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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Patrick Emery Trovoada – Ofereceu 500 hectares da Roça Monte Café ao Governo do Ruanda e o compromisso da Expropriação de Petróleo e Gás – A um país governado pela tirania do ditador . Kagame, acusado de crimes contra a humanidade - Será esta a instrução que se deseja transmitir às forças Armadas e Policias Santomenses com a pelotão de 20 militares ruandese? - A RwandAir vai escalar S. Tomé - Talvez assim se venham a desvanecer alguns dos misteriosos contornos da precipitada e polémica legislação do espaço aéreo por iniciativa da não menos misteriosa desgovernação do enigmático empresário.


Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise   

O estrangeirado, Patrice Trovoada, mesmo sem ter nascido em  S. Tomé e Príncipe, mesmo sem aqui ter laços afetivos,  continua a fazer do  património natural destas ilhas,  como que a sua coutada, como se de propriedade sua se tratasse: - Pelos vistos, não com o intuito de o valorizar e rentabilizar em termos coletivos, mas para servir meros conluios ou  jogadas privadas de contornos misteriosos e mal esclarecidos.
Nas suas constantes passeatas pelo estrangeiro, sobretudo onde é suposto ter as suas empresas, ele estabelece encontros privados, faz acordos que acabam no silêncio dos gabinetes -   Tendo a media estatal sob controlo - mesmo a informação que é divulgada em inglês  ou francês, para já não falar da que é escrita  em árabe, em chinês ou nalguns dialetos (caso do Uganda) - , acabar por não ser tornada pública em S. Tomé e Príncipe,  senão apenas  meras formalidades

Ku ya 10/06/2017 i Gand mu Bubiligi hateraniye Abanyarwanda barenga 400 baje kwamagana Paul Kagame wari waje mucyo bita "Dia do Ruanda".

O  Primeiro-Ministro Patrice de S. Tome e Príncipe,  assinou vários acordos,  com o Governo de Ruanda, liderado pelo ditador Paul Kagame, ao qual ofereceu  500 hectares da Roça Monte Café –  A mais bela e próspera propriedade, onde, no período colonial, se produzia um dos melhores cafés do Mundo – Membros do Governo dizem-se orgulhosos pelo feito, que tem como contrapartida o mais que suspeito envio de uma pelotão de 20 militares, a pretexto de vir dar formação às Forças Armadas e Policiais Santomenses



Na verdade, as Ilhas Verdes do Equador, além de maravilhosas, são habitadas por um povo solidário e pacifico, que não excede as 200 mil almas: a terra é fértil e generosa e o país podia ser um exemplo de governação e de prosperidade no  continente africano, onde os horizontes que se abriram às  independências pós descolonização, têm sido ensombrados por uma  nova elite egoísta, vaidosa e  corrupta.  Mas padece do mesmo mal:   sofre do mesmos defeitos e, ainda por cina, é  o país mais pequeno e o mais pobre de África, não obstante nunca lhe ter faltado apoio externo e até avultados perdões da sua divida

Nos vários acordos assinados, muita parra mas tudo exprimido, não é fácil apurar o que, em termos concretos, ficou acordado,  alem das meras formalidades de relações de amizade e cooperação entre São Tomé e Príncipe e em Ruanda" . No entanto, segundo as nossas pesquisas, já deu para constatar que há vários interesses privados pelo meio, nomeadamente a cedência de 500 hectares da principal roça produtora do melhor café do mundo, Expropriação de Petróleo e Gás, acordo de transportes aéreos, permitido voos da RwandAir por S. Tomé    - talvez seja este um dos factos que explique a polémica legislação sobre o espaço aéreo) - 

Esta a ilação que poderá extrair-se  da noticia, divulgada, em Março passado,  em que se diz que "Um novo acordo bilateral de serviços aéreos foi assinado durante o fim de semana entre a nação insular de São Tomé e Príncipe e Ruanda, permitindo vôos entre os dois países africanos quando a companhia aérea nacional está pronta para fazê-lo.Também foram assinados acordos bilaterais adicionais que abranjam uma isenção mútua de vistos, cooperação no turismo, comércio, agricultura e recursos animais.  13/03/2017  New BASA among 5 bilateral deals signed between Rwanda and Sao ...

