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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Doença de origem desconhecida afeta quase 2000 pessoas em São Tomé e Príncipe” Num país com um único hospital e enfermarias degradadas, que é o retrato da precariedade e das desigualdades sociais: - enfermeiros e pessoal auxiliar com ordenados miseráveis (45 euros mensais) – E, todavia, milhões de fundos canalizados para Palácio de Justiça, que não faz justiça e centenas de passeatas do Primeiro-Ministro



Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise   


Este é o maior risco

Há estudos e comunicados que apontam para a existência na população da chamada úlcera de Buruli - a que nos referiremos detalhadamente mais  diante No entanto, as autoridades sanitárias santomenses, persistem em prestar informações contraditórias e em não esclarecer devidamente a população – Por forma a poder evitar a enfermidade -

ORA DIZEM UMA COISA ORA DIZEM OUTRA 

(Ataulizaçao) As informações contraditórias: de úlcera de Burruli a Necrotizante  - Persiste, a incongruência da dança das estatísticas e das informações contraditórias, pelo Ministério da Saúde de S. Tomé e dos seus porta-vozes, com o objetivo de ocultar uma enfermidade que foi negligenciada pelo atual governo -  No passado dia 25 de Fev, dizia-se:  que, só, numa semana, se haviam registado 42 novos casos e  que a enfermidade alastrava por todos os distritos do país .Uns dias  depois, vêm afirmar que as principais vítimas são pescadores e agricultores dos distritos de Lembá e Loba -Durante vários meses, ignoraram-se os alarmes das muitas pessoas que se queixavam dos mesmos padecimentos e só passou ao conhecimento público quando a bronca tinha mesmo que rebentar




As autoridades sanitárias, que até já admitiram, tratar-se da úlcera de Buruli, agora dão-lhe outra versão: que passou de desconhecida à designação da doença dos dois pés ou úlcera de Buruli –Agora chamam-se úlcera Necrotizante  - Se se tratasse desta doença, já tinha morrido muita gente As infecções cutâneas necrotizantes, incluindo celulite necrosante e fascite necrotizante, são formas graves de celulite caracterizada pela morte de pele e tecidos infectados (necrose). (…) A taxa global de mortalidade é de cerca de 30%. 

A EQUIPA DO INSTITUO  RICARDO JORGE AINDA NEM SEQUER ESTÁ EM S. TOMÉ - AO  CONTRÁRIO DO QUE AFIRMAM AS AUTORIDADES SANTOMENSES 

Dados privados devassados
para servirem manobras polticas
 - Mas vai estar e esperemos que reúna condições para desempenhar o seu trabalho e faça luz onde até agora permanece um profundo sentimento de angústia e um cerrado mistério de trevas 

ANALISE NEGATIVO». A OMS GARANTE: “DOENÇA DE PÉ” CONTINUA ENIGMA E DESCONHECIDA E NÃO SE TRATA DE “ULCERA DE BURULI”

O Governo corrupto de S. Tomé e Prince, que durante vários meses silenciou da opinião pública uma terrível doença, foi agora brindado pela Organização Mundial de Saúde e pelos seus cúmplices, ao permitirem que os resultados das análises efetuadas pelo bacteriologista Ghislain Emmanuel, especialista em Úlcera de Buruli, fossem expostos publicamente, com os nomes dos pacientes - Isto com o objetivo de se mostrar que ninguém estava infetado pela bactéria Mycobacterium úlceras, o que parece não corresponder à verdade.

Já se suspeitava, avaliar pelas declarações da Ministra Saúde, que os exames não iam confirmar tratar-se da úlcera de Burruli quer pela dúvida que persistia em continuar a ocultar a doença, quer pelas mesmas análises não terem sido efetuadas por vários especialistas e enviadas para vários laboratórios.

Governo liderado por Primeiro-ministro Patrice Trovoada, havia dificultado a visita dos deputados dos partidos da oposição, representados na Assembleia Nacional, aos doentes internados no Hospital Ayres de Menezes, por não desejar que a enfermidade fosse conhecida – E só se tornou pública quando os dois filhos de uma personalidade santomense, foram afetados por as dolorosas úlceras – Foi então que o escândalo rebentou.

"A Organização Mundial de Saúde desmente a notícia posta a circular, que a “Doença de Pé” seja a Úlcera de Buruli. Na carta enviada a ministra de Saúde, Maria de Jesus Trovoada (que tivemos acesso), no passado dia 20 de Fevereiro, comunica os resultados preliminares das 25 amostras enviadas ao Laboratório de Referencia para Microbactéria de Cotonou (Benim). As 25 amostras tiveram resultados todos negativos, como podem ver nos documentos anexados."

Estas afirmações, que a seguir reproduzimos, são   falsas: a equipa dos investigadores do Instituto Ricardo Jorge, ainda nem sequer se encontra em S. Tomé –   Soubemos que os três elementos têm tido várias reuniões preparativas, recolhendo equipamento adequado , coligindo informações do que tem sido divulgado  e  que partirão em breve.

No enatnto, as autoridades santomenses afirmaram que  esteve recentemente na capital São Tomé «um dos maiores infeciologistas portugueses para ajudar a tratar esta doença», que, segundo a ministra da Saúde não provocou mortos. Ele fez o que pôde, estabeleceu critérios de tratamento e programas com os nossos médicos, levou amostras para Portugal, está neste momento num dos maiores institutos portugueses, o Instituto Ricardo Jorge, a estudar a doençaGoverno esperançado na cura de doença desconhecida ..

