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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 30 de abril de 2017

Em homenagem à poesia das Ilhas Verdes do Equador - Alda Graça do Espírito Santo – S. Tomé - 30 de Abril de 1926 – Angola 9 de Março de 2010 - Nesta data do seu nascimento, evocando o seu nome e a sua obra, conjuntamente com duas das suas mais notáveis discípulas da poesia contemporânea santomense: Ondina Beja e Conceição Lima

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE – ILHAS MARAVILHA QUE GERAM POETAS E CONVIDAM À CONTEMPLAÇÃO E À POESIA  - MESMO QUANDO AS REPRIMEM -   - Por Jorge Trabulo Marques - jornalista e investigador 

A beleza natural de São Tomé e Príncipe é meio caminho andado para ser-se poeta – e estas ilhas têm grandes poetas: desde um  Costa Alegre, a Francisco José Tenreiro, passando por Francisco Stockler, Alda do Espírito Santo, Conceição Lima, a Olinda Beja, entre outros, são nomes de elevada craveira, que atestam uma extraordinária literatura poética

Em véspera do dia do Trabalhador, e justamente na data do nascimento de Alda da Graça Espírito Santo, aproveito para aqui recordar um dos maiores nomes do nacionalismo poético e literário santomense, com versos de sua autoria e duas  grandes poetizas, ainda vivas, suas discípulas, cujas vidas e obras poéticas, foram particularmente influenciadas pela coragem e verve inspiradora da sua poesia -  Olinda Beja e Conceição de Deus Lima.

A ambas, já me referi, detalhadamente,  neste meu site, contudo. penso ser oportuna esta minha evocação, citando algumas das passagens,  que aqui  dediquei a duas grandes figuras femininas das letras santomenses, como acréscimo da minha singela homenagem a um nome incontornável da literatura das encantadoras Ilhas Verdes do Equador

Porém, antes de aqui citar os seus poemas, recordo  também a homenagem, que, há um ano, nesta mesma data, lhe foi prestada no 2º jantar convívio de São-Tomenses, na Diáspora, organizado pela Associação das Mulheres de S. T. P. em Portugal, Mén Nón, que decorreu,  na sede da ACOSP, na cidade de Lisboa, em  ambiente de muita alegria e de entusiasmo, muito acolhedor e fraterno,  como é timbre das gentes  das maravilhosas Ilhas Verdes do Equador fraternidade – Com a sala completamente cheia, na qual puderam ser apreciados alguns dos mais saborosos pratos típicos da gastronomia, ao  som da música da terra e alguns momentos de poesia, com a leitura de belos poemas de Alda do Espírito Santo  (1926-2010), figura emblemática da literatura e da cultura santomense, com versos  lidos pela voz da moçambicana, Elsa de Noronha



Elsa de Noronha, natural de Moçambique, (22 de Agosto de 1934), filha do poeta moçambicano Rui de Noronha, declamadora e também ela autora de poesia, tem sido uma verdadeira paladina para a divulgação da poesia africana em língua portuguesa


Alda  Graça do Espírito Santo,  nasceu a 30 de abril de 1926, em S. Tomé, deixou-nos em  9 de Março de 2010 –  Mais conhecida como Alda do Espírito Santo, poetiza e escritora 


ALDA- Duas sílabas numa só palavra - Acrescida do apelido divino " do Espírito Santo - Nome da Inesquecível Musa, a Mui Amada e  Grande Mãe das Ilhas Maravilha - A Grande Inspiradora Poetiza da liberdade e da Beleza! A Grande Irmã da Dor e do Amor e do sentimento amargo e mui dolorido sofrimento ancestral de um Povo - Quem esquecerá o seu rosto? 

Não partiu para o exilio mas, mesmo sob a vigilância da antiga policia politica (PIDE) nem por isso deixou de usar a palavra, os seus versos, como a voz mais ativa e interveniente pelo seu Povo  - Considerada, por isso, como expoente máximo do nacionalismo são-tomense, pós independência. Alda Graça, morreu em Angola para onde foi evacuada  por razões de saúde. Morreu na terra dos seus compatriotas de luta pela independência nacional, como Mário Pinto de Andrade. Um dos nomes de Angola que Alda Graça muitas vezes citou nas suas intervenções públicas. – Excerto deAlda Graça do Espírito Santo

Lá no «Água Grande»

Lá no «Água Grande» a caminho da roça
negritas batem que batem co’a roupa na pedra.
Batem e cantam modinhas da terra.

Cantam e riem em riso de mofa
histórias contadas, arrastadas pelo vento.

Riem alto de rijo, com a roupa na pedra
e põem de branco a roupa lavada.
As crianças brincam e a água canta,
brincam na água felizes…
Velam no capim um negrito pequenino.

E os gemidos cantados das negritas lá do rio
ficam miúdos lá na hora do regresso…
Jazem quedos no regresso para a roça.

 (Poesia negra de expressão portuguesa, 1953)

 Fevereiro

Silêncio na rua, silêncio nas almas
Um minuto de silêncio angustiado
Repicar de sinos na aurora dos tempos
Um silêncio reverente
Para a página do futuro.

 (É nosso o solo sagrado da terra, 1978)

Às mulheres da minha terra

Irmãs, do meu torrão pequeno
Que passais pela estrada do meu país de África
É para vós, irmãs, a minha alma toda inteira
— Há em mim uma lacuna amarga —
Eu queria falar convosco no nosso crioulo cantante
Queria levar até vós, a mensagem das nossas vidas
Na língua maternal, bebida com o leite dos nossos primeiros dias
Mas irmãs, vou buscar um idioma emprestado
Para mostrar-vos a nossa terra
Excerto - Continua em 


NATAL NA ILHA

Ao cair da tarde, pelas estradas da Ilha
Cabaninhas de andala
Tecidas por dedinhos de garotos,
É a nota tocante do Natal.
Uma tocha de mamão
É o luzeiro no caminho
Alumiar o “passo”.

