voar para elas, 

- Deixei descair os olhos 
Do céu alto e das estrelas ... 
Vi, entre a névoa da terra, 
Outra luz mais bela que elas. 

E as minhas asas brancas, 
Asas que um anjo me deu, 
Para a terra me pesavam, 
Já não se erguiam ao céu.

Excerto  de As Minhas Asas – Almeida Garrett












Nenhum comentário :