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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 12 de fevereiro de 2017

S. Tomé e Príncipe - País enfrenta extrema pobreza e doença de origem desconhecida, a que os santomenses chamam "doença dos pés" Com sintomas da úlcera de Buruli - Já afetou quase 2000 pessoas e continua a semear ansiedade geral - Quem acode a este povo pacifico, alegre e hospitaleiro mas martirizado ! - Que fala a língua de Camões e Pessoa e é nosso Povo-Irmão. Ajudar através das igrejas, ONG e outras instituições mas não confiar num Governo, que escamoteia informação e não é sério: - Que silenciou a doença durante meses e quis travar a visita a deputados ao hospital central - Ministra da Saúde diz que a doença é infecciosa mas não é contagiosa - Médicos portugueses estão a ajudar.

 Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise  


(Atualização As autoridades sanitárias santomenses, além de terem negligenciado a doença, durante vários meses, têm procurado ocultar informação dos pormenores da mesma, que  designam por desconhecida, mas há noticias a correr no estrangeiro que  lhe apontam o nome de  úlcera de Buruli, que, de resto, vai ao encontro das  biopsias, que já terão sido realizadas pelo especialista beninense Ghislain Emmanuel, a pedido do OMS, as quais foram enviadas para o laboratório em Yaondé, Camarões

"Povo Pequeno" - sem dinheiro recorre à medicina tradicional





Eis a tradução – 10/02/2017  “Em São Tomé e Príncipe, as autoridades de saúde notificaram no arquipélago desde o mês de outubro 2016, um total de 1094 casos de úlcera de Buruli em uma população de menos de 200 000 habitantes. A úlcera de Buruli é uma doença crônica da pele e tecidos moles causando grandes úlceras geralmente nas pernas ou braços e pode causar deformidades e incapacidades permanentes. 

Pântanos ou águas paradas, propiciam

É causada pela bactéria Mycobacterium ulcerans, que produz uma toxina original, micolactona , o que provoca danos nos tecidos e inibe a resposta imunitária.
 Ulcère de Buruli à São Tomé et Principe | Mon Partenaire Santé

Declarações de  Emmanuel Ghislain  03/02/2017 "Meu trabalho é fazer biópsias serão analisadas em laboratórios internacionais para a compreensão da origem da doença", disse ele. As amostras foram enviadas para o laboratório em Yaoundé, Camarões. Sao Tomé : un maladie ulcérante d'origine inconnue 


Nem tudo é cacau...


"A úlcera de Buruli é uma doença terrivelmente dolorosa e debilitante que afeta particularmente as populações dos países do Golfo da Guiné. Causada por uma micobactéria incluindo transmitida por insetos aquáticos, destrói a pele, os músculos e pode até mesmo tocar nos ossos. O ponto desta doença pouco conhecida e os avanços da pesquisa sobre o tratamento. http://www.afrik.com/article7428.html

- Um paraíso equatorial de lindas praias, quentes, transparentes e azuis, de verdes, belas e luxuriantes paisagens, enfrenta extrema pobreza e uma doença de origem desconhecida, a que os santomenses chamam "doença dos pés" - Já afetou quase 2000 pessoas e continua a gerar enorme inquietação e ansiedade geral

O POVO JÁ REZA AO SANTO PADROEIRO ORAÇÕES DE DESESPERO E DE ESPERANÇA  
Ghislain Emmanuel, - Em S. Tomé - Téla Nón



É típico dos governos autoritários e das ditaduras, que, ao invés  de  contribuírem para  mostrar o pais real, em buscarem soluções para  resolverem os seus problemas,  enveredem por defender a sua pele,  em fabricar a imagem de que tudo vai bem, de mostrarem um pais ficcional através  da falsa propaganda dos órgãos de comunicação social, na qual detêm o controlo absoluto - O Povo Santomense é pacifico e ordeiro mas tem dirigentes políticos despudoradamente corruptos, arrogantes e incompetentes, aos quais - e pela primeira vez - o ato eleitoral havia declarado (através da fraude, compra de votos) a maioria parlamentar

 A ÚLCERA DE BURULIE NÃO É TÃO DESCONHECIDA QUANTO ISSO


(Atualização)  A misteriosa úlcera de Bureli - que tanto tem abalado a tranquilidade dos santomenses - tem nome;  não é tão desconhecida quanto isso e as autoridades sanitárias, já estão suficientemente informadas da origem da enfermidade e dos conselhos e cuidados que devem prestar à população e às pessoas afetadas – Se não o fazem é porque não querem . E deviam fazer uma campanha pública dos cuidados a ter. - A negligência de cuidados sanitários e a alterações feitas pelo homem para o ambiente poderão ser a causa da virulência da referida bactéria.

É uma doença antiga, difundida no mundo, mas especialmente nos países quentes e húmidos. Um dos agentes para o alastramento dessa enfermidade é feito através da picada de insetos em zonas muito húmidas e pantanosas, sobretudo na época das chuvas, entre os quais o da picada de certas aranhas – Que podem transmitir uma micobactéria, suscetível de provocar úlceras na pele extremamente profundas e dolorosas, destruindo a pele, o tecido subcutâneo, músculos, podendo mesmo atacar o osso, sendo as populações que vivem em áreas pantanosas em países tropicais, as mais vulneráveis, nomeadamente nas pernas e braços. . Devendo, por isso, evitarem entrar descalças nessas águas chocas e salobras, autênticos viveiros de agentes infeciosos, pois as chagas não se transmitem de pessoa para pessoa, senão através de uma microbactéria Pois, como dizem os entendidos, "mordendo o homem, o inseto injeta as bactérias Mycobacterium ulcerans, a única que pode ser transmitida por um insecto e o única capaz de produzir uma toxina

Foi na Austrália, há quase 70 anos que o Professor Peter MacCallum e seus colegas descreveram pela primeira vez em detalhe uma nova entidade doença ulcerosa entre os seis pacientes da área de Bairnsdale perto de Melbourne. E também os primeiros a isolar o agente causador, Mycobacterium ulcerans Em seguida, na década de 1960, observaram-se muitos casos desta doença em Buruli County (agora Nakasongola District) em Uganda. É por isso que esta doença é conhecido, uma vez que, sob o nome de Buruli. "Ele rapidamente se tornou evidente em muitas partes do mundo desde 1980, particularmente na África Ocidental, o que nos levou a agir, de 1998, diz um da OMS. Dada a crescente dispersão geográfica, consequências graves e limitado conhecimento que temos da doença, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou uma resolução em 2004 para melhorar o monitoramento e controle, bem como para acelerar pesquisa para desenvolver melhores ferramentas para lutar



"Ao contrário lepra ou tuberculose, a infeção bacteriana não é transmitida por contágio humano para humano, é o resultado de uma transmissão feita com um modelo semelhante ao de uma doença parasítica tal como a malária ou virais como Nilo Ocidental. Esta descoberta é esperado para desenvolver meios mais eficazes de proteção contra esta doença.

