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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ex-Presidente Manuel Pinto da Costa, de S. Tomé e Príncipe, um dos raros líderes africanos apertar a mão ao histórico timoneiro Mao Tsé-Tung – em 7 de Agosto de 1975 e pouco antes da sua morte - Quando ainda a China era a grande bandeira vermelha da libertação da colonização ocidental - E hoje: cooperação desinteressada ou neocolonização programada?



Em 1900, cerca de 56,6% da Ásia e 90,4% da África estavam sob controle do colonialismo europeu, que, em África, havia criado fronteiras artificiais que não respeitavam as diferenças étnicas africanas, juntando num único país etnias diferentes e muitas vezes rivais .Depois da segunda guerra mundial, em 1945, os povos africanos intensificaram o processo de consciencialização de sua própria identidade étnica e cultural. E, tanto a Ex-URSS; como a China liderada por  Mao Tsé-Tung , Timoneiro da chamada grande revolução socialista, constituíram-se como os mais fortes aliados no processo de libertação dos povos oprimidos pelo domínio colonial ocidental -   E, mais tarde, também os EUA,  para não perderem o comboio dos novos ventos que sopravam para novo rumos, no continente africano,  ajustou os seus apoios armentistas aos movimentos que lhe pareceram mais fieis à sua linha capitalista. 

Esta uma das razões pelas quais algumas dessas lutas com independistas, movidas por interesses externos  e antagónicos, acabaram em verdadeiros banhos de sangue em vez de  no corolário de uma conjugação de esforços por uma causa comum - Angola, um entre outros trágicos exemplos 

Tal não sucedeu, porém, com o Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe, inicialmente sediado na Guiné Equatorial, e, posteriormente, no Gabão, que logrou alcançar a independência, sem recurso à via armada, promovendo a consciencialização  política  da população pela defesa da sua liberdade e identidade - Naturalmente que graças à Revolução do 25 de Abril, em Portugal, que, depois de derrubar a ditadura Salazarista-Marcelista, abriu o caminho à descolonização e ao reconhecimento dos movimentos nacionalistas.

 No entanto, o MLSTP, não surgiu como movimento oportunista - A sua origem teve origem muitos anos antes da revolução portuguesa dos cravos - E, na charneira da sua liderança, esteve Manuel Pinto da Costa, líder do Partido fundador da nação de S. Tomé e Príncipe, sem dúvida, o pai da nacionalidade santomense - Um dos raros exemplo, africanos,  que  deu .tudo o que podia dar da sua vida sem esperar daí vir a coletar fortuna ou riqueza e aproveitamento material. 

Doutor em economia pela Faculdade de Berlim, antiga República Democrática Alemã, Manuel Pinto da Costa, membro fundador do Comité de Libertação de São Tomé e Príncipe, primeira organização independentista são-tomense, acabou por ser figura de consenso no seio dos nacionalistas radicados no estrangeiro, para dirigir a nova organização política o MLSTP e consequentemente o novo país independente.

Acrobatas Chineses em S. Tomé - anos 80
"A sua influência na luta pela libertação de São Tomé e Príncipe começou a ser exercida ainda como estudante. Na década de 60 foi eleito secretário para informação e propaganda da União Geral dos Estudantes da África Negra, sediada em Rabat Marrocos.

Durante 15 anos presidiu os destinos de São Tomé e Príncipe, de 12 de Julho 1975 à 3 de Abril de 1991. Foi um dos primeiros líderes africanos a implementar reformas com vista a mudança do regime mono partidário para a democracia pluralista. Em 1989 sob Presidência de Pinto da Costa o povo foi chamado para referendar a nova constituição política"

Depois de se tornar Presidente da República aos 37 anos de idade em 12 de Julho de 1975, pois completou 38 anos em 5 de Agosto de 1975; depois de liderar 14 governos(em 15 anos, quase um governo por ano) até 1991, num contexto talvez diferente, altura que decidiu abrir o país para a democracia; depois de passar quase outros 21 anos na reserva(como um general) onde também desfilaram 14 governos constitucionais e dois de gestão, o partido que liderava teve a capacidade e a visão de antecipar a evolução da conjuntura internacional e regional. Impulsionou e levou a cabo uma transição para o sistema democrático multipartidário, depois de um profundo e histórico debate na sua Conferência Nacional, realizada entre 5 e 8 de Dezembro de 1989” (Terra Firme 

Foto - Gentileza do Coronel Conde Falcão
Manuel Pinto da Costa,  a mais conhecida e carismática figura histórica do MLSTP, sim,  um dos mais distintos heróis da  fundação da pátria santomense,  um dos raros estadistas, ainda vivos, que conheceu o histórico líder da revolução chinesa, Mao Zedong - E também dos poucos dirigentes políticos que o cumprimentaram a escassos meses antes da sua morte.

