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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sporting vence Mónaco 2-1 - Fotos de uma viagem à Guiné Equatorial, do regresso às reportagens do futebol - Da revisitação à famigerada Prisión Playa Negra, Blach Beach, onde o ditador Macias me encarcerou há 42 anos, depois de 38 dias no mar; vimos e ouvimos à nossa frente, tranquilamente, o Presidente Obiang, o líder africano do território mais cobiçado de África, que o ex-oficial SAS Simon Mann - Margaret Thatcher quis derrubar; falámos-lhe da CPLP em Brasília e do congresso do maior partido guinéu-equatorial, da extinção da pena de morte neste país, que paralisa quando a TV transmite os jogos de Cristiano Ronaldo, admira as equipas portuguesas e gostava de ali ver jogar a seleção nacional

Jorge Trabulo Marques - Jornalista, investigador  e fotojornalista  - FALÁMOS-LHES  AQUI DE FUTEBOL – SPORTING- MÓNACO, DA SELECÇÃO NACIONAL E DO BENFICA , DE  GOLPES FALHADOS DE MERCENÁRIOS, DA CPLP DE UMA VIAGEM AO PAIS MAIS COBIÇADO DE ÁFRICA E DE UMA AVENTURA DE 38 DIAS NUMA PIROGA HÁ 42 ANOS A PROPÓSITO DO  RETONO À GUINÉ EQUATORIAL – País onde estive preso, por suspeita de espionagem  na cadeia mais cruel da humanidade, no regime do ditador Francisco Macias  




 "Mann, de 64 anos, cumpriu pena de prisão de sete anos na Guiné Equatorial por ter lançado um golpe de Estado fracassado, que ele afirma ser sancionado pelo governo"

 NÃO HÁ REGIMES PERFEITOS EM PAÍS ALGUM DO MUNDO - MAS, NA SELVA ULTRA-LIBERAL A GANÂNCIA E DISPUTA DE INTERESSES - ESCUDADOS  SOB  O MANTO  DA MAIS DESCARADA HIPOCRISIA --

A República da Guiné Equatorial é o terceiro maior produtor de petróleo da África Subsaariana, a seguir à Nigéria e a Angola. - Senão tivesse riquezas no subsolo e nas suas florestas, a população podia morrer à fome ou ser atormentada por qualquer enfermidade, que os mercenários não se importavam, simplesmente a ignoravam


Margaret Thatcher deu sua aprovação "para a tentativa de golpe de seu filho Mark na Guiné Equatorial  Margaret Thatcher aprovou uma tentativa fracassada de usar um exército de mercenários para derrubar o presidente da Guiné Equatorial , de acordo com as memórias inéditas do principal protagonista da oferta, o ex-oficial SAS Simon Mann .  Margaret Thatcher 'gave her approval' to her son Mark's failed coup attempt in Equatorial GuineMargaret Thatcher 'gave her approval' to her son Mark's failed coup ..

A RAPINA MERCENÁRIA AOS RECURSOS  PETROLÍFEROS - ESTA A EXPLICAÇÃO PELA QUAL A GUINÉ EQUATORIAL ´E O ALVO PREDILECTO DA BANDITAGEM INTERNACIONAL E DA MEDIA SERVENTUÁRIA 

Estivemos em Malabo e em Bata, participámos na abertura do 6º congresso do Partido Democrático da Guiné Equatorial, e, no encerramento, assistimos, filmámos e fotografámos a conferência dada pelo Presidente Obiang às várias cadeias de televisão.