Oxalá lhe sejam propiciadas condições para fazerem o seu trabalho e não cedam ao facilitismo do costume, que geralmente caracteriza os cooperantes (salvo raras exceções) que vêm para aqui mais a passar uns dias de magníficas e tranquilas férias de que para se  maçarem demasiado e não serem desmanchas prazeres  do politicamente correto e elegante - Que, no fundo, terá sido o que agora nos parece ter sido demonstrado com a divulgação das análises encomendas ao  bacteriologista  de Benin



Não podendo comprar medicamentos, o chamado "povo pequeno" socorre-se da medicina tradicional


  FAZER LUZ NAS TREVAS - Para se combater o medo do desconhecido, não há como fazer-se luz - Pois é mais grave darem-se noticias falsas, afirmar-se publicamente que se trata de uma doença desconhecida de que apontar o nome da doença: - Pois, como se compreenderá, do desconhecido toda a gente tem medo e do que é conhecido, as pessoas podem defender-se ou acautelar-se: ora, como se compreenderá, os turistas, desde que não se banhem nos charcos e pântanos ou comam marisco e peixes pescados nestas águas, não têm problemas, podem muito bem continuar a desfrutar as suas férias, nas magníficas belezas naturais destas maravilhosas Ilhas, pois a doença não é contagiosa, tal como também a população, se for avisada dos cuidados que deve ter, evitando banhar-se nos pântanos e não fazer ali qualquer tipo de pesca, em águas contaminadas, naturalmente que não correrá riscos de contrair a tão horrível doença e, de, dentro das suas humildes possibilidades, fazer uma vida mais saudável e normal

O DESCONHECIDO É MAIS ASSUSTADOR 

As autoridades santomenses, pelos vistos, não pensam em combater  a doença mas ocultá-la, que resto foi a  preocupação que manifestaram ao longo de vários meses.

Por esse facto,  até chegaram a tentar impedir que os deputados da oposição pudessem visitar o hospital, o que era uma barbaridade  Ministro Varela condena visita de deputados ao Hospital

COMO AS AUTORIDADES SANITÁRIAS SANTOMENSE SE CONTRADIZEM

31/01/2017 Uma doença de origem ainda desconhecida está a afetar São Tomé e Príncipe, tendo as autoridades sanitárias diagnosticado já 1.994 casos e quatro óbitos "associados à doença", indicou fonte hospitalar. http://www.dn.pt/mundo/interior/doenca-de-origem-desconhecida-afeta-quase-2000-pessoas-em-sao-tome-e-principe-5639098.html


Fossas de saneamento a céu aberto
Povo pequeno, negligenciado  pelas autoridades ,apela a Deus 

ORA DIZEM UMA COISA, ORA DIZEM OUTRA - Voz da América
-03/02/2017 Óscar Medeiros Em cerca de oito meses, 1094 pessoas foram internadas na maior unidade hospitalar do país vítimas da doença, “até agora desconhecida pelas autoridades sanitárias” como disse à VOA a directora dos cuidados de saúde, Maria Tomé o Ministério da Saúde do arquipélago acredita tratar-se de uma úlcera de buruli -Doença rara em São Tomé e Príncipe continua por identificar


Voz da América-10/02/2017 Óscar Medeiros A doença que tem estado a afectar centenas de são-tomenses não é úlcera de buruli como suspeitavam as autoridades sanitárias do país. (…)Maria de Jesus Trovoada revelou que, até ao momento, a doença já afectou mais de mil pessoas no país, mas garantiu que não causou qualquer vítima mortal, como disse o principal partido da oposição, o MLSTP-PSD. Doença rara em São Tomé e Príncipe continua por identificar

10/02/2017 São Tomé et Principe, les autorités sanitaires de l'archipel ont notifié depuis le mois d'octobre 2016 un total de 1094 cas d'ulcère de Buruli sur une population de moins de 200 000 habitants.NOTICIAS  -  Ulcère de Buruli à São Tomé et Principe -

"Aumentam novos casos de Úlcera de Buruli em São Tomé e Príncipe" (..) Em cerca de oito meses, 1094 pessoas foram internadas na maior unidade hospitalar do país vítimas da doença, “até agora desconhecida pelas autoridades sanitárias” como disse à VOA a diretora dos cuidados de saúde, Maria Tomé. (..)  o Ministério da Saúde do arquipélago acredita tratar-se de uma Úlcera de Buruli. Aumentam novos casos de Úlcera de Buruli em São Tomé e Príncipe

Águas pantanosas -Álfobre de doenças
23 Fev 2017 Maia Tomé Palmer, fez saber que até este momento, o número de casos não ultrapassa os 1350. «(…)As investigações ainda não determinaram a origem da doença (... ) mas os estudos já realizados confirmam que não se trata da úlcera de buruli. A Direcção dos Cuidados de Saúde, define a doença como sendo celulite necrotizante http://www.telanon.info/sociedade/2017/02/23/23844/doenca-desconhecida-cresce-e-a-oms-acciona-sistema-de-alerta/

25-02-2017 - - DN - Hospitais em São Tomé registam esta semana 42 novos casos da "doença desconhecida" Autoridades sanitárias são-tomenses dizem que ainda não descobriram uma cura para a 'celulite necrotizante' que já infetou quase 2.000 pessoas desde outubro do ano passado, altura em que começaram a surgir os primeiros casos. Hospitais em São Tomé registam esta semana 42 novos casos da "doença desconhecida" http://www.dn.pt/mundo/interior/hospitais-em-sao-tome-registam-esta-semana-42-novos-casos-da-doenca-desconhecida-5691255.html

VEJA AS DIFERENÇAS ENTRE A FASCIITE NECROSSANTE E A ÚLCEIRA DE BURULI
 EMBORA COM EFEITOS NAS FERIDAS  MUITO PARECIDOS 

 

