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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 8 de agosto de 2017

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DO CORONEL CONDE FALCÃO, NO SARDOAL, Intitulada "Os Cá da Terra”, – Ele registou muitas das mais emblemáticas imagens da pacifica mas agitada revolução santomense “independência total ça cua cu pôvo mecê”! Sendo também autor de um importante acervo fotográfico das mais belas panorâmicas das Ilhas Verdes do Equador e da sua vida social ainda no período colonial

Os dias da Revolução Santomense

"Os Cá da Terra”, é o título de uma interessante exposição do "Coronel-Fotógrafo", Conde Falcão, natural do Sardoal, inaugurada  no passado 5 de Agosto, no Centro Cultural Gil Vicente, desta vila ribatejana, do município e do distrito de Santarém, cujas matas florestais, ainda há uns há dias foram devastadas por enorme incêndio



Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista 




S. Tomé - 1975


"Os Cá da Terra"
Apraz-me, pois, registar com particular agrado, a iniciativa do autor deste evento, a quem se ficam a dever muitas das mais belas imagens de S. Tomé e Príncipe, onde tive o prazer de o conhecer, antes e depois  do 25 de Abril e, deste modo,  felicitá-lo por mais esta mostra dos seus magníficos trabalhos, certo de que não deixarão de constituir um novo êxito 


S. Tomé 1975 - Eu venho um pouco atrás da viatura de máquina na mão

A presente exposição, de Conde Falcão, sardoalense, que fica patente no espaço "Cá da Terra", no Centro Cultural Gil Vicente,  até dia 2 de Setembro, podendo ser visitada de terça-feira a sábado, entre as 13h30 e as 19:00, é composta por uma mostra de trabalhos de fotomontagem com que, o artista-fotógrafo, pretende homenagear os  seus conterrâneos e, em especial, algumas das suas figuras mais notáveis – Nomeadamente: Lúcio Serras Pereira, Maria Judite Serrão, Jayme Landal, Padre Eduardo Dias Afonso, Ramiro "Pelado", António Moleirinho e diversos presidentes de câmara.





De seu nome António Manuel Conde Falcão, coronel de cavalaria,  com  3 comissões militares em África,  “ plebeu de velha data, filho de Manuel Nascimento Falcão, marçano desde os 13 anos de idade, mas homem  que não necessitou dos golpes baixos da política para ser um homem grande, pelo menos para mim"

Nasceu na vila do Sardoal em 1940. - Embora desde os nove anos de idade e em parceria com um austríaco da mesma idade, refugiado em Portugal, tenha esboçado trabalhos elementares de laboratório, só a partir de 1971, em Moçambique começou a fotografar com uma certa objetividade, interessando-se sobretudo em desvendar os segredos da câmara escura

Os problemas sociais e o elemento humano em geral são os seus temas preferidos. África, palco das suas três comissões militares, funcionou como motor para o desenvolvimento da sua sensibilidade.

Considera-se um fotógrafo de câmara escura  e um amante quase fiel do preto e branco. É autodidata. Privilegia como técnica laboratorial  o efeito de "Sabatier" parcial e utiliza com alguma frequência  as seguintes técnicas: alto contraste, múltiplas exposições com ampliador, viragens parciais  e máscaras diversas.  A falta de produtos fotográficos   analógicos e o desenvolvimento brutal da fotografia digital empurraram-no para esta área, considerando-se atualmente um "convertido"

Trabalhos seus foram publicados em revistas nacionais e estrangeiras, nomeadamente, Anuário Português de Fotografia de 1981 a 1986, revista Super Foto Prática, revista Photo, livro "Your Word" da  O.N.U., sobre o meio ambiente em 1991. As  revistas finlandesas  Kotima  e Kirkko & Kaupunki, publicaram fotografias suas respetivamente sobre " A  Semana Santa  em Portugal" e "Peregrinos de Fátima"

Colaborou com a Câmara Municipal do Sardoal  na recuperação do espólio fotográfico daquele concelho, tendo organizado no ano de 1995 uma exposição retrospetiva, intitulada "Sardoal, um olhar sobre o passado" (100 fotos entre os anos de 1900 e 1940), tendo conseguido ainda  em 1996 as fotografias de todos os presidentes da autarquia desde o ano de 1901, as quais se encontram no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Contribuiu  na recuperação do património do Exército,  tendo organizado  e coordenado  uma exposição, em  Évora ,no dia do Exército e das Forças Armadas, em 25 de Julho de 1999, sobre as Campanhas de Pacificação do Sul de Angola, com o titulo " HEROES DO CUAMATO "

Foi também  o  coordenador de uma exposição no Museu Militar sobre o tema " O EXÉRCITO PORTUGUÊS - IMAGENS  DO SÉCULO XX " , durante a EXPO  98  (Caminhos do  Oriente ).
É autor do livro " Imagens da I Guerra Mundial " cujas  fotos , do fotógrafo Arnaldo Garcês, foram por si diretamente elaboradas.

Em parceria com o poeta José Geraldo é também autor dos livros "Vocação Marítima" (edição cultural da Marinha - 2001) e "D'Aquém e       D'Além Mar" (edição do Ministério da Defesa )
Nos concursos nacionais e internacionais  em que tomou parte, obteve  cerca de 400   prémios, dos quais destaca  5 medalhas de ouro no Salão Internacional do Algarve,  (um dos melhores salões mundiais), uma medalha de prata e cobre no Internacional do Barreiro e "Merit  Award" no Olympus Internacional Photo Contest (Japão)

Fotografias suas, na sequência de concursos e exposições individuais e colectivas, foram expostas na Alemanha , Áustria, Dinamarca, Espanha, E.U.A. , Finlândia, Hungria , Inglaterra, Irão, Itália, Japão, Luxemburgo,  Suiça, Turquia e Dubai.

Fez parte do júri de inúmeros concursos de fotografia, com destaque do Concurso Internacional de Fotografia do Algarve. Efetuou  48  exposições individuais e 31 coletivas .

Reside em Lisboa, mas tem casa no Sardoal, onde ofereceu um lauto almoço a vários autores de Fotografia, entre os quais se encontravam o Orlando Baptista  e o autor deste blogue, que hoje o homenageia e o apresenta aos visitantes do Grifo Planante.

CONDE FALCÃO INFORMA  A  imagem do "Gandhi, rei dos humildes"  é uma dupla impressão conseguida através do Photoshop com a ferramenta layer. São consequentemente duas fotos. O palácio no meio do lago foi obtida na India, enquanto que o Gandhi e a companheira é um monumento junto do edifício da comunidade Indu, o qual fica próximo da minha casa.

Esta foto e mais 40 fazem parte da exposição "Gente do Mundo", ainda em actividade até ao fim do mês no Funchal, no Forte de S. Tiago.
Esta mesma exposição, ainda com mais fotos será exposta em Julho deste ano no Forte do Bom Sucesso (ao lado da torre de Belém).
  


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