(…) recomendações de tratamento atuais são: combinação de rifampicina e estreptomicina / amicacina durante oito semanas como tratamento de primeira linha para todas as formas da doença ativa. Podem ser tratados como pacientes ambulatórias nódulos e casos simples; cirurgia para remover o tecido necrosado, cobrir defeitos da pele e deformidades; Intervenções para minimizar ou prevenir deficiências.
Foi relatado úlcera de Buruli em trinta países da África, das Américas, da Ásia e do Pacífico Ocidental, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. Na Costa do Marfim, havia cerca de 24.000 casos entre 1978 e 2006, o Benin quase 7.000 casos entre 1989 e 2006 e em Gana mais de 11 000 casos desde 1993. Na Austrália, um aumento recente, com 25 casos são relatados em 2004, 47 em 2005 e 72 em 2006. Ele notifica mais e mais casos em Camarões, Congo, Gabão, Sudão, Togo e Uganda.

Epidemiologia também ensina que a úlcera de Buruli é mais frequentemente observada em comunidades rurais que vivem perto dos lagos, fluxo lento rios, lagoas, pântanos e lagos. Casos também ocorreram depois da inundação. "As atividades perto da água, como a agricultura, são um fator de risco e parece que usar roupas para proteger qualquer um desfile, foi explicado há pouco ainda à OMS. As razões para o aumento da propagação desta doença ainda não são claros. Se nós pode ser afetada em qualquer idade e independentemente do sexo, a maioria dos pacientes não deixam de ser crianças com menos de quinze anos. Em geral, não existe nenhuma diferença entre os rapazes e raparigas na taxa de infeção. A doença pode afectar qualquer parte do corpo, mas em 90% dos casos, as lesões são nos membros, com cerca de 60% para as pernas. Não há evidência de que até à data, a doença pode ser transmitida a partir de uma pessoa para outra. Há pouca variação sazonal na incidência ". https://www.revmed.ch/RMS/2008/RMS-152/Ulcere-de-Buruli-vecteur-identifie

MUITO ESTUDADA MAS AINDA ALGO MISTERIOSA 


"A úlcera de Buruli, uma doença infecciosa causada pela Mycobacterium ulcerans (M. ulcerans),é a terceira micobacteriose em ocorrência, após a hanseníase e a tuberculose. Essa micobacteriose atípica tem sido relatada em mais de 30 países, principalmente, nos que têm climas tropicais e subtropicais, mas a sua epidemiologia permanece obscura. Recentemente, os primeiros casos autóctones do Brasil foram relatados, fazendo com que dermatologistas brasileiros estejam atentos a esse diagnóstico. O quadro clínico varia: nódulos, áreas de edema, placas, mas a manifestação mais típica é uma grande úlcera, que ocorre, em geral, nas pernas ou nos braços. Apesar do amplo conhecimento quanto ao seu quadro clínico em países endêmicos, nas outras áreas, esse diagnóstico pode passar despercebido. Assim, médicos devem ser orientados quanto à úlcera de Buruli, pois o diagnóstico precoce, o tratamento específico e a introdução de cuidados na prevenção de incapacidades são essenciais para uma boa evolução.

(...) Dados mais recentes da Austrália sugerem que os mosquitos de pântanos de água salgada apresentam teste positivo para DNA de M. ulcerans, apesar de a transmissão por esse tipo de mosquito ainda não ter sido comprovada. Há outras pesquisas em andamento para estabelecer o papel exato de insetos e outros fatores na transmissão da doença aos seres humanos. Se houver confirmação, a UB será a única doença conhecida por micobactérias transmitida por insetos.

A contaminação da pele pode resultar da exposição direta a água estagnada, a gases provenientes de lagoas ou superfícies de pântanos ou a objetos contaminados. Também parece ocorrer por meio de vários tipos de trauma,27 desde leve, como com uma injeção hipodérmica, a grave, como ferida de minas terrestres, picada de cobra ou, até mesmo, mordida humana. Dois casos registrados mostram a possibilidade da transmissão homem-homem, através de trauma por mordidas.

Uma mudança na epidemiologia da UB tem sido atribuída a inundações, crescimento populacional, mineração, extração de madeira das florestas tropicais e represamento de rios, mas não há comprovação dessa associação causal. Há hipóteses de que a M. ulcerans seja introduzida em novas regiões por insetos, seres humanos ou outros animais. Alternativamente, o organismo já pode estar amplamente distribuído no ambiente, em baixo número, mas amplificado a níveis significativos após acontecimentos como desmatamentos ou inundações.16
4. que são os problemas associados com a doença? A úlcera de Buruli é uma doença que pode ser tratada com sucesso quando diagnosticada mais cedo. A maior dificuldade para resolver é a detecção precoce. Muitas vezes, as crianças e os adultos vêm tarde demais para ser tratada, para que danos irreversíveis já apareceram, e o surto da doença pode ser eliminada através de cirurgia de grande porte.
A taxa de recaída elevada em pacientes de Buruli - até 30% - é também um problema sério.
5. Quantas pessoas sofrem de úlcera de Buruli hoje? É difícil determinar o número de pacientes, pois em muitos países, as pessoas afectadas nem sempre são tratadas de forma adequada e não são identificados. Estima-se que atualmente cerca de 20.000 pessoas por ano estão infectados com úlcera de Buruli e tratada. O número de casos não é alto. Mais de metade dos afetados são crianças menores de 15 anos.
6. Em que países é que nós úlcera de Buruli? A úlcera de Buruli está presente em África, no oeste da América do Pacífico e Latina. Na África, os países afetados sontles: Angola, Benin, Burkina Faso, Congo, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Gana, Guiné, Camarões, Libéria, Nigéria, Serra Leoa, Sudão, Togo e Uganda. No oeste do Pacífico, são eles: Austrália, China, Índia, Indonésia, Japão, Malásia e Papua Nova Guiné. Na América Latina, a úlcera de Buruli está presente na Bolívia, Guiana Francesa, México, Peru e Suriname.
7. úlcera de Buruli é curável? Quando Buruli é diagnosticado suficientemente cedo, o agente patogénico pode ser eliminado por uma pequena operação cirúrgica. Numa fase avançada, o tratamento com antibióticos também pode dar bons resultados. Numa fase posterior, que muitas vezes permanece a possibilidade de tratar cirurgicamente grandes superfícies e, em seguida, prosseguir com enxertos de pele. Como último recurso, devemos amputar o membro afetado. Numa fase tardia da doença, os antibióticos não são eficazes.
8. Podemos fazer algo contra a incapacidade causada pela doença? Para recuperar sua mobilidade após uma grande cirurgia e enxerto de pele, os pacientes devem fazer ginástica médica e acompanhar a reabilitação por um longo tempo. A cirurgia reconstrutiva e ajudas técnicas, muitas vezes permitem que as pessoas afetadas para retomar a vida normal.
9. Existe um risco de infecção, por exemplo, para os viajantes? Pessoa para pessoa contágio tem, até à data, não foi estabelecida. Durante uma estadia em uma área afetada por úlcera de Buruli, existe o risco de infecção, especialmente se você compartilhar as condições de vida dos indígenas (que vivem e trabalham em áreas pantanosas ou perto de rios nas regiões subtropicais, onde a doença é endêmica). http://bra-ales.org/lepra/c/3_faqBuruli.html


