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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 11 de março de 2017

Sul-africano Chris Bertish atravessa Oceano Atlântico em prancha a remo - Ou antes, numa pequena mas sofisticada embarcação em forma de prancha e patilhão - Apoiado à ilharga, com ajuda das correntes e equipamento da última geração

Mais uma aventura dos novos tempos da era do vazio e do hedonismo desbragado - para exibicionismo circense e promoção publicitária - Numa embarcação de 6 metros de comprimentos e pouco mais de meia tonelada de peso

Chris Bertish percorreu cerca de 7.242 quilómetros em 93 dias. Por dia, remou o equivalente a uma maratona – Dizem as noticias http://blogs.oglobo.globo.com/radicais/post/sul-africano-cruza-oceano-atlantico-de-stand-paddle-e-quebra-recorde.html

Não é a primeira vez que pequenas embarcações, atravessam o oceano atlântico,  e algumas até ainda mais pequenas e com recursos técnicos bem mais modestos,  que a sofisticada embarcação - em forma de prancha, mas com o arsenal de navegação mais avançado da actualidade - , do  sul-africano Chris Bertish: - Não me causa a mínima admiração, nem tão pouco se trata de um caso inédito e extraordinário

 No mar as correntes são verdadeiros rios, que atravessam oceanos ou circulam no meio deles, que arrastam tudo quanto encontrem no seio delas e que assumem relevante importância, quer na sobrevivência das espécies marinhas, quer na definição e influência dos climas Basta seguir a sua direção, ir armado de piloto automático, quando se descansa ou se dorme, com patilhão no fundo do costado, dispor de bons remos para evitar que os ventos afastem a embarcação do seu percurso, sim, dar de vez em quando umas remadas para não sair do seu rumo, que a embarcação, lá segue o seu destino e não se perde

Com a pela bem tratada - Não passou fome nem dormiu mal
No meio de algumas destas proezas, mostra-se apenas o lado superficial, a publicidade que vai estampada nos barcos e que precisa de ser promovida – Estes são os heróis da atualidade  e da superficialidade


Referem as notícias, que Bertish começou a sua jornada há 93 dias, na cidade marroquina de Agadir. Na quinta-feira (9), ele completou a tarefa, chegando à Ilha de Antigua no Mar do Caribe às 8h32, horário local.” – E, naturalmente, a corrente, lá o levava – Mas, a avaliar por algumas imagens, que foram mostradas, com vigilância e apoio à ilharga.

No tocante à parte técnica, diz-se que “A parte da frente da prancha é equipada com uma pequena cabine, onde Bertish dormia. Era lá que ele guardava o equipamento necessário para a viagem: GPS, rádio VHF, piloto automático, telefone via satélite, painéis solares e reservas de água. – Naturalmente que podia dormir umas boas soneca à vontade, que a corrente não deixava de o arrastar - Pormenores da sua aventura em http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39232460 ......http://www.tvi24.iol.pt/acredite-se-quiser/chris-bertish/atravessou-o-atlantico-sozinho-numa-prancha-de-paddle

Nos treinos - para a travessia de 3 dias e 3 noites  150Km
 Gostaria de o ver numa canoa, como a que eu usei, num tronco de árvore - Não deixa de ser admirável a sua façanha e de merecer o meu aplauso - Mas, se se vir bem, hoje dia, com a sofisticação existente da naútica, nem é o tamanho da embarcação que pode causar admiração mas a qualidade da mesma e os meios de que dispõe - Até pode ser muito grande e ir mal equipada. Pois quanto maior é a nau, também maior poderá ser a tormenta. Creio que, se não foi ele, já outro aventureiro, se gabara da mesma proeza – Só que a memória das noticias, é efémera – E  muita gente pensa apenas pelo que lhe mostra o  lado sensacionalista das noticias no dia a dia

Naturalmente que,  feitos destes, são mais para meros exibicionismos circenses e promoções publicitárias de que para fazer ver as possibilidades humanas ou de as superar - Vá lá, pelo menos demonstrou que estas pequenas balsas, auto-abastecem-se de energia solar e  são funcionais. Quem dera que as houvesse no dramático naufrágio do Titanic 

Há 42 anos, tal como já o descrevi neste site,  andei à deriva, 38 dias, numa frágil piroga de S. Tomé, nos mares do Golfo da Guiné - Sem desprimor para o feito do jovem sul-africano, creio que. numa canoa, apenas munido de uma bússola e sem quaisquer outros meios de orientação ou de comunicação com o exterior, duvido que haja muito quem se  arrostasse a este tipo de aventura. 

Mas, antes desta aventura, já tinha feito outras travessias: uma das quais de S. Tomé ao Príncipe, numa minúscula piroga de 40cm de altura por 60cm de largura- Foram apenas 150 Km em linha reta (claro, muito mais a navegar), porém, na companhia constante de perigosos tubarões maiores de que a própria canoa Enfrentando violentos tornados.

