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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Luto na Casa Real Portuguesa, com Dom Duarte Pio de Bragança, em visita de solidariedade a S. Tomé e Príncipe, onde doara um lar de estudantes – Seu irmão mais novo, Dom Henrique João de Bragança, 4º duque de Coimbra, faleceu ontem ao principio da tarde.

Dom Duarte Duque de Bragança,  de novo em S. Tomé, pela 10ª vez, porém, decerto, longe de imaginar que esta sua visita iria ser manchada  num momento de luto e profundo pesar, ou seja, com a morte do seu irmão mais novo,  D. Henrique de Bragança, 67  anos de idade, duque de Coimbra, que morreu esta quarta-feira – Daí agora compreender  o semblante, de visível a abatimento, que lhe observei nas declarações registadas pela TVS, de que não falara publicamente mas cujo sofrimento lhe parecia estampado no rosto.

Referem notícias que “O óbito foi noticiado na portal na Internet da Real Associação da Beira Litoral (RABL), sem revelar mais detalhes. A revista "Lux" adianta que o corpo estará em câmara ardente na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, onde se encontra o Panteão Real da Dinastia de Bragança. -Dom Henrique João de Bragança, 4º duque de Coimbra, era bisneto de D. Miguel I Morreu o irmão mais novo de D. Duarte Pio de Bragança

Solidarizo-me com a sua dor apresentando-lhe as minha sentidas condolências

Por certo que a sua deslocação, que estava prevista para uma estadia de cinco dias, irá ser interrompida. Ele veio a S. Tomé,  não propriamente para fazer turismo, conquanto reconheça  as suas potencialidades, mas para dar o contributo da Casa de Bragança para obras de caráter social e também dar o seu estímulo para iniciativas no campo da agricultura, que é uma das áreas , em que reconhece existirem excelentes perspetivas de desenvolvimento, nomeadamente na exploração das chamadas especiarias, que levaram os marinheiros portugueses a demandar as longínquas Índias, os  mares da Austrália e Indonésia - Timor.

De resto, destes prodigiosos recursos, se apercebera já na altura da sua primeira viagem a S. Tomé, ainda no tempo colonial, quando aqui procurou fixar residência, após ter sido expulso de Angola, onde havia cumprido o serviço militar, entre 1968-71 como tenente da Força Aérea Portuguesa, tendo passado, em 1972, para a vida civil

Nesse ano organizou, com um grupo multiétnico angolano, uma lista independente de candidatos à Assembleia Nacional, iniciativa que terminou com a sua expulsão do território angolano por ordens de Marcelo Caetano, então Presidente do Conselho de Ministros do Estado Novo -  Foi então que se deslocou a S. Tomé para aqui ver se podia adquirir uma pequena área de cultivo para se dedicar à  exploração de ananases e de outras culturas tropicais, especialmente baunilha e pimenta, com a participação da experiência  pequenos produtores agrícolas da terra .

Sei, pois,  quanto ama e admira as ilhas maravilhosas do equador, verdadeiras joias de beleza do Golfo da Guiné – Conheci-o, pela primeira vez, nos princípios da ´década de 70 e antes do 25 de Abril, tendo-me oferecido o almoço na sua mesa, ao aperceber-se que, o dono do restaurante Palmar, me impedia de ali entrar devido a um artigo que publicara na semana Ilustrada, com o qual chamava de Exploradores, ao donos dos bares, pelo facto de a cerveja estar a ser vendida mais cara, que a margem de lucro prevista no Boletim Oficial. – Ele já me tinha encontrado, casualmente  na rua e tido um breve diálogo.


