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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 22 de outubro de 2016

S. Tomé – Debate na Assembleia Nacional, no dia em que o Presidente Evaristo Carvalho, foi acusado de violar a Constituição - Mau começo para um "pau mandado" de Patrice Trovoada - Ainda o ensaiado episódio da Gibela, que virou Gibelinha, do empresário Aurélio Martins, líder do MLSTP-PSD, que acusou o seu velho amigo, atual Primeiro-Ministro, de lhe estar a dever 200 mil euros – Caso para dizer: Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades? Nem isso – Meras encenações de velhas cumplicidades, que datam de apoio de A.M. à campanha presidencial do P.P., em 2006.


Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Informação e analise 

, Na sessão Plenária da Assembleia Nacional,o deputado, Jorge Amado, líder do grupo parlamentar do MLSTP-PSD, mandou duras farpas ao Presidente Evaristo Carvalho, acusando-o de violar as leis da Constituição da República, a propósito da aprovação, pela A.N,, da sua deslocação ao Brasil, a convite do Presidente deste país,  a fim de ali participar numa cimeira da CPLP

A minha bancada não tem qualquer objeção contra a deslocação do Presidente da República para deslocar-se  do país para participar em atividades oficiais.Porém, Sr. Presidente, não posso deixar de chamar aqui alguma atenção em relação à deslocação do Sr. Presidente da República, no mês de Setembro, para a tomada de posse do Governo gabonês.

Naquela ocasião, Sr. Presidente, a Assembleia  Nacional, não se pronunciou, não se pronunciou ou não da sua deslocação ao exterior do país: isso significa dizer que a Assembleia Nacional está conivente  com a violação da Constituição da República. E, o Sr. Presidente, como garante do bom funcionamento das instituições e ao cumprimento da Constituição, conhecedor da nova Constituição, violou abusivamente a mesma constituição.


Daí, acho que, a Assembleia Nacional, deveria adotar a partir de então, uma vez que estamos perante uma ditadura maioritária, aprovar no seio do Grupo Parlamentar do AdI, aprovar  a saída do Sr. Presidente da República ao exterior do país, porque acho que a nossa votação a favor ou contra, não terá nenhum efeito, com relação a isso.


DEBATES QUE CHEGARAM A PARECER-SE A UMA LOTA DE PRAIA


Debates acesos num dia em que, os deputados da maioria parlamentar, erguiam como bandeira do Governo, a instalação  da eletricidade em várias localidades das Ilhas, mas  foram, justamente, os seus cortes, que acabariam por causar as maiores atrapalhações e silêncios – sobretudo a quem seguia o debate pela rádio.

De facto,  o regresso de férias dos deputados à Assembleia Nacional, foi prolongado por várias horas e bastante acalorado, sobretudo no período manhã: Após o almoço,  a peixeirada, que havia marcado algumas intervenções, abrandou um pouco mais:  - O calor da tarde, em clima equatorial, no inicio da  estação mais quente e chuvosa do ano,   mesmo em edifícios apalaçados, é indutor de alguma sonolência, e, com a barriga bem composta,  nas últimas horas a tónica da voz modelaria  o tom e o  ritmo.

Porém, quando se iniciaram os trabalhos e irrompiam  as primeiras intervenções, momentos houve em que, mais parecia que as vozes iam deitar o teto abaixo:  nem com a presença de observadores americanos,  se impunha alguma ordem parlamentar,  com polémicas crispadas, a que não faltaram os tradicionais cortes de energia elétrica, Aliás (há registos de quatro ao longo do dia), pois, conquanto já sejam um velho  habito,  dão sempre um grande jeito,  nomeadamente quando interessa ao regime vigente   que certas vozes fiquem abafadas e não firam o tímpano dos curiosos cidadãos através da rádio e da televisão -   Vozes da maioria parlamentar, como o deputado Levy Nazaré,  hipocritamente, chegaram a apelar que precisavam da ajuda da oposição para melhorar as leis: conversa fiada, pois, uma coisa é falucar, com sobranceria indisfarçável, outra é humildemente aceitar os contributos expostos pelos restantes partidos –  A discussão e aprovação da lei do ensino superior, foi dos temas marcantes da referida sessão. 

A GIBELA VEDETA DE MÁ  MEMÓRIA 

Veja-se o estado em que ficou a obra e o que foi dito pelo Expresso, em 24.06. 2009 Edifício avantajado, na melhor localização possível, na marginal entre os dois hotéis do grupo Pestana e a duzentos metros da embaixada portuguesa, ele será omnipresente. (…)
 E como a realidade é feita de factos mas também de símbolos, que melhor exemplo pode haver se não o da construção da nova embaixada de Angola, entregue a uma empresa de capitais angolanos, a Gibela? http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_manuel_ennes_ferreira/sao-tome-e-angola-o-elo-forte=f522415



PATRICE E TROVOADA - OBJECTIVO É O MESMO: TREPAR ECONÓMICA E SOCIALMENTE ATRAVÉS DA POLITICA 

Esta é a sua única ideologia - Embora Aurélio Martins. tenha sido incapaz de se afirmar politicamente, há estratégias de bastidores, que poderão ser úteis a ambos - Naturalmente que ditados por quem alcança o topo.

