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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 19 de agosto de 2017

A justiça em Portugal é “mais dura” para os negros -Um em cada 73 cidadãos dos PALOP está preso – PÚBLICO - Diz o jornal do homem mais rico de Portugal com negócios também em Angola e um Ribeiro e Castro a servir Patrice Trovoada - Mentalidade colonial de cinco séculos não é fácil de apagar e persiste em muitas mentes fascistas-colonialistas - Tal como sucede com as classes portuguesas mais desfavorecidas. E como é no resto da Europa, na América? - E com os governos africanos? – Portam-se ainda pior que o antigo colonizador



A NOTICIA É DO JORNAL PÚBLICO, QUE DESPEDE JORNALISTAS, COMO O DIABO ESFREGA UM OLHO – O QUE FAZ DEPOIS A JUSTIÇA? PÔE-SE AO LADO DO PATRÃO. Jornal "Público" despede 48 pessoas e desinveste na informação local 36 deles da redação. Local, agenda e desporto foram as áreas mais afetadas. http://www.jn.pt/sociedade/media/interior/jornal-publico-despede-48-pessoas-e-desinveste-na-informacao-local-2820838.html

MENTALIDADE COLONIAL-FASCISTA DE V SÉCULOS CONTINUA A OLHAR OS NEGROS COMO NOS TEMPOS DA ESCRAVATURA - TAL COMO OLHA TAMBÉM A POPULAÇÃO BRANCA  MAIS DESFAVORECIDA  - Mas os exemplos dos Governos corruptos africanos, para com o grosso da população, ainda conseguem atingir níveis mais baixos e desuanos que no tempo do antigo colonizador _ Tanto mais que são coniventes com o perverso neocolonialismo apátrida da actualidade, sem outra cor e origem que não seja a cor dos cifrões. 

ARTIGOS DO JORNAL  CAPITALISTA  PARA AGRADAREM AOS PARCEIROS DA ELITE ANGOLANA  - Sonae abre Sport Zone, Zippy e MO em Angola

19/03/2017 - A Sonae garante que Angola está fora do seu radar de expansão, mas só nos últimos dias abriu três lojas de moda no país, em parceria com o grupo Zahara, que é detido por figuras gradas do regime angolano. 19/03/2017 -Sonae continua aposta em Angola agora com a insígnia Sport Zone .. Sonae vende negócio dos hipermercados em Angola a Isabel dos ... 28/09/2015 - 


PÚBLICO - "Amanhã, 7 de Agosto, Evaristo Carvalho deverá ser eleito Presidente da República de São Tomé e Príncipe. É a consolidação de uma mudança de ciclo, facto da maior relevância a que as autoridades portuguesas deverão dar o melhor acolhimento e destaque. Evaristo Carvalho não é novato nestas andanças, mas um dos mais experientes políticos são-tomenses. Começou com Miguel Trovoada, um dos dois grandes nomes históricos da política do país. E seguiu longa e dedicada carreira: deputado, ministro, duas vezes primeiro-ministro, Presidente da Assembleia Nacional. São Tomé e Príncipe: mudança e estabilidade | Público 


JOSÉ RIBEIRO E CASTRO 10/10/2014 - 03:25 É importante que as eleições sejam um virar de página, gerando uma maioria estável e duradoura e um novo clima de relação entre as principais forças e actores políticos.São Tomé, à porta do futuro - PÚBLICO

S. Tomé 1963


S. Tomé 2014
Quando desembarquei, em S. Tomé, em Novembro de 1963, e, do cais marítimo, onde chagara a bordo no paquete Uíge, fui transportado por um velho Jipe para a roça Uba-Budo, com um pequeno acidente pelo caminho enlameado, que atirara a viatura para a berma, sob forte chuvada (querendo o destino que não tivesse sido para a enorme grota oposta), sim, cedo me apercebi,  após me passarem um machim para mão (a tradicional catana africana, instrumento usual para os serviçais e empregados de mato), que não eram apenas os negros os esvaziados, mas também os pobres do brancos que chegavam ali enganados por falsas promessas para andarem de sol a sol no mato  (mesmo depois dos trabalhadores cumprirem as suas empreitadas: o racismo eo selvagismo sempre foi  - ao longo dos tempos - o ideário seguido pelos poderosos . Tanto em África,como em qualquer parte  -  

O que passa, atualmente, com  marginalização dos negros, em Portugal, também se passa com os baixos salários e a exploração dos demais trabalhadores pelo grande capital. Mas pior ainda na grande maioria dos  países africanos governados por repressivas ditaduras.