Mas o exotismo dos trópicos
Descendo pelo calendário dos festejos
Faz do “Dá chinja” a festa da família.
Quarta-feira de cinzas
É cara ao coração da nossa gente,
Onde se sente a ausência dos finados.
Na hora do “angu”,
Do clássico calulú de Peixe
Todos se juntam,
Nas roças, nas grutas, nos ermos mais perdidos,
Em redor da mãe velhinha,
Da avó da carapinha branqueada
Na tradição festiva do “Bocado”.
P’las mãos dessa velhinha solene
todos, todos, recebem p’la mesma colher
Numa união feliz e africana
A primeira colherada
Do menú familiar.
E só então, a refeição começa.
A toda a hora pelo dia  fora.
Vem chegando gente
Pró sagrado “Bocado”
Do avô extinto do ano que passou
E da filha arrancada à vida
em plena mocidade.

Cinzas…. Natal…
Exotismo dos trópicos?
- Uma pergunta e uma resposta que pairam nos ares
 Alda Graça do Espírito Santo

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - ONDE A POESIA ANDA À SOLTA - MAS NÃO A  REPRIMAM QUEM A INSPIRA

Em São Tomé e Príncipe é uma terra onde a poesia está na sua paisagem, no azul do mar que a envolve e no rosto das suas gentes: os verdes multicolores são próprios das ilhas tropicais mas nestas ilhas as suas tonalidades assumem uma magia especial  - O nosso planeta é vasto mas , além de não haver duas terras com as mesmas singularidades, estas ilhas têm  o condão de se situarem no meio do Mundo – Nomeadamente, S. Tomé. A Ilha do Príncipe, fica a 150 Km mais a Norte e é tida como a princesa do Golfo da Guiné. No entanto, quer uma quer outra, para quem as demande, é amor à primeira vista - Não é por acaso que a poesia ali floresce, até das raízes das árvores que mais tempo se agarram ao solo, mesmo quando o mar as deixa nuas e quase  agarradas às rochas.

Conhecia  a existência da sua obra e também do prestígio que o seu nome goza nas letras e no jornalismo mas ainda não tinha tido o prazer de estar olhos  nos olhos e frente a frente, e, ainda para mais,  logo em direto num dos mais apreciados e mediáticos programas de informação e debate de ideias  da televisão de S. Tomé e Príncipe – Naturalmente que não me posso esquecer desse amável rosto

Sem dúvida, uma presença simpática e respeitável, possuidora de um currículo jornalístico de alto gabarito  - Conceição Lima esteve 15 anos a viver em Londres, onde  se licenciou em Estudos Afro-Portugueses e Brasileiros pelo King"s College, obtendo o grau de mestre em Ciências Políticas e Estudos Africanos pela School of Oriental and African Studies, tendo exercido a atividade de jornalista e  produtora dos serviços em Língua Portuguesa da BBC Porém, lá como cá  (sim, mas não só, a democracia, dita pluralista, tem destas leituras ou heresias) quando mudam os governos, surge a irresistível tentação  dos “saneamentos”. e não se olha ao mérito. E, pelos vistos, foi a marginalização de que foi alvo, Conceição Lima,  com o saneamento do seu programa na TVS, Cartas na Mesa, considerado o programa mais visto da televisão de São Tomé e Príncipe – Isto porque,   Em São Tomé e Príncipe há um grave défice de liderança



Raízes (do secular)  Micondó de Conceição Lima espalham-se pelo Brasil

Conceição Lima, que,  nas maravilhosas ilhas do equador é mais conhecida por São de Deus Lima,  creio que em resultado da  admiração, do carinho e da popularidade, que goza no seu país, é o nome mais traduzido da literatura são-tomense, nomeadamente nas línguas alemã, árabe, francesa, italiana,  galega, espanhola, inglesa, servo-croata, turca e shona. 

Autora de três livros de poesia, publicados pela Editorial Caminho, um dos quais, “A Dolorosa Raiz do Micondó’ acaba de ser lançado pelo Ministério da Educação do Brasil com uma tiragem de 32 mil exemplares.


A referida obra poética,  publicada em 2011 no Brasil pela editora Geração Editorial, de São Paulo  e, que, por ocasião da 2ª Bienal da  Feira do Livro de Brasília, que decorreu de 12 a 16 de Abril,   já havia sido selecionada pelo Programa Nacional de Bibliotecas Escolares do Brasil, num conjunto de mais de 400 títulos»,  vê  agora confirmado seu lançamento, e, consequentemente, o reforço da visibilidade dos seus livros no maior país de expressão de língua portuguesa.

