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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 11 de julho de 2017

S. Tomé – Diário digital Téla Nón – silenciado - Véspera do 42º aniversário da independência manchado por manifestações de indignação e apreensão - A principal voz da liberdade de informação, pirateada num pequeno país onde o governo de Patrice Trovoada tem protagonizado fortes restrições à liberdade de expressão e graves ameaças aos jornalistas que não o bajulem – Cooperação militar estrangeira e civil nas Ilhas – tecnicamente especializada no bloqueio e filtragem a sites e blogues - , poderá ter sido decisiva: Estados dispõem de instrumentos informáticos para atacar e silenciar informação hostil que não sirva os seus desígnios.

Jorge Trabulo Marques - Informação e análise 

(Entretanto, chegou-nos informação de que, face às reacções desencadeadas, o site, silenciado em 30 de Junho. já  teria sido sido reposto - Em todo ocaso,  aqui fica a denúncia da grave ameaça)

 Em vésperas das comemorações do 42ª aniversário da Independência de S. Tomé e Príncipe, ficou-se a saber que a principal fonte informativa on lin, santomense - a mais corajosa, completa e independente, e ao mesmo tempo o mais importante portal de consulta, a vários níveis, económico, politico, cultural e histórico - , está, desde o passado 30 de Junho, silenciado

O referido site e o seu proprietário, o jornalista Abel Veiga, que já por várias  vezes, fora objeto de graves ameaças e até de impedimento, ao acesso de  informação, pelo atual Governo, liderado por Patrice Trovoada,  foi alvo de bloqueio desconhecido

BLOQUEIO DO TÉLA NÓN GERA PROTESTOS DE GRANDE APREENSÃO JUSTIFICADA INDIGNAÇÃO  – Facto amplamente comentado e repudiado nas redes sociais, gerando uma onda de solidariedade em torno do seu autor que veem, deste modo, a liberdade de expressão, ainda mais controlada e amordaçada num país de gente pacifica e habituada a expressar livremente as suas opiniões - Sim, por isso, tal constatação  está a provocar uma enorme onda de indignação e de suspeição nas redes sociais 

Manuel Pinto da Costa, no 12 de Julho de 1975 
Diário digital sãotomense Téla Nón pirateado - O diário digital sãotomense Téla Nón, um dos mais consultados do arquipélago, foi pirateado e está inacessível desde 30 de Junho.

O jornalista Abel Veiga, director e fundador do site Téla Nón a 12 de Julho de 2000, afirma que os técnicos em São Tomé e Príncipe e em França - onde se encontra o servidor que o alberga e cujos custos estão em dia até Maio de 2018 - estão a trabalhar no sentido de primeiro repor a informação em linha o mais rapidamente possível e em seguida apurar as causas e quem está por trás do ciberataque.

"É claro que há suspeita de pirataria ou ataque informático, isto é clarividente, agora é preciso trabalhar no sentido de chegar a esta fonte".

Para Abel Veiga este ataque "é algo de inédito no país", mas de momento há apenas "suposições...aguardam-se dados precisos e esclarecedores do servidor...suspeitas de natureza política não tenho...mas [o Téla Nón] nunca foi bem visto pelo poder político...e tudo quanto possam fazer para o comprometer, fizeram e veem fazendo".
Abel Veiga afirma que tem recebido mensagens de solidariedade e de preocupação oriundas do seu país e da diáspora, mas admite também "aplausos secretos de muita gente que em anos e anos vem tentando asfixiar o Téla Nón [como] empresas que são orientadas erecebem ordens para não pôr publicidade no Téla Nón como forma de o asfixiar".Isabel Pinto Machado


Liberdade de imprensa é ‘crucial’ para combater notícias falsas, disse o Sectário-geral da  ONU, António Guterres   -´´

Numa mensagem divulgada para No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu o “fim de todo o tipo de repressão contra jornalistas. Precisamos que os líderes defendam uma imprensa livre”. O português que lidera o organismo internacional defendeu que “quando protegemos jornalistas, as suas palavras e imagens podem mudar o mundo”.

Gueterres lembrou ainda que a liberdade de imprensa é “fundamental para combater a atual (tendência à) desinformação. Precisamos que todos defendam nosso direito à verdade”.https://nacoesunidas.org/liberdade-de-imprensa-e-crucial-para-combater-noticias-falsas-diz-onu-em-dia-mundial/

PATRICE TROVOADA SUBVERTEU A LIBERDADE DE EXPRESSÃO 

Dificilmente, hoje,  estas palavras, poderiam  ser as mesmas “A liberdade de imprensa “ - dizia Abel da Veiga, no téla-nón é uma realidade em São Tomé e Príncipe, desde o advento da democracia pluralista em 1991. Nunca um jornalista são-tomense foi agredido no exercício das suas funções. No país até agora calmo, ninguém perdeu a vida por causa do conteúdo de uma reportagem radiofónica ou televisiva, ou por desabafo feito nas redes sociais".

