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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Embaixador do Brasil em STP, José Carlos de Araújo Leitão, emotivo na hora da despedida: “Vivi aqui uma quadra muito importante da minha maturidade” Transita para Cabo Verde, com missão acrescida: - ajudar a eleger um nome brasileiro na liderança das altas instâncias na ONU – Entretanto, confiada à sua guarda a nobre e dificílima tarefa de entregar a “mensagem a Garcia”: - A mesma que há 41 anos não chegaria ao destino numa frágil canoa para um abraço de saudação, tão extenso como a distância do oceano que separa os dois países irmãos.

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Análise e Informação

Desde Julho passado, que se sabia que, o Embaixador do Brasil em S. Tomé e Príncipe, José Carlos de Araújo Leitão, ia deixar as Ilhas Verdes do Equador, para desempenhar idênticas funções na República de Cabo Verde.




França encerrou oficialmente a sua embaixada em São Tomé e Príncipe, em Agosto do ano passado, que abrira na década 80, fechando-a agora devido a "questões financeiras", mas  não é esta a razão que justifica  a saída do  Embaixador do Brasil,  que transita de STP para Cabo Verde:  mas por outros fundamentos: por um lado, porque se trata  de um procedimento habitual, na rodagem das comissões diplomáticas, por outro, porque,  Carlos Leitão, é tido, de facto,  como um dos diplomatas, mais qualificados, que o Brasil tem no continente africano, no entanto, o maior pais da América do Sul, não conseguira  eleger nome de brasileiro algum  para dirigir uma das Organizações das Nações Unidas para a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), onde – referem noticias - a inabilidade de José Graziano da Silva e Roberto Azevedo, respetivamente, "não lograram  o indispensável apoio africano".




Espera-se, agora,  que, tal brecha possa vir a ser colmatada por José  Carlos Leitão, atendendo às excecionais qualidades diplomáticas e de caloroso comunicador, da serena e credível empatia que infunde nas  relações humanas, de profundo conhecedor das questões africanas, pela forma como intensifica e  dinamiza as várias ações de cooperação e de diplomacia, ao mesmo tempo de modo sereno mas eficiente.

Para José Carlos Leitão, citado pela Agência Senado, “O diplomata defende que apesar da crise económica que o país atravessa, o Brasil deve manter a aproximação com a África. João Carlos Leitão lembrou que Cabo Verde é  “parceiro preferencial” do Brasil, tanto por falar a mesma língua como pelo fato de estar pronto para receber cooperação oriunda do que chamou de “ilhas de excelência” da administração brasileira.

"Um dos principais actores dessa cooperação, acrescentou, é o Serviço Nacional da Indústria (Senai), que construiu um centro de capacitação profissional em Cabo Verde.
O embaixador indicado defendeu ainda uma maior presença no país da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).”

Recorda-se que esta declaração de João Carlos Leitão surge em contraponto com o ministro interino das Relações Exteriores, José Serra, que decidiu encomendar um estudo para analisar encerramentos de postos diplomáticos do país abertos em África e no Caribe. http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article119290&ak=1

UMA EXPERIÊNCIA MUITO POSITIVA - COMO PRIMEIRA MISSÃO DIPLOMÁTICA

Março 2016
A embaixada do Brasil em São Tomé e Príncipe foi a primeira de 19 embaixadas instaladas em África nos últimos anos, mas o  profícuo e intenso trabalho de  Cooperação entre Brasil e STP, desenvolvido durante os quatro anos e meio, pelo Embaixador  José Carlos Leitão, não será afetado com o fim da sua missão, garantia dada pelo próprio  na cerimónia de despedida, que recentemente decorreu no Centro Cultural do Brasil, em S. Tomé.  . 

“Um espaço que José Carlos Leitão, transformou numa referência cultural na cidade de São Tomé.” – Refere o Jornal Téla Nón ao reportar-se  ao citado balanço, que  contou com a presença  de várias personalidade da vida politica, económica, social e politica santomense, nomeadamente do Presidente da Assembleia Nacional José Diogo, vários ministros atual Governo, antigos governantes, quadros de vários sectores da administração pública e do sector privado.

A promoção da cultura brasileira e são-tomense, ganhou maior ímpeto durante a missão do embaixador cessante. Grupos culturais brasileiros trouxeram aos são-tomenses, as cores da identidade brasileira e descobriram as marcas da santomensidade. De um lado e do outro, os dois povos foram se conhecendo mais, as semelhanças e as diferenças impostas pela história.

