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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

S. Tomé – TAP - Comissário de bordo morre com malária – VOOS DA TAP POR ACRA, GANA. SÃO ROTAS DE ALTO RISCO E DE MORTE – No tempo colonial, em 1973, chegaram a ser interditadas importações de todos os produtos de natureza vegetal dessa região e decretado controlo rígido de barcos e aviões . – TAP é só encaixar ; nem sequer dá formação à tripulação de medicina tropical em carreiras que são uma grave ameaça à sua vida pessoal e ao turismo das Maravilhosas Ilhas Verdes do Equador

Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise
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Um tripulante de cabine da TAP Portugal com 27 anos, morreu na madrugada de 25 de Dezembro vítima de paludismo cerebral, a forma mais grave da malária. - Segundo as informações disponíveis, a infeção terá sido contraída durante uma viagem de trabalho a São Tomé e Príncipe com uma paragem técnica em Acra, no Gana.” 
Esta noticia já correu mundo e, além de dramática  para os familiares da vitima, se as causas não forem devidamente aprofundadas e esclarecidas,  poderá tornar-se num duro golpe para  o turismo nas maravilhosas Ilhas Verdes do Equador, de consequências gravíssimas, dificilmente  reparáveis nos próximos tempos


Acra -Gana - Os mosquitos devem adorar aquele lago 

Referem investigadores que Guiné, Togo, Mali, Moçambique, Burkina Faso, Gana, Costa do Marfim, Uganda, Nigéria e República Democrata do Congo são os dez países africanos que albergam 87,1% da população (159,9 em 183,5 de milhões de pessoas) que vive em regiões com uma probabilidade alta ou muito alta de contraírem o parasita mais mortal da malária, apesar do financiamento para o seu combate ter aumentado nove vezes”.



Acra -Gana -Lixeira a céu aberto de lixo eletrónico
Em 2014, em dois  meses, entre Junho e Agosto, o surto de cólera em Gana matou pelo menos 67 pessoas, tendo a doença infectado mais de cinco mil  O Serviço de Saúde de Gana afirmou então  que o surto se concentrou em comunidades empobrecidas em áreas urbanas no sul que carecem de sanitários adequados, embora também tenham surgido alguns casos em regiões rurais no norte do país do oeste da África. Surto de cólera em Gana matou pelo menos 67 pessoas desde junho ...

"Pedro Ramalho, jovem natural de Sintra e filho de um piloto da TAP terá sido infectado por um mosquito durante uma viagem de trabalho a São Tomé.

A informação é avançada por familiares e amigos nas redes sociais e confirmada por uma colega de trabalho da referida transportadora aérea."

S. TOMÉ - O PARENTE POBRE - A TAP SACODE A ÁGUA DO CAPOTE E NÃO DEVERÁ QUERER QUE AS CAUSAS TENHAM A VER COM AS ARRISCADAS TÉCNICAS NO GANA

TAP - S. Tomé 
Mas também não se deve dar credibilidade a estas noticias fabricadas  http://rnstp.st/index.php/noticias/item/449-sao-tome-e-principe-sem-registo-de-obitos-por-paludismo-nos-ultimos-anos- SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE SEM REGISTO DE ÓBITOS POR PALUDISMO NOS ÚLTIMOS ANOS - 

A TAP,  em Outubro  passado,  anunciou que passava a operar quatro vezes semanais e a tarifas  reduzidas  – Palavreado  enganoso: continua a ser  mais barato viajar para os confins do mundo de que para as Ilhas Verdes do  meio do mundo. Sim, aumentou  um voo mas a pensar mais nos passageiros que poderá transportar para o Gana, quer Lisboa-Acra, quer no sentido inverso, de que nos passageiros que poderá levar ou trazer da capital do Gana para S. Tomé. – Ao turista português a viagem fica mais cara se fizer escala por Gana de que o voo direto: mais cara e mais demorado. TAP lança voos para São Tomé ida e volta por 475 euros – Não é o que dizem os comentários à noticia.

TAP diz que abre inquérito  à morte de um tripulante com malária cerebral mas o mal está feito e, além de se saldar por uma perda de uma vida, em plena flor da idade, vai ter enormes implicações numa das principais fontes de receitas da  frágil economia santomense

Por outro lado, a transportadora aérea portuguesa, parece ter negligenciado os cuidados básicos a ministrar à sua própria tripulação.