"O encontro ocorreu em Pequim, a 23 dezembro de 1975, cinco meses e meio depois da independência de São Tomé e Príncipe. Pinto da Costa, o primeiro presidente do país, tinha 38 anos – menos 44 que o seu anfitrião.

(..) Mao “cumprimentou calorosamente cada um dos membros” da comitiva de Pinto da Costa e manteve “uma cordial e amigável conversa”, relatou o semanário Peking Review, sem mencionar o estado de saúde do líder chinês.

A República Popular da China foi dos primeiros países a abrir uma embaixada em São Tomé e a enviar cooperantes para o novo país, nomeadamente médicos

Pinto da Costa viajou para Pequim com três ministros e além de Mao, encontrou-se com um vice-primeiro-ministro, Li Xiannian.

(…) Mao Zedong morreu nove meses mais tarde e embora a China tenha evoluído numa direção que ele consideraria “contra-revolucionária”, o seu retrato continua afixado na Porta da Paz Celestial (Tiananmen), no centro de Pequim.
São Tomé e Príncipe também mudou muito e no início da década de 1990, aboliu o regime de partido único. Pinto da Costa abandonou a atividade política, mas em 2011 candidatou-se à presidência e ganhou.

 (…) Apesar de São Tomé e Príncipe não ter relações diplomáticas com a RPC, em junho de 2014, o seu presidente esteve em Pequim e em Xangai, numa “visita de caráter privado”.

É uma engenharia protocolar e diplomática invulgar, mas a carreira de Manuel Pinto da Costa também não é muito comum e, no fundo, ele ainda será visto em Pequim como “um velho amigo da China”. Presidente Pinto da Costa encontrou-se com Mao Zedong em 1975


COMO MAO TSÉ-TUNG SE TORNOU NO GRANDE LÍDER HISTÓRICO DA CHINA - O povo chinês, que havia sido saqueado, dividido e humilhado pelas chamadas potências imperialistas durante o século XIX e XX, lutou contra a sangrenta invasão japonesa, que chegou a ocupar mais da metade do território chinês nos anos 30 e 40 do século XX. Por isso, os comunistas liderados por Mao Tsé-tung acabaram por receber grande apoio da população, que via o esforço dos militantes comunistas como uma luta antiimperialista que devolveria à China o seu lugar de grandiosidade, ocupado no passado. No imaginário da população chinesa, era como se uma nova dinastia imperial, jovem e forte, chegasse ao  poder.  -Após contribuírem com a expulsão dos japoneses, os “comunistas” ainda tiveram que lutar contra os “nacionalistas” chineses, liderados por Chiang Kai-shek, que comandava o Kuomintang — Partido Nacionalista da China. Com a derrota, os nacionalistas acabaram por fugir para a Ilha de Formosa, onde, em 8 de dezembro de 1949, fundaram a cidade de Taiwan. 1949: A revolução socialista de Mao Tsé-tung - Educacional

A TRIBO TROVOADA AVESSA  À COOPERAÇÃO DE S. TOMÉ COM A CHINA -  DEPOIS DO CHUTO A CAMBALHOTA 

Manuel Pinto da Costa e Miguel Trovoada - 1975

Os Trovoadas, não viram com bons olhos que, Manuel Pinto da Costa, pudesse trazer a China de volta, de tal modo que, o atual PM,  até chegou a torpedear um projeto do Governo, afeto ao MLSTP-PSD.  

Veja-se um dos exemplos: " 01/10/2014 A empresa chinesa Guangxi Hidroeclectric Contruction Bureau, ganhou o concurso público aberto pelo Governo são-tomense para a construção da Nova Cidade de São Tomé. (…) Na mesma cerimónia foi lançada a primeira pedra, pelo Ministro da Defesa e Ordem Interna Óscar Sousa em substituição do Primeiro Ministro Gabriel Costa Empresa chinesa Guangxi constrói a nova cidade de São Tomé | Téla ...