CALUNIADOR E AVESSO AO JORNALISMO SERIO E INDEPENDENTE 

18/09/2016 -- Um jornalista… é subjetivo, dizer que ele é independente e não é independente!... Mas esse tipo de promiscuidade, de jornalista membro nacional de partido, jornalistas que recebem armas da Presidência da República, etc… para mim, deixa muito a desejar, então, não vale a pela nós continuarmos nesse caminho!... O que é preciso, a nível de S. Tomé e Príncipe,  é preciso continuar a reforçar as instituições: falei do Conselho Superior de imprensa!.., É preciso continuar capacitar  e a formar!... E,  a nível legislativa, enquadrar determinadas profissões, essa de jornalista é uma delas, para que nós tenhamos de facto uma liberdade d imprensa bastante efetiva! Mas, do lado Governo, jamais é nossa intenção de pôr uma camisola de força ao jornalista." - Pormenores mais à frente  

LEVIANDADES E INCONSCIÊNCIAS DE UM PERIGOSO GOVERNANTE - Eis o que dissemos neste site, em 18 de Setembro, a propósito das acusações infundadas que fez a um jornalista - CONFUNDE JORNALISTAS COM GUARDAS ARMADOS



O Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada, substituindo-se às funções do gabinete do   recém-eleito Presidente da Republica, Evaristo Carvalho (sim, qualquer dia,  por este andar, sempre será mais prático juntar a Presidência e o Governo no mesmo palácio), em entrevista aos jornalistas da  Rádio Nacional e da TVS,  escolhidos a dedo,   faz uma gravíssima acusação, dado se tratar do nome de um agente da guarda do anterior  Presidente da República, que é o mesmo de um jornalista - Em vez de se de certificar da coincidência, vai de fazer torpes acusações e disparar: 
… para mim, deixa muito a desejar, então, não vale a pela nós continuarmos nesse caminho!..

.Nós estamos a fazer um trabalho de recolha de armas!.... Bom, como é que um jornalista recebe da Presidência da República, para seu uso pessoal, uma arma de guerra?!... É jornalista?!... É jornalista?... É independente?!... O que é que ele é?!... É mercenário?!...  Jornalista?!... É o quê?!...
- Mas o Sr, disse que não vai citar nomes? - Pergunta  um dos entrevistadores
- Não vou citar nomes!

- E então por que é que o Governo não cita o nome?
-Não vale a pena!  O que eu estou simplesmente a dizer é que são práticas, que, a mim me deixam um bocadinho duvidoso sobre a independência de muitos jornalistas!...

Um jornalista… é subjetivo, dizer que ele é independente e não é independente!... Mas esse tipo de promiscuidade, de jornalista membro nacional de partido, jornalistas que defendem armas da Presidência da República, etc




Patrice, com tão desvairadas afirmações, ao alimentar, tão odiosas calúnias, ele está a lançar o apelo a comportamentos, antidemocráticos, perigosíssimos: a promover o chamado julgamento popular, a defender o mesmo tipo de comportamento que era seguido pelos inquisidores da famigerada inquisição, de tão má memória, para que seja o povo a linchá-los ou a queimá-los na praça pública.


Procedendo, tal como procedia o poder colonial, acusando os negros, que defendiam a liberdade e independência do seu povo, como terroristas – A sua mentalidade é a mesma que a da mais retrograda era colonial – Do tempo, em que, o Governador Carlos Gorgulho, sob o pretexto de revolta comunista, atirou as armas dos colonos contra uma população sacrificada, humilde e indefesa. Patrice Trovoada é a figura trasvestida do antigo Governador Carlos Gorgulho mas sob outras roupagens: este detestava técnicos qualificados, tal como Trovoada, detesta jornalistas probos, sérios, competentes e honrados –Senão atente-se nestas palavras do corajoso capitão Sagueiro Rêgo, que denunciou em livro os massacres do Bate-Pá:
Patrice Trovoada, na extensa entrevista que deu à rádio estatal e à televisão, em simultâneo e com jornalistas escolhidos  a dedo,  antes de tomar o avião para mais uma passeata pela Europa e Américas, senão mesmo a outros países da Oceânia (milhões de euros ou dólares esbanjados que não lhe saem do bolso e que tanta falta fazem a esmagadora maioria da população)  usando e abusando de um dos órgãos da C.S. de serviço púbico, que deveria pautar a sua ação informativa pela isenção, rigor e objetividade, concedendo as mesmas oportunidades, tanto ao Governo e à ADI,   partido que o apoia, como à oposição, pelo contrário, prossegue com a mesma desfaçatez, depois do despudorado  epilogo  no dia das eleições, ao arrepio das leis com repórteres nas assembleias de voto (descaradamente apelando ao voto no seu Evaristo) uma vez mais manifestou a incontrolável propensão de impor as suas opiniões, como verdades absolutas, sob a capa, daquele seu habitual e pousado tom coloquial, de  disfarçado e inofensivo  bonacheirão

Não hesitando em enviar farpas, a cada parágrafo das suas afirmações, quer aos seus adversários políticos, quer ao ex-presidente da República, com o qual voltou a ser indecoroso, sem que, naquele espaço público radiofónico e televisivo (que instrumentaliza e monopoliza a seu belo prazer)  tanto, Manuel Pinto da Costa,  como a oposição, ali o pudessem contraditar e defender-se, mas também lançando graves acusações sobre a classe jornalística, que ele detesta, conquanto os que o sirvam, como o cachorrinho, que vai pela trela atrás do seu dono.

Naturalmente, que, num país pequeno e pobre, onde as oportunidade de emprego, são escassas e, ainda para mais, dominadas pelo poder político (e as pessoas precisam de viver e fazer face à sua subsistência) é extremamente difícil ser-se independente. De resto,  ele próprio o afirmou nessa entrevista, dizendo: “aquilo que eu estou a dizer  é que há muito poucos jornalistas independentes em S. Tomé e Príncipe!”

Mesmo assim, que maçada! Deviam ser menos, a que alguém lhe aponte alguma critica ou desafine o seu trombone: veja-se o que, nas eleições, aconteceu ao jornalista da RTP-África, Abel Veiga, impedido, através de ordem dada ao segurança, de fazer o seu trabalho no Palácio do Governo onde funcionam os Gabinetes do Primeiro Ministro e do Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, este último que por sinal tutela o sector da comunicação social. – Pois, á sua chegada, era recebido com esta recusa pelo segurança: “Olha acabei de receber uma ordem de que Abel Veiga não pode entrar nesta conferência de imprensa.