JOSÉ BANDEIRA, NOMEADO PRESIDENTE DO TRIBUNAL TRIBUTÁRIO, COM POMPA E CIRCUNSTÂNCIA SOB OS AUSPÍCIOS  DE PATRICE TROVOADA 


Como é possível, que, à luz do Estado de Direito, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que é também o Presidente do Tribunal Constitucional (para já não falar de Presidente  do Conselho de Administração dos Tribunais, onde ele se autoproclamou, ao dissolvê-lo  – vozes falaram então em Assalto ao Poder -   violando uma competência  da Assembleia NacionalBandeira dissolveu Conselho de Administração dos Tribunais s) sim,  e que, simultaneamente, ainda possa exercer as  funções de Presidente  do Tribunal Tributário?  - Além de manifesta incompatibilidade, não será promiscuidade a mais?. 


Obra megalómana - Com o Povo a viver nas barracas
NOVO EDIFÍCIO DO SUPREMO E DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL - NEGÓCIO DAS ARÁBIAS  PARA LÁ ENFIAR MEIA DÚZIA DE JUÍZES   Um património público que nunca devia ter mudado de mãos para a ganância usuária e oportunista de estrangeiros.

Um dos exemplos, nestes possíveis jogos de cumplicidade, a coberto de uma base legal, diz-se que terá sido a venda do edifício do Rami, que, não valendo mais  900 mil USD , teria sido  comprado pelo STJ por 2,500 milhões para ser o Palácio da Justiça.



O PÚBLICO, vem com uma grande novidade - Sim, o jornal do patrão da Sonae, de Belmiro de Azevedo, o homem mais rico em Portugal, o mesmo grande patrão que escraviza centenas de trabalhadores a trabalho precário nos Colombos e noutras grandes superfícies, e também os jornalistas que chuta quando lhe apetece Jornal "Público" despede 48 pessoas e desinveste na informação local Disto não fala. Mas sempre vai dizendo que: "No primeiro emprego, o início da carreira "são 12 meses a carregar sacos". Isto porque o "canudo" não dá direito a nada e ser "doutor" não é ser inteligente. Para chegar ao topo e manter-se nessa posição, há que começar a escalar desde a função mais básica. 

E NA AMÉRICA E NO RESTO DA VELHA EUROPA, COMO É?   E COM OS GOVERNOS AFRICANOS, COMO É?


A justiça em Portugal é “mais dura” para os negros Por 

Um em cada 73 cidadãos dos PALOP está preso. É dez vezes mais do que a proporção que existe para os portugueses. Magistrados e outros agentes do sistema judicial reconhecem que há duas justiças, uma para negros e outra para brancos. Esta é a primeira reportagem da série Racismo à Portuguesa 19 de agosto de 2017, 7:15


Diz o referido jornal, que "a justiça em Portugal é “mais dura” para os negros -Um em cada 73 cidadãos dos PALOP está preso. É dez vezes mais do que a proporção que existe para os portugueses. Magistrados e outros agentes do sistema judicial reconhecem que há duas justiças, uma para negros e outra para brancos. Esta é a primeira reportagem da série Racismo à Portuguesa
Há uma marca no rosto de Diogo do tempo em que ele esteve na prisão. Livre há apenas uns meses, prefere não explicá-la. Com voz pausada, Diogo lembra a vida que o conduziu para trás das grades durante três anos e seis meses, justamente numa altura em que até tinha começado a trabalhar e em que não cometia crimes. Cumpriu a pena praticamente até ao fim, mas saiu do Estabelecimento Prisional de Leiria sem perspetivas.

Encontramo-nos na estação de comboios na Amadora de onde todos os dias segue para Lisboa. Passámos já pelos grandes outdoors da autarquia que anunciam um sistema de videovigilância. Todas as pessoas que no anúncio aparecem a vigiar são brancas
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Sentado num banco de jardim entre prédios, Diogo conta que já conseguiu um trabalho mas que é precário. E conseguiu-o por causa de uma ópera onde participou como recluso, apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Apesar de ter nascido em Portugal, não é português. É cabo-verdiano no passaporte, sem nunca ter ido a Cabo Verde. Como foi condenado a uma pena superior a três anos, está impedido de pedir a nacionalidade portuguesa.

Sempre viveu com autorização de residência permanente. Quando saiu da cadeia em Setembro, ficou em situação ilegal. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) cancelou a sua residência. “Nasci cá. Já cumpri a minha pena, já fiz porcaria, mas já paguei. Estou a trabalhar. Exigem mais porquê? Se não tiver trabalho o que faço?” Tem a sensação de que, ao encurrala-lo assim, o sistema pressiona-o para que vá de novo para a cadeia.

Diogo foi um dos jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que engrossou as estatísticas prisionais. Um em cada 73 cidadãos dos PALOP com mais de 16 anos em Portugal está preso. É uma proporção dez vezes maior do que a que existe para os cidadãos portugueses — onde um em cada 736 cidadãos na mesma faixa etária está detido. O número sobe para 1 em 48 quando se trata de cabo-verdianos, a comunidade africana mais expressiva em Portugal: ou seja, 15 vezes mais.


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