Noutra noticia, posterior, igualmente, em inglês 23/05/2017 é dito que, O Ministro das Relações Exteriores de Ruanda, Louise Mushikiwabo e seu homólogo da Suíça, Didier Burkhalter, assinaram um acordo bilateral de serviços aéreos para os dois países,  semelhante com a Índia, São Tomé e Príncipe, Benin, Mali, Marrocos, Djibouti e muitos outros.  Rwanda, Switzerland sign air service agreement  

Ficou-se também a saber, em anteriores noticias,  o envio de  100 cabras para procriarem com as espécies naturais:diz-se que para permitir melhorar e aumentar a qualidade da carne e do leite de cabra no arquipélago. Mais uma experiência a juntar à do milho e do cruzamento do porcos -  Por este andar, qualquer dia, as espécies autóctones, habituadas a resistir ao clima e até às próprias às doenças, deixam de existir para dar lugar a descaracterizados híbridos e a cruzamentos estranhos ao ambiente. 

RECEBIDO COMO NABABO NOS APOSENTOS PRIVADOS DO  DITADOR RUANDÊS

Avaliar pelas fotografias, editadas na Internet, quer Patrice Emery Trovoada, como a esposa, Nana Travoada, fizeram a vida de verdadeiros nababos nos solares do casal Kagam e  Prezielda, exibindo-se sob as mais diversas formas

Bom, mas eu não vou aqui recapitular  a cronologia dos encontros, que houve, desde os  fautosos banquetes, do  primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Emery Travoada, em finais de 2016, com o Presidente do Uganda, às formalidades  que seguiram entre ministros dos dois países, senão para sublinhar esta generosa fatia da  mais bela e produtiva roça de S. Tomé , a que se refere a noticia que, a dado passo diz o seguinte: 

, January 10th, 2017  (...) Os dois lados observaram que é necessário uma cooperação conjunta, investimento e turismo dentro da região, bem como entre os dois países. Concluíram que isso se basearia no estabelecimento e funcionalidade das operações de Rwandair em São Tomé e Príncipe.


Durante as discussões, foram identificados potenciais projetos de investimento conjunto, como o projeto Agropol em São Tomé para produção e processamento de café (Mount Coffee com cerca de quinhentos hectares disponíveis). No futuro, o Ruanda pode considerar o investimento conjunto na Expropriação de Petróleo e Gás.
Em questões relacionadas com a imigração e a emigração, as áreas propostas para cooperação incluem a partilha de conhecimentos técnicos sobre políticas de vistos, gestão de controlo de fronteira, coordenação de emissão de documentos de viagem e visto na Diáspora, utilização de infra-estrutura de TI avançada, tais como portões eletrônicos, capacitação (treinamento) , E troca de informações.(..) Foi acordado que uma delegação de São Tomé e Príncipe visitaria Ruanda para identificar os campos específicos de colaboração necessários antes do final do primeiro trimestre de 2017Rwanda- São Tomé and Príncipe Further Bilateral Relations

MAS QUE TIPO DE EXPERIÊNCIAS OU DE CONHECIMENTOS, AS FORÇAS ARMADAS E POLICIAIS SANTOMENSES, PODERÃO RECEBER DO PELOTÃO DE  MILITARES DE UM REGIME ALTAMENTE REPRESSIVO E  OPRESSOR?



"Os militares ruandeses vão permanecer em São Tomé e Príncipe dois meses e deverão efectuar exercícios conjuntos com os militares são-tomenses e capacitar as forças armadas e de defesa do arquipélago em vários domínios, com destaque para acções de terrorismo.
Jorge Amado, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social-Democrata (MLSTP-PSD) e Danilson Coutu do Partido da Convergência Democrática (PCD), ambos líderes parlamentares dos respectivos partidos da oposição, criticaram a presença do pelotão de militares do Ruanda em São Tomé e Príncipe. 