Em recentes declarações ao Téla Nón, Conceição Lima disse estar muito feliz pelo reconhecimento da sua obra e pela projeção que isso representa da literatura são-tomense. «Saber que contribuo para elevar o nome e a cultura de São Tomé e Príncipe é muito gratificante e deixa-me realmente muito feliz», 11 Dez 2014 Livro de poesia de Conceição Lima com tiragem de 32 mil exemplares no Brasil

Trata-se, com efeito, de “uma obra poética que tem sido  objeto de vários estudos de Mestrado e de doutoramento em universidades portuguesas e sobretudo brasileiras.” Referência do Téla Nón quando  “A Dolorosa Raiz do Mincondó, começava a dar nas vistas - Já se dizia: "Nesta coletânea de 27 poemas da poetisa são-tomense Conceição Lima, o micondó, árvore considerada sagrada em diversas regiões da África, simboliza origem, casa, morada ancestral. A evocação de tais raízes é dolorosa devido a acontecimentos históricos, como a escravidão e a colonização, que imprimiram profundas feridas e rupturas na identidade nacional, e na própria poetisa, cujos antepassados foram trazidos à força para o arquipélago africano e mais tarde enviados para outras terras como escravos. Íntima, pessoal e sofrida, a poesia de Conceição Lima é também dotada de um lirismo e esteticismo sublimes, presenteados aqui pela primeira vez ao público brasileiro. Embora a dor seja uma constante em seus versos, o sentimento que os perpassa é o da sutil esperança de que a mesma memória que resgata os fatos traumáticos ajude a fazer germinar algo novo dos escombros, como o micondó que, com suas profundas raízes e frondosa copa, fez florescer o alfabeto poético de Conceição Lima. 03/04/2014. Raízes de Micondó de Conceição Lima espalham-se pelo Brasil...3 livros para celebrar o Dia da Consciência Negra



SÃO ASSIM OS POETAS ...

Desde os anos 80  que Maria da Conceição Costa de Deus Lima, descobriu os caminhos da poesia, contudo, e, como geralmente acontece aos maiores poetas, a poesia é como voo de ave: voa ou  voga, simplesmente,  através dos grandes espaços ou  mares da sensibilidade e da imaginação, sem, todavia, ter pouso seguro. Vão-se fixando instantes, na sebenta do dia a dia, sem contudo haver a preocupação de os transformar em livro ou de lograr um porto de arribação – Em suma, vai-se viajando: 
“Os barcos regressam
carregados de cidades e distância

Adormecem os grilos
Uma criança escuta a concavidade de um búzio.
Talvez seja o momento de outra viagem
Na proa, decerto, a decisão da viragem”

( Com Sofia de Melo Breyner) 


 Em Fernando Pessoa, quis o acaso que alguém se lembrasse de vasculhar o seu baú e descobrir a herança do seu legado. Outros, porém, às tantas, lá se dão de conta que o  que é belo deve ser partilhado. Creio ter sido o caso de Conceição Lima, quando lançou “O útero da Casa”, em 2004” – Veja-se bem o significado da palavra de útero: tão só, o mais íntimo de si, as emoções mais marcantes da sua vida. Pelo menos, algumas das muitas vividas: mesmo “quando eu não sabia que era quem sou/ Quando eu ainda que era já eu” -  Mesmo assim, vai-se ao fundo da memória – Mas impossível é transformar todos os sentimentos,  em versos – Seria também matar a poesia, pois, o pensar, ou racionalizar demais, como dizia o poeta da Mensagem,   torna as pessoas infelizes: é preciso “Sentir como quem olha/ Pensar como quem anda” – No fundo, é o que nos transmite a bela poesia de Conceição Lima

Três Verdades Contemporâneas
Creio no invisível
Creio na levitação das bruxas
Creio em vampiros
Porque os há.

In O Útero da Casa,  primeiro livro de Maria da Conceição de Deus Lima, lançado quando ainda residia em Londres e trabalhava para a  BBC - Confirmando-se,  desde então,  entre as mais interessantes vozes do pós-independência - e do pós-colonial - num universo onde muitas vozes anunciadas não se afirmaram no sistema literário nacional."

"Constituído por 28 poemas, O Útero da Casa demonstra desde o início a força poética de uma autora comprometida com si mesmo e seu país de origem. Através de “lugares metonímicos”, no dizer da crítica literária portuguesa Inocência Mata (prefaciadora da obra), Conceição Lima deslumbra o seu leitor ao construir e reconstruir os seus lugares de afetividade; o seu país, rico em simbolismos e lutas, a partir de um “eu feminino”, em que a casa ganha uma dimensão de amargura e rememoração -Excerto de Conceição Lima e a linguagem-morada

"No livro A dolorosa raiz do micondó, Conceição Lima, poetisa de São Tomé, reconstitui espaços, paisagens da intimidade e histórico-sociais por meio da representação lírica de sua memória. O quintal da infância, a árvore do micondó, dentre outros elementos espaciais e paisagísticos, ganham contornos simbólicos nessas rememorações, que se espraiam ainda na lembrança de tempos dolorosos vivenciados em seu país"

SÓYA
Há-de nascer de novo o micondó —
belo, imperfeito, no centro do quintal.
À meia-noite, quando as bruxas
povoarem okás milenários
e o kukuku piar pela última vez
na junção dos caminhos.

Sobre as cinzas, contra o vento
bailarão ao amanhecer
ervas e fetos e uma flor de sangue.

Rebentos de milho hão-de nutrir
as gengivas dos velhos
e não mais sonharão as crianças
com gatos pretos e águas turvas
porque a força do marapião
terá voltado para confrontar o mal.

Lianas abraçarão na curva do rio
a insónia dos mortos
quando a primeira mulher
lavar as tranças no leito ressuscitado.

Reabitaremos a casa, nossa intacta morada.