 FASCIITE NECOROSSANTE -  É uma infeção bacteriana que progride rapidamente A mortalidade neste grupo é muito elevada, aproximando-se de 50 % a 70 % .4 - É rara, com apenas 3 a 4 casos em cada milhão de habitantes por ano nos EUA e Canadá, ou seja, cerca de 1000 casos por ano nos EUA. É mais comum em adultos e idosos com doenças crônicas , doenças cardíacas, doença vascular periférica, doenças pulmonares, insuficiência renal e diabetes mellitus), abuso de álcool, condições imunossupressoras (uso de corticosteróides sistêmicos, doenças do colágeno, infeção pelo HIV, transplantes de órgãos sólidos e doenças malignas em tratamento), uso de drogas endovenosas, cirurgias, varicela em crianças, úlceras isquêmicas e de decúbito, psoríase, contato com pessoas infectadas por Streptococcus e traumas cutâneos penetrantes e fechados ou até mínimos.2,10-14iabet



ÚLCERA DE BURULI -  É  uma doença que pode ser tratada com sucesso quando diagnosticada mais cedo. A maior dificuldade para resolver é a detecção precoceAo contrário lepra ou tuberculose, a infeção bacteriana não é transmitida por contágio humano para humano - A úlcera de Buruli (BU) é uma doença tropical negligenciada causada por Mycobacterium ulcerans . que afeta particularmente as populações dos países do Golfo da Guiné. Causada por uma micobactéria  transmitida por insetos aquáticos, destrói a pele, os músculos e pode até mesmo tocar o osso. É a terceira doença micobacteriana mais comum após tuberculose e hanseníase em pessoas imunocompetentes em Bénin. A doença tem sido relatada em mais de 30 países do mundo, mas a maior carga de pacientes está na África Ocidental - Estima-se que atualmente cerca de 20.000 pessoas por ano estão infectados com úlcera de Buruli e tratada. O número de casos não é alto. Mais de metade dos afetados são crianças menores de 15 anos.

Razão pela qual, os turistas,que queiram passar aqui uns dias de férias, podem visitar as ilhas à vontade, a doença não é contagiosa e maravilharem-se com as suas belezas, conquanto se banhem só nas águas quentes e azuis do mar e evitem comer mariscos ou peixes, que não sejam de água salgada

SE SE TRATASSE DA FASCIITE NECROSSANTE – QUE IGUALMENTE É DE ORIGEM INFECCIOSA E NÃO CONTAGIOSA,    OS SEUS EFEITOS SERIAM DEMOLIDORES

Segundo os especialistas, a fasciíte necrosante é   “uma doença rara mas altamente de demolidora, o que significa que já teria havido muitas mortes – Mas não é uma doença típica de África ou dos climas tropicais

“É rara, com apenas 3 a 4 casos em cada milhão de habitantes por ano nos EUA e Canadá, ou seja, cerca de 1000 casos por ano nos EUA. A mortalidade é de 20 a 25% com tratamento, que frequentemente envolve amputações. É mais comum em adultos e idosos com doenças crônicas como diabetes, câncer ou insuficiência renal, A maior parte dos casos atinge pernas (50%) ou braços (29%).[1] Fasciíte necrosante  ..http://www.hiperbaricasantarosa.com.br/arquivos/diagnostico_faiscete_necrosante.pdf

A mortalidade neste grupo é muito elevada, aproximando-se de 50 % a 70 % .4 (…)

 Fasceíte necrotizante é uma infecção bacteriana rapidamente progressiva e com potencial letal elevado, a infecção é rara e não existem dados confiáveis na literatura brasileira para definir sua incidência, mesmo a literatura norte-Americana e europeia têm dados pouco confiáveis, mas acredita-se que ocorram cerca de 1000 casos/ano nos EUA e 500 casos/ano no Reino Unido.

“Resumo: Fasciíte necrosante é infecção bacteriana destrutiva e rapidamente progressiva do tecido subcutâneo e fáscia superficial, associada a altos índices de morbimortalidade, se não tiver tratamento precoce. Recentemente, inúmeros casos publicados têm demonstrado aumento na freqüência e gravidade dessa infecção, particularmente causada pelo Streptococcus do grupo A (GAS) e que acomete até mesmo pessoas jovens e saudáveis. Classifica-se em tipo I, quando causada por flora mista de anaeróbios e outras bactérias, e tipo II, quando causada pelo GAS isolado ou associado ao Staphylococcus aureus. Os fatores predisponentes incluem: doenças crônicas e malignas, abuso de álcool, uso de drogas endovenosas, lesões da pele como varicela, úlceras crônicas, psoríase, cirurgia, traumas abertos e fechados, entre outros. Clinicamente destacam-se: a dor intensa, o edema grave, a rápida progressão e a resposta pobre à antibioticoterapiaFasciíte necrosante: revisão com enfoque nos aspectos 

Caberá naturalmente aos  investigadores a conveniente resposta – Mas que não fique no domínio dos segredos, como parece acontecer ao propalado inquérito mandado instaurar pela morte do malogrado piloto da TAP. A doença manifesta-se como uma úlcera que deixa grandes feridas abertas na pele. "Esta úlcera só atacam as pernas, os pés", disse Maria Tomé Palmer. - As autoridades solicitaram o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou um especialista Benin úlcera de Buruli. São Tomé E Príncipe - Doença de origem desconhecida afeta quase