E qual a razão por que, Patrice Trovoada, toma arbitrariamente,  tais atitudes ditatoriais?  Porque ele desta a informação e perguntas, incómodas,  como esta:


"PATRICE EQUIVOCOU-SE?"

Este o título de um artigo do Jornal on line, Tela Nón, exigindo um rápido esclarecimento de uma   declaração que ecoou na sociedade são-tomense, e que lançou grave suspeição no seio da classe. Quem é o jornalista que recebeu arma de guerra na presidência da república? É a dúvida que paira na sociedade e que o Primeiro-ministro preferiu não esclarecer.”

Na última semana antes de deixar o país rumo a uma tournée Euro-americana, Patrice Trovoada Primeiro-ministro e Chefe do Governo, fez uma denúncia grave contra a classe dos jornalistas são-tomenses.

Em declarações ao núcleo de jornalistas estatais com o qual tradicionalmente conversa, Patrice Trovoada relacionou a liberdade de imprensa no país, com a situação de posse de arma de guerra, por um jornalista que segundo o chefe do Governo, tem posições que muitas vezes chocam com a posição do seu Governo. «Há alguns jornalistas que vejo aí e que gostam de falar de liberdade de imprensa e são jornalistas cuja opinião muitas vezes choca com o governo: Nós estamos a fazer um trabalho de recolha de armas. Como é que um jornalista recebe na presidência da República para seu uso pessoal uma arma de guerra. É jornalista? É independente? O quê que ele é? É mercenário? é jornalista? é o quê?», referiu o Primeiro-ministro.


GOVERNOS POSSUEM INSTRUMENTOS TÉCNICOS PARA BARRAR INFORMAÇÃO HOSTIL – A Liberdade na Internet não é absoluta

Há quem afirme que “Não se pode concluir antecipadamente que há mão do governo por detrás deste ataque” . referindo que “Recentemente, e a nível internacional tem havido ciberataques a várias empresas e multinacionais Estando o servidor deste jornal em França, tudo é possível. Esperemos a conclusão do trabalho dos técnicos e que o Tela Nón esteja de novo ao serviço de informação de STP.” 

Chocado mas não surpreendido - Os Estados, hoje em dia, dispõem de instrumentos informáticos que lhes permitem censurar e fazer  bloqueios a pretexto de "abusar das liberdades democráticas para atacar os interesses do Estado" -   E  que têm sido usados e abusados por muitos países, barrando e censurando informação que classifiquem de hostil:  - O que faltava em S. Tomé eram especialistas, que agora já os tem – Desde a representações diplomáticas a militares - Era suposto, que mais tarde ou mais cedo, os inimigos da liberdade de expressão em S. Tomé e Príncipe, tudo fariam para silenciar o Téla Nón

Para proceder a  bloqueios, sobre informação local, ao contrário do que se possa julgar até é mais fácil fazê-lo em S.Tomé e Príncipe de que em França - Na medida, em que,   é justamente através da rede local que é veiculada a informação  para a Internet - O facto do servidor deste site estar noutro pais, não impede que mãos imigas da çiberade de expressão o bloqueiem - De resto, para alguma coisa foram chamados os especialistas militares estrangeiros de um pais que é campeão na censura e nos ataques informáticos aos media e à oposição. 

TOP DOS DEZ PAÍSES QUE MAIS RESTRINGEM A INTERNET

25/01/2016 Sites de blogs e sites internacionais de redes sociais, como Facebook e Twitter, bem como o YouTube, estão bloqueados em vários países

De acordo com a RSF, os países desta lista são anotados "não apenas por sua capacidade de censurar notícias e informações on-line, mas também pela sua repressão quase sistemática de usuários de internet".OpenNet Initiative (ONI), um projeto agora extinto para monitorizar a supressão e vigilância da internet, afirmou que o Bahrain tem uma filtragem generalizada de conteúdo político e social on-line, filtragem substancial de várias ferramentas de internet (incluindo ferramentas de comunicação e ferramentas para ignorar filtros) e seletiva Filtragem de conflitos e conteúdo de segurança. 

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) inclui o Bahrein em sua lista de países que são "inimigos da internet". De acordo com a RSF, os países desta lista são anotados "não apenas por sua capacidade de censurar notícias e informações on-line, mas também pela sua repressão quase sistemática de usuários de internet". http://www.expatfocus.com/c/aid=2593/articles/general/ten-countries-that-restrict-internet-usage/

A lista 2015 dos 10 países mais censurados faz parte da publicação anual do CPJ     Attacks on the - Nações repressivas ameaçam termos de prisão, restringem a Internet para silenciar a imprensa

Na lista 2015 dos 10 países mais censurados, que  faz parte da publicação anual do CPJ, e  de acordo com uma lista compilada pelo Comitê para Proteção de Jornalistas dos 10 países onde a imprensa é mais restrita.  a prisão é a forma mais eficaz de intimidação e assédio usado contra jornalistas. Sete dos 10 países mais censurados - Eritreia, Etiópia, Azerbaijão, Vietnã, Irã, China e Myanmar -   estão entre os 10 maiores melhores carcerários de jornalistas de todo o mundo, de acordo com o censo anual da prisão do CPJ

CONFIRMA-SE O QUE FOI DITO NESTE SITE -  Jornalismo profissão de alto risco - odisseias nos mares e terras 05/05/2017 Jornalismo profissão de alto risco - odisseias nos mares e terras



EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE NINGUÉM É MORTO POR EXPRESSAR A SUA OPINIÃO – É UMA TERRA MARAVILHOSA E PACIFICA – Mas, atualmente, diz o presidente da Associação dos jornalistas São-tomenses (AJS), Juvenal Rodrigues, que a situação dos profissionais da comunicação social assemelha-se a de um "país que vive num estado de exceção disfarçado".