In . A Dolorosa Raíz do Mincondó - 2006

ONDINA BEJA, HÁ DOIS ANOS, NO DIA 1º DE MAIO DE 2015 -

Olinda Beja é, sem dúvida alguma,  uma das mais espantosas musas do firmamento poético de São Tomé e Príncipe, nascida lá nas bandas do meio do mundo, onde se avista o cruzeiro do Sul – Toda a sua poesia é como que a  expressão genuína das raízes da maravilhosa e luxuriante Ilha  que a viu nascer. Do mar, da  terra e dos seus frutos e flores - sabores e perfumes. Ela é tudo isso! A expressão poética  das Ilhas e das suas gentes. Com a genial e rara inspiração de dizer os seus poemas, com a mesma musicalidade calorosa da voz do seu povo e, simultaneamente, nos revelar  a beleza envolvente de um verdadeiro paraíso terreal  -  Naturalmente, com os seus espantos, cores, alegrias, ansiedades  e sofrimentos – E, estes, muitos foram ao longo de séculos. Por isso mesmo, é das raras poetas que tem o condão de dizer o que escreve, tal como o sentiu no instante da sua criação: não só recita, declama mas canta! – Não sei se haverá, entre os poetas da língua portuguesa, pessoa capaz de nos proporcionar momentos de tão  rara  e intensa beleza poética e deslumbrante sensibilidade interpretativa, como são os oferecidos por Olinda Beja.  



É o que se pode dizer um espetáculo musical e poético, ao vivo, que não cansa, não enfada, contrariamente a muitas destas sessões.  Pois é das tais récitas poéticas, que prende  e emudece de encanto a assistência,  arrebata e   faz levantar em apoteóticos aplausos, quem a ouve. – Sim, porque, a par dos seus extraordinários dotes poéticos e artísticos,  também costuma fazer-se  acompanhar de um outro talento musical – De  Filipe Santo, que, dedilhando, artisticamente, os melhores sons do africanismo sãotomense, lhe empresta ainda mais redobrado sentimento e  fulgor. 



Olinda Beja, autora de 16 livros  de poesia e ficção, distinguida pelo Prémio Literário Francisco José Tenreiro, atribuído a obra " A Sombra do Ocá, tem sido  uma autêntica embaixatriz da divulgação  da lusofonia, da cultura das Ilhas de s. Tomé e Príncipe e de Portugal, deslocando-se, frequentemente, a estabelecimentos de ensino do universo lusófono, dando  a conhecer as ilhas do cacau e fazendo  aproximação  dos dois povos através da riqueza cultural que une os dois povos. 

Alda Graça do Espírito Santo - "Um marco indelével na sua vida de escritora, que teve uma influencia enorme na sua poesia: tanto poético, humano, social - "Foi uma mulher extraordinária na minha vida" - Reconhece Olinda Beja 


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Numa amável entrevista que me concedeu, em Julho de 2013, por o ocasião da Feira dos livros do Instituto Português do Desporto e Juventude, em Lisboa, referiu que gostaria  que o seu  país não precisasse  de estender a mão às organizações internacionais, porque, se for  bem gerido, bem estruturado, tem tudo!  "Além de um Povo Maravilhoso, que é a riqueza do pais, é o Povo: não é o petróleo: é um Povo Pacifico, que quando se conhece,   dá tudo por tudo por si. É um Povo que nunca fecha a porta a ninguém"


Se é verdade que ser-se poeta é um dom, dado por divinas inspirações, não menos verdade é que são as vidas , os acasos, os lugares onde se nasce ou por onde se passa que determinam a condição de um poeta. Se, Luís de Camões, não tivesse andado embarcado pelos mares do Atlântico ao Índico, não tinha escrito os Lusíadas, mesmo que escrevesse uns versos, dificilmente o consagrariam para a posteridade. O mesmo teria sucedido a Fernando Pessoa, senão tivesse percorrido o atlântico de Lisboa a Pretória e depois regressado. Jamais a sua alma teria sido iluminada por tanta força poética e por tanto mar. 

Olinda Beja, à semelhança de Almada Negreiros, nasceu em S. Tomé,  na Vila de  Guadalupe em 1946, filha de mãe santomense  e pai natural da Beira Ata, tendo partido  para Portugal, com apenas dois anos de idade.

Se não se tivesse dado esse curioso ou profético acaso, talvez não fosse a poeta que é hoje, sim, se lá tivesse ficado - Por um lado, porque, as imagens de criança, são marcantes para toda a vida, por outro, porque, ao sentir que perdia o elo à sua terra de origem,  houve como que o apelo intrínseco, instintivo,  a essas mesmas raízes, aparentemente perdidas.  Que, de resto, Olinda, ao longo da sua vida, tem procurado  reforçar, através de várias viagens a essas suas ilhas amadas. Lendo poetas e escritores da sua terra natal, convivendo com as suas gentes, com a sua cultura e a sua luxuriante paisagem.  Não foi o caso de José Almada Negreiros, que nunca lá regressou. Mesmo assim, que influência!...  Mas, olhando para aquele rosto, sorridente, expressivo, onde os traços da mestiçagem, da miscigenação africana,   não escondem a sua origem, vê-se, logo num primeiro contato, nas primeiras palavras, que o seu coração fala a linguagem dos trópicos. Das pátrias irmãs, unidas  pela mesma língua e história, pertencendo ambas à mesma comunidade   da CPLP. - E, de que, Olinda se orgulha, e tem sido a militante apaixonada. 

Sim, Olinda Beja, embora, bem cedo deixasse o clima quente e húmido do equador, passando a viver nas terras frias da Beira Alta (em cujos horizontes e espaços rurais, já se inspirou para escrever alguns dos seus mais belos poemas e livros de ficção, como seja " A Casa do Pastor") não tardou a que, um dia, respondesse ao  mágico canto do Ossobó. Aqueles sons que teria ouvido em menina. Quando o seu pai e a sua mãe negra, viviam lá pelo interior da roça - Sons inconfundíveis das lindas aves do paraíso que povoam  as florestas que ensombravam e cobriam  as plantações dos cacaueiros.  

"Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês) pela Universidade do Porto, Olinda Beja é docente do Ensino Secundário desde 1976. Ensina também Língua e Cultura Portuguesa na Suíça, é assessora cultural da Embaixada de São Tomé e Príncipe e dinamizadora cultural. Publicou os livros de poemas 'Bô Tendê?', 'Leve, Leve', 'No País do Tchiloli', 'Quebra-Mar' e 'Água Crioula', os romances 'A Pedra de Villa Nova', '!5 Dias de Regresso' e 'A Ilha de Izunari' e ainda livros de contos.

QUEM SOMOS?

O mar chama por nós, somos ilhéus!
Trazemos nas mãos sal e espuma
cantamos nas canoas
dançamos na bruma

somos pescadores-marinheiros
de marés vivas onde se escondeu
a nossa alma ignota
o nosso povo ilhéu

a nossa ilha balouça ao sabor das vagas
e traz a espraiar-se no areal da História
a voz do gandu
na nossa memória...

Somos a mestiçagem de um deus que quis mostrar
ao universo a nossa cor tisnada
resistimos à voragem do tempo
aos apelos do nada

continuaremos a plantar café cacau
e a comer por gosto fruta-pão
filhos do sol e do mato
arrancados à dor da escravidão

Olinda Beja

Alda Graça do Espírito Santo

Poeta santomense: 1926 – Faleceu em 9 de Maraço de 2010
Nasceu a 30  de abril  de 1936 , na cidade de São Tomé, capital do Arquipélago de São Tomé e Príncipe, Alda Neves da Graça do Espírito Santo. Filha de uma professora primária e de um funcionário dos Correios, ainda nova faz seus primeiros estudos em São Tomé. 1940: Em meados de 1940, muda-se com a família para o norte de Portugal, anos depois a família muda-se para Lisboa onde Alda inicia seus estudos universitários. 1950: No início dessa década, morando em Lisboa com a família, Alda Espírito Santo faz contato com alguns dos importantes escritores e intelectuais que viriam a ser os futuros dirigentes dos movimentos de independência das colônias portuguesas de África, como Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, Francisco José Tenreiro, entre outros. A casa de sua família, no número 37 da Rua Actor Vale, funciona como local de encontros do CEA (Centro de Estudos Africanos). Os encontros regulares na casa de Alda promoviam palestras sobre temas diversos como Linguística, História e também sobre a consciência cultural e política acerca do colonialismo, do assimilacionismo e da defesa do colonizado.  Excerto de Vidas Lusófonas - Alda Espirito Santo

Combatente da luta pela independência nacional, poetisa, considerada expoente máximo do nacionalismo são-tomense, pós independência. Alda Graça, morreu em Angola para onde foi evacuada desde a última semana por razões de saúde. Morreu na terra dos seus compatriotas de luta pela independência nacional, como Mário Pinto de Andrade. Um dos nomes de Angola que Alda Graça muitas vezes citou nas suas intervenções públicas. – Excerto deAlda Graça do Espírito Santo

sábado, 29 de abril de 2017

Maria do Carmo Trovoada Pires de Carvalho Silveira, ex-PMinistra e ex-bancária santomense, atual líder da CPLP, contemplada com o troféu americano da Globalização “Prémio de Serviço Público Global”, financiado pela Fundação Madhuri e Jagdish N. Sheth Family - “Kennesaw State awarded its highest honor for international achievement to the former prime minister and Central Bank governor of the equatorial coastal West African nation of São Tomé and Principe”.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 

SÃO TOMÉ E PRINCIPIE NA MIRA DOS LOBOS DA GLOBALIZAÇÃO, QUE DISTINGUEM AS SUAS AVES DE RAPINA  MAIS NOBRES- O estado de Kennesaw concedeu  a  sua mais alta honra por conquistas internacionais à ex-primeira-ministra e governadora do Banco Central da nação ocidental equatorial de São Tomé e Príncipe, na África Ocidental.



Universidade Americana, em Atlanta, nos Estados Unidos da América, distingue, com o “Prémio de Serviço Público Global», o apoio bancário prestado  pela ex-Governadora do Banco Central de S. Tomé e Príncipe a  investigador americano pelo seu estudo " Ano do Mundo de Língua Portuguesa "2015-2016”

"Todos os anos, os prémios International Achievement Awards destacam indivíduos que realmente acreditam no poder da globalização. Os esforços destes destinatários para promover o progresso internacional dentro e fora do campus merecem reconhecimento contínuo além do ano em que ganharam o prémio

Um destes prémios, de 2017, coube  a Maria do Carmo Trovoada Pires de Carvalho Silveira, economista e estudiosa do desenvolvimento socioeconómico, que aceitou o quarto prémio anual do Serviço Público Global do Estado de Kennesaw em uma cerimonia realizada no Marietta Country Club em Kennesaw, acompanhada por três outros honrados para o serviço internacional excepcional e realização. Um estudante do estado de Kennesaw igualmente foi concedido uma bolsa de estudos para estudar no exterior em Israel”.

Sem dúvida, um excelente Marketing a funcionar, pelos notáveis da doutrina da Globalização Liberal,  à prima de Patrice Emery Trovoada, o empresário misterioso com grandes empresas no Estado do Texas, favorecimentos  das nublosas  concessões petrolíferas a empresas nigerianas e americanas – Agora num cenário em que, o atual, Primeiro-Ministro Santomense, deseja de novo elevar a Primeira-ministra, com aspirações a colocar a Tribo Trovoada na Chefia da Presidência e do Governo, quando chutar  o  seu pau-mandado, Evaristo Carvalho.