Em declarações ao SAPO, ,citadas pelo site Fórum Aviação, com o   "Quando a nossa Profissão nos corta as Asas!" “uma tripulante da companhia aérea TAP lamenta que os cursos dados às tripulações contenham pouca informação sobre medicina tropical. “Este tema é abordado de forma muito leve, na minha opinião. E ultimamente há imensos casos de colegas meus. Felizmente nenhum tinha sido fatal”, relata.

ATÉ AGORA NINGUÉM  DISSE NADA DISTO - "Nos últimos meses, o número de casos de malária entre tripulantes da TAP aumentaram e têm origem, sobretudo, em viagens com destino a São Tomé e Príncipe, país que contabiliza zero casos de morte relacionados com esta doença, de acordo com dados de Fevereiro das Nações Unidas"

Acra - Gana 
É prematuro concluir-se que a vitima  contraiu a malária em Gana ou em S. Tomé – Pelos que se diz, o jovem tripulante da TAP andaria engripado, e, em tais circunstâncias, naturalmente que o organismo fica  mais debilitado  e sensível a infeções oportunistas  - 

As estatísticas que são divulgadas, em S. Tomé, que apontam para a inexistência de casos de malária, não são absolutamente fiáveis – aliás, assim o reconheceu o próprio Primeiro-Ministro, no debate da Nação, da estatística do desemprego. Claro que onde houver  mosquitos há sempre os riscos de ser picado e contagiado.

Aeroporto S. Tomé - Out 2014 - Preencher questionári
Longe vão os dias em que o paludismo era a doença mais devastadora (conheci pessoalmente esses tempo, de 1963 a 1975); no entanto os progressos até seriam bem  mais acentuados se as substanciais ajudas externas, nomeadamente, concedidas pela ONU, os seis milhões de dólares (5,3 milhões de euros) que ainda este ano foram concedidos, fossem devidamente aplicadas mas não são; uma grande parte dos apoios, costumam conhecer outros destinos.  


Recordo que, em Outubro, de 2014, quando desembarquei no aeroporto internacional de STP, havia um cuidado, muito especial, com o estado sanitário dos passageiros que desembaraçavam
que eram como que submetidos a um breve  teste sanitário e tinham de preencher um questionário  onde  lhes eram feitas várias perguntas, tudo isso acabou; deixou de se falar do surto da ébola mas nem por isso deixam de existir outros riscos – E não se tomam cuidados nesse sentido

39 anos depois 

De acordo com o Relatório Mundial da Malária 2014, a  incidência anual de malária em São Tomé e Príncipe, que tem 187 064 habitantes, caiu de 33,8 por cada mil pessoas, em 2009, para 9,7 por cada mil, em 2014. Neste mesmo ano, o país contabiliza zero casos de morte relacionadas com a malária.

EM OUTUBRO DE 1973 – FORAM INTERDITADAS AS IMPORTAÇÕES E APERTADOS CONTROLOS SANITÁRIOS NO AEROPORTO E  NO CAIS MARÍTIMO



VEJAM-SE AS MEDIDAS QUE FORAM TOMADAS;   “Através do oficio Nº 1673 – 43/RZ/3.1 de 17 de Setembro de p.p., emanado pelo Ministério  dos Negócios Estrangeiros, segundo a informação da Embaixada Portuguesa em Kinshasa, tomou-se conhecimento de uma grave doença contagiosa de arroz  (rhyncesporium) declarada na Nigéria, Ghana e Costa do Marfim, assim como de uma epidemia de carbúnculo da cana do açúcar (ustilage scitaminem) na República do Mali, ambas as doenças detectadas pelo Secretariado Científico do “Conselho Fitossanitário Inter-Africano da Comissão Científica, Técnica e de Investigação” da Organização da Unidade Africana.