TÉLA NÓN - "Parece que o país vive num estado de exceção disfarçado, porque há comissários políticos e agentes que gravam conversas, mesmo em situações de convívio", disse Juvenal Rodrigues na IV conferência anual por ocasião de 03 de maio, Dia Internacional de Liberdade de Imprensa.


“A descarada censura que chega ao ponto de descaracterizar completamente certas matérias produzidas por jornalistas, a ponto dos autores não reconhecerem o trabalho que deixaram feito; a autocensura, a ausência de debates e do contraditório e a exclusão acentuaram-se consideravelmente desde outubro de 2014», prosseguiu o Presidente da Associação de Jornalistas de São Tomé e Príncipe.



“Bufaria” no seu auge no seio dos profissionais da comunicação social e não só. Uma democracia fragilizada. «Não se pode falar verdadeiramente de um Estado de Direito Democrático neste quadro. O democrata convicto não tem medo do contraditório, não receia críticas e não alimenta a “bufaria”- passe a expressão. O pluralismo é uma das características da democracia», frisou Juvenal Rodrigues.
Perseguição, é a lei decretada contra os órgãos de comunicação social, ou profissionais, que não se vergam a vontade do Chefe.

«A perseguição tem outros contornos. Por exemplo, acabar com programas nos órgãos públicos, cujos rostos não são militantes ou simpatizantes do partido no poder. A tentativa de asfixiar economicamente os mesmos. Os militantes e simpatizantes é que têm todos os direitos e mais alguns. Existem casos em que a mesma pessoa é assistente de imprensa de vários organismos estatais, além de estarem vinculados a órgãos públicos. Regra geral, o apoio do Estado ao fomento de órgãos de imprensa privados nunca foi expressivo, num país em que o mercado é inexpressivo e o setor privado está de rastos. Mas atualmente, a situação piorou, com a retirada de publicidade de empresas em que o Estado também é acionista, naqueles títulos de imprensa fora do controlo do poder».

Pressão contra os jornalistas que não abdicam da sua liberdade, atingiu níveis invulgares e o Ministério Público, não consegue agir em tempo útil.  «Outra forma de pressão. O Sr.primeiro-ministro,Patrice Trovoada, acusou publicamente numa entrevista difundida a 11 de setembro de 2016 pela TVS e a Rádio Nacional, que jornalista independente recebeu arma de guerra da Presidência da República. A Associação dos Jornalistas solicitou logo depois ao Ministério Público com carácter urgente para investigar o facto. Manifestou-se disponível a colaborar no que fosse necessário e fê-lo. A verdade é que passados quase oito meses, o Ministério Público ainda não divulgou o aguardado relatório», denunciou a Associação dos Jornalistas.
divulgou o aguardado relatório», denunciou a Associação dos jornalistas - Excerto de  STP -  “Falar não Pode” Mais detalhes sobre a verdade dita pela AJS no dia da liberdade de imprensa, podem ser conhecidos aqui – Discurso AJS

LUSA  - (.. )03/05/2017 O presidente do sindicato dos jornalistas e técnicos da comunicação social (SJS), Helder Bexigas, denunciou, por seu lado, a marginalização de alguns jornalistas nos órgãos públicos.

Jornalismo de encomenda 
"Profissionais experientes e competentes são marginalizados, humilhados e silenciados, porque não se prestam a fazer o jogo da manipulação, da distorção dos factos e até da mentira", disse Helder Bexigas.


"O medo de pluralismo de opiniões, o medo de um saudável debate e de confronto de ideias, o medo de que todos os setores da sociedade estejam representados na comunicação social permitindo ao grande publico formular juízos e opiniões com base numa informação séria, isenta e imparcial", disse. Economia - Dia mundial de liberdade de imprensa assinalado em São ..


ACORDOS DECLARADOS E CONFIDENCIAS  COM PAÍSES DE MAUS EXEMPLOS

Em contraste com o notável progresso do Ruanda no desenvolvimento económico, as restrições rigorosas à liberdade de expressão e à atividade política estão entre as piores do mundo, impostas sob o pretexto de tensão política e étnica resultante do genocídio de 1994. A sociedade civil independente e o jornalismo foram prejudicados por anos de repressão. As opiniões pró-governo dominam a mídia doméstica, enquanto as autoridades trabalham rapidamente para censurar pontos de vista críticos, resultando em um ambiente de informação que projeta uma única narrativa de unidade, paz e progresso. Numerosas detenções ilegais em centros de detenção secretos, tortura e até mesmo homicídios extralegais de cidadãos para seus pontos de vista críticos não são relatadas, além de esforços para defender o estado de direito. 

Numerosos sites de notícias on-line independentes foram bloqueados, incluindo os sites de idiomas locais da British Broadcasting Corporation (BBC), e a pressão sobre os editores para excluir o conteúdo crítico ou a linha do governo é alta. . https://freedomhouse.org/report/freedom-net/2016/rwanda

PREVISTA COOPERARÃO NO DOMÍNIO INFORMÁTICO DO RUANDA COM S. TOMÉ E PRÍNCIPE

January 10th, 2017 (...) Durante as discussões, foram identificados potenciais projetos de investimento conjunto, como o projeto Agropol em São Tomé para produção e processamento de café (Mount Coffee com cerca de quinhentos hectares disponíveis). No futuro, o Ruanda pode considerar o investimento conjunto na Expropriação de Petróleo e Gás.