Mas depois o Governo de Trovoada, não deu andamento: 14/10/2015  O projecto de prolongamento da cidade de São Tomé, cuja primeira pedra foi lançada em Outubro último recebeu o sinal de STOP do Primeiro-ministro Patrice Trovoada

«Nossa cidade precisa de muito cuidado e muita atenção. Daí penso que uma nova cidade não é prioridade», declarou o Primeiro-ministro, numa conversa com 3 jornalistas integrantes de um novo Programa da TVS. Patrice Trovoada chumba projecto da nova cidade de São Tomé e ...


De recordar, que, na visita que, Manuel Pinto da Costa, efetuou à China, em Junho de 2014, chegaram-se a colocar dúvidas se Taipé iria ou não ser afastado em favor de Pequim – Pessoalmente testemunhei essa preocupação pelo representante deste país, em Lisboa, porém, tal erro não foi cometido; bem pelo contrário, STP alcançou um brilharete diplomático: uma vez que, já no ano anterior, uma delegação governamental santomnse se havia deslocado àquele  país, conseguindo que a China estabelecesse  uma missão comercial em STP, tornando-se o primeiro dos quatro aliados diplomáticos de Taiwan em África a ter uma missão comercial chinesa. Pouco tempo depois, a Gâmbia rompeu abruptamente os laços com Taiwan. Sao Tome head to visit China: MOFA - Taipei Times

QUEM HAVERIA  DE DIZER QUE,PATRICE TROVOADA,  HÁ MUITO ANDAVA A CAMINHAR PARA  A FINTAR OS SEUS AMIGOS DE TAIWAN OU A CORRER APENAS DOS NEGÓCIOS ORIENTAIS? 

Na visita, Patrice Trovoada, efetuou  à China, em Abril do corrente ano, que o recebe com pompa e   circunstância e rasgados elogios mútuos de muita sinceridade -" As relações não-chineses são sinceras, relação de igualdade genuína" - Até onde vai o descarado fingimento e a desfaçatez da hipocrisia do mais refinado mercenarismo vendilhão

Por seu turno, Trovoada disse que tinha visitado a China muitas vezes, mas que esta é a primeira vez que visitou a China com funcionários do governo. "A China é um país grande, mas também um país bonito, Estive em muitas províncias, como a cultura chinesa, culinária e arquitetura."

Trovoada também disse que gostaria de receber empresas chinesas a investir em São Tomé, São Tomé e Príncipe está empenhado em proteger o seu investimento através de mecanismos legais.

Para onde quer que se desloque, Patrice Trovoada, repete invariavelmente o mesmo discurso: tem sempre mercadoria para vender. - Inesgotável a mina para tantas viagens ao estrangeiro  - No dia 21 de Dezembro, o Governo chinês considerou “natural” a decisão de São Tomé e Príncipe de cortar relações diplomáticas com Taiwan e reconhecer a República Popular da China, realçando que o país africano fez a “escolha certa”.

O que faltou  lembrar é que, aquando do estabelecimento das  relações diplomáticas, com Taipé,  quer Manuel Pinto da Costa,  como outros destacados dirigentes do MLSTP – PSD,  não viram com bons olhos,  a decisão de STP largar as relações com a República Popular da China; claro, isto  ainda num tempo em que a China, defendia a chamada revolução socialista e não o revisionismo  neoliberal  dos milionários de agora, que, sob o capa de servirem o Estado, vêm consolidando incalculáveis  fortunas à medida que  expandem os  tentáculos dos seus negócios privados por todo o mundo,

O reconhecimento de Taiwan gerou uma crise política em São Tomé e Príncipe: a decisão do então Presidente da República Miguel Trovoada não foi apoiada pelo então primeiro-ministro Raúl Bragança e pela maioria da Assembleia Nacional. Só em 1999 São Tomé enviou um embaixador para Taiwan mas, apesar do começo atribulado, as relações santomense-formosinas mantiveram-se estáveis ao longo dos anos seguintes, como testemunham as várias visitas estatais de santomenses a Taiwan e os vários projectos taiwaneses de ajuda técnica nos âmbitos da agricultura, pecuária e tecnologias da informação, medicina, construção, energia e de atribuição de bolsas para formação técnica e académica" - 2013 - 
Sucessos e incertezas: o papel da ajuda médica nas

Tal como também  se ignorou outro facto  histórico relevante,  tanto  pelo Governante santomene, como nos discursos protocolares das entidades que  receberam "Teluowada", 


JANTAR DIPLOMÁTICO – COM UM UM CIDADÃO CHINÊS E OUTRO DE TAIWAN 

Junho 2014 - Afinal, mesmo que os políticos, não se entendam  e criem  fronteiras, onde elas até nem deviam existir,  como é o caso da China e Taiwan,  povos irmanados pelos mesmos laços ancestrais, mas que, interesses externos, haviam separado da forma mais violenta e belicista,   há, no entanto, uma outra realidade, a dos afetos e a da identidade cultural, que leva o seu tempo, tanto a criar como apagar, e, pelos vistos, a China e Taiwan, têm mais pontos em comum de que as separá-los.