Andámos por onde quisemos: usamos a Internet, sem restrições, editámos postagens neste site - Não fomos, como jornalista mas como convidado especial - Privámos e conviemos com diplomatas, altas figuras do Estado, tivemos assistência médica do próprio médico pessoal do Presidente e convivemos com o administrador do seu palácio e um dos seus familiares; fomos recebido pelo Secretário-Geral do PDGE - Com Obiang ficou prá agendar.pois ele lembra-se de mim e manifestou também desejo em receber-me  Falámos e sorrimos com gente simples e anónima. Temos muito para lhe contar - Leia e veja as imagens e os vídeos e compreenderá razão pela qual ali estivemos e vimos cheios de emoções



A GUINÉ EQUATORIAL – SEGUE COM ATENÇÃO E ENTUSIASMO O FUTEBOL PORTUGUÊS  -  CRISTIANO RONALDO É TAMBÉM ALI O GRANDE ÍDOLO QUE FAZ PARALISAR O PAIS NAS TRANSMISSÕES DO REAL MADRID 


A vitória da seleção portuguesa, em França, foi ali muito festejada  - O Embaixador da Guiné Equatorial, junto da CPLP.  Que há um ano felicitou  a F.P.F. pela conquista do prestigiado troféu, expressou o desejo de um dia ver a equipa das quinas ali a jogar, confiante de que teria ali uma receção "digna de se ver".

Apesar do enorme peso de programas  televisivas, em língua castelhana, desde o desporto, à diversão,  pude comprovar, na minha estadia em Malabo e em Bata, que, tanto o futebol português, como o futebol brasileiro, contam com grande popularidade, tendo mesmo deparado com jovens envergando camisolas das principais equipas portuguesas, além de brasileiros que ostentavam a camisola canarina. E também tive oportunidade de me aperceber do magnifico e moderníssimo estádio, edificado em Malabo.
A POPULARIDADE DE JAVIER BALBOA JÁ LEVOU O PRESIDENTE DO BENFICA  À GUINÉ EQUATORIAL 

Luís Filipe Vieira, deslocou-se  à Guiné Equatorial, em 15 de Dezembro de 2014, na altura em que  Javier Balboa , natural deste país, era jogador do Benfica, tendo sido recebido ,  na sede regional do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional em Bata, na Guiné Equatorialacompanhado  do promotor da iniciativa, o Embaixador da Guiné Equatorial junto da CPLP, Tito Mba  Ada, que gostaria de poder contar  a experiência do futebol português para o  desenvolvimento e promoção dos jovens talentos da Guiné Equatorial  em Portugal, crente que, desta forma, também poderia contribuir para  uma melhor integração do país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP, 
 A ex-vedeta befiquista e do Estoril, Javier Balboa, vai fazer a próxima época no Mesaimer do Catar – As últimas notícias referem que o Ex-jogador de Benfica e Real Madrid tem novo clube - O internacional pela Guiné-Equatorial foi apresentado neste domingo à noite. - Formado no Real Madrid, Balboa jogou uma época no Racing Santander, por empréstimo, e depois transferiu-se para o Benfica, em 2007/08, quando Quique Flores chegou à Luz. -Após empréstimos ao Cartagena e Albacete, voltou a Portugal, para representar o Beira Mar e o Estoril. Em 2015/16 mudou-se para a Arábia Saudita (Al-Faisaly) e na última época jogou em Marrocos (Al Hoceima) e na Grécia (Trikala). http://www.maisfutebol.iol.pt/transferencias/internacional/oficial-javier-balboa-no-mesaimeer
A Guiné Equatorial  gostaria de ver a  Seleção Portuguesa a fazer ali um  jogo

Em Julho do ano passado, quando a seleção portuguesa, logrou conquistar o título do campeonato europeu, a Guiné Equatorial, através do seu Embaixador em Lisboa,  felicitou a nossa seleção: "Portugal está de parabéns e a Guiné Equatorial também, porque fazemos parte do coração português. Quando joga a equipa de Portugal, joga também a Guiné Equatorial", disse.
O país, que aderiu há à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), "ficou bloqueado" para assistir ao jogo da final do campeonato e com as celebrações do povo, após a vitória de Portugal face à França, afirmou o diplomata, Tito Mba Mokuy.
(...) O capitão merece um carinho especial dos equato-guineenses, até por jogar no Real Madrid. "Quando joga o Cristiano, o país paralisa", comentou o diplomata da Guiné Equatorial, país que foi colonizado por Espanha durante quase 200 anos, até 1968.
Na carta, a embaixada convida a seleção nacional a deslocar-se ao país e Tito Mba Mokuy garante que os jogadores teriam, naquele país, uma receção "digna de se ver".