Em questões relacionadas com a imigração e a emigração, as áreas propostas para cooperação incluem a partilha de conhecimentos técnicos sobre políticas de vistos, gestão de controlo de fronteira, coordenação de emissão de documentos de viagem e visto na Diáspora, utilização de infra-estrutura de TI avançada, tais como portões electrónicos, capacitação (treinamento) , E troca de informações.(..) Foi acordado que uma delegação de São Tomé e Príncipe visitaria Ruanda para identificar os campos específicos de colaboração necessários antes do final do primeiro trimestre de 2017Rwanda- São Tomé and Príncipe Further Bilateral Relations

MAS QUE TIPO DE EXPERIÊNCIAS OU DE CONHECIMENTOS, AS FORÇAS ARMADAS E POLICIAIS SANTOMENSES, PODERÃO RECEBER DO PELOTÃO DE  MILITARES DE UM REGIME ALTAMENTE REPRESSIVO E  OPRESSOR?



"Os militares ruandeses vão permanecer em São Tomé e Príncipe dois meses e deverão efectuar exercícios conjuntos com os militares são-tomenses e capacitar as forças armadas e de defesa do arquipélago em vários domínios, com destaque para acções de terrorismo.
Jorge Amado, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social-Democrata (MLSTP-PSD) e Danilson Coutu do Partido da Convergência Democrática (PCD), ambos líderes parlamentares dos respectivos partidos da oposição, criticaram a presença do pelotão de militares do Ruanda em São Tomé e Príncipe. 

Do lado do Governo, Afonso Varela, ministro da Presidência do Conselho de Ministro e dos Assuntos Parlamentares de São Tomé e Príncipe, realçou que se trata de uma acção que se inscreve no relacionamento entre São Tomé e Kigali.

Maximino Carlos, correspondente em São Tomé08/05/2017Ouvir  




EXÉRCITO RUANDÊS ACUSADO - De usar nas suas fileiras pobres  e infelizes adolescentes - De perseguir objetores de consciência, de ameaçar as suas famílias com prisão, confisco de propriedades, de promover sequestros e assassinatos dentro do país e em países de exílio. – Indicamos-lhe o link através do qual poderá ler o relatório acerca da prepotência e arbítrio de um dos exércitos mais truculentos e perigosos de África 







RWANDA: Kagame usando criança soldado  RWANDA: Kagame using child soldie  (Nova York) - 30/06/2016 -A administração Obama deve exigir que os governos estrangeiros que recebem ajuda militar dos Estados Unidos para acabar imediatamente com o uso de crianças-soldados, disse hoje a Human Rights Watch. Em 30 de junho de 2016, o Departamento de Estado dos EUA emitiu uma nova lista de países envolvidos no uso de crianças-soldados como parte do relatório anual sobre Tráfico de Pessoas. A lista de 10 países inclui a Birmânia, República Democrática do Congo, Iraque, Nigéria, Ruanda, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen. https://www.hrw.org/news/2016/06/30/us-dont-fund-child-soldiers-abroad


RELATÓRIO CHOCANTE  – DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR NO RUANDA  

Ruanda: 16/12/2016 - ....recrutamento, deserção e repressão de soldados - 16 Dez 2016 – Hbrock - Este relatório foi escrito por um pesquisador ruandês, trabalhando com Internacional de Resistentes à Guerra e Connection (…) Este relatório examina as barreiras à saída das forças armadas no Ruanda durante a última década. Baseia-se nos depoimentos de ex-soldados que desertaram o exército - As consequências da deserção podem ser graves, mas as dificuldades em encontrar maneiras legítimas de deixar o exército significam que a deserção continua a ser a única opção para muitos -  

Rwanda: recruitment, desertion and prosecution of soldiers 

TROPA RUANDESA EM S. TOMÉ – TRAZ ÁGUA NO BICO   -  COM VÁRIOS OBJECTIVOS DISFARÇADOS 

O Exército no Ruanda, além de treinado para a guerrilha,  é usado em trabalhos rurais  para forçar as pessoas a trabalharem no campo e também na abertura de estradas e construções de edifícios públicos - É o que dizem  noticias e as imagens divulgadas: 

"Devemo-nos complementar como ruandeses na atividade de colheita de café. O café é uma cultura importante na economia ruandesa" - Mas também na pulverização das pragas. "Soldados, armados com pulverizadores de mochila, espalhados por todo o país."

Talvez, em parte se explique, a filosofia  de tão grosso contingente de militares ruandeses em S. Tomé - Certamente  a pensar que, os 500 hectares do Monte Café,  oferecidos ao Presidente do Gabão, exigem mão-de-obra especializada e barata.


OS PATRIOTAS SANTOMENSES TÊM BASTAS RAZÕES PARA FICAREM PREOCUPADOS COM A ESTRANHA E INEXPLICÁVEL PRESENÇA DE UM PELOTÃO DE MILITARES RUANDESES NO SEU PAIS  - Mais à frente compreenderá melhor as razões



JORGE AMADO disse, no Parlamento,  que,  em 1998, foi  vitima de uma Granada atirada por  elementos da Guarda Presidencial do então Presidente Miguel Trovoada, pai do atual Primeiro-Ministro, Patrice trovoada – Pelos vistos, talvez seja este um dos motivos pelos quais se foi buscar uma tropa especializada em vários atos condenáveis, a que alude o extenso e bem pormenorizado  relatório, que deveria ser anexado ao recurso apresentado ao TC, antes que Patrice lá instale outra das suas bandeiras.  