OS PRÉMIOS CHINESES SÃO OUTROS - A EUROPA QUANDO ACORDAR É TARDE DEMAIS 

Na mesma altura em que, nos EUA, se atribuiu um prémio  à ex-bancária do Banco Central de S.T.P,. prima do mais recente aliado  aos tentáculos do imperialismo dos bilionários chineses, na sua mais pequena colónia em África, curiosamente,  os 26 da  União Europeia (EU),  procuram como que, diplomaticamente, não ferir os olhos gulosos da sempre insaciável serpente oriental,  não desejando ver  por eclipsados  os milhões  de apoio a  fundo perdido concedidos ao Governo do gabonês Patrice Emery,  sem outras garantias que não fossem as suas falsas promessas de projetos que, afinal,  nunca cumpriria

Referem as últimas noticias que A União Europeia (EU) quer estabelecer uma "parceria alargada" com São Tomé e Príncipe, que inclui o novo parceiro bilateral do arquipélago, a China Popular,


"Discutimos a possibilidade de haver uma parceria alargada que poderá criar sinergias e maximizar os esforços em benefício do progresso de São Tomé e Príncipe", disse Helmut Kulitz – Pelos vistos, o bando de carneiros e apátridas liberais da EU ainda não se apercebeu que,  a convivência das raposas com os lobos,  no mesmo covil, só pode acabar nos dentes da  fera maior e mais  feroz  

PREMIANDO MAIS A DOUTRINA DO CIFRÃO LIBERAL DE QUE O CULTURAL- QUE SERVE SIMPLESMENTE DE ROUPAGEM  - No fundo é a explicação que  pode extrair-se do destaque dada à permeada e ao grupo dos distinguidos:

 Alfonso Nsue Mokuy e Maria do Carmo Trovoada

Mas que serviços relevantes prestou, na CPLP, em 2015-2016?, pois se  apenas passou a exercer o cargo a partir do início de Janeiro de 2017
Senão pouco mais que a  conferência, que decorreu no dia 30 de Março de 2017, no auditório da sede da CPLP, sobre “Democracia e Direitos Humanos na Guiné Equatorial”, proferida pelo Terceiro Vice-Primeiro-ministro encarregado dos Direitos Humanos, Alfonso Nsue Mokuy . E que contou, entre outras entidades,  com  embaixador da República da Guiné Equatorial em Lisboa e junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Tito Mba Ada

Prémios de realização internacional

Prémio Global de Serviço Público: Maria do Carmo Silveira , secretária executiva da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, que fez parte integrante do programa do Ano da Língua Oficial Portuguesa em 2015-16. Ela vem da pequena ilha africana de São Tomé e Príncipe .

(…) “Ao apresentar o prémio a Silveira, Lance Askildson, vice-reitor do estado de Kennesaw, chefe internacional e chefe da Divisão de Assuntos Globais, destacou seu serviço a seu país e sua administração por meio de uma crise sociopolítica em 2005. Ele também elogiou Mais de 20 anos em posições-chave da administração pública no setor bancário e financeiro do país e como presidente de uma federação de ONGs locais que promovem as causas das mulheres e a igualdade de género.

"Tivemos a sorte durante o nosso" Ano do Mundo de Língua Portuguesa "2015-2016 de desenvolver um relacionamento com alguém que teve um impacto tão grande no seu próprio país e em todo o mundo de língua portuguesa", disse Askildson sobre Silveira, Nomeada secretária executiva da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLC), com sede em Lisboa, em 2016. "Estamos gratos pelo apoio inestimável que ela prestou durante o nosso estudo anual sobre o país".

Em seus comentários, Silveira descreveu o significado de receber a honra, especialmente à luz daqueles que receberam anteriormente o prêmio de Serviço Público Global.


"O prémio ... representa um reconhecimento internacional de minhas ações em relação ao serviço público em São Tomé e Príncipe, meu país de origem, e atualmente, como [secretária executiva da CPLC]", disse ela. "Não é uma tarefa fácil, especialmente para uma mulher africana. Mas acredito firmemente na força e determinação das mulheres, e também que, com o apoio e a atitude apropriados, podemos alcançar resultados surpreendentes. Este Prêmio será uma nova fonte de inspiração para eu continuar trabalhando para a causa pública

Também honrados na cerimônia foram: Catherine Odera, formada pelo Ph.D. de Kennesaw State. Em Gestão de Conflitos Internacionais e ex-diretora-assistente de assuntos estudantis multiculturais da universidade para programas de estudantes internacionais, recebeu o Prêmio Sheth Alumni por Realização Humana e de Serviço Excepcional por seu trabalho supervisionando as atividades da Aldeia Global da KSU, que presta serviços, Estudantes internacionais.

Lin Hightower , professor de artes de fibra e proponente de "arte para mudança social positiva", recebeu o Sheth Distinguished Faculty Award de International Achievement portrabalhar com artesãos de baixa renda na Turquia, Índia, Nepal, Tailândia, Egito, Marrocos e Peru.

Marcel Duhaneanu , reitor do Instituto de Administração de Empresas em Bucareste, Romênia, e professor de gestão internacional e gestão estratégica global, recebeu o Distinguished International Partner Community Award, que reconheceu seu papel na parceria de 14 anos com o estado de Kennesaw na Romeno-Americana School of Business (ASEBUSS), que opera um programa de MBA executivo.

Simone Stevens, graduada no programa de dança do College of the Arts, recebeu a Emerson Scholarship for the Advancement of International Education para estudar dança em Israel e trabalhar diretamente com artistas da Batsheva Dance Company em Tel Aviv.