Fontes  Guiné Equatorial convida seleção portuguesa para jogo - Euro 2016 ... desporto.sapo.pt/futebo11/07/2016  - Guiné Equatorial convida seleção portuguesa para jogo - Euro 2016 ...desporto.sapo.pt/futebol/.../11/07/2016 



IMAGENS DESPORTIVAS COMO SINGULAR PREITO DE HOMENAGEM - DESTITUÍDA DE QUALQUER SENTIDO CLUBISTICO - Mas simplesmente através das fotos do primeiro acontecimento desportivo que fotografei, após o meu regresso da Guiné Equatorial, a que junto algumas da minha estadia neste país e outras de há 42 anos de uma aventura em piroga, entre duas Ilhas da Guiné Equatorial - Ano Bom e Bioko Uma surpresa que o autor destas imagens lhe oferece neste vídeo - As fotos de futebol foram registadas no Estádio de Alvalade, neste último sábado, entre o Sporting e o Mónaco, com a vitoria dos leões por 2-1, no jogo de apresentação da pré-temporada



- Não perca outros posts ainda editar  da minha estadia na Guiné Equatorial, além dos já editados em: http://www.odisseiasnosmares.com/2017/07/obiang-nguema-mbasogo-acusa-franca-de.htmlhttp://www.odisseiasnosmares.com/2017/07/bata-guine-equatorial-vi-congresso.htm


EM HONRA DE  QUEM ME SALVOU A VIDA ANTES DE SER CHEFE DE ESTADO, CONTRARIANDO AS ORDENS DE EXECUÇÃO PELO SEU TIO ,-  O desporto é uma expressão nobre do exercício físico para uma mente sã e um corpo são –  E, à saudável e reconfortante prática desportiva marítima,  devo, em boa parte,  o que hoje sou -  Mas, também, se hoje vivo é porque tive a felicidade, de, há 42 anos, após tantas tormentas marítimas, ter encontrado no meu caminho, um abnegado gesto de humanidade e de compreensão  para ser libertado do cárcere para onde havia sido conduzido por suspeita de espionagem e, assim, devolvido à liberdade, me  haver  livrado do mesmo fatídico destino, que tinham todos os condenados, que para lá eram levados..




Na verdade, a  existência da vida, seja sob que forma for,   é um milagre divino. E o mesmo sucede com o seu percurso, desde o nascimento até à morte: -  O autor destas fotografias, condenado à forca, numa das prisões mais cruéis e sinistras de África, após uma longa e penosa odisseia de 38 dias à deriva numa frágil piroga, em pleno Golfo da Guiné, num mar infestado de tubarões e ameaçado por frequentes e violentos tornados, porventura nunca teria registado as fotografais, que aqui lhe apresenta, tanto as recentes como as que aqui lhe recorda, se não se tivessem dado certos acasos felizes, pese todo um longo calvário de incertezas, de privações e sofrimentos 





A camisa que enverga o autor destas imagens, conquanto faça lembrar os multi-verdes e coloridos da bancada sportinguista, não tem qualquer conotação com o futebol mas com as cores da bandeira nacional daquele maravilhoso país, que os portugueses descobriram em 1471-72 e administraram até 1778 . quando Fernando Pó, Annobón e ilhéus adjacentes, bem como os direitos de exploração na costa entre os rios Níger e Ogooué, foram cedidos à Espanha; esta cedeu em troca a ilha de Santa Catarina e territórios do sul da colônia do Brasil, de acordo com os Tratados de Santo Ildefonso e de El Pardo, assinados entre a rainha D. Maria I de Portugal e o rei D. Carlos III de Espanha.