08/05/2017  Jorge Amado, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social-Democrata (MLSTP-PSD) e Danilson Coutu do Partido da Convergência Democrática (PCD), ambos líderes parlamentares dos respectivos partidos da oposição, criticaram a presença do pelotão de militares do Ruanda em São Tomé e Príncipe.  Do lado do Governo, Afonso Varela, ministro da Presidência do Conselho de Ministro e dos Assuntos Parlamentares de São Tomé e Príncipe, realçou que se trata de uma acção que se inscreve no relacionamento entre São Tomé e Kigali. Ouvir  http://pt.rfi.fr/sao-tome-e-principe/20170508-oposicao-contra-presenca-de-oficiais-ruandeses-em-sao-tome  -  Oposição contra presença de oficiais ruandeses em São Tomé - RFI




PERSEGUIÇÃO POLITICA E RELIGIOSA NO RUANDA - BISPO PRESO RECENTEMENTE 

Além da perseguição e morte aos  opositores políticos pelos vistos, nem os lideres religiosos, já escapam – Eis uma das mais recentes noticias, de 5 de Maio, 2017, dando-nos  de que, O porta-voz adjunto das Igrejas Pentecostais no Ruanda (ADEPR), o bispo Tom Rwagasana foi preso por uma falta de alocação de recursos alegados..  http://www.irwanda24.com/?p=13376
.

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. No entanto, a liberdade de opinião, num mundo, dominado pela ideologia do liberalismo global, serve mais de grande alavanca aos interesses das classes privilegiadas de que  a sociedade, em geral. – E os jornalistas que ousarem contrariar esses desígnios, arriscam-se mais a ter uma vida sobressaltada, stressante e em perigo de que o exercício de uma profissão mais calma e tranquila. 

DESMONTAGEM DE GIGANTESCA FRAUDE NO DIA DO ESCRUTÍNIO 

   "Processo eleitoral  constitucionalmente limpo”, “sem fraude”  mas com repórteres  de rádio nas Assembleias  apelarem  ao voto,  ao arrepio da  lei
Artigo 133.º Deveres dos Profissionais de Comunicação Social) Os profissionais de comunicação social que, no exercício das suas funções, se desloquem às assembleias de voto não podem: Colher imagens e aproximar-se das câmaras de voto de forma que possam comprometer o segredo de voto; Obter outros elementos de reportagem no interior da assembleia de voto ou no seu exterior até à distância de 500 metros que igualmente possam comprometer o segredo do voto; De qualquer outro modo perturbar o acto eleitoral.



PATRICE DIZ QUE NÃO VAI PÔR UMA CAMISOLA DE FORÇAS AOS JORNALISTAS – MAS É JUSTAMENTE ASSIM QUE ELE QUER AMORDAÇAR A LIBERDADE DE IMPRENSA . 

Diz uma coisa mas faz outra - Tem sido sempre este o seu comportamento – Ele quer refrear e domesticar  ainda mais, os profissionais da comunicação social, tê-los como meros robôs da sua propaganda - Quer que, o jornalismo, que não está na alçada estatal, siga a mesma orientação que o Sr. Bispo, já  deu à Rádio Jubilar, depois da censura (do encerramento) de um dos seus mais populares programas de informação, ministrando cursos de formação de Ética Deontológica Jornalística, com meninas sorridentes, vindas de Portugal,  ,para “comunicação eficiente”: servir o regime liberal-colonial, sem fazer ondas

 Claro que, em S. Tomé e Príncipe,  à excepção do Jornal on line Téla Nón, dando informação e opinião, com distanciamento do poder politico, atualmente vigente, a bem dizer esse jornalismo não existe - Dai o ódio voltado para este jornalismo, tanto por parte de Patrice, como pelos seus mais empedernidos correlegionários

É sabido que, a preocupação de qualquer caudilho ditador  é amordaçar a imprensa, é colocar-lhe um açaime, tal como o dono faz ao seu cachorro.. Arguto no verbo de hábil  ilusionista mas tropeceiro quando baste, sim, porque, geralmente é mais fácil apanhar um mentiroso de que um cocho, vira-se então para um dos entrevistador estatais,  com esta disfarçada manobra:

Sabe qual é a minha opinião’… A liberdade de imprensa não está  em risco agora, devíamos, investir, sim, na formação dos jornalistas; trabalhar mais a deontologia; investir talvez mais e dar mais apoio ao Conselho Superior da Imprensa, capacitar as pessoas, e,  também sancionar aquelas que não são verdadeiros jornalistas, porque, a liberdade de imprensa…. Vou vos dar um caso: sem citar nomes. Mas, alguns jornalistas, que eu vejo aí e que gostam muito de falar da liberdade de imprensa!... e, por sinal, não são muito!...cuja opinião muitas vezes choca com o Governo.

Um jornalista… é subjetivo, dizer que ele é independente e não é independente!... Mas esse tipo de promiscuidade, de jornalista membro nacional de partido, jornalistas que defendem armas da Presidência da República, etc… para mim, deixa muito a desejar, então, não vale a pela nós continuarmos nesse caminho!... O que é preciso, a nível de S. Tomé e Príncipe,  é preciso continuar a reforçar as instituições: falei do Conselho Superior de imprensa!.., É preciso continuar capacitar  e a formar!... E,  a nível legislativa, enquadrar determinadas profissões, essa de jornalista é uma delas, para que nós tenhamos de facto uma liberdade d imprensa bastante efetiva! Mas, do lado Governo, jamais é nossa intenção de pôr uma camisola de força ao jornalista. 