Ao aproximar-me da porta, o dono do restaurante, veio ao meu encontro, abrindo desabridamente os braços, nestes termos: Você não entra aqui em minha casa! – Foi, então, que, de lá de dentro, ouço, numa das pessoas , a voz de  Dom Duarte Pio de Bragança, que teve um gesto à altura dos pergaminhos da sua nobreza, dizendo: Por favor, deixe entrar esse senhor, que é meu convidado. era a voz  - E lá fui sentar-me à mesa do corajoso Príncipe, para minha reconfortante surpresa e satisfação. Gesto este que acabaria por  consolidar um relacionamento muito cordial e honroso, que se prolongaria, desde então,  até aos dias de hoje  

Porém, antes desse reencontro, conhecendo já os meus artigos na revista Semana Ilustrada, de Luanda, da qual eu era correspondente em S. Tomé e Príncipe, ao reconhecer-me na rua, veio junto de mim para me perguntar a minha opinião: “Sei que a sua revista já me criticou mas eu não me importo de falar consigo” – Eu sou o Duarte Pio, Duque de Bragança e  gostaria de saber  o que a acha da exploração de ananases na ilha  ou a   quem eu podia dirigir-me para me dar informações técnicas sobre esta cultura“

Eu mesmo lhe confessei que tinha alguma experiência dessa cultura, quer na Brigada de Fomento-Agro-Pecuário, quer no serviço militar, como furriel miliciano, quando ali estive encarregado da Agropecuária – Trocámos impressões e aconselhei-o também a falar com o Eng. Salustino da Graça, que era uma pessoa da terra e que tinha uma das melhores explorações de ananaseiros, próximo da então Vila da Trindade.

Não  vim a saber se chegou avistar-se com ele – Mas, se o fez, talvez esta até fosse uma das razões pelas quais também não lograria fixar-se em S. Tomé, dadas as conhecidas posições politicas daquele resistente ao colonialismo português. – Depois desse dia, não o voltei a ver, pelo que presumi que tivesse regressado à “Metrópole”  

No entanto, após ter regressado a Portugal, na sequência da minha atribulada aventura dos 38 dias, sozinho, a bordo de uma canoa, várias foram as vezes com o qual tive oportunidade de trocar diálogos muito cordiais e de até o ter entrevistado para a Rádio Comercial – Curiosamente, numa das vezes, num programa da noite, de Rui Castelar. No final da entrevistar, acompanhei-o na viatura de reportagem desta estação, na companhia do Assistente de Realização Mário Marques, e, a dada altura, quando já nos aproximávamos ad sua residência, em Sintra, ao apercebermo-nos do princípio de incêndio, que deflagra próximo da estrada, ele próprio toma a iniciativa de nos pedir para parar a viatura e irmos apagar o Inocêncio: e assim fizemos: enquanto não se extinguiu a última labareda, com ramos de  mato, ninguém arredou pé.

Outro curioso encontro, que aqui recordo numa fotografia,  ocorreu no antigo solar dos Visconde Banho de Almendra, correspondendo ao convite dos familiares deste belo e vetusto edifício, no qual um dos generais de Napoleão se aquartelara, na altura das invasões francesas.  

Posteriormente,  encontrámo-nos  num fantástico passeio fluvial, no Rio Tejo, com largada do cais do Parque das Nações, num dos típicos barcos amigos do ambientepara visitar as belezas naturais das margens do rio, nomeadamente os pinguins e outras aves migradoras, passeio   que eu organizei, com a imprensa estrangeira e outras personalidades, a pedido da gerência de empresa Transtroia, com a qual estabelecera relações amigas, ado se tratar de um empresário, nascido em Trancoso, próximo do meu concelho.

Era este o teor do convite  - A bordo do “Castro Júnior” - com jornalistas e várias entidades - para mostrar “cruzeiro rústico” e um novo olhar sobre a defesa de um dos mais importantes ecossistemas selvagens da Europa.

A embarcação, um antigo Varrino do Tejo, com 70 anos de viagens e a capacidade para 122 pessoas, tem um longo historial: já transportou sal, bacalhau, lenha e ferro. Está ancorado no terminal fluvial do Parque das Nações, em frente ao Pavilhão do Atlântico. Adaptado às novas funções, é uma das unidades da frota da Transtróia, empresa vocacionada para passeios no Tejo e no Sado.

NOTICIAS DA SUA PERMANÊNCIA EM S. TOMÉ

O Herdeiro da Casa Real Portuguesa, após apresentar cumprimentos ao Presidente da República, Evaristo Carvalho, acompanhado pelo Bispo da Diocese de STP, D. Manuel António Mendes dos Santos,  em declarações à imprensa, falou dos objetivos da sua visita, 

Duque de Bragança cria lar de estudantes em São Tomé e Príncipe - Título de uma noticia no JN

 "Neste momento, estamos a adquirir uma casa para a diocese, para ser lar dos estudantes. As negociações estão praticamente concluídas, será uma grande satisfação e vai passar a ter o nome de São Miguel", disse Duarte Pio.