42 ANOS DEPOIS – NA GUINÉ EQUATORIAL – 4 de Julho 2017 no  6º CONGRESSO DO PDGE


Inimaginável, que, tantos anos depois de sofrida humilhação e das horas de angústia e de incerteza, por que ali passei (já não digo nos 38 dias ao sabor das vagas), mas  por entre as paredes e as grades de opressiva  cela, na qual apenas dispunha de um balde e de um banco comprido para me deitar), mas sem o poder fazer, com o mínimo de humanidade e por via  dos gritos lancinantes, que ecoavam noite adentro,  dos condenados à forca, sim, de alguma vez imaginar de poder  vir um dia a ser recebido, como um convidado especial, a conviver ou poder sentar-me ao lado de figuras do Estado, de diplomatas, de iminentes convidados nacionais e estrangeiros, sim, depois de   ter sido preso e encarcerado, sem outra razão que não fosse a gerada pelo ambiente de terror e de suspeição que oprima  todo um povo,  dado como suspeito de “espionagem” contra o regime popular que preside sobre o Grande Líder, Chefe Supremo da Revolução Democrática Africano na terra livre da Guiné Equatorial, a maturidade revolucionária do camarada Macias Nguema BIYOGO,


Sim, e agora, volvidos tantos anos, poder conviver e sentar-em ao lado  ou ser recebido com o mesmo à vontade e  de uma qualquer figura do Estado,  diplomata  ou   ou distinto convidado especial. - Mas também podendo dispor de  idêntica liberdade, como qualquer cidadão,  de me movimentar por onde quer que me apetecesse, sem restrições  da menor espécie, cruzando-me com gente amável, sorridente e simpática: isto, porque, ao contrário do que se diz, a Guiné Equatorial é um pais tranquilo, democrático (pois democracia nao é tanto a que se proclama nas retóricas políticas mas a que se pratica no convívio do dia), contemplando amplas avenidas e marginais com belos miradouros voltados para o  mar, como  na dita civilizada Europa não se vêm, onde o moderno não fere o tradicional, parecendo que tudo se harmoniza e combia, com edifícios que são um desafio à beleza arquitectónica e à criatividade e não ao massivo estilo colmeia ou sufocante floresta de betão - Sim, onde as antigas igrejas coloniais, são preservadas com o mesmo esplendor e beleza como quando foram construídas

Por isso mesmo, ao dar-me conta das imagens e do ambiente, que tão enormemente contrastava com a extrema pobreza, com que deparei, há mais de quatro décadas, ao   ser  maravilhosamente surpreendido, não podia senão dar largas ao meu sentimento de  contentamento e de gratidão - E foi justamente esta a reacçao que tomei no incio da abertura do congresso: de erguer a bandeira deste maravilhoso pais com muita honra e prazer, por quem me salvou da então  tenebrosa prisão  e da iminência de ser enforcado, como, de resto, todas as noites, ali sucedia: a quem ali entrava vivo, saia estendido numa padiola



Sonorizado com o coro da Igreja de S. Fernando 


OS SERVENTUÁRIOS DA  PRIMAVERA DA ROUBALHEIRA, ÁRABE ARGUMENTAM:  - que a Guiné Equatorial é governada "com mãos de ferro" - - Querem lá um líder mãos de cera ou da barro. 