E foi justamente o que ficou demonstrado, no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, na festa que decorreu, em Lisboa, na  Casa Internacional de S. Tomé e Príncipe, onde muitas pessoas da comunidade santomense, alguns portugueses, e, curiosamente, a que se juntaram duas importantes personalidades de Taiwan e da China: o Vice-presidente, desta instituição santomense, que é chinês e o Representante dos Negócios de Taiwan, em Portugal –

O REGRESSO  CHINÊS PELA VIA MENOS ACERTADA


Não vai ser muito fácil à China reconquistar a confiança perdida, cimentada nos anos da liderança de Manuel Pinto da Costa  - Sim, os  chineses voltaram a S. Tomé, regressando por mãos infiéis e   pela porta do cavalo em vez de entrarem pela porta principal, de cabeça erguida e descomprometida, ignorando quem os havia traído e pontapeado

O santomense, é pobre mas não é parvo e sabe bem distinguir os judas, os ladrões e oportunistas dos que estão verdadeiramente ao seu lado – Obviamente que, num país onde a sua população, vive com extremas dificuldades de subsistência, o dinheiro facilmente poderá corromper os costumes e as consciências, como tem sucedido nas eleições, manipuladas pelo partido que está no poder, mas tudo isto é transitório, porque, também este expediente é passageiro: poderá funcionar uma ou duas vezes mas não eternamente.

S. Tomé e Príncipe podia continuar a ter relações comerciais com a China de Pequim e a de Taiwan, obtendo apoios e vantagens dos dois lados: assim fica à mercê dos caprichos do expansionismo de  um deles  e sob as reservas e a desconfiança dos demais países  - Vão confiar num Governo vira-casacas?...A França,  em  25/08/2015, encerrou oficialmente a sua embaixada em São Tomé e Príncipe, aberta nos anos 1980, devido a "questões financeiras" – E, pelos vistos, souberam-se antecipar ao logro em que estava a esbanjar o seu dinheiro. França encerra embaixada em São Tomé e Príncipe 

 FEITO DIPLOMÁTICO QUE FOI POR ÁGUA-ABAIXO

Eram estas as linhas, com que, há dois anos, saudávamos o regresso da China, sem o afastamento de Taiwan: - "Tanto os chineses  de Pequim, como os  de Taiwan da Formosa, estão em S. Tomé e Príncipe – Um feito diplomático, considerado notável num pequeno país , que  até hoje, nenhum outro país,  lograra em simultâneo. Ou seja, o  ter conseguido o estabelecimento de relações diplomáticas com Taiwan e a China, logrando o milagre de juntar no seu território dois inimigos históricos, em perfeita convivência, recebendo substanciais ajudas e apoios económicos de ambos –  Uma Embaixada de Taiwan e um Escritório de ligação Comercial da China Popular.  -Miguel Trovoada, em 1999,  abria as portas à  diplomacia taiwonesa  e Manuel  Pinto da Costa, em 2014, à chinesa  - Depois do seu afastamento naquela data.




Juntaram-se a quem nem sequer nasceu na pátria santomenses, a quem nem tão pouco aqui cultivou na infância, adolescência ou juventude, quaisquer laços de afetividade e de amor pelas suas gentes e pelo seu património, se não depois de adulto e já minado pelo vicio do egoísmo, da vaidade e da insaciável ganância, pois não tendo em conta essa evidente realidade, e fazendo tábua rasa desse vil e despudorado oportunismo, estão redondamente enganados – Porque, por esta via, levados pela cegueira dos seus interesses imediatos e mesquinhos, sim, pelo caminho que estão a seguir, por mais propaganda que façam, por mais maquilhagem com que se mascarem, creio que serão sempre tidos como intrusos indesejáveis e repudiados, em vez de bem-vindos, considerados e desejáveis. O que significa que a população os vai repudiar, por mais que finjam que os milhões propalados, os vai ajudar.

