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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Acordo Ortográfico – Academia das Ciência de Lisboa quer a metaphysica da pharmacia e a esthética de São Thomé – Defende o regresso ao dialeto de Viriato - Um acordo ortográfico do “orgulhosamente sós” – Mas que importância teria hoje o Português se não fosse falado nos PALOP?




ACORDO ORTOGRÁFICO - DE NOVO NO BAILADO DAS CONSOANTES E DAS VOGAIS E DOS ÂNIMOS AZEDOS –

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise
Um acordo não é a imposição de uma das partes mas a concordância dos vários pontos de vista e isto já foi amplamente discutido e observado, há 27 anos, em 1990 e anos seguintes - Querem empatar ainda mais tempo?  

Estava longe de imaginar que o acordo ortográfico tocasse tão profundamente os sentimentos pessoais  Talvez o facto de ter vivido 12 anos em S. Tomé (África) me tivesse dado algum distanciamento sobre a forma de encarar esta questão.  Mesmo ainda no tempo em que o regime vigente persistia na teimosia de ser colonialista. – E porquê? Porque me habituei a olhar para Portugal, não como um império colonial mas como uma parcela de uma certa lusofonia ou lusitanidade.  Não no sentido intrinsecamente nacionalista mas universalista. Em que, Portugal – para  cumprir eficazmente o seu destino, tal como diz a canção – longe de acalentar preconceitos coloniais, mas de humildemente reconhecer as suas fraquezas e as suas virtudes e não arvorar-se o campeão da língua portuguesa.

De volta e meia, aí  temos as carpideiras e carpideiros do costume com os seus preconceitos linguísticos, resquícios do tempo colonial   ou quiça consequência de alguns recalcamentos xenófobos  “O assunto voltou à ordem do dia com alguns representantes da Academia de Ciências a defenderem mudanças no atual acordo. Pais e professores preferem que fique tudo como está.” Pais e professores contra alterações no Acordo Ortográfico - TSF– Pessoalmente, congratulo-me com esta posição

A Academia das Ciências de Lisboa (ACL), onde o conservadorismo, desde o Salazarismo, sempre fez escola, pelos vistos, não quer um acordo ortográfico com os demais países de expressão portuguesa, mas  um acordo à medida da mentalidade do antigo império colonial  - do orgulhosamente sós: e vai de propor que se rasgue o trabalho feito em 1990, amplamente discutido e aprovado  e se volte à estaca zero, propondo umas quantas alterações  – Posição essa que  já foi interpretada, não propriamente como o contributo de “um trabalho sério” mas  “uma brincadeira com as palavras da nossa língua”. Academia de Ciências de Lisboa brinca com o acordo ortográfico

Não venho aqui, propriamente alongar-me com a polémica, pois a minha opção, há muito está tomada: como tenho por há hábito estender-me nos meus textos, gostaria de poupar  energias e não ter que  premir, no teclado do meu computador, algumas letras absolutamente desnecessárias. Sou português, nado e criado numa portuguesíssima aldeia da chamada beira transmontana, mas gostaria de aproveitar a atualidade do tema para  lembrar, aos nossos deputados, eruditos  e governantes,  que, não só os mirandeses, têm o direito a oficializar o seu dialeto, há que criar tantos dicionários, como quantas as  especificidades linguísticas do nosso país – sobretudo, não esquecer de reforçar o nome de Viseu, com duplo ss, de outro modo seria um atentado à memória do corajoso pastor dos Montes Hermínios, já por si ultrajada por há muito se ter esquecido e renegado o seu dialeto - Isto para já não falar das diversas metamorfoses linguísticas que sofreram os versos de Camões ou de Pessoa.

Pois há que reconhecer que, sem o contributo do português falado pelas antigas colónias, o que era, afinal, a nossa língua?!...Naturalmente que menos  enriquecida e conhecida mundialmente. Ora, se se pretende algum entendimento em termos de ortografia,  é indispensável  que haja consensos de parte a parte – E, pelos vistos, fica-se com a impressão, a avaliar pelas paixões desencadeadas, de que os demais países de expressão portuguesa é que têm que submeter -se aos nossos caprichos linguísticos ou nacionalistas
.
Pessoalmente, vejo muitas vantagens em nos aproximarmos do povo irmão brasileiro. O português falado por uma população de 200 milhões evolui muito mais de que ser por 10 mil. Os brasileiros são por natureza mais expansivos e alegres - basta viverem num país tropical. Até na vocalização das palavras. De forma mais aberta e quase soletrada. Enquanto o nosso falar tende a ser mais fechado, não é tão sonante. Daí eles próprios não nos entenderem e chegarem a dobrar os nossos filmes ou telenovelas.  A língua não é estática, evolui, sofre as naturais alterações. E eu creio que só temos a ganhar se nos unirmos à grande nação brasileira. Pois, se assim não for, se não houver um acordo, não tarda  que o Brasil  se distancie de nós e declare o brasileiro como a sua língua - E depois que importância temos nós, em termos linguísticos no contexto cultural, económico  e linguístico das nações? - Vamos ficar com o nosso orgulho? - Orgulhosamente sós?!..