A Guiné Equatorial foi admitida a 23 de julho de 2014 como membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na X cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização, em Díli, concluindo um processo de dez anos –
UM POUCO DE HISTÓRIA NUM PAÍS NA MIRA CONSTANTE DA COBIÇA ESTRANGEIRA E DOS SEUS CÚMPLICES INTERNOS E EXTERNOS


Os primeiros europeus a explorar as quatro ilhas do  golfo da Guiné, (1470-71-72) S: Tomé e Participe, Ano Bom e Fernando Pó, foram os navegadores portugueses, comandados por João de Santarém, Pero Escobar e Fernando Pó,  nome pela qual passaria a ser conhecida a atual Ilha de Bioko, depois de ter sido inicialmente batizada por Ilha Formosa, talvez  devido  à  formosura luxuriante  da sua vegetação, tal como, de resto,  ainda hoje se apresenta aos olhos maravilhados dos visitantes 

Sem se pretender entrar em pormenores, que  dão páginas de história, todas as ilhas  permaneceram em mãos portuguesas até Março de 1778. "Depois do Tratado de Santo Ildefonso (1777) e do Tratado de El Pardo (1778), as ilhas de Ano Bom e Fernando Pó,  foram cedidas a Espanha, em troca de territórios localizados na América do Sul, que haveriam de demarcar o Brasil que hoje é.

Em 1963, a coroa espanhola ensaia autonomia das Ilhas e da parte continental, até que,   em 12 de Outubro de 1968, tornaram-se num país independente, governado por dez anos, na década de 1970, pelo despotismo de  Francisco Nguema, que transformaria um paraíso tropical, em terras  de miséria, de fome, opressão  e crueldade, que foi o ambiente que aqui pude testemunhar quando fui atirado para uma nauseabunda cela da famigerada prisão da tortura e da morte.

Nesta  cadeia, conhecida por la Prisión Playa Negra, ainda haveria de ser planeado a tentativa de um  Golpe de Estado, rapidamente  abortado, conhecido pelo : GOLPE DE ESTADO DE JUNIO DE 1974. “Durante la noche del 10 al 11 de junio de 1974 tuvo lugar en la prisión de Bata un intento de fuga en masa; fue rápidamente reprimido gracias a la denuncia de uno de los presos”

Até que, cinco anos depois, em 3 de Agosto,  de 1979, um  golpe militar – conhecido pelo Golpe da Liberdade, perpetrado por um grupo de oficiais, liderados pelo tenente-coronel Teodoro Obiang, derrubaria  o seu tio, o ditador Francisco Macías Nguema, 

Eleito presidente do Conselho Militar Supremo em 18 de Agosto do mesmo ano. Posteriormente, com a aprovação da Lei de Bases da Guiné Equatorial em 1982, o Conselho foi dissolvido e Obiang continuou como presidente constitucional.

Houve várias tentativas de derrubar Obiang em 1981, 1983 e 1986 – Mas também avanços democráticos: Em 1987, o presidente Obiang Nguema Mbasogo fundou o primeiro partido político no país, conhecido como PDGE (Partido Democrático da Guiné Equatorial). Na primeira eleição presidencial de 1989, ele foi reeleito como candidato de um partido ainda até então. Em 1996, ele voltou a ser reeleito sendo estas as primeiras eleições multipartidárias na nova era democrática. 

Em 2002, Obiang voltou a vencer as eleições com maioria absoluta, que tem vindo a consolidar, dados os progressos sociais alcançados, tanto no plano económico  legalização de partidos, conquanto entrem no domino do debate institucional e  pois não se julgue que, num oequeno pais

Em 2004, surge nova  tentativa de golpe na Guiné Equatorial, orquestrados pelo serviços de inteligência dos EUA, Reino Unido e Espanha, a fim de instalar no poder o líder oposição Severo Moto e eliminar o Presidente Obiang, com a participação de um grupo de mercenário liderados  por Mark Thatcher, filho da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher e Eli Calil, milionário libanês como financiadores de aventura.