Foto Téla Non - Out- 2016
Ao aproximar a hora da partida, José Carlos Leitão convidou são-tomenses e a comunidade brasileira no país, para partilhar com eles os 4 anos e meio de convivência no arquipélago. «Após 4 anos e meio de trabalho um saldo muito positivo da minha experiência profissional em São Tomé. Vivi aqui uma quadra muito importante da minha maturidade. Não foi somente a questão profissional que prevaleceu. É preciso dizer que o aspecto humano da vida teve um peso muito relevante no conjunto de situações vividas na qualidade de embaixador. Minha primeira experiência plena como chefe de missão diplomática», declarou, o embaixador.
Brasil coopera com São Tomé e Príncipe em vários domínios. Formação de quadros é um dos destaques, a que se junta a segurança marítima. Com apoio do Brasil São Tomé e Príncipe criou a sua primeira unidade de forças especiais anfíbias, os fuzileiros navais." - Excerto  do Téla Nón

TRANSIÇÃO PARA  CABO VERDE NÃO VAI AFETAR COOPERAÇÃO DO BRASIL COM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Presidente da AN, carlos Diogo e Carlos Leitão - Té-Nón 
Nas suas declarações à comunicação social, o diplomata brasileiro, voltou a sublinhar que a cooperação entre Brasil e STP não será afetada com o fim da sua missão em STP. 

“Com vários projetos em andamento e alguns concluídos, outros ainda em curso e sempre numa perspetiva de cooperação muito presente”

Destacou as áreas de cooperação impulsionadas nos últimos anos; a cooperação  naval, que considerou de muito importante, ; nomeadamente. os cursos ministrados aos oficias santomenses: 
Eu creio que o Centro Profissional do Brasil de S. Tomé e Príncipe. no Bairro de Stº António, também segue na sua plenitude, com centenas de alunos, já formados, os vários cursos profissionalizantes, com grande sucesso. O projeto artesanato, o projeto capoeira, seguem todos, não vai nada sofrer  solução de continuidade porque  esteja saindo, de maneira nenhuma: eles estão consolidados e estão em curso

Acabámos de construir, no bairro do Hospital, um laboratório de diagnóstico de tuberculose, que vai precisar de ser equipado mas o edifício está praticamente pronto  e isso é um avanço muito grande, dentro desse projeto, de cooperação na área da saúde: sempre com prioridade: não  só o combate à tuberculose, mas também no combate à malária e no combate à Sida"




LEVAR A MENSAGEM A GARCIA - MISSÃO ESPINHOSA, ARRISCADA E  DURA - MAS O SONHO COMANDA A VIDA - E ALGUM DIA HAVERIA DE CHEGAR AO DESTINO, FOSSE QUAL FOSSE A VIA ESCOLHIDA - CONQUANTO O PORTADOR FOSSE TEMERÁRIO, DIGNO  E SÉRIO:  - Quando descobri, José Carlos de Araújo Letão, imediatamente me apercebi que .ele fazia parte de um destino por cumprir - E passou a ser o portador dos sentimentos expressos há  quatro décadas por um distinto relator satomense. 

Os brasileiros são por natureza calorosos, extrovertidos, alegres  e comunicativos: e fazem-no com naturalidade – Porém, num bom diplomata, há estas qualidades intrínsecas e outras a saber dosear, que a sua missão lhe impõe e sem exageros: o justo uso do sabedoria, da oratória e da inteligência, com sobriedade, simpatia e calor humano – Foram estas as qualidades que me chamaram atenção, desde o primeiro momento que cumprimentei e fotografei, o Embaixador  do Brasil em São Tomé e Príncipe
, José Carlos de Araújo Leitão.   – Foi no final da celebração do 12 de Julho, na Praça da Independência, em 2015, quando descia da Tribuna de Honra, ao lado da Embaixadora de Portugal, Paula Silva, que horas depois voltaria a reencontrar no almoço comemorativo, que teve lugar nos jardins da Roça Agostinho Neto, antiga Roça Rio do Ouro, da Sociedade Agrícola Vale Flor
Ministro da Cultura, Olito Daio 
27 de Julho 2015

Depois disso, deu-me a honra o prazer  de participar na inauguração da minha exposição, Sobreviver no Mar dos Tornados
", que apresentei no Centro Cultural Português, com a presença do Ministro da Educação, Cultura e Ciência, Olinto Daio,  entre outras personalidades.-
Mas também voltaria a fotografá-lo  noutras cerimónias publicas, em Fevereiro e Março do corrente ano, nomeadamente por ocasião dos cumprimentos  dos embaixadores ao então Presidente da Republica Manuel Pinto da Costa  – E, em todos os momentos, quer a sua natural forma de exprimir, o seu à-vontade,  a forma de sorrir e de  comunicar, fosse qual fosse a cerimónia ou o evento ou com quem quer se relacionasse, ali estava um digno respeitante do seu país, um diplomata que não desilustrava a proverbial e calorosa simpatia e comunicabilidade  do povo brasileiro. - 
Ciente de que tinha ali um interlocutor, lembrei-me de finalmente poder concretizar um desejo, há muito adiado: a de que pudesse ser ele o portador certo da mensagem que pessoalmente, desde há 41 anos,  quis transportar de Canoa de S. Tomé ao Brasil 
EMBAIXADOR JOSÉ CARLOS LEITÃO, FINALMENTE O PORTADOR DA "MENSAGEM DO POVO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE AO POVO BRASILEIRO" -  QUE NÃO CHEGOU AO DESTINO 

Nas ondas caprichosas e precipitadas do oceano, aos olhos vagabundos de solitários navegantes em noites errantes, impetuosas, trágicas e sombrias ou sob o pálido  e longínquo brilho das estrelas, na densa ou desmaiada treva,  em redor de quem voga, tudo assume a imagem tumultuosa e deformada do indecifrável, a intrinsica afetação  do desconhecido e do imprevisível!... E, foram 38 as  longas e eternas noites e mais o período  do dia em que a luz ora se abria em esplendor ora se ofuscava sob um teto tumultuoso de cinza ou de chumbo: - Sim, os meus olhos erráticos e vagabundos, assistiram `aos mais inconcebíveis e imprevistos momentos de  assombração ou deslumbramento.