ELIMINAR A DOENÇA OU SILENCIAR OS QUE QUEREM VEREM-NA ESCLARECIDA E ERRADICADA? 
"Povo Pequeno" sem dinheiro e sem assistência pronta e eficaz socorre-se da medicina tradicional, que neste caso, perpetua ou agrava mais e não resolve

Mesma tipologia da  ÚLCERA DE BURULI - Noutros países
úlcera de Buruli
Numa altura em que, o país se debate com uma grave doença, que devia requerer esforços políticos e sociais colectivos, Governo abre guerra contra a oposição e procura  silenciar a sua voz - Senão  atente-se no exemplo recente da prepotência e arrogância do Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Afonso Varela,  a segunda figura  mais poderosa do   Governo, responsável pela Comunicação Social e pelas relações com o Parlamento, quando se dá ao desplante de abrir um telejornal para se atirar contra  a visita de deputados da oposição ao Hospital Dr. Ayres Menezes. Diz Olegário Tiny:” Ele que estava cioso (zeloso) do seu poder de aparente superministro, zangou, barafustou, vergastou, esgrimiu argumentos pouco claros e nada convincentes para a sua causa, e até prometeu castigo (palmatórias???) aos deputados da oposição. Estes que se cuidem, pois “eles serão responsabilizados por isso”, asseverou o ministro, queerendo, com isto, asfixia-los política e economicamente e dar cabo deles, por todos os meios e a todo o custo.

Excerto de AFONSO VARELA – ministro descarrilado! |

 Noutro artigo de Abel  Veiga - Segundo Afonso Varela, a visita dos deputados, foi forçada e selvagem. «Nós compreendemos a razão e o timing em que essa visita forçada e indisciplinada é feita. É que há uma manifestação amanhã (9 de Fevereiro), que o MLSTP e o PCD convocaram, mas não são capazes de assumir a autoria de uma manifestação», denunciou o ministro.  – Excerto de Ministro Varela condena visita de deputados ao Hospital Ayres de ...

 ÚLCERA QUE DESCARNA E AVERMELHA- SEJA QUAL FOR RAÇA, COR DA PELE  OU CREDO RELIGIOSO

 Sempre as maiores vitimas  - Web
Ghislain Emmanuel,

«Tudo quanto sabemos é que é uma úlcera que denominamos de úlcera necrosante. Não conhecemos até hoje o agente patológico», declarou, Maria Tomé Palmer.(...) Actualmente a doença que abre chagas enormes nos membros inferiores dos são-tomenses é responsável por importante ocupação das camas nos hospitais do país. «Um grande número de doentes interna e fica por muito tempo. Há doentes internados desde Outubro e vêm de todos os cantos do país», frisou a Directora dos Cuidados de Saúde. http://www.telanon.info/sociedade/2017/02/01/23691/doenca-de-origem-desconhecida-ja-afectou-1094-sao-tomenses/
MINISTRA DA SAÚDE DIZ QUE A DOENÇA NÃO É CONTAGIOSA  - MAS A VERDADE É QUE A DOENÇA ALASTRA E GERA ENORME INTRANQUILIDADE E INQUIETAÇÃO 

Ministra da Saúde, diz  que que  não é contagiosa e que ainda não causou qualquer vítima mortal mas outras fontes afirmam que foram detetados quase 2000 casos de graves enfermidades -  Segundo Maria Trovoada, « é uma situação preocupante. Estudos têm sido desenvolvidos. A nível do país realizou-se inquéritos, análises a água ao ambiente. Foram enviadas amostras para o Instituto Ricardo Jorge em Portugal, para o Instituto Pasteur em Yaoundé. O agente etiológico não conhecemos. Sabemos que é uma micro-bactéria que está a causar este problema», declarou.

É referido que "A investigação em curso no Instituto Ricardo Jorge em Portugal, deu a Ministra da Saúde, algumas pistas.  «Neste momento o que podemos aferir é que podemos estar perante um agente microbiano que seja produtor de alguma toxina. Neste momento ainda não se conhece este agente. Mas posso dizer que estamos perante uma doença infecciosa e não contagiosa», assegurou Maria Trovoadahttp://www.telanon.info/politica/2017/02/09/23756/ministra-da-saude-doenca-dos-pes-e-uma-infeccao-nao-contagiosa/

DOENÇA DESCONHECIDA OU JÁ BEM CONHECIDA DESDE HÁ VÁRIOS MESES? A maioria dos casos são curados. A cura é difícil. Há pacientes que estão no hospital desde Outubro" - Diz o Director dos Serviços de Saúde, Maria Tomé Palmer.

Eng. Henrique Pinto da Costa - Estudioso cientista da Biodiversidade
Um dos hospedeiros

Doença de origem desconhecida? Ou a “A úlcera de Buruli (BU), causada por Mycobacterium ulcerans” há muito conhecida na zonas mais pobres e húmidas de África e com  sintomas de idêntica tipologia? 