PRESIDENTE OBIANG NGUEMA  - UM UM DISCURSO ATENTAMENTE ESCUTADO E SUBLINHADO  COM MUITOS APLAUSOS 

No passado dia 6 de Julho,  e após três dias de debate, teve lugar, em Bata,  o encerramento    VI  Congresso do Ordinário do Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), que decorreu em ambiente de calorosa e significativa participação,  com transmissões diretas da televisão nacional e   das várias cadeias estrangeiras,   sob o Lema A Renovação Continuidade,  que reconduziu o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, na direção do Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE) para cumprir um mandato com “duração indeterminada”,



Recordamos, que, no seu discurso de abertura, o Presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema, destacou a situação de paz e de progresso político e socioeconómico no seu país, comparativamente ao ambiente de conflitualidade, fome, marginalização, deslocamentos em massa de outras nações africanas


 Tendo referido que o PDGE desenvolveu uma imensa tarefa de consolidar o diálogo nacional entre o governo e os partidos; em reconhecimento de outras formações de até 17 partidos políticos diferentes hoje; na modificação atualizações e liberdades das liberdades públicas; na criação de novas instituições como o Parlamento bicameral, o Conselho da República; na ação diplomática dinâmica para trazer o país para o exterior, a um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas; na grande obra na construção de uma Guiné Equatorial moderno ... Estes eventos importantes nos dar a confiança de outros estados. Parabéns a ambos PDGE e sua militância e as pessoas da Guiné Equatorial para o apoio internacional para nossa candidatura para as Nações Unidas


Os líderes da oposição ao Presidente  Obiang,  com formações académicas nas universidades ultraliberais dos EUA e de Espanha, filhos das mais abastadas elites, refugiam-se sob a capa de ativistas dos direitos humanos – Entre os quais um tal TUTU ALICANTE  “fundador de uma ONG com sede nos Estados Unidos" que, segundo  a propaganda " luta pelos direitos humanos” –   - Para a qual são canalizados avultados fundos capitalistas para os amigos poderem vir a sacar, sem restrições,  os recursos petrolíferos da Guiné Equatorial,  tal como sucede com o Iraque e Líbia - E foi tentado nos anos 60 no Biafra - No estado, mais rico, da Nigéria.

COMO EU CONHECI A TENEBROSA PRISÃO  - Black Beach ou Playa Negra

Largado na Ilha de Ano Bom, em meados de Outubro de 1975, a 180 Km a sul de S, Tomé, donde havia partido com a canoa carregada num pesqueiro para  dali atravessar o oceano, através da corrente equatorial, porém, quis o destino que um violento tornado me fizesse alijar da maioria do mantimentos e da perda dos apetrechos mais importantes, designadamente dos remos e de um leme improvisado

.  Ao cabo de 38 penosos dias, ao sabor das vagas, num simples madeiro escavado, finalmente, acabo por acostar à Ilha de Bioko (ex-Fernando Pó), onde sou tomado por espião e encarcerado numa cela da Cadeia Central – para ser executado, já que este era o destino de quem ali era condenado: entrar vivo e sair cadáver. Considerada, naquela época, a prisão mais tenebrosa que os famigerados campos de concentração nazis.

Naquela altura, era Presidente Francisco Macías Nguema, que, embora tendo começado a ter um papel importante na descolonização, depressa se transformaria num perigoso déspota: “Uma ampla coalizão eleitoral fez com que alcançasse a Presidência da nova República da Guiné Equatorial em outubro de 1968, com o apoio do governo espanhol do ditador Francisco Franco.

Em outubro de 1973, decidiu assumir, além da presidência vitalícia, sem concorrência, os cargos de primeiro-ministro e de ministro do Exército, Justiça e Finanças. Durante sua presidência, a Guiné Equatorial recebeu o desafortunado apelido de Auschwitz africano, e se destacará pelas execuções políticas..