E não eram apenas os meus olhos o testemunho dessa  constante e horrível errância  mas o que perpassava de dentro para fora ou de fora para dentro do meu coração.. 

Não vou aqui descrever o que vivi em duas linhas, senão recordar que,  imponderáveis e vicissitudes,  de ordem vária, me fizeram rumar a Norte e não navegar a   Oeste, ao longo da grande corrente equatorial: este era realmente o rumo que pretendia tomar, ou seja, ligar continente a continente,  mas tive que me fazer a Norte: largando da ilha meridional, à que fica quase coladinha à margem setentrional do Golfo da Guiné 

Com muita pena minha, não pude atravessar o oceano e a  mensagem que me acompanhava, tomou também comigo outro rumo. No entanto, já me dei por feliz  ao podê-lo fazer 40 anos.mais tarde: não em terra brasileira mas num espaço que é como se fosse o de uma casa brasileira, sim, fazendo  a honrosa entrega da mesma mensagem, a uma mui distinta figura,  digno portador, na sua qualidade do mais alto  representante da  Nação Brasileira em S. Tomé e Príncipe -  Pude entregá-la ao Sr. Embaixador . José Carlos de Araújo Leitão, que me recebeu no salão nobre da embaixada do Brasil em S. Tomé 

Em meados de Outubro,  pouco tempo   depois da Independência e após a escalada do Pico Cão Grande, deixaria São Tomé a bordo do pesqueiro Hornet para ser largado numa piroga na Ilha de Ano Bom, 180 Km a sul da linha do Equador, a fim de tentar a travessia atlântica - com uma mensagem  redigida  por José Fret Lau Chong que então desempenhava as funções de ministro da Informação, Justiça e Trabalho – cargo que ocupou entre 1975 e 1976 – a qual dizia, entre outras palavras, o seguinte:

"Salientamos o espírito aventureiro que preside à iniciativa do Camarada  Jorge Marques, que, depois de uma viagem experimental , e bem sucedida de S. Tomé à Nigéria, também de canoa, propõem-se avançar, desta feita, mais significativamente, programando o percurso S. Tomé- Brasil."

"A recente independência  nacional de S. Tomé e Príncipe, e a consequente libertação do nosso povo do domínio colonial português, reforça a afinidade dum passado histórico comum com o Povo Brasileiro, e daí, a razão de ser de uma irmandade que importa  reviver, sempre que possível, para se reforçar. 



Assim, aproveitando a travessia  atlântica do camarada Jorge Trabulo Marques, que servindo-se de uma simples canoa, vai percorrer  o mar, de S. Tomé ao Brasil, evocando a rota por que, na era retrógrada, os escravos eram conduzidos  para as plantações  da cana do açúcar, o povo de S. Tomé e Príncipe, representado pela sua vanguarda revolucionária,  o MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (MLSTP), saúda fraternal e calorosamente, o povo irmão do Brasil" - Excerto

Em Novembro de 2014 - Junto à residência   de José Fret Lau Chong para lhe oferecer a cópia da mensagem que, de algum modo, me salvou de ser enforcado na famigerada cadeia black Beack, a mando do então ditador Francisco Macías Nguema por suspeita de espionagem 




Cooperação da marinha brasileira –  Em ações de importante  apoio importante

Primeiro Pelotão de fuzileiros  de STP  na cerimónia de abertura
De recordar que,  em 21 de julho de 2014, teve lugar a a cerimonia de abertura do curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe (STP), que será ministrado pela Marinha do Brasil, como parte da cooperação, no âmbito da Defesa, entre os dois países.
O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de STP, Brigadeiro Justino Lima, ressaltou que: "O Brasil tem sido um grande parceiro de São Tomé e Príncipe no quadro das reformas das Forças Armadas. Ajuda-nos a confrontar o problema da pirataria marítima e também capacita os nossos militares, que poderão ser chamados um dia para responder a uma solicitação no quadro do apoio internacional".

O curso terá duração de 4 meses e a primeira turma é composta por 30 militares das Forças Armadas, da Guarda Costeira e da Guarda Presidencial daquele país africano. Dois oficiais e sete praças da MB foram designados para aplicar o curso..

Resultados da procuraMarinha do Brasil inicia formação de fuzileiros navais de São Tomé e ...



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