A cerimonia de premiação também contou com os 12 alunos que participaram do programa inaugural "Ao redor do mundo em 80 dias (AW80)" programa de educação no exterior que levou os alunos participantes para os países em quatro continentes por um semestre inteiro. O programa recentemente ganhou Kennesaw State University um Prêmio Inovação 2017 em Internacionalização da Associação Internacional de Administradores de Educação (AIEA).

Ivan Starev, especialista em negócios internacionais, compartilhou um vídeo produzido que capturou as experiências dos alunos, enquanto Anna Holland, uma especialista em estudos interdisciplinares, resumiu o que a viagem significava para os participantes.
"Isso vai se destacar como a única experiência mais definidora da minha vida", disse Stavrev.
Holanda concordou, acrescentando: "A experiência AW80 me ensinou a olhar para diferentes culturas e ver as semelhanças e apreciar as diferenças. Também me deu a confiança de que posso ir a qualquer lugar do mundo e saber como lidar comigo mesmo e tudo o que surgir "

 Os prêmios de Realização Internacional de Kennesaw, organizados pela Divisão de Assuntos Globais da Universidade, são possíveis com o apoio da Fundação Madhuri e Jagdish N. Sheth Family. A Emerson Scholarship é financiada por Christie Emerson, professora assistente na Escola de Enfermagem WellStar do Estado de Kennesaw, e seu marido, Tom. - Sabbaye McGriff Fotos por David Caselli

Poder da troca global, experiência da viagem na exposição em concessões do estado de Kennesaw

Jagdish Sheth, à esquerda, um professor de marketing presidido na Universidade Emory, dotou a Kennesaw State University International Achievement Awards. Aqui, ele é retratado com o Vencedor do Prêmio de Serviço Público Global Maria do Carmo Silveira, centro, e o Presidente da KSU Sam Olens. – Exceto de

PALMARÉS DE UMA BANCÁRIA QUE CONTRIBUIU MAIS PARA AS FALÊNCIAS FINANCEIRAS DE QUE PARA  AS RECUPERAR OU RESOLVER O SEU EQUILÍBRIO 
De recordar o encerramento  do segundo maior banco comercial do país, o Banco Equador, de capital angolano. Banco Central são-tomense encerra segundo maior banco comercial ...


 Escândalo espreita o Banco Central

18 de Abril 2016 - "Tudo por causa do procedimento alegadamente inconstitucional, e pouco transparente adoptado pelo Banco Central para emissão de novas notas da moeda nacional, a dobra.
No Banco Central, o Téla Nón apurou que vive-se um momento de grande tensão. Fonte da instituição explicou ao Téla Nón que a decisão tomada implica uma reforma profunda do sistema monetário do país. Escândalo espreita o Banco Central | Téla Nón

COMENTÁRIOS DE SANTOMENSES – AQUANDO   2º REGRESSO DE MARIA DO CARMO TROVOADA A GOVERNADORA DO BANCO CENTRAL
03/03/2011 -"Esta senhora chama-se Maria do Carmo Trovoada da Silveira. Pergunto, porque esta senhora anda esconder o seu nome verdadeiro? Será que ela deixou de fazer parte da família Trovoada e pertencer só a família do seu marido de apelido{Silveira}.Porque? Só faco este reparo, não com intenção de por em causa a sua imagem. Meus parabéns do seu regresso ao BC.Viva RDSTP." 
 3 de Março de 2011  Senhor Patrice Trovoada, sinceramente, nomear gente como está senhora é continuar com a corrupção. Maria de Carmo Silveira, é a senhora que lançou o projecto, para remodelação do Banco Central no valor muito elevado (oito milhões de dólares), pelo que fui informado o construtor fantasma levou uma parte do dinheiro, o projecto que deu grande prejuízo ao País.

3 de Março de 2011   Competência!!!!!!... A senhora tem tanta competência até que o construtor levou dinheiro e não fez obras. Conheço muitos economistas santomenses que conhecem a macroeconomia, econometria e finanças muito melhor do que ela.

João honesto 4 de Março de 2011 - "Nós estamos a caminhar a passos largos para o abismo; pelo que vejo existe um grupo de gente nesta terra que são insubstituíveis como a minha amiga Maria do Carmo isso chega a ser uma vergonha num pais onde se diz que querem promover novos valores e explorar novas competências.

Eu sou estudante de Economia nunca vi nada igual em parte nenhuma . em suma meu irmão (…) Enfim eu ainda penso que devemos promover novas competências alem de quê essa senhora já parte do grupo viciado em corrupção

Zeferino 3 de Março de 2011   - Mas minha gente qual competência que esta senhora tem? Desde quando esta senhora é assim tão competente? Nós temos de ser mais exigentes com os nossos governantes, independentemente da origem política, familiar ou religiosa de qualquer um deles. Mas o que é que esta senhora, como quadro do país, várias vezes ministra, diretora, etc, já fez de importante ou relevante para o país a não ser ocupar várias vezes estas funções? A senhora em causa já fez algum estudo ou ensaio técnico ou científico de grande alcance que ajudou o país a enfrentar os seus problemas actuais?

A senhora em causa já fez algo de fundo, com grande impacto técnico, que contribuiu, de forma relevante para modificar a organização administrativa, económica ou fiscal do país? A senhora em causa já escreveu alguma obra técnica de relevante importância que contribuiu para acrescentar valor ao nosso património intelectual?
Se nunca fez nada disso por que razão é uma grande competente? (---)

Pigmeu 3 de Março de 2011  - Está senhora é socia de um Banco Comercial em STP, como é que poder ser responsável do banco central que tem função de regulação das actividades bancaria, meus senhores aonde é que está a independência desta senhora. Meu país está doente com tanta gente formada que semanalmente desembarca no aeroporto de STP à procura de trabalho no seu próprio país…
A escolha devia ter sido feita em consenso com os outros partidos e o Governo devia procurar uma personalidade independente, quer do poder político quer do poder económico, de preferência sem qualquer filiação política.