Doença dos Pés”, esta  a designação que os são-tomenses dão à doença de origem desconhecida que, desde há vários meses  está a alastrar-se no país. 

típica de zonas tórridas e quentes

úlcera de Buruli
Pelos vistos, nem  é recente nem desconhecida das  autoridades sanitárias: pois, se assim não fosse, não se sabia que tratamento lhe aplicar - Pelo menos a quem o fazem - Preferindo estar sintonizadas com o obscurantismo, descontrolo e a corrupção governamental, em insistir nas falsas  aparências  de uma Ilha paradisíaca (mas só na paisagem que n-ao na extrema precaridade  da vida das populações, com ordenado mínimos de 45 euros mensais, e quem os  tem), sim,  do que fazer frente à gravíssima enfermidade e serenar a  enorme ansiedade geral

GOVERNO FORÇADO  A FALAR 

É assim que se promove o turismo e a saúde dos santomenses?
Constou-se-me que, se não tivesse atingido umas crianças de  uma personalidade, próxima da confiança   do Governoque se esforçou por saber junto  de alguns médicos a origem das chagas que lhes atormentavam as pernas, - sim, a qual não mais descansou enquanto não soube o que se passava com as chagas, muito vivas, que, inesperadamente, lhes provocavam abrasivas dores e um grande mal-estar, certamente que ainda não seria tão cedo que a gravidade da enfermidade era publicamente divulgada


Pelos sintomas, lograram identificar a   provável origem das chagas, e, com medicação adequada,  acabaram por devolver a saúde às duas crianças. No entanto,  quando os pais se aperceberam que, na ilha, já havia muitos casos idênticos e confrontando os médicos com o problema, foi então, que,  receando-se eventual escândalo, alguém,  nos meios sanitários, começou por levantar publicamente a questão, nomeadamente, devido à pressão dos partidos da oposição, obrigando o Governo a tomar medidas e a pronunciar-se

Escreve, Abel Viega, no jornal on line Téla Nón – que atualmente a doença que abre chagas enormes nos membros inferiores dos são-tomenses é responsável por importante ocupação das camas nos hospitais do país. «Um grande número de doentes interna e fica por muito tempo. Há doentes internados desde Outubro e vêm de todos os cantos do país», frisou a Directora dos Cuidados de Saúde.

Roça Ribeira Peixe 
As autoridades sanitárias já pediram ajuda da OMS, que enviou um especialista em úlceras de buruli, para investigar o caso são-tomense. Ghislain Emmanuel especialista de nacionalidade beninense, está no terreno a colher amostras que deverão ser analisadas no laboratório de referência africana, em mais uma tentativa para descobrir a origem da doença.
Segundo a Directora dos Cuidados de Saúde, pacientes com imunidade baixa, ou que padecem de diabetes são potenciais vítimas mortais da doença que se alastra pelo país e que ainda não se conhece a sua origem.
No entanto, a maioria dos cidadãos são-tomenses, sobretudo os que habitam a capital São Tomé e os seus arredores, registam dia a dia e com preocupação grande ameaça latente à saúde pública. Nunca antes a capital e os arredores estiveram congestionados de lixo e de toda espécie de imundice como nos últimos tempos. - Excerto http://www.telanon.info/sociedade/2017/02/01/23691/doenca-de-origem-desconhecida-ja-afectou-1094-sao-tomenses/
CONTRADIÇÕES – MINISTRA DA SAÚDE USA O TERMO “DOENÇA DOS PÉS” PELO QUAL  JÁ É CONHECIDA PELO POVO – OUTROS MINISTROS RECUSAM ASSOCIÁ-LA À ÚLCERA DE BURULI  - Mas a verdade é que está em S. Tomé um dos maiores especialistas neste tipo de doenças 

Águas pantanosas - ótimos hospedeiros
 A Ministra reforçou que os estudos continuam até se saber qual é o agente etiológico, que está a causar a designada “Doença dos Pés”.
Maria Trovoada, anunciou que um especialista português do Instituto Ricardo Jorge esteve no país, e orientou um protocolo terapêutico que está a ser seguido no Hospital Ayres de Menezes.
Por outro lado na conferência de imprensa os dois ministros, esclarecerem que foi descartada a hipótese da dita “Doença dos Pés” (porque ataca sobretudo os membros inferiores), ser a Ulcera de Buruli. A OMS enviou para São Tomé, o cidadão beninense Ghislain Emmanuel, especialista em Ulcera de Buruli. Os estudos feitos pelo especialista da OMS, provaram segundo o Governo, que o que está a acontecer no país não tem nada a ver com a Ulcera de Buruli, uma doença comum em alguns países africanos. Ministra da Saúde – “Doença dos Pés” é uma infecção não ... - Téla Nón

AFINAL QUE TIPO DE DOENÇA É A ÚLCERA DE BURULI

Não escolhe idade ou cor da pele - Web

O agente da úlcera de Buruli é uma bactéria chamada M.ulcerans. M. ulcerans pertence à família de bactérias que causa lepra e tuberculose. M. ulcerans fica sob a pele de uma ferida ou mordida de inseto e, ocasionalmente, atinge os ossos. M. ulcerans produz uma toxina chamada mycolactone, que destrói o tecido celular e prejudica o sistema imunológico. Embora a via de infecção não tenha sido confirmada, acredita-se que os insetos aquáticos, mosquitos e artrópodes mordedores / picantes (insetos, crustáceos, aranhas, centopéias, etc.) sejam o hospedeiro ou vetor. http://atm.eisai.co.jp/english/ntd/buruli.html

Caberá aos investigadores a conveniente resposta – Mas que não fique no domínio dos segredos, como parece acontecer ao propalado inquérito mandado instaurar pela morte do malogrado piloto da TAP. A doença manifesta-se como uma úlcera que deixa grandes feridas abertas na pele. "Esta úlcera só atacam as pernas, os pés", disse Maria Tomé Palmer. - As autoridades solicitaram o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou um especialista Benin úlcera de Buruli. São Tomé E Príncipe - Doença de origem desconhecida afeta quase

PARA ONDE SE ESCOAM OS MILHÕES DAS AJUDAS  EXTERNAS?