Aliás, os chineses até estão bem informados da biografia de "Teleuowada", publicada nestes termos no ´Jornal do Povo - Órgão oficial Chinês

Pequim 
Teluowada, 18 de março de 1962 nasceu no Gabão. Que estudou em Portugal e França. Na década de 1990, atuou como presidente de São Tomé e assessor econômico Guojishiwu. Setembro 2001 a fevereiro de 2002 serviu como ministro das Relações Exteriores. Fevereiro de 2008 a maio de 2010-2012 serviu como primeiro-ministro duas vezes. Outubro 2014 levou Sao Tome Partido de Ação Democrática venceu as eleições parlamentares de forma independente, pela terceira vez como primeiro-ministro. Casado, com mais de crianças.

De acordo com a data de cálculo de nascimento, o seu 55-year-old, anos mais novo que Li Keqiang primeiro-ministro em julho 1955 nasceu em uma pequena 7. Ele eo primeiro-ministro Li Keqiang foto é este  - Diário do Povo


GOVERNO DESACREDITADO – MINADO PELA CORRUPÇÃO E JOGADAS  DO MAIS DESPUDORADO OPORTUNISMO - Que tem como esteio parlamentar um partido fundado por Miguel Trovoada - Muito mal rotulado pelos guineenses da Guiné Bissau, nos anos em que ali esteve como representante especial do Secretário-Geral da ONU 


30/04/2016 Miguel Trovoada foi um desastre na gestão da crise política (ou será de ego?!) que assola a Guiné-Bissau desde agosto do ano passado. Esteve claramente - ele e o Ovídeo Pequeno, da UA - do lado de um PR acossado e assustado. Numa palavra: estiveram contra o POVO DA GUINÉ-BISSAU. http://paginaglobal.blogspot.pt/2016/04/guine-bissau-miguel-trovoada-um.html

S. Tomé 

Mas quem  é que pode confiar num Governo, liderado por um empresário malabarista, conotado como Empresário misterioso, cujo nome  e da mulher, continuam associados as várias empresas no Texas, em Portugal, Marrocos, França, Gabão,  com cumplicidades, não se sabe com quem, cujos milhões de empréstimos externos,   se desconhece se destinam  a servir os interesses coletivos ou os seus próprios negócios, sabendo-se das acusações que lhe foram feitas das chorudas negociatas arrecadadas com os leilões dos blocos de petróleo, tendo por esse facto sido  afastado do cargo de conselheiro para os assuntos petrolíferos do actual Presidente, Fradique Menezes, em 2005, sob suspeita de usar a sua posição em benefício próprio.  

Além disso, ele mesmo diz  que “comprar votos faz parte do jogo” – pois saberá, com  certeza,  que, num dos países mais pobres de África, assim é fácil ganhar eleições, corrompendo as  consciências; distribuindo dinheiro, que, depois de instalado no poder, poderá facilmente retirar dos cofres públicos, sabendo que ele coloca no Banco Nacional, gente da sua família ou outros de credibilidade duvidosa 



Como é possível ser-se Primeiro-Ministro de um país - ainda por cima  pequeno e pobre, extremamente dependente da ajuda internacional, com a maioria do seu orçamento financiado pelos doadores, a exigir atenção dedicada, honesta, criteriosa e constante - quando o Chefe do Governo e a sua mulher, passam a maior parte do seu tempo a tratar das suas empresas, em caríssimas viagens à grande capital do capitalismo 


"NINGUÉM DÁ SEM RECEBER - FILOSOFIA DO EGOÍSMO QUE SÓ ESPERA RECEBER E NÃO DAR NADA EM TROCA - Faz precisamente o contrário do que afirma  - “Nas relações de cooperação ninguém dá sem receber: Portugal não dá a São Tomé e Príncipe, sem receber; Taiwan não deu a São Tomé e Príncipe, sem receber, as relações de cooperação são essas “ – Afirmações de Patrice Trovoada  de mau pagador  - Do mais cruel e desenvergonhada ingratidão, que tem se habitou a  receber e a não dar retorno  que recebe 