As autoridades sanitárias santomenses, além de terem negligenciado a doença, durante vários meses, têm procurado ocultar informação dos pormenores da mesma, que  designam por desconhecida, mas há noticias a correr no estrangeiro que  lhe apontam o nome de  úlcera de Buruli, que, de resto, vai ao encontro das  biopsias, que já terão sido realizadas pelo especialista beninense Ghislain Emmanuel, a pedido do OMS, as quais foram enviadas para o laboratório em Yaondé, Camarões

É causada pela bactéria Mycobacterium ulcerans, que produz uma toxina original, micolactona , o que provoca danos nos tecidos e inibe a resposta imunitária. Ulcère de Buruli à São Tomé et Principe | Mon Partenaire Santé


É uma doença antiga, difundida no mundo, mas especialmente nos países quentes e húmidos. Um dos agentes para o alastramento dessa enfermidade é feito através da picada de insetos em zonas muito húmidas e pantanosas, sobretudo na época das chuvas, entre os quais o da picada de certas aranhas – Que podem transmitir uma microbactéria, suscetível de provocar úlceras na pele extremamente profundas e dolorosas, destruindo a pele, o tecido subcutâneo, músculos, podendo mesmo atacar o osso, sendo as populações que vivem em áreas pantanosas em países tropicais, as mais vulneráveis, nomeadamente nas pernas e braços. . Devendo, por isso, evitarem entrar descalças nessas águas chocas e salobras, autênticos viveiros de agentes infeciosos, pois as chagas não se transmitem de pessoa para pessoa, senão através de uma microbactéria Pois, como dizem os entendidos, "mordendo o homem, o inseto injeta as bactérias Mycobacterium ulcerans, a única que pode ser transmitida por um insecto e o única capaz de produzir uma toxina

Peixes e ratos são contaminados


Foi na Austrália, há quase 70 anos que o Professor Peter MacCallum e seus colegas descreveram pela primeira vez em detalhe uma nova entidade doença ulcerosa entre os seis pacientes da área de Bairnsdale perto de Melbourne. E também os primeiros a isolar o agente causador, Mycobacterium ulcerans Em seguida, na década de 1960, observaram-se muitos casos desta doença em Buruli County (agora Nakasongola District) em Uganda. É por isso que esta doença é conhecido, uma vez que, sob o nome de Buruli. "Ele rapidamente se tornou evidente em muitas partes do mundo desde 1980, particularmente na África Ocidental, o que nos levou a agir, de 1998, diz um da OMS. Dada a crescente dispersão geográfica, consequências graves e limitado conhecimento que temos da doença, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou uma resolução em 2004 para melhorar o monitoramento e controle, bem como para acelerar pesquisa para desenvolver melhores ferramentas para lutar


É IMPORTANTE A INFORMAÇÃO JUNTO DAS POPULAÇÕES – ATRAVÉS DA RÁDIO E DA TELEVISÃO. E DA PARTICIPAÇÃO DE EQUIPAS DE SAÚDE NO TERRENO OU MESMO DO TRABALHO DE VOLUNTÁRIOS E  DESEMPREGADOS - Naturalmente com o indispensável apoio logístico e alimentar, uma justa gratificação estimuladora. 

Veja-se o que é dito num relatório sobre os cuidados da doença no Benim, donde veio o especialista que se encontra atualmente em S. Tomé - De que traduzimos algumas passagens

A úlcera de Buruli (BU) é uma doença tropical negligenciada causada por Mycobacterium ulcerans .Normalmente, o número de pacientes com úlceras em estágio avançado é alto. Isso complica o tratamento e aumenta o risco de deficiência. A doença é endêmica principalmente na África Ocidental. A principal estratégia para o controle é a detecção precoce usando voluntários da comunidade. Em Bénin, foram coletados dados para compreender o papel dos diferentes sistemas de referência no estágio da doença na apresentação no hospital ea precisão diagnóstica. Cerca de um quarto dos pacientes foram encaminhados ao hospital pelos voluntários da comunidade. Voluntários de saúde da comunidade encaminharam pacientes mais freqüentemente em um estágio anterior da doença. A taxa de confirmação de PCR entre os pacientes encaminhados pelos voluntários de saúde comunitária não foi sistematicamente menor do que nos pacientes encaminhados por outros sistemas. Descobrimos que os voluntários de saúde comunitária desempenharam um papel importante no sistema de referência de pacientes com UB em Bénin. Esta informação é relevante para programas de cuidados de saúde que tentam controlar a UB, mas também pode ser relevante para programas de cuidados de saúde que trabalham em outras doenças em áreas com recursos restritos.

A úlcera de Buruli (BU), causada por Mycobacterium ulcerans , é uma doença tropical negligenciada emergente. É a terceira doença micobacteriana mais comum após tuberculose e hanseníase em pessoas imunocompetentes em Bénin. A doença tem sido relatada em mais de 30 países do mundo, mas a maior carga de pacientes está na África Ocidental 

Normalmente, a UB começa como um nódulo, placa ou edema indolor, acabando por se tornar uma úlcera.O elevado número de pacientes com úlceras em estágio avançado é um grande problema, pois o tratamento da doença avançada é complexo e frequentemente tem incapacidades de longa duração como conseqüência  . A apresentação tardia às instituições de saúde é comum e é influenciada por questões práticas, tais como custos de viagem, visitas aos curandeiros tradicionais e percepção da doença por parte do paciente


O tratamento consiste em tratamento antibiótico com estreptomicina e rifampicina durante oito semanas, combinado com tratamento de feridas até que a lesão cicatrize  . As lesões levam muito tempo para curar; Em um ensaio clínico sobre o tratamento com antibióticos em Gana, o tempo médio de cura foi de 18 semanas para lesões de categoria I. O tempo médio de cura é maior para lesões de categoria II e III - 30 semanas [ . A cirurgia pode ser necessária. O tamanho da lesão foi o principal fator associado à cirurgia 