Patrice Trovoada - Web
Governo não explica os milhões que recebe nem onde os escoa ou aplica. E quando o faz é para deixar mais dúvidas de que certezas.  Gastam-se milhões de euros em passeatas de um primeiro- ministro, que passa a maior parte do tempo, mais no estrangeiro que na governação interna, avultados dispêndios num enorme palácio da Justiça para se sentarem meia de juízes e servir um Juiz que é simultaneamente presidente do STJ, do Tribunal Constitucional, do Tribunal Tributário e de mais uns quantos poderes  - Sim, num país onde a justiça se deixa subordinar ao poder político, que tem dado mostras de manifesta incompetência e desumanidade 

Como se não bastasse, ainda se lhes são oferecidos 8 jipes, comprados por largos milhares de euros – Dá-se a nacionalidade a comerciantes libaneses - diz-se - com alguns meses de estadia no país, só porque são das relações amigáveis do Governo

Enquanto o “povo pequeno”, que não pode ir fazer compras ao mega-basar chinês, tem que ir comprar talheres, copos ou canecas encardidas de plástico  e da mais duvidosa qualidade para a saúde a nigerianos e a outros mercadores da costa africana, que, além de trazerem mercadoria, que porventura teriam retirado das lixeiras  a céu aberto, ainda poderão trazer outras doenças do continente africano. 

COM A POBREZA A CRESCER EM STP, CRESCE TAMBÉM A CRIMINALIDADE E OS RISCOS DE DOENÇAS  - NÃO SE PODE EXIGIR QUALIDADE DE SAÚDE COM ORDENADO MISERÁVEIS E LIXEIRAS A CONSPURCAREM O AMBIENTE

É citado que "A realidade dos profissionais da saúde em São Tomé e Príncipe é mesmo difícil. Conversamos com enfermeiros do hospital Dr. Ayres de Menezes, que preferiram não serem identificados por medo de represálias dentro da instituição. Todos foram unânimes ao afirmar a falta de material para o tratamento dos pacientes, a falta remédios, e que a infraestrutura do único hospital do país está completamente sucateada. “Realmente não temos condições para fazer um bom atendimento da população”, assegurou uma das profissionais que conversou conosco.

Para além dos problemas estruturais no Dr. Ayres de Menezes, os enfermeiros e médicos ainda precisam lidar com o baixo salário pago às categorias.  O salário de um enfermeiro, por exemplo, pode variar entre 1 a 2 milhões de Dobras, o equivalente a 40 e 80 euros, respectivamente. Este é o valor pago por mês para aqueles que seguirem a carga horária normal de 9 horas diárias. Para conseguir ganhar um pouco mais, os profissionais precisam esforçar-se ainda mais e fazer pelo menos 8 ou 10 plantões todos os meses, e aí conseguem ganhar mais 400 mil Dobras por turno realizado. “Isto acaba por transformar a nossa carga horária em algo desumano e que às vezes nem compensa tanto assim, pois temos muitos descontos no nosso salário”, revela um enfermeiro.

A Estratégia de Luta Contra a Úlcera de Buruli da OMS Incidirã na Detecção e Tratamento Precoces

A úlcera de Buruli, uma doença tropical negligenciada que pode ser tratada, é causada pela Mycobacterium ulcerans,da família das bactérias que causam a tuberculose e a lepra. A doença caracteriza-se por lesões cutâneas que persistem, sem cicatrizarem

Doença de Buruli - Web


úlcera de Buruli
(..) Na Região Africana foram confirmados casos de úlcera de Buruli em 12 países: Benim, Camarões, República Centro-Africana, República do Congo,  Côte d’Ivoire, República Democrática do Congo, Gabão, Gana, Guiné, Nigéria, Togo e Uganda.  Foram assinalados casos suspeitos em 10 países: Angola, Burkina Faso,  Chade, Guiné Equatorial, Libéria, Malawi, Mali, Serra Leoa, Tanzânia e Zâmbia. A Estratégia de Luta Contra a Úlcera de Buruli da OMS Incidirã 

Mais de cem pessoas morrem no Benim de doença desconhecida 28 Maio 2013, 15:2 Mais de 100 pessoas com idade entre 4 e 17 anos morreram no Benim de uma doença desconhecida, divulgou hoje a televisão local. -De acordo com jornalistas, os cientistas ainda não identificaram a doença, cujo surto começou há cerca de um mês.   https://br.sputniknews.com/portuguese.ruvr.ru/news/2013_05_28/Mais-de-cem-pessoas-morrem-no-Benim-de-doen-a-desconhecida-5014/
POBREZA E AS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS  

No continente africano - ...as crianças!
Angola

As avaliações (WHO) da Organização Mundial de Saúde mostram que um bilhão pessoas em 149 países sofrem de umas ou várias doenças tropicais negligenciadas. Estes incluem a dengue, o tracoma, a filariose e o leishmaniasis, e são causados por vírus, por bactérias, por parasita ou por helminthes.

Estes são chamados negligenciados porque não recebem muita atenção. Ocorrem o mais frequentemente nos países em vias de desenvolvimento do mundo que sofrem do saneamento deficiente, da falta da água potável e do acesso deficiente dos cuidados médicos. A importância destas doenças é médica e sócio-económica. http://www.news-medical.net/health/What-are-Neglected-Diseases-(Portuguese).aspx

EIS ALGUMAS DESSAS PERIGOSAS DOENÇAS - MAIS FREQUENTES EM ÁFRICA

Lepra ou doença de Hansen - uma doença bacteriana, contagioso após o contacto prolongado, que se tornam muito lentamente, afetando os nervos para causar a perda de sensação e de deficit do motor, os ferimentos repetidos e perda de tecido, conduzindo às deformidades características. 

Ghislain Emmanuel,- Ni Benin

Úlcera de Buruli - causada por mycobacteria, esta infecção conduz ao ulceration destrutivo profundo da pele, do tecido macio e do osso.

A doença de Chaga - uma doença perigosa causada pelo cruzi de Trypanosoma do parasita, transmitido por insectos do vector chamou os erros do triatomine (ou o beijo de insectos), ou pelo contacto com alimento contaminado, contaminou o sangue, através das transplantações de órgão ou do contacto acidental com espécimes do laboratório.