Dadas as frequentes escalas em S. Tomé e Príncipe de navios e aviões originários ou tocando portos de alguns dos países onde se declararam as citadas epidemias, atendendo a que a introdução de qualquer material infestado poderá constituir grave risco para a agricultura local e baseado nº 2 do Artigo 28º do Regulamento da Sanidade Vegetal;
Usando da faculdade conferida pela alínea c do Artigo 135 da Constituição, o Governador de S. Tomé e Príncipe manda:

Artigo1º Seja interditada a importação de todos os produtos de natureza vegetal  dos países Oeste-Africanos, com excepção  de Angola, Sudoeste Africano e África do Sul

Art.2º As autoridades alfandegárias deverão providenciar para que, aquando da chegada de navios  ou aviões procedentes ou escalando os citados países, esteja presente no cais de desembarque   ou aeroporto, um Inspector de Sanidade Vegetal que efectuará rigorosa vigilância  sobre as mercadorias transportadas  em mão ou acompanhando  passageiros  ou tripulantes, apreendendo e destruindo, quando necessário, tudo aquilo que constituir infracçao ao disposto em 1.
Governo da Província, 25 de Outubro de 1973
O Governador, João Cecílio Gonçalves



Agbogbloshie, em Gana: a maior lixeira mundial de produtos electrónicos


A QUALIDADE DE VIDA NO GANA – TAMBÉM NÃO FAVORECE O BEM-ESTAR DA MAIORIA  DA POPULAÇÃO - E PROPICIA A PROPAGAÇÃO DE DOENÇAS  CONTAGIOSAS

Em Gana, meninas carregam até três vezes o seu peso por trocados

Gana 
"(…) Todos os dias chegam caminhões e ônibus com pelo menos mil garotas, que deixam suas comunidades no norte do país para trabalhar como kayayei e ganhar um pouco de dinheiro para se casar, economizar para um negócio ou mesmo para continuar estudando", explica Mohammed Salifu, diretor da ONG Associação de Jovens Kayayei de Gana.
(…) As meninas e adolescentes como ela vivem amontoadas ao redor dos principais mercados. Nas cidades são vítimas de violência sexual, gravidez indesejada e de trabalhos em condições de verdadeira escravidão. Em Gana, meninas carregam até três vezes o seu peso por trocados 

O país onde deficientes são acorrentados e violentados
15/08/2015 -."Para muitos, Gana é um país lindo, seguro, a joia da coroa da África Ocidental. Mas há um lado sombrio que poucos conhecem.. (…) Por todo o campo, homens e mulheres estavam algemados por terem algum tipo de deficiência mental ou física. As correntes eram parte do tratamento, juntamente com espancamento e fome. G1 - O país onde deficientes são acorrentados e violentados - notícias


MAIS RISCOS DE QUE VANTAGENS PARA S. TOMÉ E PRÍNCIPE, OS VOOS COM ESCALA EM ACRA 

Acra

Acra, 
capital do Gana, co
m cerca de 4 milhões de habitantes, situa-se numa  área que  se estende por uma vasta planície  ao longo da costa do Golfo da Guiné, sendo considerada  uma das cidades mais populosas do continente africano,   servida pelo Aeroporto Internacional de Kotoka, localizado nos subúrbios, a   10 km dos arranha-céus,  na zona  onde os edifícios altos são raros,  o sanemanto é precário, as ruas parecem traçadas a compasso mas na sua quase generalidade de terra batida, sem pavimento 

Não muito longe  do aeroporto,, situa-se   o maior depósito de lixo electrónico do Mundo - um dos locais mais poluídos a céu aberto do planeta, composta essencialmente por uma imensa quantidade de  computadores estragados, televisões velhas ou telefones destruídos, importados da Europa .- Tida como  O maior cemitério de lixo eletrónico do mundo - África 21 OnlinePor ess facto uma séria ameaça  não apenas para as populações residentes como para os visitantes   Lixo eletrónico em África é uma ameaça para a população 

Acra - Gana 

Na década de 60, até à revolução do 25 de Abril de 1974, o turismo que se deslocava a S. Tomé era sobretudo oriundo da comunidade francesa, que residia no Gabão- Atualmente, é de Portugal e de outros países europeus, de Angola e África do Sul – Dos países limítrofes, situados no Golfo da Guiné , não há propriamente fluxos turísticos., é muito 
incipiente

Então que vantagens trazem as escalas técnicas dos dois voos da TAP, pelo Cana?  -Há vantagens para os cofres da TAP, com os passageiros que transporta  para aquele pais ou que leva em sentido contrário mas não para o turismo santomense -  Depois dá mais uma voltinha por S. Tomé e faz de conta que está a prestar um importante serviço a este país. Quando, afinal, só lhe traz  riscos e inconvenientes: riscos de sanidade vegetal e humana, que já no período colonial, foram considerados de muito graves, como demonstrarei mais adiante