Daí  se pergunte:  -

Será, que, por um qualquer momento repentista e impensado, ao politico empresário, Aurélio Martins,  lhe fugiu a língua para o trambone?...

Nada disso, era uma espécie de  ramalhete, que havia preparado  na ponta final do seu discurso, algo ensaiado, com vista a querer marcar alguns pontos: - Aurélio, na mó de baixo, e de congresso à vista, procura fazer crer que  ele é uma alternativa a Patrice Trovoada, quando, no fundo, entre  ambos  há mais negócios obscuros a uni-los de que a separará-los - Esta espécie de desabafo fingido é mais a prova dessa promiscuidade, de  empresários oportunistas e sem escrúpulos, que se servem da politica para fazerem vida faustosa, enganando o eleitorado e nem sequer sabendo gerir o que têm.

Aurélio Martins - Télanón
"Ouvi para  aí alguns deputados a dizerem que GIBELA virou GIBELINHA, mas digo-vos que um dos culpados da situação em que se encontra a GIBELA, foi provocado pelo próprio Patrice Trovoada. Patrice Trovoada, que deve a Gibela 200.000 € desde 2006 e não paga até agora. E, para  fazer crer que que a encenação não fora ensaiada, puxa de uns papéis que brandi ao abandonar a tribuna.

Não forneceu mais detalhes, ficou-se pela rama;  não disse mais nada; não justificou as razões do avultado  débito:

Como não chegou a explicar e aprofundar  as razões ou os porquês de tão avultado crédito, o desabafo, parece que terá passado a pormenor marginal, ou mesmo sendo omitido nos comentários das redes sociais, entretanto surgidos, prestando mais atenção às criticas que deferiu a Trovoada  - 

E,certamente que  a TVS (televisão Estatal), também não o fará. quando esta estação se dignar passar os resumos do debate, que, por ora silenciou, destacando apenas o discurso do Presidente da Assembleia nacional, em mais uma clara demonstração de censura e de omissão, por força do controlo absoluto governamental

AURÉLIO ASSESTOU BATERIAS VIOLENTAS A PATRICE MAS DEPOIS DESCARRILOU 

Como é do conhecimento publico,   Aurélio Martins, atual líder do MLSTP,  em 2006 foi eleito deputado suplente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe no círculo eleitoral de Lobato, precisamente no ano em que se envolveu na campanha de  apoio a Patrice Trovoada.

Além de sócio-maioritário do Grupo Gibela, e presidente do Conselho de Administração da FAMA, Aurélio Martins foi jornalista da Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe (1984/85) e da Rádio Nacional de Angola (1999/2007).

Aurélio Martins,  ambição de ser grande na politica, isso tem,  mas, ao que parece, falta-lhe rasgo, seriedade  e vocação: não basta querer, é preciso algo mais inato, que ele não tem revelado possuir  até agora - Não obstante ter subido à liderança do maior partido da oposição, que, aliás, ainda hoje é símbolo da nacionalidade santomense  tem contribuído  mais para dividir o partido de que unindo-o e a reforçar a sua posição.

Na sua discursata, pouco mais disse, que aquilo que também já foi dito neste site e é do domínio público:

“O Primeiro Ministro, durante esses dois últimos anos, vem sustentando a sua governação, com mentiras e promessas falsas, e colocando a família santomense umas contra as outras. Hoje, no nosso país instalou-se o medo, onde algumas pessoas não ousam contestar o Senhor Patrice Trovoada porque no dia seguinte é posto fora do trabalho. As promessas com que o Primeiro Ministro vem enganando o Povo pequeno continuam por cumprir. 

Com efeito, aonde está o arroz de 13 contos que na realidade o povo vem pagando 20 a 25 contos? Aonde estão os barcos que iam ajudar a transportar os passageiros para a ilha do Príncipe? Aonde está a eletricidade resolvida, quando com populismo e propaganda deram-se ao luxo de paralisar o trânsito para fazer transportar os grupos de geradores que até hoje não dão resultado nenhum, pois a EMAE continua a promover constantes cortes de luz e em contrapartida vem aumentando a fatura de energia.

A maioria absoluta do ADI quando deveria constituir oportunidades propícias para uma governação sem sobressaltos, transformou-se numa ditadura sem precedentes.

A TVS e Radio Nacional e não só, já não são órgãos públicos, mas sim rádio e televisão do senhor Patrice Trovoada e do seu ADI. Os profissionais trabalham com medo, e não falam porque têm medo de ficar sem o seu pão de cada dia. A radio e a televisão tem que estar ao serviço do povo para que através deles, todo o santomense possa saber o que realmente se passa." 
  