Filariose - a elefantíase igualmente chamada, filariose linfática é causada pelo bancrofti de Wuchereria dos parasita, ou espécie de Brugia, transmitida pela mordida da espécie do Mosquito, dos Anófeles ou do Aedes de mosquitos, da obstrução das causas de embarcações linfáticas e do inchamento das áreas afetada

Sintomas da doença do sono
Dengue - mosquito-carregada, pela espécie do Mosquito de mosquito e causada pelo vírus de dengue, às vezes tendo por resultado complicações sérias ou fatais
.
O Leishmaniasis - causado pela vária espécie do parasita Leishmania, transmitida pelo sandfly, pode causar a pele ou lesões viscerais produzindo a doença, a desfiguração e a morte.
Doença de sono Africana - causada pelo brucei de Trypanosoma do parasita, transmitido pela mordida dos mosca tsé-tsé, quase sempre fatal sem diagnóstico e tratamento alertas, antes do cérebro é afectado pelos parasita. Por Liji Thomas, DM http://www.news-medical.net/health/What-are-Neglected-Diseases-(Portuguese).aspx

A mortalidade devido à Febre de Lassa é aproximadamente 5000 mortes um o ano, fora de 100.000 a 300.000 casos. Febre de Lassa, os sintomas da febre de Lassa, diag

Um abutre à espreita da morte..
."Febre de Lassa é uma doença hemorrágica viral. O vírus foi identificado pela primeira vez durante uma epidemia na cidade de Lassa, na Nigéria - daí o nome. A doença é endêmica em países situados no oeste da África - os mais atingidos são Nigéria, Serra Leoa, Guiné e Libéria. Aqui, em Serra Leoa, o primeiro surto foi relatado em 1996, quando 470 casos foram identificados
 
(..) A doença é transmitida pelo rato. E, devido às condições de vida absurdamente precárias da população, é uma missão praticamente impossível erradicar o vírus aqui. Sim, por que todas as casas são construídas diretamente sobre o chão batido (onde se dorme também), com paredes de barro e, na maioria das vezes, sem janelas e portas 
O fantasma da febre de Lassa | MSF - Médicos Sem Fronteira

 Avaliação de práticas de água, saneamento e higiene e fatores associados em um distrito endêmico de úlcera de Buruli no Benin (África Ocidental)

Úlcera de Buruli - Web
Úlcera de Buruli - We

(...) As doenças tropicais negligenciadas (NTDs) incluem 17 doenças tropicais que são prevalentes em África, em Ásia e em Ámérica do Sul. Eles afetam principalmente as populações rurais pobres, especialmente em áreas com baixa cobertura de higiene e saneamento. Essas doenças são causas importantes de morbidade e, por vezes, geram incapacidades significativas,]. 
Assessment of water, sanitation, and hygiene practices


TUBERCULOSE, DOENÇA DOS POBRES - "O acesso ao tratamento contra a tuberculose resistente a medicamentos (DR-TB) continua comprometido especialmente nos países do Sul em desenvolvimento, porque poucas empresas farmacêuticas fabricam remédios de qualidade. Além disso, a falta de competição faz disparar os preços. Na última década, cerca de cinco milhões de pessoas em todo o mundo desenvolveram a DR-TB.


Há pouco investimento na pesquisa e no desenvolvimento de medicamentos contra a tuberculose porque é uma doença de pobres e, portanto, não existe um mercado lucrativo para a indústria farmacêutica http://www.envolverde.com.br/ips/inter-press-service-reportagens/tuberculose-doenca-dos-pobres/

A variedade de frutos - Torna  a gente saudável
O Fundo Global das Nações Unidas disponibilizou mais de 1,5 milhões de dólares para a luta contra a tuberculose em São Tomé e Príncipe para o período 2015 a 2017 (lusa). ONU financia combate à tuberculose em São Tomé – Mas a situação é ainda assunto que preocupa as entidades sanitárias.

São Tomé e Príncipe registou em 2015 mais casos de tuberculose do que em 2014 – "Os dados foram avançados pelo coordenador do projeto nacional de Luta contra a Tuberculose, Gilberto Frota, que considera a possibilidade de aumento de casos face à introdução de novos equipamentos para deteção de casos da doença no país.


Em Portugal, como noutros países, a doença está associada à pobreza e à exclusão social. São os distritos urbanos de Lisboa, Porto e Setúbal que concentram 65 por cento dos casos. Nestas áreas há bolsas de pobreza "que exigem esforço complementar para se poder actuar", defende o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Segorbe Luís, assinalando que a diminuição de casos se tem feito "a ritmo lento".  https://www.publico.pt/2005/03/24/sociedade/noticia/tuberculose-em-portugal-ainda-com-a-pior-taxa-europeia-1218962

Fev 2016 - Grande esforço e generosidade mas sem meios

As profundas alterações climáticas em S. Tomé e Príncipe, as  ligações exteriores, sem o devido controlo
 sanitário - embarcações que fazem ligações, a torto e a direito, muitas das quais cladestinamente e por razões que se desconhecem, com o vizinho Gabão, mas não só, a  desmatação excessiva em certas áreas das ilhas, queimadas na época da gravana, sem controlo (a que já nos treferimos desenvolvidamente neste site) a criação de gado bovino, de forma intensiva, provalmente sem os devidos cuidados sanitários,  assim como o desleixo com assistência  de saúde às populações e no seu desinvestimento, lixeiras hospitalares   a ceu aberto e nas zonas urbanas, poderão estar a propiciar o retorno de alguma das doenças mais generalizadas em vários países,




"PAÍS A SAQUE" - Diz a oposição -  JÁ NEM SEQUER HÁ DINHEIRO PARA SUPORTAR ALIMENTAÇÃO DOS PRESOS -



"NINGUÉM DÁ SEM RECEBER - FILOSOFIA DO EGOÍSMO QUE SÓ ESPERA RECEBER E NÃO DAR NADA EM TROCA - E ENTÃO QUE DÁ COM O APOIO EXTERNO? Faz precisamente o contrário do que afirma - Diz que “Nas relações de cooperação ninguém dá sem receber mas o astuto empresário  é caloteiro, só quer receber e fazer desaparecer 



“Nas relações de cooperação ninguém dá sem receber: Portugal não dá a São Tomé e Príncipe, sem receber; Taiwan não deu a São Tomé e Príncipe, sem receber, as relações de cooperação são essas “ – Afirmações de Patrice Trovoada  de mau pagador  - Do mais cruel e desenvergonhada ingratidão, que tem se habitou a  receber e a não dar retorno  que recebe 


FRANÇA TEM INTERESSES EM S. TOMÉ MAS DEIXOU DE ACREDITAR NO  GOVERNO E RETIROU A SUA EMBAIXADA – UMA DAS MAIS ANTIGAS PÓS INDEPENDÊNCIA