UM PRIMEIRO-MINISTRO  IRRESPONSÁVEL E  FOMENTADOR DO BOATO E DA CALÚNIA  - 

Conceição Lima

Ora, como facilmente se compreenderá, tal afirmação é gravíssima, sobretudo, porque, dada a forma despudorada, como o fez,   as suas palavras assumiram, através da rádio e TVS, não  as declarações, minimamente sensatas e credíveis, de um Chefe de Estado para com a Nação Santonmense, o devido e elementar respeito para com a sua população e instituições - mas o  condenável  e arbitrário carácter de intolerável boateiro, de manifesta suspeição, lançada à opinião pública, tal como se partisse de um qualquer cidadão anónimo ou politiqueiro de baixo nível,  com um mais que declarado, feroz e injuriado ataque à classe dos jornalistas, que ele detesta, sobretudo os que não os bajulem, não  lhe repliquem ou destaquem a sua propaganda politica, visto não ter tido a coragem de apontar nomes: 

JORNALISTAS MAL PAGOS E,,  SEMPRE QUE O GOVERNO MUDA, COM O CREDO NA BOCA  - MAS, COM PATRICE TROVOADA NO PODER, NÃO HÁ MEMÓRIA

Além de uma certa precariedade, que, nestas ilhas afeta o exercício provisional  de jornalista,   claro que o fenómeno dos ordenados baixos é transversal a outras profissões - , tem-se assistido a uma enorme instabilidade, já que, a mudança de poder, acaba também por interferir, não apenas nos lugares de chefias, como naqueles que estão na primeira linha da noticia ou da reportagem. 


Ordenados, que mal dão para as despesas  do vestuário ou para alimentação, é o equipamento e as condições das redações (especialmente nos sites particulares, onde as dificuldades são ainda maiores, exercendo a atividade praticamente por carolice), sim,  é também  iminência  do chuto que pode suceder quando menos se espera – Infelizmente, há noticias desses exemplos.


De recordar, que , em 3 de Maio de 2012,  com Patrice na Governação, o dia da Liberdade da Imprensa, noticias davam conta de que “os jornalistas são-tomenses e as instituições ligadas a comunicação social, reagiram neste dia “Com um silêncio frio num dia de chuva intensa em São Tomé Príncipe.

A liberdade de imprensa “ - dizia Abel da Veiga, no téla-nón é uma realidade em São Tomé e Príncipe, desde o advento da democracia pluralista em 1991. Nunca um jornalista são-tomense foi agredido no exercício das suas funções. No país até agora calmo, ninguém perdeu a vida por causa do conteúdo de uma reportagem radiofónica ou televisiva, ou por desabafo feito nas redes sociais".

O ano passado, o 3 de Maio, ficou marcado por um profundo silêncio dos jornalistas.

PÕS-SE A DEFENDER O JORNAL PARVO, COMPARANDO O VULGAR PASQUIM  - SEGUIDOR DO MAIS PRIMÁRIO SECTARISMO - AO  NÍVEL DOS JORNAIS SATÍRICOS FRANCESES


Patrice Trovoada, imagine-se a quer dar lições, quando ele só tem dado  maus exemplos : quer a "oposição faça oposição com elevação e alguma credibilidade. Essa questão para encontrar o álibi do Parvo para não estar na Praça 12 de Julho, não faz sentido: sabe, o Parvo, é um jornal satírico, e, a minha opinião, sobre essa questão é bastante simples: eu creio que a TVS fez referência a uma artigo que saiu no Parvo e falou!... As pessoas podem gostar ou não gostar… Provavelmente, essa manchete do Parvo, poderia significar grande debate, que fazem parte da atualidade!

Se nós fazemos o paralelo com um jornal satírico francês,  Charlie Hebdo, que publicou as caricaturas do profeta Maomé , os muçulmanos não gostaram!... Houve debate! Mas quando os terroristas extremistas, foram e mataram quase todos os desenhadores e os redatores de ,  Charlie Hebdo, vários Chefes de Estado do Mundo inteiro foram a Paris e puseram a dizer que toda a gente é charlie” – Pois, mas na Praça da Independência, não apareceu nenhum Chefe de Estado. Além disso,  se os santomeses, seguissem à risca  as filosofias  de Patrice, além de explorados e roubados, não tardariam  a ficar todos parvos.

Associação dos Jornalistas pede investigação às declarações de Patrice

21-09216 A Associação de Jornalistas de São Tomé e Príncipe, vai estar esta quarta – feira no Ministério Público, para entregar uma exposição em que solicita esclarecimento público da denúncia feita pelo Primeiro Ministro Patrice Trovoada. Denúncia segundo a qual um jornalista recebeu arma de guerra na Presidência da República. «A imagem dos jornalistas e, particularmente, aqueles que procuram fazer o seu trabalho com independência não pode ser confundida com a de um mercenário, pelo que a Direcção da AJS vai entregar na quarta-feira, dia 21, pelas 14:30, no Ministério Público, uma exposição em que solicita uma investigação para que o tal jornalista seja identificado», diz a nota da Associação dos Jornalistas São-tomenses que chegou a redacção do Téla Nòn. – Excerto Associação dos Jornalistas pede investigação às declarações de

JORNALISMO NACIONALISTA SÃO-TOMENSE - UM PASSADO RICO DE  HISTÓRIA  - (excerto já publicado neste site, em junho de 20159 

S. Tomé e Príncipe, pese as grandes limitações impostas pelo colonialismo salazarista, tem uma herança de notáveis homens de letras: no jornalismo  e nos vários géneros da literatura – poesia, romance, contos, ensaios, nomeadamente.