Aprovação do Ensino Superior – PCD, faz críticas à "ditadura" ADI



Na sessão parlamentar da Assembleia Nacional, Partido  Convergência Democrática (PCD), fez severas criticas à maioria parlamentar, que acusou de procedimento ditatorial, acerca da votação final, global das propostas de Lei nº13/2016, Regime Jurídico das instituições do Ensino Superior de São Tomé e Príncipe,

Perguntando, nomeadamente: como contribuir com propostas quando existe um claro clima de ditadura: para se ter propostas tem que se encontrar abertura do outro lado: o PCD reconhece ser fundamental a regulamentação das instituições superiores no país, porém, a proposta de lei, ora aprovada com os votos da maioria, contêm inúmeras incongruências que a nosso ver,  deviam ser superadas com uma análise mais aturada: tratam-se de articulados que clamavam mais  pela sua análise, de modo que a sua adaptação, a realidade das instituições do ensino superior, deveriam ser mais realistas, cientes de que o ensinos superior de S. Tomé e Príncipe,  era ainda muito insipiente se comparado com Portugal, que já passou uma forte tradição universitária, não nos revemos na presente,  proposta de lei, uma vez que ela não acautela situações próprias da nossa conjuntura internacional

A titulo de exemplo, não nos parece concebível exigir que num espaço de um ano  as instituições do ensino superior em S. Tomé e Príncipe, estejam em condições de ter um docente, com o grau de doutor, trabalhando o tempo efetivo, o tempo integral, acompanhando 50m alunos, sendo que, a metade desses professores doutores, não podem estar em fusões  efetivas: nós estamos a falar de um país, que não tem muitos doutores, Até a Universidade pública, que é suportada pelo próprio Estado, contem nos seus quadros um único professor efetivo, com grau de doutor.

Não nos parece pactível, que as Universidades, mesmo a pública. estejam em condições de possuir em  pleno funcionamento dois cursos técnicos laboratoriais: a esse respeito, nós gostaríamos de lembrar que, a situação do curso de informática.MSP, ainda não foi resolvida.

Plano de estudo de doutoramento,   para ficar em 4 anos: outra grade incongruência: quem forma doutores são doutores com graus de experiência elevada, para a nossa realidade, convenhamos. Por outro lado, o PCD subscreve na íntegra, o apelo unânime das três instituições de ensino no sentido de termos mais tempo para a devida análise do documento, tendo em conta que dele depende o futuro dos descentes, e, se quisermos o futuro de São Tomé e Príncipe. Daí termos votado contra, porém, deixamos a nossa disponibilidade para contribuir uma melhoria do presente diploma, caso a maioria entender, como necessário, num futuro mais breve.   

Lei do Ensino Superior – Debate na A.N. -  MLST-PSD – Defende discussão mais alargada
Para o MLSTP- PSD  - A Lei como está não se adapta à nossa realidade  A lei não prevê, em nenhum articulado, a sua composição e o prazo  Defende uma discussão mais alargada e aprofunda com todas as partes a que a lei diz respeito



MOMENTOS DE DESASSOMBRO COM FULGOR E VIGOR DE ELÍSIO D'ALVA TEIXEIRA 

Elísio d'Alva Teixeira, antigo Ministro da Justiça da Adi - – no seu melhor : - Na sessão parlamentar de hoje, ouvi deputados a dizerem que a lei não é imutável, e pode ser alterada a todo o tempo. Nisso estamos de acordo. O que não entendo, é o porquê de se aprovar uma lei as pressas quando deveria ser analisado todos os prós e contras e que ela fosse publicada o mais próximo possível da realidade. A Lei deve reflectir sempre a realidade em que está a representar. O Direito como ciência visa resolver os conflitos de interesses numa dada sociedade, tendo em conta os fatores culturais, históricos entre outros, e a Lei tem de ter uma "utilidade útil". A ser verdade que a "Lei do Ensino Superior" padece de incongruências e ainda assim foi aprovada ( para ser alterada dai há algum tempo), será uma "letra morta", e os deputados prestaram um mau serviço aos cidadãos. E antes que me acusem de algo, tenham presente que: 1. Não sou "prostituto intelectual"; 2. Não sofro de disfunção mental; 3. E muito menos padeço de incontinência verbal. Um ótimo fim de semana. Elísio d'Alva Teixeira sentindo-se preocupado.

17 de outubro às 08:37 · Hoje não estou a pensar meu caro amigo Facebook... "A SINA" Este país sendo insular, por mais portões, portas ou portinholas que construamos, a porta/janela será sempre o Mar. Não entendo como é que: 1. Continuamos avessos ao modelo do "open space", querendo gabinetes particulares/privados; 2. Continuamos a aceitar cargos, mesmo sabendo que não temos competências técnicas para tal. Pelos vistos, o que interessa mesmo é "safar a tese"; 3. Como é que alguém no seu perfeito juízo manda fechar uma "porta de serviço" num hospital. Raramente alguém sairá de casa, para ir passear num estabelecimento Policial, Prisional ou de Saúde. Há um problema de Saúde Pública que urge resolver, ou estaremos condenados; a S.I.N.A. - Síndrome de Inteligência Não Adquirida. Uma óptima semana.

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