Duarte de Bragança encontra-se de visita de cinco dias ao arquipélago e foi hoje recebido em audiência pelo Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho.

Disse a saída que esse lar destina-se a albergar os alunos do interior do país e frequentam as aulas na capital.

O duque de Bragança citou ainda a agricultura familiar como outro projeto de caráter social que pretende desenvolver em São Tomé e Príncipe, tendo dito que nesse domino já iniciou alguns expedientes.

"A ideia é pôr varias instituições em cooperação para criar sinergia e trazer novas ideias", disse, sublinhando que está a pensar igualmente "em trazer especiarias orientais particularmente da indonésia para desenvolver em São Tomé e Príncipe", como forma de combater o desemprego.

Esta é a décima visita do duque de Bragança a São Tomé e Príncipe. Duque de Bragança cria lar de estudantes em São Tomé e Príncipe


De recordar que, Duarte Pio, aquando da sua visita a S. Tomé, no âmbito da peregrinação da imagem da nossa senhora  de Fátima a estas ilhas, ofereceu ao então Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, algumas armas "históricas" da sua família.
Menezes é originário de família nobre de Portugal, mais concretamente Vozela distrito de Viseu. «Estas armas já estão no edifício da família onde de vez enquanto eu costumo a ir que é perto de Viseu-Vozela», declarou o Presidente da República quando recebeu o brasão das mãos do Duque de Bragança. Fradique de Menezes tem brasão e o Duque português, disse que é um gesto bonito oferecer ao Chefe de Estado São-tomense as suas armas de família http://www.telanon.info/politica/2011/05/11/7091/fradique-de-menezes-tem-brasao/


NA VIDA SOCIAL DAS DUAS ILHAS – A HISTÓRICA VISITA DO PRÍNCIPE LUIS FILIPE, HERDEIRO DO TRONO DA MONARQUIA PORTUGUESA – Ocorreu no dia 13 de Julho de 1907 – Esta histórica viagem é recordada, no romance Equador, por Miguel Sousa Tavares, nestes termos, quase no mesmo jeito (mas aquela coroada de êxito)  da fracassada viagem do Rei de Marrocos



Em S. Tomé deliciou-se com a vegetação tropical e foi recebido numa colónia engalanada e em festa. Em Angola os Sobas, na sua Presença, e perante expressivos arranjos musicais dos instrumentos locais, prestaram-lhe as sentidas homenagens e juraram-lhe fidelidade. Depois, em Lourenço Marques, foi recebido, a 29 de Julho, com vivas ao Príncipe e à Pátria Portuguesa e desfilou nas ruas por entre arcos enfeitados a rigor e perante uma entusiástica população que aplaudia o seu Príncipe Real. Depois foi à Rodésia e por fim à África do Sul, onde teve um acolhimento singular da comunidade local que lhe rendeu diversas homenagens.https://plataformacidadaniamonarquica.wordpress.com/2015/06/26/viagem-do-principe-real/ 

DADOS BIOGRÁFICOS

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.

Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.

Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.

Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.

Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.

Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.

Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.

Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.

É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.

Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.

Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.

Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.

Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:
Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,
Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997
Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.


FAZER JORNALISMO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - NO SALAZARISMO DO ANTES E PÓS 25 DE ABRIL - MISSÃO DE ALTO RISCO


Muitos foram os meus artigos censurados,  devolvidos ao autor, mesmo tendo em conta as loas que obrigatoriamente tinha de   dedicar à propaganda colonial, pois de outro modo era impensável escrever uma linha. Contudo, nem assim logrei captar a confiança do regime ditatorial, ao ponto de me ter sido instaurado um inquérito, que obstou a minha admissão nos quadros do então Emissor Regional de STP, da EN, onde trabalhava como ténico-operador, devido a um artigo por mim publicado na revista Semana Ilustrada.  Tenho ainda o documento dessa iníquia represália. Cheguei a São Tomé, tal como saí: sem nada nos bolsos.Todavia, possuidor de uma experiência de vida, que não há dinheiro algum que ma pague.



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