Do lado do Governo, Afonso Varela, ministro da Presidência do Conselho de Ministro e dos Assuntos Parlamentares de São Tomé e Príncipe, realçou que se trata de uma acção que se inscreve no relacionamento entre São Tomé e Kigali.
Maximino Carlos, correspondente em São Tomé08/05/2017Ouvir  




EXÉRCITO RUANDÊS ACUSADO - De usar nas suas fileiras pobres  e infelizes adolescentes - De perseguir objetores de consciência, de ameaçar as suas famílias com prisão, confisco de propriedades, de promover sequestros e assassinatos dentro do país e em países de exílio. – Indicamos-lhe o link através do qual poderá ler o relatório acerca da prepotência e arbítrio de um dos exércitos mais truculentos e perigosos de África 







RWANDA: Kagame usando criança soldado  RWANDA: Kagame using child soldie  (Nova York) - 30/06/2016 -A administração Obama deve exigir que os governos estrangeiros que recebem ajuda militar dos Estados Unidos para acabar imediatamente com o uso de crianças-soldados, disse hoje a Human Rights Watch. Em 30 de junho de 2016, o Departamento de Estado dos EUA emitiu uma nova lista de países envolvidos no uso de crianças-soldados como parte do relatório anual sobre Tráfico de Pessoas. A lista de 10 países inclui a Birmânia, República Democrática do Congo, Iraque, Nigéria, Ruanda, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen. https://www.hrw.org/news/2016/06/30/us-dont-fund-child-soldiers-abroad


RELATÓRIO CHOCANTE  – DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR NO RUANDA  

Ruanda: 16/12/2016 - ....recrutamento, deserção e repressão de soldados - 16 Dez 2016 – Hbrock - Este relatório foi escrito por um pesquisador ruandês, trabalhando com Internacional de Resistentes à Guerra e Connection (…) Este relatório examina as barreiras à saída das forças armadas no Ruanda durante a última década. Baseia-se nos depoimentos de ex-soldados que desertaram o exército - As consequências da deserção podem ser graves, mas as dificuldades em encontrar maneiras legítimas de deixar o exército significam que a deserção continua a ser a única opção para muitos - Pormenores mais à frente 

TROPA RUANDESA EM S. TOMÉ – TRAZ ÁGUA NO BICO   -  COM VÁRIOS OBJECTIVOS DISFARÇADOS 

O Exército no Ruanda, além de treinado para a guerrilha,  é usado em trabalhos rurais  para forçar as pessoas a trabalharem no campo e também na abertura de estradas e construções de edifícios públicos - É o que dizem  noticias e as imagens divulgadas: 

"Devemo-nos complementar como ruandeses na atividade de colheita de café. O café é uma cultura importante na economia ruandesa" - Mas também na pulverização das pragas. "Soldados, armados com pulverizadores de mochila, espalhados por todo o país."

Talvez, em parte se explique, a filosofia  de tão grosso contingente de militares ruandeses em S. Tomé - Certamente  a pensar que, os 500 hectares do Monte Café,  oferecidos ao Presidente do Gabão, exigem mão-de-obra especializada e barata.

Pessoalmente, não vejo mal algum que a tropa vergue a mola, pois também eu dei esse exemplo quando estive encarregado da Agropecuária na Tropa, em S. Tomé, no CTISTP - Onde, com a intervenção de vários soldados, logrei abastecer o quartel de legumes e frutas.

O mau é que a vinda de um tal pelotão, com origem num exército mais voltado para a guerra de que para a paz,   traz água no bico:  aparenta ter mais motivos de preocupação de que bons exemplos de tranquilidade.