(...) Acho que esta questão da Sra ser accionista de um Banco privado e ao mesmo tempo ser governadora do BCSTP parece ser grave. Questão também de se saber se não foi no exercício das funções de Governadora (da primeira vez que la esteve) que a Sra, num claro tráfico de influencias, impôs-se aos empresários que quiseram abrir o Banco, como accionista; querem abrir um Banco? OK, mas eu tenho que ser accionista!. Eis uma questão que a associação dos economistas deveria comentar.

As ruas da cidade estão piores que no tempo colonial
(...)  nunca deu indicações de inovação e competência para lidar com uma das instituições mais importante e poderosa do país prejudicando o país em milhares de euros com o projecto das obras do banco. Será que em São Tomé ninguém é responsabilizado pelos seus actos? Comentários extraídos de Téla Nón - 

Danildo Santo 4 de Março de 2011 

Para aqueles que não conhecem a Dra. Maria do Carmo, essa senhora tem dois diplomas de mestrado. Depois de deixar de ser Primeira-ministra, ela esteve em Estrasburgo, França, onde conclui com êxito o seu segundo mestrado na Escola Nacional de Administração (ENA). A Dra. Maria do Carmo entra no Banco Central por concurso público e não por favores políticos como acontece hoje. Portanto, em vez de passarem todo o tempo a manchar os outros, peçam a senhora o seu CV . Como antes dizia, se eu tivesse no lugar da senhora não aceitaria ser de novo Governadora do Banco Central, num país sem norte onde a competência=populismo. Somos tão pobres em mentalidade e atitude. Por isso STP tem o abismo e o desenvolvimento que bem merece.Mais comentários a favor e contra  em  Maria do Carmo Silveira nomeada governadora do Banco Central de .
Globalização, pobreza e saúde

(..) As dívidas externa e interna, o protecionismo à indústria e à agricultura por parte dos países mais ricos e as barreiras comerciais aos produtos primários e manufaturados da cesta de exportação dos países em desenvolvimento estão na raiz de uma imensa crise fiscal que os países pobres enfrentam e na dívida social crescente que têm com suas populações. Quase toda a arrecadação fiscal destes países e os sucessivos empréstimos internacionais, alcançáveis apenas por acordos sob severas condições com o FMI, servem quase que exclusivamente para a rolagem de imensas dívidas externas contraídas no passado, em condições adversas, muitas vezes sob governos não–democráticos e corruptos, dívidas estas hoje submetidas a juros elevadíssimos, impostos unilateralmente pelo capital financeiro internacional. Em conseqüência, os programas de combate à pobreza e outros programas sociais de muitos dos países em desenvolvimento acabam desfinanciados e ineficazes4.

Um dos elementos mais nocivos do processo de globalização são os brutais ataques do capital especulativo internacional às economias nacionais mais frágeis de países pobres e de renda média. A ação do chamado hot money tem comprometido nefastamente os orçamentos sociais dos países pobres, inclusive o da saúde. A circulação diária do capital especulativo não produtivo no mundo é de cerca de 1,8 trilhão de dólares 5. Estes capitais, sem pátria e sem responsabilidades com as pessoas e os países, devem ser controlados por mecanismos nacionais e internacionais, como forma de reparar sua nocividade global e local. Em seu último livro, recém–lançado, até mesmo o economista John Williamson6, que cunhou a expressão Consenso de Washington para denominar o conjunto de recomendações de reformas econômicas para a América Latina e que estabeleceram as bases conceituais do processo de globalização como o entendemos hoje, reconhece agora o imperativo de controlar o fluxo de capitais nos chamados mercados emergentes.

A divisão internacional da produção e do trabalho que se delineou com a globalização trouxe, além dos maus resultados econômicos já apontados, também impactos sociais, ambientais e sanitários importantes. No campo do trabalho, verifica–se a exportação do desemprego dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento, devido às tais políticas protecionistas e de subsídios agrícolas dos países mais ricos. As atividades econômicas que trazem maiores riscos ambientais e para os trabalhadores ou resultam em resíduos perigosos, as chamadas 'indústrias sujas', são também exportadas para países mais pobres, cuja legislação de proteção ao ambiente e ao trabalhador é mais tolerante. Paulo Marchiori Buss http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232007000600019

Globalização e Qualidade de Vida 

"A novidade não é a mudança do mundo. A novidade é a velocidade da mudança. Nunca o mundo mudou tão velozmente quanto muda hoje. A tal ponto que acabamos nos perdendo dentro das relações. Um exemplo concreto: choque de gerações. Durante séculos e séculos, o choque de gerações era choque entre pais e filhos. Geração era entendida como um período de 25 anos, porque supostamente aos 25 anos as pessoas já teriam descendentes, isto é, uma outra geração. Hoje, choque de gerações é imediato.

As coisas mudam com tanta velocidade que acabamos perdendo as referências. Muitos de nós tínhamos como referência de coisas do nosso dia-a-dia o fim da Segunda Guerra ou a chegada do homem à Lua. Faz 30 anos que o homem chegou à Lua. Se falarmos isso para um jovem, ele achará que se trata de um fato antiqüíssimo. Hoje, a sucessão dos acontecimentos é tão veloz que freqüentemente não lembramos mais deles. Mário Sérgio Cortella  http://artesemlei.blogspot.pt/2010/04/globalizacao-e-qualidade-de-vida-mario.html