Foi o seu pai, Miguel Trovoada, e ele próprio que, há 20 anos, trocaram as relações diplomáticas da China, pelas de Taiwan, tendo sido, há pouco mais de três anos, que, MLSTP-PSD e o então Manuel Pinto da Costa, promoveu aproximação e o retorno da China, a nível de representação económica, feito diplomático, considerado por analistas internacionais, como um verdadeiro milagre diplomático – E era nesse sentido que se devia caminhar: de aproximar e não de afastar: um em favor de outro parceiro – sobretudo um país, que tantas ajudas havia concedido a STP

Não haverá, até no seio do seu partido – ADI – homens corajosos e honrados capazes de darem uma grande vassourada a estes despudorados e gananciosos comerciantes oportunistas? - Note-se bem: que bastaria o dinheiro que eles gastam nestas passeatas para aumentar, com alguma dignidade, os ordenados a todos os funcionários públicos - Já não falando das reformas de miséria de 20 euros mensais: alguma vez, empresários, com tão faustosa vida, se cordoem  ou têm sensibilidade para com o sofrimento e as privações dos mais desfavorecidos?... De modo algum; - esta gente tem a mente noutros interesses, que não os do Povo.

A CORRUPÇÃO É UMA TRADIÇÃO E COMPRAR  VOTOS FAZ PARTE DO JOGO 18/04/2008 -"Patrice Trovoada, passou a maior parte de sua vida fora do país. Ele fala Português, língua oficial de São Tomé, com um acento; tinha-se convertido ao Islão. Ninguém sabe como ele fez o seu dinheiro. Ele é dono de uma empresa de construção em Houston, Texas. Ele diz que está injustamente acusado de envolvimento no tráfico de drogas. Ele também diz que a corrupção faz parte da tradição da ilha, e compra de votos faz parte do jogOil Speculation in São Tomé: To Get Rich, Be a Minister - SPIEGE - 

O QUE É DITO PELA IMPRENSA INTERNACIONAL SOBRE A ATUAL PRESENÇA CHINESA EM ÁFRICA

China "conquista" África - Notícias - Economia - Voz da Rússia 9/01/2014Na última década, assistimos a uma atividade sem precedentes da China na África. A China afasta com êxito, ou mais precisamente, já afastou os britânicos, franceses e os portugueses dos países africanos.
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O que leva a China a aumentar sua presença em África? O que dá a política chinesa ao continente e do que é que os africanos não gostam nela? Tentamos responder a essas perguntas juntamente com Tatiana Deich, cientista do Instituto da África da Academia das Ciências da Rússia.


O início do século XXI ficou marcado pela expansão econômica chinesa em África, sublinha a cientista russa. Os principais motivos da presença chinesa em África são controlar fontes de matérias-primas, encontrar esferas de investimento e novos mercados para escoar os artigos da sua indústria que se desenvolve impetuosamente:



"A China lutou sempre com Taiwan pela influência em África. E, no fim do século passado, uma série de países mantinham relações com Taiwan, outros, poucos, reforçavam as relações com a China. No início do novo século, a situação mudou bruscamente: 50 países de África mantêm relações com a China e apenas 4 países conservam laços com Taiwan. Depois de conseguir a independência, o Sudão do Sul reconheceu a China. E aí a ajuda que ia de Taiwan era incomparável com a que a China presta atualmente. A pequena Gâmbia foi o 51º país africano que estabeleceu laços e relações com a China. Restam apenas três países: Suazilândia, São Tomé e Príncipe e Burkina-Faso, que ainda não reconheceram a China e continuam a cooperar com Taiwan. Mas, ao mesmo tempo, a China há muito que tenta infiltrar-se em São Tomé e Príncipe e realiza isso com êxito. As ações chinesas já se afirmaram firmemente na economia desse país."

(…) As relações da China com a África do Sul desenvolvem-se de forma mais intensa. O país tornou-se membro do BRICS. E, através dessa organização, a China exerce também influência nos estados africanos. Angola vem em segundo lugar pela importância e Moçambique vem a seguir.

A diplomacia dá também forte apoio ao avanço económico da China em África. Nos últimos anos, todos os líderes chineses visitaram o continente. Por exemplo, Hu Jintao visitou-o seis vezes: duas vezes como vice-presidente e quatro como presidente da República Popular da China. Estabeleceu-se a tradição de começar o ano novo com uma visita do ministro das Relações Exteriores da China a África. A participação da China na manutenção da paz visa convencer os estados africanos a ver na China uma grande potência, mas pacífica, que defende os interesses deles e, ao mesmo tempo, um contrapeso à influência do Ocidente.