“Ruanda tirou suas tropas da RDC em 2002 1, mas permaneceu determinada a ter influência no país. O exército ruandês nunca fez o que se estabeleceu fazer na RDC. Em vez disso, se envolveu no comércio ilícito e no saque de recursos minerais do país. Rwanda: recruitment, desertion and prosecution of soldiers 

OS PATRIOTAS SANTOMENSES TÊM BASTAS RAZÕES PARA FICAREM PREOCUPADOS COM A ESTRANHA E INEXPLICÁVEL PRESENÇA DE UM PELOTÃO DE MILITARES RUANDESES NO SEU PAIS  - Mais à frente compreenderá melhor as razões



JORGE AMADO disse, no Parlamento,  que,  em 1998, foi  vitima de uma Granada atirada por  elementos da Guarda Presidencial do então Presidente Miguel Trovoada, pai do atual Primeiro-Ministro, Patrice trovoada – Pelos vistos, talvez seja este um dos motivos pelos quais se foi buscar uma tropa especializada em vários atos condenáveis, a que alude o extenso e bem pormenorizado  relatório, que deveria ser anexado ao recurso apresentado ao TC, antes que Patrice lá instale outra das suas bandeiras.  

08/05/2017  Jorge Amado, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social-Democrata (MLSTP-PSD) e Danilson Coutu do Partido da Convergência Democrática (PCD), ambos líderes parlamentares dos respectivos partidos da oposição, criticaram a presença do pelotão de militares do Ruanda em São Tomé e Príncipe.  Do lado do Governo, Afonso Varela, ministro da Presidência do Conselho de Ministro e dos Assuntos Parlamentares de São Tomé e Príncipe, realçou que se trata de uma acção que se inscreve no relacionamento entre São Tomé e Kigali. Ouvir  http://pt.rfi.fr/sao-tome-e-principe/20170508-oposicao-contra-presenca-de-oficiais-ruandeses-em-sao-tome  -  Oposição contra presença de oficiais ruandeses em São Tomé - RFI



PERSEGUIÇÃO POLITICA E RELIGIOSA NO RUANDA - BISPO PRESO RECENTEMENTE 

Além da perseguição e morte aos  opositores políticos pelos vistos, nem os lideres religiosos, já escapam – Eis uma das mais recentes noticias, de 5 de Maio, 2017, dando-nos  de que, O porta-voz adjunto das Igrejas Pentecostais no Ruanda (ADEPR), o bispo Tom Rwagasana foi preso por uma falta de alocação de recursos alegados.

O bispo Rwagasana foi preso um dia depois que outros três líderes da ADEPR foram detidos por falta de alocação de recursos da igreja. Sua detenção foi confirmada pelo porta-voz da polícia ACP Theos Badege.  http://www.irwanda24.com/?p=13376

PERDEU--SE A VERGONHA: CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA - OS CORRUPTOS PASSARAM A SER CONSIDERADO GENTE SÉRIA.

(...) A globalização e o surgimento da economia mundial permitiram a corrupção tornar-se um dos fenómenos mais massivos e perigosos de tempos modernos. "As Nações Unidas consideram a corrupção como "um complexo social, cultural e económica fenómeno que afecta todos os países, não é a explicação mais detalhada do termo. Vale a pena ressaltar que mesmo o texto da Convenção da ONU contra a corrupção (UNCAC) não contém uma definição do que é chamado a lutar contra os países participantes.Коррупция: причины ...Traduzir esta página

 Portanto, não há incentivo por parte da comunidade internacional para revelar a repressão de Ruanda, na verdade eles se beneficiam dela "

ESTA A RAZÃO PELA QUAL O LIBERALISMO DISFARÇADO DE DEMOCRATA SE EMPOE À ESCALA GLOBAL - Veja-se o exemplo do Ruanda

“Após o genocídio, a presença da comunidade internacional foi enorme - proporcionando ao governo metade do seu orçamento anual. O capital em rápido desenvolvimento está cheio de embaixadas brilhantes e agências de desenvolvimento estrangeiras, cujos SUVs brancos estão onipresentes em suas estradas. Com toda essa atenção, como Kagame conseguiu estabelecer sua ditadura?