O número de mortos sob a ditadura de Macías, estima-se  entre 50.000 e 80.000, Entre as muitas ações paranoicas do presidente há que assinalar a proibição do uso da palavra intelectual ou a destruição das embarcações (proibiu a pesca). "Africanizou" seu nome como Masie Nguema Biyogo Ñegue Ndong em 1976 depois de exigir o mesmo do resto da população. As condições chegaram a ser tão nefastas que até sua própria esposa fugiu do país. Macías desenvolveu um extremado culto da personalidade. Atribuiu a si títulos como o de "milagre único" e outros similares. Alguns creem que até mesmo chegou a ser chamado de "imperador", ainda que não se confirme esta informação

.
A 3 de agosto de 1979, seu sobrinho Teodoro Obiang Nguema Mbasogo organizou, com a ajuda de parte do exército, um golpe de estado que derrubou Francisco Macías.”  –  E foi justamente ele, que, três anos antes, quando ali aportei, nos finais de Dezembro de 1975,  contrariando as ordens de seu tino, me libertaria do famigerado cárcere e da iminência de se condenado à forca Quando ali aportei, nos finais de Dezembro de 1975.


"Durante o chamado "reinado do terror", o ditador macias Francisco Macías Nguema liderou quase um genocídio  (...) Nos últimos anos de seu governo,  a Guiné Equatorial, chegou mesmo a ser conhecida como a "Auschwitz da África"
"Guineans believed their first president had supernatural powers. Using the knowledge of witchcraft he inherited from his sorcerer father, President Francisco Macias Nguema built a huge collection of human skulls at his homestead to beat his subjects to submission" In FRANCISCO MACIAS NGUEMAThe mad man from Equatorial




Gracias Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo! Gracias Embajador Tito Mba Ada - Que Dios bendiga para el progreso y el bienestar del Pueblo de Guinea Ecuatorial - Pela oportunidade que me deram de voltar a um país, bem diferente daquele que eu conhecera há 42 anos, oprimido pelo despotismo e pelo terror extremamente pobre - Sendo agora a Nação mais próspera, maravilhosa e tranquila, entre as nações do grande continente africano - Andei por onde quis, sozinho ou acompanhado; ninguém me molestou, só encontrei sorrisos e gestos de amabilidade e simpatia - Dias inesquecíveis que vão perdurar para o resto da minha vida - Sim, o sonho foi além da imaginação - Agora já Deus me pode levar quando quiser - 

Pormenores da minha odisseia vivida há 42 anos  - Descrita neste site em: bioko à vista - ilha do “diabo” - odisseias nos mares e terras

Em frente, nunca capitular ao banditismo orquestrado daqueles que querem transformar o país mais próspero de África - para lhe sacarem as suas riquezas naturais - , num caos de escombros e de ruínas, como fizeram na Líbia e no Iraque, e estão fazendo no Egipto e na Síria. Quem tiver dúvidas, que vá  lá e veja, com olhos de ver, como eu vi com os meus, andando, de carro ou a pé, por onde quis e me apeteceu, livremente e tranquilamente, podendo comunicar pela Internet, com qualquer parte do mundo, e vejam se descobrem, entre os seus magníficos bairros sociais, alguém a viver nalguma das miseráveis barracas que se veem nos subúrbios das capitais europeias - Sim, num país com uma população superior a um milhão de habitante, como uma taxa de alfabetização entre os adultos, que, em 1992 em 52%,para atingir 87% em 2011. - Atualmente muito perto dos 100% - 


Em boa verdade, Portugal tem mais a ganhar com a adesão da Guiné Equatorial, que este país com os preconceitos colonialistas e salazaristas, a  cuja colonização esteve ligado mais de dois séculos - Confiante, porém, que o bom senso prevaleça e se sobreponha à incompreensão dos detratores e das mentes menos esclarecidas, com a reciprocidade de vantagens, entre dois países com laços históricos de mais de dois séculos e meio, que não podem ser apagados nem pelo passado nem pelo futuro - Pois fazem parte da história comum  dos dois países: de Portugal e da Guiné Equatorial 






Embaixador Tito Mba Ada



21/07/2016 - Dois anos depois de passar a fazer parte da CPLP, a Guiné Equatorial garante estar a cumprir o roteiro definido com os países de língua portuguesa. A introdução do português como língua oficial e o fim da pena de morte são alguns dos pontos que o embaixador Tito Mba Ada garante estarem a ser cumpridos. SIC Notícias | Guiné Equatorial garante estar a cumprir roteiro definido ...21/07/2016