A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a detecção precoce de casos e o tratamento precoce das lesões para o controle da UB. A detecção precoce é importante porque a apresentação tardia para tratamento médico está correlacionada com a evolução das lesões pré-ulcerativas com a forma ulcerativa, aumento do risco de osteomielite, intervenção cirúrgica mais extensa e enxerto de pele  , internação hospitalar prolongada e limitação funcional grave  . As estratégias utilizadas para a detecção precoce de pacientes com UB são a busca ativa de casos e a educação nas áreas rurais com a assistência de voluntários de saúde da comunidade. Os voluntários de saúde da comunidade podem ser definidos como indivíduos leigos treinados em um papel específico de fornecer cuidados curativos ou preventivos ou controle em sua própria comunidade . Os voluntários da saúde da comunidade têm demonstrado desempenhar um papel importante no controle de várias doenças endêmicas, como oncocercose e dracunculose.- Excerto de Contribution of the Community Health Volunteers

"Ao contrário da lepra ou tuberculose, a infeção bacteriana não é transmitida por contágio humano para humano, é o resultado de uma transmissão feita com um modelo semelhante ao de uma doença parasítica tal como a malária ou virais como Nilo Ocidental. Esta descoberta é esperado para desenvolver meios mais eficazes de proteção contra esta doença.


Um dos hospedeiros
(…) recomendações de tratamento atuais são: combinação de rifampicina e estreptomicina / amicacina durante oito semanas como tratamento de primeira linha para todas as formas da doença ativa. Podem ser tratados como pacientes ambulatórias nódulos e casos simples; cirurgia para remover o tecido necrosado, cobrir defeitos da pele e deformidades; Intervenções para minimizar ou prevenir deficiências.
Foi relatado úlcera de Buruli em trinta países da África, das Américas, da Ásia e do Pacífico Ocidental, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. Na Costa do Marfim, havia cerca de 24.000 casos entre 1978 e 2006, o Benin quase 7.000 casos entre 1989 e 2006 e em Gana mais de 11 000 casos desde 1993. Na Austrália, um aumento recente, com 25 casos são relatados em 2004, 47 em 2005 e 72 em 2006. Ele notifica mais e mais casos em Camarões, Congo, Gabão, Sudão, Togo e Uganda.
Epidemiologia também ensina que a úlcera de Buruli é mais frequentemente observada em comunidades rurais que vivem perto dos lagos, fluxo lento rios, lagoas, pântanos e lagos. Casos também ocorreram depois da inundação. "As atividades perto da água, como a agricultura, são um fator de risco e parece que usar roupas para proteger qualquer um desfile, foi explicado há pouco ainda à OMS. As razões para o aumento da propagação desta doença ainda não são claros. Se nós pode ser afetada em qualquer idade e independentemente do sexo, a maioria dos pacientes não deixam de ser crianças com menos de quinze anos. Em geral, não existe nenhuma diferença entre os rapazes e raparigas na taxa de infeção. A doença pode afectar qualquer parte do corpo, mas em 90% dos casos, as lesões são nos membros, com cerca de 60% para as pernas. Não há evidência de que até à data, a doença pode ser transmitida a partir de uma pessoa para outra. Há pouca variação sazonal na incidência ". https://www.revmed.ch/RMS/2008/RMS-152/Ulcere-de-Buruli-vecteur-identifie

(Atualização) Cometário no Facebook do santomense  Danilo Salvaterra, em

A DOENÇA MISTERIOSA OU SINAIS DE INCOMPETÊNCIA E IRRESPONSABILIDADES

Quando em Setembro de 2016 abordei esta misteriosa enfermidade com alguém internado no Hospital do Príncipe, manifestei lhe a minha preocupação dizendo lhe que poderíamos estar perante uma epidemia face a que ele narrava.
Irresponsavelmente, o país no seu todo inclusive às autoridades preferiram o silencio até não poderem mais. Não foi por acaso que o primeiro anúncio do assunto veio pelas minhas mãos.
Distante das notícias do país preocupa-me porque enquanto estiveram acessíveis informações sobre o assunto, a minha conclusão foi que há muita irresponsabilidade na condução deste dossier.
Três dias atrás até porque a doença de que se fala com possibilidades, em 2014 só houve cerca de 2200 casos no mundo, que é bem maior que S.Tomé e Príncipe.
Tendo S.Tomé e Príncipe mais de 2000 casos, a gravidade é muito extrema pelo que a minha pergunta aos amigos e compatriotas, o que sucederá se a O.MS declarar quarentena a S.Tomé e Príncipe.
Mais do que todas as diligências actuais, a minha sensibilidade deixa-me muito, mas muito apreensivo.
Exorto a oração colectiva, porque é muito, muito, mas muito MAU.
Deus Proteja-nos e Abençoe S.Tomé e Príncipe.
Algures, 22 Fevereiro 2017

POBREZA E AS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS

São Tomé e Príncipe registou em 2015 mais casos de tuberculose do que em 2014 – "Os dados foram avançados pelo coordenador do projeto nacional de Luta contra a Tuberculose, Gilberto Frota, que considera a possibilidade de aumento de casos face à introdução de novos equipamentos para deteção de casos da doença no país.

 Piores que no tempo colonial
Assim vai o continente africano

As avaliações (WHO) da Organização Mundial de Saúde mostram que bilhão povos em 149 países sofrem de umas ou várias doenças tropicais negligenciadas. Estes incluem a dengue, o tracoma, a filariose e o leishmaniasis, e são causados por vírus, por bactérias, por parasita ou por helminthes.