.que dizem os Brasileiros: "Novo Acordo Ortográfico  visa simplificar as regras ortográficas da Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário internacional  Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros: 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigatória em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve sua implementação


 É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática. Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de Leis ou AcordosNovo Acordo Ortográfico Descomplicado

Para a maioria dos alunos do 1º ciclo do ensino básico, estranho é escrever “Egito” ou “ótimo” com a letra “p” – Escrevia, ontem, o DN, sob o título “Acordo ortográfico é realidade nas escolas desde 2011/2012” – Este diário, que adotou o acordo com o Globo) refere que “no que respeita ao sistema educativo, o acordo Ortográfico há muito que deixou de ser uma questão em aberto. Nas escolas, a nova grafia é aplicada desde 2011/12. Ou seja: há dois anos letivos e meio, sendo que para muitos alunos é já a única forma de escrever em português que conhecem”

ACORDO NÃO É RECEBIDO PACIFICAMENTE: GERA GRANDES PAIXÕES – MAS NÃO SERÁ PELA VIA DOS PRECONCEITOS E DAS CONTRADIÇÕES QUE A LÍNGUA PORTUGUESA PODERÁ CUMPRIR O SEU IDEAL E TORNAR-SE UM IMENSO PORTUGAL


Pois assim não entendem alguns puristas da língua portuguesa, bem como uns quantos deputados, que se desunham em fazer marcha atrás – Recusando aceitar algumas normas simplificadoras, já aprovadas pelos  países da lusofonia,  no Governo de Cavaco Silva, como se um tal instrumento pudesse constituir algum atentado linguístico - Vendo, porventura, em tal acordo, algum insulto  que o portuga, passe a usar alguns aspetos da mesma ortografia do brasuca. 

Nós, do continente,  mais os madeirenses e os açorianos, sim, estima-se que sejamos aí uns 10 632 482 falantes,  nada que se compare aos  200 milhões de habitantes no Brasil, calculados em 2013  todavia, assiste-nos o pleno direito de   sermos óptimistas  e extraordinariamente activos, com o “p” reforçado, poucos  mas orgulhosamente sós, tal como profetizava o botas: Orgulhosamente Sós"

AS PALAVRAS SAEM DA BOCA E TAMBÉM  SE COMEM 


Sim, é verdade, as palavras também se comem:  há palavras amorosas, gostosas ou odiosas  - Por isso, há, também, muito quem goste de enrolar todas as vogais e consoantes no céu de boca como quem chupa um gelado de chocolate. Por mim, prefiro soltá-las e escrevê-las livremente a ter que enrolá-las com todos os adornos desnecessários

Ecos:Acordo ortográfico - o debate exageradoExpresso poupa letras e adota acordo ortográfico - Expresso.pt

PESSOA, TAL COMO PENSAVA E ESCREVIA NO SEU TEMPO

Faz por agir como os outros e pensar differentemente   d’elles. Não cuides que há relação entre agir e pensar. Ha opposição. Os maiores homens de acção teem sido perfeitos animaes de intelligência. Os ousados pensadores teem sido incapazes de um gesto ousado ou de um passo fóra do passeio” – Fernando Pessoa.


“Quantos géneros de ficções há?” – Perguntava e respondia, Fernando Pessoa  - “as que formam a religião e metaphysica, as que formam a moral e os costumes e as que formam a esthética”

…”os maiores poetas da humanidade são também os mais humanos, e porque são os mais humanos são os maus universaes

Sucede, porém, que quanto mais nos approximamos da universalidade mais nos afastamos da particularidade. O poeta que, no seu tempo, mais se approxime  da universalidade humana, é, por isso mesmo, o que mais se afasta do espírito d’esse seu tempo, a não ser que nelle haja elementos acessórios que, por si, o approximem do tempo me que vive. Shakespeare, o mais humano e universal dos poetas, não foi comprehendido  no seu tempo senão como creador de figuras cómicas.(…)

Resulta de aqui que, quanto maior é o poeta, menos será comprehendido  no seu tempo, ou, pelo menos, na sua geração.