Em 24/08/2015, um ano depois do Governo de Patrice Trovoada, ter voltado ao poder, a  França encerrou oficialmente  a sua embaixada em São Tomé e Príncipe, aberta nos anos 1980 – O pretexto foram   "questões financeiras", disse então  à imprensa o chefe da missão francesa de cooperação e ação cultural, Patrik Cohen.mas, naturalmente, que as razões de fundo prendem-se com o descrédito da governação deste país http://www.dn.pt/globo/interior/franca-encerra-embaixada-em-sao-tome-e-principe-4743691.html

Abril, 2016 -Quase uma década após o perdão da dívida externa, São Tomé e Príncipe corre “elevado risco” de ser novamente classificado como um país sobreendividado, segundo um estudo do Tesouro Francês http://jornalfinanceiro.com/2016/04/05/franca-avisa-sao-tome-e-principe-corre-elevado-risco-de-se-voltar-a-sobreendividar/


EM QUE PÉ FICOU O BADALADO INQUÉRITO DA TAP? - Claro, como era suposto, em águas de bacalhau - Nunca mais se falou no caso de toda a conveniência - para segurança dos santomenses - que  se apurassem os resultados



Um tripulante de cabine da TAP Portugal com 27 anos, morreu na madrugada de 25 de Dezembro vítima de paludismo cerebral, a forma mais grave da malária. - Segundo as informações disponíveis, a infeção terá sido contraída durante uma viagem de trabalho a São Tomé e Príncipe com uma paragem técnica em Acra, no Gana.” 
Esta noticia já correu mundo e, além de dramática  para os familiares da vitima, se as causas não forem devidamente aprofundadas e esclarecidas,  poderá tornar-se num duro golpe para  o turismo nas maravilhosas Ilhas Verdes do Equador, de consequências gravíssimas, dificilmente  reparáveis nos próximos tempos

Conforme referimos neste site Guiné, Togo, Mali, Moçambique, Burkina Faso, Gana, Costa do Marfim, Uganda, Nigéria e República Democrata do Congo são os dez países africanos que albergam 87,1% da população (159,9 em 183,5 de milhões de pessoas) que vive em regiões com uma probabilidade alta ou muito alta de contraírem o parasita mais mortal da malária, apesar do financiamento para o seu combate ter aumentado nove vezes”.


Acra -Gana -Lixeira a céu aberto de lixo eletrónico
Em 2014, em dois  meses, entre Junho e Agosto, o surto de cólera em Gana matou pelo menos 67 pessoas, tendo a doença infectado mais de cinco mil  O Serviço de Saúde de Gana afirmou então  que o surto se concentrou em comunidades empobrecidas em áreas urbanas no sul que carecem de sanitários adequados, embora também tenham surgido alguns casos em regiões rurais no norte do país do oeste da África. Surto de cólera em Gana matou pelo menos 67 pessoas desde junho ...

EM OUTUBRO DE 1973 – FORAM INTERDITADAS AS IMPORTAÇÕES E APERTADOS CONTROLOS SANITÁRIOS NO AEROPORTO E  NO CAIS MARÍTIMO


VEJAM-SE AS MEDIDAS QUE FORAM TOMADAS;   “Através do oficio Nº 1673 – 43/RZ/3.1 de 17 de Setembro de p.p., emanado pelo Ministério  dos Negócios Estrangeiros, segundo a informação da Embaixada Portuguesa em Kinshasa, tomou-se conhecimento de uma grave doença contagiosa de arroz  (rhyncesporium) declarada na Nigéria, Ghana e Costa do Marfim, assim como de uma epidemia de carbúnculo da cana do açúcar (ustilage scitaminem) na República do Mali, ambas as doenças detectadas pelo Secretariado Científico do “Conselho Fitossanitário Inter-Africano da Comissão Científica, Técnica e de Investigação” da Organização da Unidade Africana.

Dadas as frequentes escalas em S. Tomé e Príncipe de navios e aviões originários ou tocando portos de alguns dos países onde se declararam as citadas epidemias, atendendo a que a introdução de qualquer material infestado poderá constituir grave risco para a agricultura local e baseado nº 2 do Artigo 28º do Regulamento da Sanidade Vegetal;

1972/73  -  De seguida o excerto de um artigo de minha autoria na revista Semana Ilustrada, de Luanda

DESDE HÁ UNS DIAS PARA CÁ QUE A POPULAÇÃO DE S. TOMÉ TEM ANDADO UM TANTO OU QUANTO ALARMADA POR UMA SÉRIE DE CASOS DE DOENÇA - Que agora  confirmámos tratar-se de gripe epidérmica, que ataca as pessoas e as põe, de um momento para o outro, de· cama, a procurar o médico ou a baixar ao hospital.


Sendo uma das doenças mais comuns em todo o Mundo, e a que a Organização Mundial de Saúde  classifica como uma das grandes pragas contra a qual não temos defesa, pois "um novo tipo de vírus é sempre mais forte que o anterior. Isso explica que uma vacina preparada com antecedência tem pouco efeito. Porém, não tem sido frequente. nestas Ilhas, talvez pelo seu isolamento natural e situação geográfica, que no entanto vai perdendo com os contactos que nelas se vão acentuando com o exterior, donde se julga ter provindo o vírus desta gripe,

Tal doença, é de facto bastante embirrenta pois apanha o vulgar cidadão de surpresa, deixando-o a espirrar por todos os lados e com alta camada de febre, e até por vezes a ficar inativo  por uns· dias, quando dá mesmo em cheio, ou meio indisposto e fraquejado, se a coisa é mais ou menos ao de Ieve. Ou ainda criando, nos que ainda não foram surpreendidos,um clima de relativa intranquilidade e dúvida de como e quando chegará a sua vez .

Precisamente por isso, para esclarecermos o público em geral, achamos conveniente dirigir-nos ao Chefe dos Serviços de Saúde e Assistência, Dr, Ant6nio Pereira Rainho, para que nos falasse do que efectivamente se passa com tal doença.

-.Há ou não alguma epidemia em S. Tomé ? ´

A resposta ê relativamente fácil de dar, na medida em que todos nós sabemos que, praticamente  todos os anos, há epidemias de gripe no Mundo inteiro. Todas elas provocadas por vírus que sofreram ai te rações, e que portanto as nossas vacinas acabam por não servir para uma nova gripe.