1.  A XXII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa teve lugar em Brasília, no dia 20 de julho de 2017, e contou com a participação dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores, ou seus representantes, da República de Angola, da República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde, da República da Guiné-Bissau, da República da Guiné Equatorial, da República de Moçambique, da República Portuguesa, da República Democrática de São Tomé e Príncipe, da República Democrática de Timor-Leste, e da Secretária Executiva da CPLP. Declarações finais da Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira.







17/07/2017  - CPLP celebra 21 anos com "balanço amplamente positivo"
17 Julho 2017 às 17:48 A secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) traçou  um "balanço amplamente positivo" dos 21 anos da organização e defendeu a aposta na mobilidade, na cooperação multilateral e na atividade económica empresarial dos nove Estados-membros.

"Estamos conscientes que 21 anos de existência são insuficientes para uma organização de Estados concretizar na sua plenitude os desígnios que nortearam a sua criação. Mas o saldo da CPLP é amplamente positivo", considerou  Maria do Carmo Silveira, numa mensagem de vídeo divulgada na página da Internet da comunidade lusófona, que hoje celebra 21 anos.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O membro mais recente é a Guiné Equatorial, que aderiu na cimeira de Díli, há três anos. - Excerto  de CPLP celebra 21 anos com "balanço amplamente positivo"

 09-04-2017 “Joaquim Chissano destaca efeitos positivos para povo da Guiné Equatorial após adesão à CPLP”
"Há uma mudança de
 atitude" entre os governantes da Guiné Equatorial, país liderado desde 1979 por Teodoro Obiang Nguema, afirmou Chissano, em recente entrevista à Lusa, em Marraquexe, Marrocos.





Chissano comentou que, nas visitas que tem realizado à Guiné Equatorial, tem observado "uma nova mentalidade, virada para o povo e para os direitos humanos". Excerto de Porto Canal - Joaquim Chissano destaca efeitos positivos
ESPANHA - AINDA NÃO DESISTIU DE CONTINUAR A CONSPIRAR CONTRA A SUA ANTIGA COLÓNIA NO GOLFO DA GUINÉ - ATRAVÉS DA OPOSIÇAO



"Dizem que no meu país há uma ditadura, que não há liberdades, que não há liberdade de expressão, de movimento, que não se pode fazer política. Um país com um milhão e 14 mil habitantes, tem 15 partidos políticos. Cada um é livre de fazer o que quer", garantiu.


“Quero afirmar aqui, que, muito antes da entrada do meu país na CPLP, em Junho de 2014, já o Governo da Guiné Equatorial, havia conseguido uma amnistia temporal aos condenados à pena de morte” - Afirmações  de  Alfonso Nsue Mokuy, depois de recordar, que - para aqueles, que desconhecem a realidade - , a Guiné Equatorial foi descoberta, em 1472, pelo histórico e navegador português, Fernando Pó: portanto, a nossa integração na CPLP, significa simplesmente o regresso ao passado: Mais tarde, em 1778,passou a tomar parte da coroa espanhola, a troco de um territórios na América do Sul. Daí passou a ser uma colónia espanhola até ao dia 12 de Outubro de 1978

NO MEU PAÍS NÃO HÁ PENA DE NORTE 


Mokuy queixou-se de as autoridades não serem ouvidas nos fóruns internacionais.
"O meu país sempre foi incompreendido, nunca nos ouviram, mas condenam-nos. Tenho de ir a todos os fóruns do mundo, às Nações Unidas, aos organismos, para fazer ouvir a voz da Guiné Equatorial", disse.



Mais pormenores em  http://www.odisseiasnosmares.com/2017/04/guine-equatorial-e-adesao-cplp-joaquim.html

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