"O governo ruandês é muito sofisticado em sua propaganda", explica Sundaram. "Eu penso nele como um exemplo de como a ditadura está evoluindo no século XXI. Com algumas exceções, passamos das ditaduras da Coreia do Norte na era da Guerra Fria ".

"A ditadura moderna é brilhante e nova, você tem eleições multipartidárias", continua. "Mesmo que a imprensa seja esmagada, você tem uma dúzia de novos jornais se abrindo - todos pró-governo, é claro. Assim, eles apresentam uma fachada que se parece muito com os países democráticos, que pode ser bastante difícil de perfurar. "

Sem o apoio de uma media local eficaz, as operações estrangeiras sobrecarregadas das mídias internacionais raramente revelam abusos do governo. Em vez disso, eles freqüentemente relatam apenas as boas notícias sobre o ressurgimento cultural, tecnológico e econômico de Ruanda. "Esse mundo certamente existe em Ruanda", explica Sundaram. "A pergunta que me pergunto é se todos os talentos e empreendimentos permanecerão para durar se o país vê nova violência novamente. Quanto desse progresso permanecerá? "

kagame-criminal (…) O genocídio de 1994 em Ruanda, no qual um milhão de pessoas foram mortas em apenas cem dias, ainda faz sombra sobre o país. Mas nas décadas que se seguiram, Ruanda passou de uma devastação maciça e foi o país mais pobre da Terra a ser considerado um modelo de desenvolvimento. As agências internacionais de ajuda humanitária investiram bilhões de dólares no país e ajudaram-na a alcançar o maior progresso no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas.

No entanto, desde que o presidente Paul Kagame liderou a Frente Patriótica Rwandesa (FPR) para capturar a capital, Kigali, em 1994 e acabar com o genocídio, ele se moveu para esmagar a liberdade de imprensa, instituições democráticas e oposição política. À medida que o domínio de Kagame sobre o país aumentou, a comunidade internacional manteve seu apoio - e continuou a canalizar dólares de ajuda para seu regime. Observadores, como Sundaram, preocupam-se com esta cumplicidade, aumentando o risco  de mais violência nos próximos anos.


(..) Kagame manteve a charada das eleições representativas, mas apertou seu controle com cada voto. Sandaram vê a eleição 2010 como um momento crucial. "A eleição foi uma obra-prima da autoridade", Sundaram escreve em Bad News .

"A votação passou num ambiente de total serenidade. Não houve incidentes negativos no país: não houve protestos, reclamações, boicotes ou manifestações. [...] No final da eleição, a antiga guarda de jornalistas tinha sido eliminada: mortos, presos, exilados ou, com medo, convertidos em [apoiantes] ".

"Destruir a imprensa local é uma maneira muito eficaz de exportar propaganda, porque os correspondentes estrangeiros estão cada vez mais dependentes dos jornalistas locais para suas histórias", explica Sundaram. "Outra estratégia que o governo usou muito eficazmente é a elaboração de uma narrativa de um país que tem subido das cinzas do genocídio. É uma história muito atraente, que muitos querem ouvir. Mas a realidade é que muitas das estruturas que estavam no lugar antes do genocídio e que foram usadas para executar o genocídio estão ainda no lugar. 


(…) Apesar dos compromissos para apoiar a democracia da comunidade internacional e das agências de ajuda, eles estão felizes em ignorar os problemas porque Kagame é um aliado confiável. "A ajuda externa encontrou um parceiro muito conveniente em Ruanda", explica Sundaram. "O mundo da ajuda externa tem tido muitos problemas em encontrar histórias de sucesso e descobriu que o sistema repressivo do Ruanda pode executar os planos de ajuda de forma muito eficiente". As taxas de participação no Ruanda atingiram frequentemente 90%, enquanto elas lutam para atingir 40% nos países Como a Índia, por exemplo.