E, como são muito fáceis os transportes, - 'avão, barco, etc. - acaba ela, evidentemente, por aparecer aqui também na nossa terra. Agora, há uma coisa que é certo: é uma epidemia benigna sem consequências  absolutamente nenhumas. Dá dois três dias de doença, mas praticamente não obriga, digamos, a abandonar o trabalho, conquanto possa ter as suas consequências numa pessoa muito idosa, que tenha já problemas de coração ou em crianças muito jovens mas isso não significa que a epidemia seja grave.

- Há quanto tempo julga ter aparecido esta gripe em S. Tomé?
Comecei a detectar -a epidemia quando o delegado de Saúde, em serviço no Príncipe, me chamou a atenção para um número de casos excessivos de gripe nesta mesma Ilha. Depois indagamos a possível origem e chegamos ~ conclusão que talvez· tivesse sido disseminado por tripulantes de um navio que tinha estado no Príncipe.

- Portanto começou primeiro no Príncipe e depois foi transportada para S. Tomé?
.
Exactamente. E foi transportada para aqui; até o próprio  delegado de Saúde vinha doente e estou convencido que ma pegou até a mim, porque 'basta um simples contacto. Como 'todas as doenças contagiosas é fácil de se propagar.

- Há quantos dias apareceu então em S. Tomé?

Em S. Tomé há  ativamente pouco tempo. Tenho a impressão que, no máximo, há 15 dias. No Príncipe….há mais.
- Tem tendência para aumentar ou diminuir?
Tenho a impressão que ainda agora estamos no princípio. Portanto há tendência para aumentar. Tem tendência para aumentar porque, evidentemente, hão-de ser sucessivamente diversas zonas atingidas até que as pessoas adquiram imunidade para este vírus e a coisa cesse, digamos por Iei natural.
Excerto

ALGUNS PORMENORES DE UM RELATÓRIO DAS DOENÇAS EM 1954  - DOENÇAS MAIS COMUNS - Tuberculose, paludismo e mortalidade infantil - Entre os casos de morte mais frequentes 
"ZONAS  MÉDICAS DE ASSISTÊNCIA AOS TRABALHADORES INDÍGENAS"


Enfermaria de Água Izé - 1916
-  Atualmente, quase 200 mil habitantes (187.000 no censo de 2012) - Houve uma grande evolução, como se poderá verificar pelas estatísticas, que aqui lhe mostramos, comparativamente à mortalidade verificada, por exemplo, em 1954,  com uma população, em S. Tomé, constituída por  23.329 indivíduos e 883 no Príncipe.

Relatório do Inspector do Ministério do Ultramar - (...) A fiscalização por parte do Estado, no que diz respeito aos Serviços Médicos, exige a criação de um lugar   de médico-inspector, só com essas funções. É que, mesmo com todas as unidades médicas, o actual quadro é pequeno para permitir uma eficiente fiscalização.

6 – Prospecção e Profilaxia  "Manteve-se o trabalho de despistagem da tuberculose pela rádio foto-miniatura e pelos testes de tuberculina e manteve-se a vacinação pelo B.C.G

Hospital  de S.  Tomé - 1954
O número de casos identificados tem aumentado muito, como consequência da prospecção feita pelo Dispensário Anti-Tuberculoso e foi criado o problema da hospitalização dos doentes, agora resolvido com a construção do novo pavilhão hospitalar

Os elementos estatísticos obtidos não permitem  grandes conclusões. Dispomos só de um mapa de mortalidade geral, elaborado segundo a lista abreviada de 50 rúbricas e de um mapa de moralidade hospitalar mais reduzido ainda – só de 20 rúbricas

Do mapa de mortalidade  geral constam 629 casos de morte por senilidade e causas mal definidas e desconhecidas, num total de 1.386, o que deve corresponder na maioria a óbitos sem assistência.

No mesmo mapa constam 100 casos por várias doenças e outros seguintes números mais definidos

Paludismo, 71 casos; Tuberculose do aparelho respiratório, 71 casos; Anemias, 71 casos; Doenças da primeira infância e imaturidade não qualificada, 64 casos;  Gastrite, Duodenite, enterite e colite, excepto a diarreia do recém-nascido, 64 casos; Outras doenças infecciosas e parasitárias, 45 casos; Pneumonia 40 casos: outras doenças do coração, 30 casos.
O número alto dos casos de tuberculose deve estar relacionado com o trabalho de despistagem realizado pelo Dispensário Anti-Tuberculoso.
Do mapa de mobilidade e moralidade hospitalar poucas ou nenhumas conclusões se podem tirar, devido ao facto de estar só reduzido a 20 rúbricas.

MORBILIDADE HOSPITALAR

Doenças indeterminadas, 697 casos; Doenças da gravidez, parto e estado puerperal, 450 casos; Doenças do aparelho digestivo,393 casos; Doenças infeciosas e parasitárias, 359 casos; Paludismo,  286 casos; Doenças do aparelho respiratório não designadas como tuberculosas, 213 casos; Acidentes, 177 casos; Doenças do aparelho urinário   (não venéreas) 156 casos; Doenças do sistema nervoso e dos órgãos dos sentidos, 98 casos

MORTALIDADE HOSPITALAR

Doenças infeciosas e parasitárias, 71 casos; doenças do aparelho digestivo, 32 casos; doenças do primeiro ano de vida,  31 casos; Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos, 24 casos; Doenças Indeterminadas, 23 casos; Doenças do aparelho respiratório, não designadas por tuberculosos,   22 casos; Doenças do aparelho circulatório, 18 casos; Cancros e outros tumores, 18 casos; Doenças do sistema nervosos e dos órgãos dos sentidos, 16 casos; Senilidade, 16 casos

O número alto de 697 casos de morbilidade hospitalar por doenças indeterminadas deve corresponder na maior parte dos casos de hospitalizados sem doença, que é o caso muito frequente de mães acompanhadas de filhos menores.

Os mapas  do movimento de hospitalizações nas zonas de Assistência Médica aos indígenas , foram gentilmente cedidos pela Curadoria Geral  dos Serviços dos Serviçais e Indígenas, onde igualmente se acolheram, dos respectivos mapas, os casos mais frequentes de mobilidade e mortalidade  verificados nas respectivas zonas

Faltam mapas gerais de morbilidade, referentes ao total das formações sanitárias na Província, incluindo as oficiais e as de assistência aos trabalhadores indígenas.

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