Estes são chamados negligenciados porque não recebem muita atenção. Ocorrem o mais frequentemente nos países em vias de desenvolvimento do mundo que sofrem do saneamento deficiente, da falta da água potável e do acesso deficiente dos cuidados médicos. A importância destas doenças é médica e sócio-económica. http://www.news-medical.net/health/What-are-Neglected-Diseases-(Portuguese).aspx

África - Ainda imagem da negligência à saúde
Referem noticias que "São Tomé e Príncipe pede ajuda à OMS para doença misteriosa - Infeção de origem desconhecida afeta quase 2.000 pessoas. Ataca os membros inferiores e a esmagadora maioria das vítimas são homens.  ttp://www.tvi24.iol.pt/internacional/31-01-2017/sao-tome-e-principe-pede-ajuda-a-oms-para-doenca-misteriosa... São Tomé E Príncipe - Doença de origem desconhecida afeta quase s 

25/04/2016 Malária o drama para as famílias de São Tomé e Príncipe  25/04/2016 -  “Eu já estive no hospital pelo menos oito vezes com os meus filhos. Dois deles morreram e todos já adoeceram com o paludismo”, diz à Lusa, na véspera do Dia Mundial da Malária, que se assinala na segunda-feira Malária o drama para as famílias de São Tomé e Príncipe


EIS ALGUMAS DESSAS PERIGOSAS DOENÇAS

Lepra ou doença de Hansen - uma doença bacteriana, contagioso após o contacto prolongado, que se tornam muito lentamente, afetando os nervos para causar a perda de sensação e de deficit do motor, os ferimentos repetidos e perda de tecido, conduzindo às deformidades características. 

Úlcera de Buruli - causada por mycobacteria, esta infecção conduz ao ulceration destrutivo profundo da pele, do tecido macio e do osso.

Sintomas da doença do sono

A doença de Chaga - uma doença perigosa causada pelo cruzi de Trypanosoma do parasita, transmitido por insectos do vector chamou os erros do triatomine (ou o beijo de insectos), ou pelo contacto com alimento contaminado, contaminou o sangue, através das transplantações de órgão ou do contacto acidental com espécimes do laboratório.

Filariose - a elefantíase igualmente chamada, filariose linfática é causada pelo bancrofti de Wuchereria dos parasita, ou espécie de Brugia, transmitida pela mordida da espécie do Mosquito, dos Anófeles ou do Aedes de mosquitos, da obstrução das causas de embarcações linfáticas e do inchamento das áreas afetada

Dengue - mosquito-carregada, pela espécie do Mosquito de mosquito e causada pelo vírus de dengue, às vezes tendo por resultado complicações sérias ou fatais
.
O Leishmaniasis - causado pela vária espécie do parasita Leishmania, transmitida pelo sandfly, pode causar a pele ou lesões viscerais produzindo a doença, a desfiguração e a morte.

Doença de sono Africana - causada pelo brucei de Trypanosoma do parasita, transmitido pela mordida dos mosca tsé-tsé, quase sempre fatal sem diagnóstico e tratamento alertas, antes do cérebro é afectado pelos parasita. Por Liji Thomas, DM http://www.news-medical.net/health/What-are-Neglected-Diseases-(Portuguese).aspx

 A doença do sono tem evoluído sob várias formas mas há um sintoma comum nestas duas tipologias: a coceira e os vermelhões, pelo que caberá aos investigadores a conveniente resposta – Mas que não fique no domínio dos segredos, como parece acontecer ao propalado inquérito mandado instaurar pela morte do  malogrado piloto da TAP para evitar que possa vir a ser ainda mais nefasta e virulenta  para o turismo nas duas Ilhas

A doença do sono, conhecida cientificamente como Tripanossomíase africana humana, é uma doença parasitária causada pela picada da mosca de tsé-tsé, que é frequente em vários países africanos.Em 2012, foram relatados casos de 7216, mas estima-se que mais de 20 000 casos de número real.instabilidade social e / ou de acesso dificuldades fazer a avaliação da situação exata. - 70 milhões de pessoas estão em risco em 36 países da África sub-saariana. Maladie du sommeil : informations et traitements - Institut Pasteu

Lixo hospitalar a céu aberto
Fev 2016 - Grande esforço e generosidade mas sem meios

As profundas alterações climáticas em S. Tomé e Príncipe, as  ligações exteriores, sem o devido controlo
sanitário - embarcações que fazem ligações, a torto e a direito, muitas das quais cladestinamente e por razões que se desconhecem, com o vizinho Gabão, mas não só, a  desmatação excessiva em certas áreas das ilhas, queimadas na época da gravana, sem controlo (a que já nos treferimos desenvolvidamente neste site) a criação de gado bovino, de forma intensiva, provalmente sem os devidos cuidados sanitários,  assim como o desleixo com assistência  de saúde às populações e no seu desinvestimento, lixeiras hospitalares   a ceu aberto e nas zonas urbanas, poderão estar a propiciar o retorno de uma das doenças mais generalizadas em vários países, que havia sido erradicada, há vários anos mas que poderá estar de regresso: ou seja, a chamada doença do sono - A sintomatologia, que é referida nas noticias, é, nalguns aspectos muito  semelhante à desta doença que 
existe em 26 países da África subsariana., nos quais 70 milhões de pessoas arriscam-se diariamente a ser alvo de uma picada dolorosa e perigosa da mosca tsé-tsé.

floresta 


Téla Nón
No centro da capital

01/02/2017 - Segundo as explicações da Direcção dos Cuidados de Saúde, normalmente tudo começa com uma coceira na pele que fica avermelhada, e depois surge uma pequena ferida que vai-se alastrando sobretudo nos membros inferiores. - A ferida que se assemelha a uma queimadura, vai corroendo paulatinamente todos os membros inferiores. A doença que começou a atacar os são-tomenses desde o início de 2016, é de origem desconhecida, anunciou a Direcção dos Cuidados de Saúde. «Tudo quanto sabemos é que é uma úlcera que denominamos de ulcera microsante. Não conhecemos até hoje o agente patológico», declarou, Maria Tomé Palmer.