Por exemplo, referindo-me a jornalistas, é Carlos Espírito Santo, que,  no seu livro “O nacionalismo Político São-Tomense, destaca  o papel de São-Tomenses nos jornais que surgiram no período pós instauração da  República: - Recordando, que, “além dos movimentos políticos unitários, diversos jornais protonacionalistas preconizando o  desenvolvimento dos povos nativos de África, foram criados na  capital portuguesa, depois da queda do regime monárquico. Eram bastante lidos sobretudo pelos intelectuais das colónias portuguesas, que de resto colaboravam enviado textos para divulgação, denunciando factos sociopolíticos reputados significativos das suas terras, onde alguns eram correspondentes dos referidos periódicos. Por exemplo, O Negro que foi publicado em Lisboa, a 9 de Março de 1911. Foi com este jornal  que teve inicio o protonacionalismo” 

E, mais adiante - no seguimento das  referências, que,  Carlos Espírito Santo, faz  ao papel deste jornal,  - diz: “atente-se, pois, neste extrato: «Queremos a África propriedade social dos africanos e não retalhada em proveito das nações que a conquistaram e dos indivíduos que a colonizaram roubando e escravizando os seus indígenas.» 

E acrescenta: “Analisando o número de correspondentes de O Negro em diversas paragens do mundo, é forçoso sublinhar que São Tomé e Príncipe constituía o território que acolheu mais representantes do jornal. Figuras de prestígio como o advogado Manuel da Graça do Espírito Santo, o poeta Herculano Pimentel Levy e o político Augusto Gamboa, são apenas três exemplos que importa mencionar. Mais, nos três números que são conhecidos de O Negro foi marcante a participação dos indivíduos oriundos de São Tomé e Príncipe. Assim, no seu corpo directivo vemos são-tomenses tais como J. C. Cunha Lisboa (director), Artur Monteiro de Castro (redactor principal) e Aires de Sacramento Menezes (editor). 

No mesmo estudo, o investigador São-Tomense, referindo-se a esse período áureo da liberdade de expressão,  de entre os periódicos que recorda, cita, por exemplo, o jornal “A Mocidade Africana”, explicando que “alguns estudantes negros, maioritariamente de São Tomé Príncipe e pertencentes às diversas faculdades de Lisboa, procurando sensibilizar os seus irmãos de raça para a necessidade de envidarem esforços tendo como finalidade pôr termo ao estado de deterioração  que desde o início da colonização portuguesa dominava a África, acharam conveniente fundar um jornal que designaram  A Mocidade Africana, e cujo número inaugural foi editado dia 1 de Janeiro de 1930. Educar, educar sempre, educar com todas as forças, era o caminho que se propunham seguir, até que vissem concretizadas as suas esperanças, até que vissem alcanças seus objectivos.


Liberdade de Expressão esta que o Estado Novo viria a decepar.: - E que haveria de vir a ser justamente a orientação  seguida  pela  linha editorial do último jornal colonial nestas ilhas: A Voz de São Tomé  - Propriedade da Acção Nacional. Popular , através do qual, desde os tempos do Governador Carlos Gorgulho, houve a preocupação de destruir ou denegrir  a  pequena elite destas ilhas:. Pelo que, quer o seu diretor, quer o redator principal, eram da estrita confiança do regime. Usando as suas páginas para  humilhar e  deferir as mais insidiosas e torpes acusações .

Todavia, a revista Semana Ilustrada, de Luanda,  da qual tive a honra e o prazer de ser  o seu delegado em S. Tomé, durante quatro anos,  contou com a valiosa colaboração de Cassandra, no Príncipe, e  de João Neto, radicado em Luanda, em cuja cidade  chegou a receber um grupo de santomenses, ali também radicados,  que quiseram homenagear os vários trabalhos  publicados em prol  destas ilhas.– E não se pense que  eram todos para servir as   agendas institucionais. Tanto antes como depois do 25 Abril, os artigos publicados nesta revista, não envergonham os seus autores – Bem pelo contrário –  Pessoalmente, não tenho problemas de consciência  do que escrevi. E julgo que nem o chefe de redação, Mourão de Campos, que , por várias vezes, se deslocou de Angola a S. Tomé para fazer edições especiais. Julgo que se hoje fosse vivo, também não teria  problemas dessa natureza.

Mas, felizmente, longe vão os dias do bisturi da censura e dos cidadãos serem presos, perseguidos ou mal tratados por exprimiram as suas ideias. 



Fui testemunha desses opressivos tempos do fascismo colonial  e dos cortes da própria censura, que, por várias vezes, me não permitiram a publicação de alguns  trabalhos jornalísticos. No pós revolução, com agressões de vária ordem por parte de quem não queria aceitar os novos ventos da história, cujo  comportamento selvagem não é fácil de esquecer



ÁFRICA COPIOU A EUROPA MAS OS EXEMPLOS DA EUROPA HÁ MUITO DEIXARAM DE SER EDIFICANTES E EXEMPLOS A SEGUIR

O 25 de Abril, em Portugal, trouxe a democracia e a 
liberdade de expressão mas também a possibilidade das colónias portuguesas acederem à independência  -E, ,desde então, desde esse histórico acontecimento,  muita coisa aconteceu – Porém, o exercício de  tais análises, cabe à  palavra dos historiadores.. 

Um dado relevante, porém, a sublinhar, é o facto das populações poderem eleger os seus governantes. 




Em São Tomé, é certo que houve um período do partido único, mas creio que mais no sentido de uma pré-preparação pluralista e democrática, de  que com o objetivo de  impor um regime ao estilo ditatorial.. Sim, nestas ilhas, pela natureza do seu povo, alegre , expressivo e pacifico, é impensável  que alguma vez que a ditadura vingue, com sucesso, que um caudilho se perpetue no poder sem dar a oportunidade a outro. 


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