Era preferível fazer apenas dos dois voos directos semanais,  a S. Tomé  (a STPAirways faz apens um voo semanal) sim, de que estar a sacrificar os clientes  por uma escala, que, além de lhe ficar mais demorada e cara (sim, porque a escala técnica é paga pelo cilente) , não deixa de os expor a eventuais contágios, quer da picada do mosquito transmissor da malária, quer de outras doenças tropicais

Acra - Gana 
A paragem técnica de uma hora, em Acra, é uma grande estopada - Já passei por essa experiência por três vezes.Os passageiros têm que permanecer nos seus lugares durante uma hora, além de levarem com doses maciças de desinfestações, que são dirigidas sobretudo para o tecto e aos porta-bagagens mas também acabam por os  atingir: as hospedeiras avisam que não há inconvenientes para a  respiração, em todo o caso, não é um cheiro agradável - Pois, mas o problema é que os riscos de contágios nem por isso deixam de existir com os passageiros que vêm do exterior.

Acra - Paragem técnica 
Costumam ser muito poucas as pessoas que dali partem, do Gana para para S. Tomé. talvez mais pequenos comerciantes nigerianos, alguns empresários, que propriamente turistas,  Num dos voos, ao leu lado,seguia uma ou mulher nigeriana, que, na década de 80 tinha ido de canoa à vela e a motor para S. Tomé, na companhia de mais uma dezena de homens, fixando.se,  desde então,  com  uma loja no Príncipe -  Mas, pelo que depreendo, o objectivo da TAP, não ,é servir esta pequena franja de passageiros mas atestar os aviões com os clientes da rota Lisboa-Acra.   

Conquanto não deixe  de ser uma singular curiosidade, ter ali o primeiro batismo com o continente africano sobrevoar esta imensa capital, cujo teto, mais das vezes, se encontra ou envolto por densos nevoeiros ou por grossos novelos de nuvens, provocando fortes estremeções,  No entanto, a bem dizer, viajar por Acra é um pesadelo: se o avião,  ao sobrevoar o deserto, depara com constantes bolsas de ar, que provocam fortíssimos  abanões e grande turbulência, tais fenómenos até se agudizam quando se deixa o continente e, ao invés de seguir rumo a sul entrando pelo alto mar a fora,  se faz o desvio  para a costa do Golfo da Guiné, junto à qual existem permanentes oscilações atmosféricas, incluindo os típicos tornados , devido às grandes albufeiras dos rios equatoriais que ali vão desaguar.   Conheço bem os fenómenos que ali se desencadeia, pois já por ali andei sozinho de canoa, muitos dias.



GOLPE DOS TAP – NO DESENVOLVIMENTO DAS ILHAS  VERDES - 1973 - Excerto de texto de minha autoria

Os responsáveis da  TAP, já no tempo colonial, no que pensavam era apenas nos interesses da empresa -  Este o excerto de título de um artigo, com declarações de várias entidades ligadas aos diversos ramos de atividades, agricultura, comércio e industria, que publicamos na Revista Semana Ilustrada, de luanda, no período colonial, da qual éramos correspondente  

S. Tomé e Príncipe. Ilhas perdidas na imensidão do Golfo da Guiné. Dum mundo que, para mundo ara muitos dos seus habitantes, não passa dum mar imenso, duma barreira quase intransponível, pela limitação de meios marítimos e aéreos, que netas ilhas se vão tornando cada vez menos frequentes, mais longínquas, como num recuar à época das caravelas,

Com efeito, as únicas vias de  comunicação, que pelo mar quer pelo ar ,que punham em contacto  a laboriosa e trabalhadora gente destas ilhas com outros territórios, estão notoriamente sendo reduzidas,
Dos meios de transportes marítimos, já nem é bom fala, tão diminutos se tornaram que praticamente vão caindo no esquecimento.

No respeitante  a carreiras aéreas, meio de comunicação no qual população destas Ilhas depositava as  maiores esperanças, tornou-se de um momento para o outro, numa desilusão, num desapontamento geral, num momento e gravíssimo problema. E tudo porquê?  Pela supressão, ainda que temporária, do voo TAP-DTA, às Terças-feiras – S. Tomé-Luanda, eme exploração exclusiva  da Companhia dos Transportes éreos Portugueses - Excerto

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31-01-2017 Doença de origem desconhecida afeta quase 2000 pessoas em São Tomé e Príncipe Doença de origem desconhecida afeta quase 2.000 pessoas em São


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