(...) Actualmente a doença que abre chagas enormes nos membros inferiores dos são-tomenses é responsável por importante ocupação das camas nos hospitais do país. «Um grande número de doentes interna e fica por muito tempo. Há doentes internados desde Outubro e vêm de todos os cantos do país», frisou a Directora dos Cuidados de Saúdehttp://www.telanon.info/sociedade/2017/02/01/23691/doenca-de-origem-desconhecida-ja-afectou-1094-sao-tomenses/

 CONTORNOS DA DOENÇA DO SONO - AINDA POR EXPLICAR

É assim que se promove o turismo e a saúde dos santomenses?
 "Os contornos da evolução desta doença, ainda continuam a preocupar a comunidade cientifica –Pois, segundo é referido, os  “relatórios sobre G. p. Palpalis são escassos, embora a espécie pareça ter adaptado comportamento atípico em muitos outros países (Gouteux & Larvessiere, 1982, Gouteux et al. , 1983). No Mali, a presença de espécies ribeirinhas na cidade urbana de Bamako em plantações de manga provocou um grave problema de doença do sono (Toure, 1974). Da mesma forma, na Costa do Marfim e nos Camarões (Challier, 1973), a tsé-tsé adotou o comportamento peridomestic nas plantações de cacau e café, levando a surtos de doença do sono. Jordan (1989) observou que a mudança no comportamento do grupo de Nemorhina(geralmente associada aos cursos de água e ambientes lacustres) é provocada pela destruição de seus habitats naturais em direção aos limites mais secos e húmidos de sua distribuição. 

O processo, que continua com velocidade sem precedentes, está resultando na substituição da vegetação natural por habitats artificiais aceitáveis ​​para as moscas. Embora, o efeito resultante não seja um aumento geral ou diminuição da área total infestada por estas espécies. No entanto, faz com que as espécies se tornem resistentes e adaptadas aos habitats atípicos, como a situação na cidade de Kontagora.

RECENTE CONTRIBUTO DE CIENTISTAS PORTUGUESES 

Enfermaria de Água Izé - 1916
29/05/2016 - Descoberta é de equipa portuguesa: foi localizado o principal esconderijo dos parasitas de doença que causa sonolência permanente. Se não for tratada, os doentes morrem. Também afecta o gado. Origina perdas económicas em países (de África) já de si depauperadosara a Organização mundial da Saúde (OMS), é uma das doenças tropicais negligenciadas, doenças que atingem populações pobres em África, na Ásia e na América latina e que dificilmente têm acesso a tratamentos e formas de prevenção. Inesperadamente, o parasita da doença do sono vive nas células da 

EPISÓDIO NO GABÃO - Um português de 58 anos de idade, que já trabalhou no Gabão durante 13 anos para uma empresa francesa, foi internado na enfermaria de doenças tropicais e infecciosas devido a dois meses de história de febre intermitente, fadiga e uma perda de peso de 10 kg . O paciente lembrou uma dolorosa mordida de inseto não identificada em sua coxa direita 2 meses antes em seu jardim em Libreville (bairro de LalUrban Transmission of Human African Trypanosomiasis, Gabon -


Eng. Henrique Pinto da Costa - Estudioso cientista da Biodiversidade

PARA REFLEXÃO - Durante a segunda metade do século XIX, a ilha de Príncipe foi significativamente transformada pelo sucesso das plantações de cacau e por uma epidemia de doença do sono que ameaçou a sua prosperidade. Esta situação levou à criação de um plano para a erradicação da doença que foi implementado em 1911 por uma equipa liderada por Bernardo Bruto da Costa. Este plano, ainda que contrariando muitas das teorias que justificavam as intervenções médicas de outros países Europeus em África, levou pela primeira vez na História à erradicação da doença e do seu vector em 1914. Foi em Príncipe que as primeiras armadilhas para a captura da mosca tsé- tsé foram desenvolvidas e que a primeira droga (Atoxil) para o tratamento da doença foi testada em seres humanos. O trabalho de Bruto da Costa e da sua equipa assentou na combinação de uma intervenção ecológica com uma intervenção farmacêutica. O sucesso desta abordagem ajudou a justificar a continuação do domínio Português sobre aquela área de África que, no inicio do século XX, se via seriamente ameaçado.  A ERRADICAÇÃO DA DOENÇA DO SONO NA ILHA DE PRÍNCIPE

EM QUE PÉ FICOU O BADALADO INQUÉRITO DA TAP? - Claro, como era suposto, em águas de bacalhau - Nunca mais se falou no caso de toda a conveniência - para segurança dos santomenses - que  se apurassem os resultados



Um tripulante de cabine da TAP Portugal com 27 anos, morreu na madrugada de 25 de Dezembro vítima de paludismo cerebral, a forma mais grave da malária. - Segundo as informações disponíveis, a infeção terá sido contraída durante uma viagem de trabalho a São Tomé e Príncipe com uma paragem técnica em Acra, no Gana.” 
Esta noticia já correu mundo e, além de dramática  para os familiares da vitima, se as causas não forem devidamente aprofundadas e esclarecidas,  poderá tornar-se num duro golpe para  o turismo nas maravilhosas Ilhas Verdes do Equador, de consequências gravíssimas, dificilmente  reparáveis nos próximos tempos

Conforme referimos neste site Guiné, Togo, Mali, Moçambique, Burkina Faso, Gana, Costa do Marfim, Uganda, Nigéria e República Democrata do Congo são os dez países africanos que albergam 87,1% da população (159,9 em 183,5 de milhões de pessoas) que vive em regiões com uma probabilidade alta ou muito alta de contraírem o parasita mais mortal da malária, apesar do financiamento para o seu combate ter aumentado nove vezes”.