A bem da nossa ”civilização christã

 “A fé que originariamente expandimos foi, não a christã  em geral , mas a catholica em particular. Desde logo se deve concluir que a expansão do catholicismo continua a ser uma das nossas missões imperiais. 

Sucede, porém, que nem nas circumstancias geraes da Europa, nem nas nossas em particular, são as mesmas do que quando fizemos, e sobretudo quando iniciámos, os nossos descobrimentos e conquistas. Naquelle tempo , primeiro na generalidade da Europa, depois na particularidade , não só nossa  mas da maioria dos paizes, catholiscismo e chistianismo estavam consubstanciados , e  com elles consubstanciada a rêde de actividades a que chamamos civilização. Uma missão civilizacional podia pois considerar-se  como naturalmente incluente (incluindo)  uma dilatação do catholicismo.

EPITAPHIO

Christãos! Aqui já no pó da sepultura
Uma jovem filha da melancholia
O seu viver foi repleto de amargura
Seu rir foi pranto, dor sua alegria.

Quando eu me sento á janela
Pelo vidros  qu’a neve embassa
Julgo ver imagem d’ella
Que já não passa, não passa.


OS ENIGMAS DO UNIVERSO – POR ERNTESTO HAERCHEL - Excertos extraídos diretamente do livro, traduzido para a língua portuguesa em 1926


Escrevia Ernst Haeckel , (traduzido no linguarejar do seu tempo), que a  “A origem e a primeira apparição do individuo humano tanto o corpo como a alma – passavam ainda, no começo do século XIX, por ser segredos absolutos. (….) Mas a physicologia de então, desviava decididamente estes dados  empíricos, que se podiam  immediatamente  demonstrar com a ajuda do microscópio- e atinha-se firmemente ao dogma tradicional da preformação embryonária

(…) Leibnitz aplicou muito logicamente a esta teoria do encaixe á alma humana; denegou-lhe um desenvolvimento verdadeiro.(…) Assim eu pretendo que as almas, que hão de vir a ser um dia alma, estavam presentes no esperma, assim como as de outras espécies; que ellas existiram sempre, sob a forma de corpos organisados, nos antepassados até Adão, isto é desde o começo das coisas”. Idéas analogas  persistiram , tanto na biologia como na philosophia, até por 1830, epocha em que a reforma  da embryologia  por Baer lhes deu o golpe mortal. Mas no domínio da psychologia souberam manter-se, mesmo até aos nossos dias, não representam  senão um grupo d’essas numerosas e estranhas idéas mysticas que ainda hoje se encontram na ontogenia da alma.

MYTHOLOGIA DA ORIGEM DA ALMA – As informações precisas que adquirimos  n’nestes últimos anos pela  ethnologia   comparada , relativamente á maneira  como se formaram os diversos  mythos  nos antigos povos civilisados  e nos povos primitivos actuaes, são também de um grande interesse para a psichogenia 

(…) enviamos os leitores  para a excellente obra de A. Svoboda: as formas  da crença (1887). Do ponto de visto do seu contheudo  scientifico ou poético, os mythos psychogeneticos pódem  ser classificados, de maneira seguinte, em cinco grupos: 1 Mytho da metempsychose: a alma existia antes no corpo d’um outro animal  e não faz senão passa d’este para o corpo do homem; os sacerdotes egypceios, por exemplo, affirmavam  que a alma depois da morte do corpo, errava atravez de todas as especies   animaes  e, depois de três mil annos, reentrava num corpo humano.

(…) O germen feminino, o óvulo, e o crepusculo fecundante masculino, o espermatozoide , são simples cellulas . Estas cellulas vivas poussuem  uma somma de propriedades physiologicas  que reunimos sob o termo d´alma cellular .

(…) Quando duas especies  de cellulas, em consequencia da cópula , veem a encontrar-se, ou quando são postas em contacto por uma fecundação  artificial  (por exemplo nos peixes) attrahem-se  reciprocamente  e abraçam-se estreitamente. A causa d’esta attracção  cellular   é de natureza chimica … _ Excertos do livro “ENGMAS DO UNIVERSO” de Ernesto Haeckel


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