A  segunda travessia foi de S. Tomé à Nigéria -   A canoa era maior e levou-me 12 dias - Seja como for, cada um faz o que pode - E o feito de Bertish.   não deixa de ser notável -  Eu realizei essas viagens com intuitos científicos: quis demonstrar a possibilidade das Ilhas do Golfo da Guiné, - à semelhança do que sucedeu com as remotas ilhas do pacífico - terem sido povoadas,  através de canoas primitivas, anteriores à colonização, com ligações da costa africana, e creio que o demonstrei – O sul-africano, fê-lo para se exibir e ganhar umas croas – Está no seu direito: os heróis dos novos tempos, têm  que acompanhar as leis do consumismo e da publicidade selvagem, que nos forçam a vê-la mesmo que não a desejemos. 

PELOS VISTOS, TAMBÉM JÁ HAVIA SIDO DEMONSTRADO QUE AS CANOAS FAZIAM GRANDES TRAVESSIAS EM OCÁ . ENTRE S. TOMÉ E O PRINCIPE E O GABÃO – Diz investigador português - Ocá – Eriodendron anfractuosum  -Colosso. Lá no alto, nos seus frutos, dá-nos a lã d’óca, boa para almofadas e colchões. A madeira  é utilizada na construção de gamelas. Chegam a medir15X2x1x1,50 metros - Era nestas embarcações, leves de d’ocá, que, ainda em 1860, se viajava de  S. Tomé para o Príncipe e para o Gabão – Eng. Egydio Inso - 1922





Outubro de 2014 - Mesmo aos 70 anos . ainda preparado para outras aventuras 

OUTRAS FAÇANHAS SOLITÁRIAS - TALVEZ MAIS ARROJADAS E DESAPOIADAS QUE A DO SUL-AFRICANO



Amyr Khan Klink, nasceu em 1955, em São Paulo. O primeiro contato com o mundo aquático foi aos 10 anos, quando comprou uma canoa.
Em 1984 realizou a primeira travessia solitária a remo pelo Atlântico Sul, com um barco construído por ele no ano anterior. No total foram percorridas 3.700 milhas em 100 dias.

Em 1986, realiza a primeira de suas 15 viagens à Antártica. Na volta, começa a construção do Paratii. Com esse barco, em 1989, estreia como velejador em uma viagem solitária que duraria 642 dias. ttp://www.oexplorador.com.br/realizou-a-primeira-travessia-solitaria-a-remo-pelo-atlantico-sul/

Zé do Pedal, um dos cicloturistas mais experientes do Brasil, está saindo para uma aventura incrível: pedalar num barco movido a pedal de Nova York ao Rio de Janeiro. Serão 23.000km pedalando pelas águas do Oceano Atlântico. A viagem terá uma duração aproximada de dois anos. Fazer uma viagem desta natureza pode parecer uma tarefa impossível. Mas não para este mineiro natural de Viçosa, que já percorreu o mundo todo de bicicleta. O objetivo do cicloturista é divulgar a importância da preservação das águas no mundo.

O barco da empresa americana Prophish (www.prophish.com) possui dois flutuadores que são feitos de fibra de vidro e o seu interior traz uma armação de alumínio naval, recheado de esponja de poliuretana, mede 4.50mde comprimento por 2.10m de largura com um peso total de 70kg que suporta 286kg de carga. A velocidade de cruzeiro do barco, é 10km/h, permitindo um deslocamento limpo e não poluente para que possa ser usado de forma ecologicamente correta. O barco também tem um teto de lona, para proteger ao ciclista das intempéries. Zé do Pedal pretende pedalar cerca de 50km por dia. Durante a noite, o ciclista dormirá em barraca de camping armada nas praias.

O projeto Paraguaçú começou a tomar forma em 2007. Desde a aquisição do barco a remos, em 2011, passaram 4 anos de intenso envolvimento nas questões de logística, planeamento, preparação, execução e divulgação do projeto (sem falar em contatos, aquisições, viagens, suplicas, pragas, sustos, dificuldades, improvisações, remediações, alegrias, esforço, algum sofrimento e suficiente desconforto…). 

Para além do desafio pessoal (o geográfico e o literário) e da homenagem aos navegadores quinhentistas e ao espirito pioneiro dos lusitanos de outrora, estava o alerta para a destruição da floresta em geral, e da Amazónia em particular.

Este projeto, destina-se “a divulgar a temática da «eco-eficiência» e desenvolvimento sustentável, assumindo a forma de uma arriscada travessia oceânica com o potencial de criar um forte impacto mediático”. 
José Tavares, o homem que vai remar até ao Brasil quer alertar para o problema crescente das alterações climáticas e a necessidade de proteger as florestas, em especial a Amazónia, “incitando ao recurso a energias alternativas em substituição das fósseis, ao estabelecimento de políticas mais firmes de sustentabilidade e conservação e à implementação de formas mais eficientes e racionais de exploração de recursos”. 
Além de três livros já publicados, dois deles sobre exploradores e aventuras, Tavares é o único português a ter descido em esquis de uma montanha de mais de 8 mil metros de altitude. 

José Diogo Giraldes Tavares, licenciado em Organização e Gestão de Empresas e pós-graduado em Marketing Internacional, dirigiu o departamento de grupos e incentivos na Portitours, em Portimão, e foi consultor de desenvolvimento organizacional na EgorConsulting.  http://pt.trekearth.com/gallery/Europe/Portugal/photo1384472.htm








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