Acra -Gana -Lixeira a céu aberto de lixo eletrónico
Em 2014, em dois  meses, entre Junho e Agosto, o surto de cólera em Gana matou pelo menos 67 pessoas, tendo a doença infectado mais de cinco mil  O Serviço de Saúde de Gana afirmou então  que o surto se concentrou em comunidades empobrecidas em áreas urbanas no sul que carecem de sanitários adequados, embora também tenham surgido alguns casos em regiões rurais no norte do país do oeste da África. Surto de cólera em Gana matou pelo menos 67 pessoas desde junho ...


EM OUTUBRO DE 1973 – FORAM INTERDITADAS AS IMPORTAÇÕES E APERTADOS CONTROLOS SANITÁRIOS NO AEROPORTO E  NO CAIS MARÍTIMO



VEJAM-SE AS MEDIDAS QUE FORAM TOMADAS;   “Através do oficio Nº 1673 – 43/RZ/3.1 de 17 de Setembro de p.p., emanado pelo Ministério  dos Negócios Estrangeiros, segundo a informação da Embaixada Portuguesa em Kinshasa, tomou-se conhecimento de uma grave doença contagiosa de arroz  (rhyncesporium) declarada na Nigéria, Ghana e Costa do Marfim, assim como de uma epidemia de carbúnculo da cana do açúcar (ustilage scitaminem) na República do Mali, ambas as doenças detectadas pelo Secretariado Científico do “Conselho Fitossanitário Inter-Africano da Comissão Científica, Técnica e de Investigação” da Organização da Unidade Africana.


Dadas as frequentes escalas em S. Tomé e Príncipe de navios e aviões originários ou tocando portos de alguns dos países onde se declararam as citadas epidemias, atendendo a que a introdução de qualquer material infestado poderá constituir grave risco para a agricultura local e baseado nº 2 do Artigo 28º do Regulamento da Sanidade Vegetal;





COM A POBREZA A CRESCER EM STP, CRESCE TAMBÉM A CRIMINALIDADE E OS RISCOS DE DOENÇAS  - NÃO SE PODE EXIGIR QUALIDADE DE SAÚDE COM ORDENADO MISERÁVEIS E LIXEIRAS A CONSPURCAREM O AMBIENTE

É citado que "A realidade dos profissionais da saúde em São Tomé e Príncipe é mesmo difícil. Conversamos com enfermeiros do hospital Dr. Ayres de Menezes, que preferiram não serem identificados por medo de represálias dentro da instituição. Todos foram unânimes ao afirmar a falta de material para o tratamento dos pacientes, a falta remédios, e que a infraestrutura do único hospital do país está completamente sucateada. “Realmente não temos condições para fazer um bom atendimento da população”, assegurou uma das profissionais que conversou conosco.

Para além dos problemas estruturais no Dr. Ayres de Menezes, os enfermeiros e médicos ainda precisam lidar com o baixo salário pago às categorias.  O salário de um enfermeiro, por exemplo, pode variar entre 1 a 2 milhões de Dobras, o equivalente a 40 e 80 euros, respectivamente. Este é o valor pago por mês para aqueles que seguirem a carga horária normal de 9 horas diárias. Para conseguir ganhar um pouco mais, os profissionais precisam esforçar-se ainda mais e fazer pelo menos 8 ou 10 plantões todos os meses, e aí conseguem ganhar mais 400 mil Dobras por turno realizado. “Isto acaba por transformar a nossa carga horária em algo desumano e que às vezes nem compensa tanto assim, pois temos muitos descontos no nosso salário”, revela um enfermeiro.

DE POUCO OU NADA PODERÃO SERVIR OS ALERTAS - É QUE A DESCARACTERIZAÇÃO  DO CLIMA - EMPOBRECEM O SOLOS E PODE TRAZER NOVAS DOENÇAS




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De nada poderão valer as ajudas monetárias se  a desflorestação e as queimadas prosseguirem – Esse panorama persiste e agrava-se a cada dia que passa. Em queimadas, a noroeste e, em desmatação, selvagem a sul. 


Ao aproximar-me do aeroporto de S. Tomé, quando ali desembarquei, no passado dia 20 de Outubro, a panorâmica que eu esperava se revelasse  de um verde tenro, no litoral do Ilhéu das Cabras a Fernão Dias, mostrava-se-me de um verde seco e torrado, com alguns trechos a fazerem-me lembrar as manchas negras e ardidas de Angola – Diz-se que é por  causa do carvão. Fazem-se derrubadas e queimadas,  de qualquer jeito, sem a menor preocupação ambiental. 


NÃO SE PODE FICAR INDIFERENTE  ESTA DESFLORESTAÇÃO  DESMEDIDA - Justiça trava devastação da zona sul de S.Tomé -  Mas será que travou mesmo?

Já conhecia a desflorestação através de vídeos e de fotografias - Porém, longe de imaginar que a sua dimensão  fosse tão  extensiva - Pelo que me foi dado observar,  a área devastada, ao sul da ilha de S. Tomé,  pareceu-me duplicar ou mesmo triplicar os tais 4000 hectares que  foram concessionados  pelo Estado santomense a um grupo privado 

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