O número de chineses que vivem e trabalham em África situa-se, segundo várias fontes, entre 700 mil e 1 milhão. Nuns países são muitos, noutros são poucos. Tudo depende dos governos desses países, da sua reação à presença dos chineses. Existe uma diáspora chinesa que vive em África há muito tempo, mas há trabalhadores que foram temporariamente, mas ficaram. Há ilegais que se tornam um problema para alguns países.
Os chineses são frequentemente criticados pelo fato de fazerem concorrência aos trabalhadores locais. Recentemente, um político moçambicano declarou: "Como é que a China se pode considerar um país em desenvolvimento se ela tira o pão ao nosso pobre país?". Colisões claramente desagradáveis. E exemplos desses são cada vez mais: na África do Sul, na Nigéria, no Congo, em Moçambique, no Quênia e noutros países.
Em resposta às queixas, a China reforma rapidamente a sua ajuda e começa a criar na África centros de preparação profissional, sem abandonar o mercado comercial e econômico, mas reforçando a sua presença.
Leia mais: https://br.sputniknews.com/portuguese.ruvr.ru/2014_01_19/china-conquista-africa-5630/

Os migrantes chineses estão seguindo os passos dos colonos europeus, buscando suas fortunas na África.

Pequim 

No século XIX, a maioria daqueles atraídos para a África - empresários, exploradores, missionários e soldados - veio da Europa Ocidental.
Agora é a vez dos chineses. Ao longo da última década, dezenas de milhares se mudaram para a África com a aprovação de Pequim.
Eles estão se instalando em todo o continente, nas áreas rurais e urbanas, e estão envolvidos na agricultura, construção e comércio.
Esta última onda de migrantes chineses - que se pensa que totaliza até 750.000 - não é a primeira a ter viajado para a África.
Eles fazem parte da tentativa da China de garantir matérias-primas e mercados para seus produtos manufaturados, mas também estão esculpindo suas próprias oportunidades. http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/7118941.stm

China: ascensão, queda e retomada como poder global – as lições da história 12 Abril 2012 16:58

Muitos consultores financeiros e académicos chineses foram educados nos EUA e foram influenciados pelos seus vínculos com académicos estadunidenses e instituições financeiras internacionais diretamente ligadas a Wall Street e Londres. Eles prosperaram como executivos de alta renda, recebendo prestigiosas posições em instituições chinesas. Eles identificam a "liberalização dos mercados financeiros" com "economias avançadas" capazes de aprofundar laços com os mercados globais, em vez de atuarem como fontes da atual crise financeira. Excerto de http://www.diarioliberdade.org/opiniom/outras-vozes/26122-china-ascens%C3%A3o,-queda-e-retomada-como-poder-global-%E2%80%93-as-li%C3%A7%C3%B5es-da-hist%C3%B3ria.html

A nova corrida para a África: como a China se tornou o parceiro de escolha
22/12/2016 Poucos na África estão certos de que existe um quid pro quo justo em jogo aqui. É este o alvorecer de um novo colonialismo, eles se perguntam, uma nova disputa para a África em que o continente é mais uma vez deixado em farrapos? Ou é o início de uma era durante a qual os africanos destroem antigos mestres coloniais e buscam outros investimentos e ajuda direta? – Excerto de The new scramble for Africa: how China became the partner of choice ... Traduzir esta página

Ao longo das últimas décadas, o rápido crescimento económico da China e a expansão da classe média alimentaram uma necessidade sem precedentes de recursos. O poder económico centrou-se em garantir o fornecimento de energia a longo prazo necessário para sustentar sua industrialização, buscando acesso seguro a fontes de petróleo e outras matérias-primas em todo o mundo. Como parte desse esforço, a China se voltou para a África. Através de investimentos significativos em um continente conhecido por riscos políticos e de segurança, a China impulsionou os setores africanos de petróleo e mineração em troca de negócios comerciais vantajosos. As empresas chinesas também estão diversificando seus negócios em África, nos setores de infra-estrutura, manufatura, telecomunicações e agricultura. No entanto, a actividade da China em África enfrentou críticas da sociedade civil ocidental e africana sobre as suas práticas comerciais controversas, bem como a sua incapacidade de promover a boa governação e os direitos humanos. No entanto, vários governos africanos parecem estar contentes com a política da China. Ao mesmo tempo, a relação complexa de Pequim com o continente desafiou sua política de não interferência nos assuntos dos governos africanos.  https://www.cfr.org/backgrounder/china-africa

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