"Ruanda é como um paraíso para os funcionários de ajuda que podem entrar, obter seus programas executados de forma muito eficiente e apresentar estes como prova do sucesso do seu programa de ajuda", Sundaram continua. "Eu vi muitos oficiais de ajuda receber promoções na parte de trás de seu suposto sucesso em Ruanda. Portanto, não há incentivo por parte da comunidade internacional para revelar a repressão de Ruanda, na verdade eles se beneficiam dela ". Mas esse interesse próprio pode ter profundas conseqüências nos próximos anos. A destruição de instituições democráticas por Kagame contribuiu para o consenso acadêmico de que qualquer transferência de poder será acompanhada por violência no topo".

Sem o apoio de uma mídia local eficaz, as operações estrangeiras sobrecarregadas das mídias internacionais raramente revelam abusos do governo. Em vez disso, eles freqüentemente relatam apenas as boas notícias sobre o ressurgimento cultural, tecnológico e econômico de Ruanda. "Esse mundo certamente existe em Ruanda", explica Sundaram. "A pergunta que me pergunto é se todos os talentos e empreendimentos permanecerão para durar se o país vê nova violência novamente. Quanto desse progresso permanecerá? "
A fonte original deste artigo é  Huck -Texto de Alex King  - Excerto How Rwanda's genocide liberator became an absolute dictator

DENÚNCIAS DA AMNISTIA  INTERNACIONAL SOBRE GRAVES VIOLAÇÕES NO UGANDA 

Uganda 2016/2017 (…) Uganda realizou as suas quantas eleições presidenciais e parlamentares em 18 de fevereiro (2016) . A missão de observação eleitoral da Commonwealth disse que as eleições ficaram aquém dos principais pontos de referência democráticos. A missão de observação eleitoral da UE disse que a eleição ocorreu em uma "atmosfera intimidante", e a polícia usa força excessiva contra políticos da oposição, funcionários da mídia e o público em geral. O presidente Museveni foi declarado vencedor em 20 de fevereiro. Ele já estava no poder há 30 anos.
Liberdades de associação e reunião
A polícia restringiu severamente os direitos dos partidos de oposição política à liberdade de associação e reunião pacífica antes, durante e após as eleições.

Três dias antes das eleições, Kizza Besigye, candidato presidencial do oposto Fórum para a Mudança Democrática (FDC), foi preso enquanto se dirigia para uma manifestação de campanha. A polícia posteriormente abriu a estrada para a sua casa, colocando-o efetivamente em prisão domiciliaria

Liberdade de expressão - Na véspera das eleições, as autoridades de segurança atacaram os meios de comunicação que consideravam críticas às políticas e ações governamentais.

Em 20 de janeiro, a Endigyito FM, uma estação de rádio privada, foi encerrada depois que o candidato opositor Amama Mbabazi foi convidado em um show.Em 13 de fevereiro, a polícia entrou na Radio North FM em Lira, no norte de Uganda, e prendeu o jornalista Richard Mungu e um convidado.(..).

No dia das eleições, a Comissão oficial das comunicações do Uganda (UCC) bloqueou o acesso ao Facebook, Twitter e WhatsApp entre as 6h e as 9.30 da manhã, citando uma ameaça não especificada para a segurança nacional. (…) Tais ações violaram o direito de buscar e receber informações. Excertos de Uganda 2016/2017 | Amnesty International Traduzir esta página

NO RUANDA –  O DIREITO DE UMA CRIANÇA À SAÚDE É AMEAÇADO ANTES DO NASCIMENTO  Ruanda não cumpre totalmente os padrões mínimos da Lei de Proteção de Vítimas do Tráfico,

“Crianças de Ruanda | Humanium - Juntos por direitos da criança”

05/03/2016 -  (..) mais de 63% dos ruandeses continuam a viver abaixo da linha de pobreza, com  as populações rurais em especial o sofrimento. A pobreza afeta a grande maioria das crianças ruandesas, com sérios efeitos sobre o acesso a alimentos nutritivos, educação , serviços de saúde , etc. Os programas de proteção social que trabalham diretamente com os pobres e os beneficiam são oferecidos pelo governo e organizações não-governamentais.

O direito de uma criança ruandesa à saúde é ameaçado mesmo antes do nascimento. Apenas 69% dos nascimentos têm um atendente qualificado presente, e a taxa de mortalidade infantil acima de 37 ‰ é motivo de grande preocupação . 

A taxa de mortalidade de menos de 5 anos é pior, a 52 ‰. 7% das crianças nascidas têm um baixo peso ao nascer e 12% das crianças menores de 5 anos estão abaixo do peso - com quase duas vezes mais crianças rurais abaixo do peso do que as crianças urbanas. Quase metade das crianças menores de 5 anos são atrofiadas, provavelmente devido a apenas 17% das crianças que recebem a dieta mínima aceitável de 6 meses a 23 meses de idade.

Uma grande variedade de doenças e doenças contribuem para esta situação infeliz (malária, tuberculose, diarreia, febre tifóide), assim como a falta de profissionais qualificados. Quase um terço dos ruandeses não tem acesso a fontes de água potável melhoradas



A situação da Street Children em Ruanda está severamente sub-documentada e carente de dados significativos. Estudos recentes descobriram que a maioria das crianças da rua do Ruanda são meninos, e a maioria deles pode ser encontrada na capital do país, Kigali. Mais de 85% das crianças da rua não frequentam a escola.
As crianças da rua estão expostas a numerosos riscos, incluindo a exploração sexual e econômica, problemas de saúde desnutrição, etc.

(…)Muitas crianças foram forçadas às ruas como resultado da pobreza , abuso , tortura, estupro ou abandono. 71,5% das crianças de rua entrevistadas em um estudo tinham uma mãe vivendo e 51,6% tinham um pai ainda vivo. Crianças urbanas e crianças de extrema pobreza que não possuem cuidados e supervisão adequados são mais suscetíveis de se tornar crianças de rua.


Quase metade das crianças vistas nas ruas em Ruanda durante o dia, de fato, retornam às casas à noite. Essas crianças, consideradas crianças "nas ruas", em vez de "das ruas", ainda enfrentam barreiras significativas à saúde, à educação e ao bem-estar. Eles podem passar algumas noites em casa e outras noites na rua. Muitas vezes, eles vêm para a rua para escapar de abuso ou pobreza em casa, e muitos trabalham ou vendem itens para ganhar dinheiro durante o dia antes de voltar para casa

Ruanda é considerado um país-fonte para mulheres e crianças sujeitas a tráfico sexual e trabalho forçado, mas mulheres e crianças de países vizinhos também podem ser encontradas em cargos de trabalho forçado ou prostituição.Children of Rwanda | Humanium – Together for Children's Rights


Em 11 de abril de 2014, o cantor Kizito Mihigo, um dos músicos mais conhecidos de Ruanda, foi preso pela polícia, acusado, juntamente com um ex-soldado e diretor de uma estação de rádio cristã, de planejar 'ataques terroristas' com o objetivo de derrubar o governo. Rwanda: le chanteur Kizito Mihigo condamné à 10 ans de prison 

Liberdade de expressão  - O Ruanda ocupa a 162ª posição entre 180 países no índice de liberdade de imprensa de 2014 da Repórteres Sem Fronteiras. Tom Paulson da Humanosfera alegou que Kizito Mihigo foi preso e acusado de terrorismo por ter escrito uma canção que sustenta algumas das atrocidades do genocídio de 1994 em Ruanda foram cometidas pelas forças do presidente de Ruanda, Paul Kagame.

O editor da BBC Great Lakes, Ally Yusuf Mugenzi, afirmou que Kizito Mihigo costumava estar perto do governo, e que a prisão de Mihigo tinha sido uma surpresa para muitos ruandeses. https://thisisafrica.me/lifestyle/rwanda-renowned-artist-kizito-mihigo-arrested-accused-planning-terrorist-attacks/... Rwanda : Le régime de Kigali continue de museler l'opposition


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