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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 20 de agosto de 2017

Patrice Trovoada – Pressionou o Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe a cortar programas de debate plural e informativo na Rádio Jubilar – Estação radiofónica Católica, desde há vários anos – Dom Manuel dos Santos, cumpriu fielmente as ordens do ditador santomense, tal como cumprira em situações anteriores, depois veio com uns versos na sua página do Facebook a proclamar: “Tenho medo dos vendedores de democracia/que sacrificam no altar da liberdade quem não pensa como eles” – Os versos desencadearam uma tempestade de reações – Mas pior a emenda que o soneto: 15 horas depois veio dar o dito pelo não dito, atribuindo-lhe um significado global. – E porquê? Se "Deus é mais forte que o demónio"

Ler atualizaçao deste post em
  http://www.odisseiasnosmares.com/2017/09/sao-tome-assalto-da-tropa-ruandesa-ao.html

Jorge Trabulo Marques - Jornalista
Informação e análise


PIOR A EMENDA QUE O SONETO - O SR BISPO DEPOIS DE DAR O DITO PELO NÃO DITO, QUE ESPERA? – Achatá que tem condições para continuar a desempenhar tão altas funções  na Diocese de S. Tomé e Príncipe? – É que, não tendo agradado nem a gregos nem a troianos, desagradou a todos -   Patrice Trovoada, pressionou Dom Manuel dos Santos a censurar uma entrevista e a suspender um programa na Rádio Jubilar – O Sr. Bispo cumpriu fielmente as ordens do PM, podendo denunciar a intromissão na voz da igreja mas não o fez, tal como em situações anteriores - Depois veio com uns versos no Facebook a proclamar que“Tenho medo dos vendedores de democracia/que sacrificam no altar da liberdade quem não pensa como eles” – Os versos desencadearam uma tempestade de reações – 15 horas depois veio dar o dito pelo não dito, atribuindo-lhe um significado global. - Achará o S. Bispo D. Manuel dos Santos, que, ao não saber resistir ou denunciar, frontal  e abertamente, à  prepotência do S. Primeiir-ministro,  está em condições de ser tomado a sério?

"Tenho medo dos vendedores de democracia
/que sacrificam no altar da liberdade quem não pensa como eles/Tenho medo dos vendedores da justiça”  - Mas não foi este o exemplo deixado pelo supremo sacrifício de Cristo, traído por Judas e que preferiu o Calvário a negar a sua fé.

Se o Sr. Bispo se não se deixasse intimidar ou vergar às  pressões  anteriores impostas pelo poder autoritário de Patrice Trovoada e as tivesse denunciado, oportuna e claramente, mas fechou-se no seu confessionário e aceitou-as, sim, estes seus versos que agora fez nunca seriam versos de medo mas de vitória sobre os opressores

É isto que os salmos bíblicos nos dizem: 1-O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?
 2 Quando malfeitores me sobrevêm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem.




AFINAL DE QUE TEM MEDO O BISPO DA DIOCESE DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE, AO CEDER UMA VEZ MAIS AO PODER DOS OPRESSORES, TRAINDO OS OPRIMIDOS? - Claro que não foi o bispo quem decidiu fazer censura na Rádio Jubilar - Patrice Trovoada, ameaçou suspender a licença da Rádio Jubilar" e o Sr. Bispo cumpriu fielmente as suas ordens: - E podia ter levantado a voz através do Vaticano e dos seus órgãos, mas uma vez mais  cedeu à banditagem Governativa

E agora veio  com uns versos a proclamar que "Tenho medo dos vendedores de democracia" - Para além de ter impedido que Peter Lopes, expusesse a sua defesa na Rádio Jubilar, cedendo a pressões exterioresainda por cima aceitou a supressão do programa semanal "RESENHA DA SEMANA"da Grelha da Rádio Jubilar 

Qual o país onde é que isto é possível de acontecer? Parece-nos que só nas ditaduras mais perversas e de pastores temerosos ou cúmplices. O mais caricato é que a ADI  usou as antenas da Rádio Jubilar para lançar ataques de terra queimada durante o exílio do Patrice Trovoada e depois ao Governo de Gabriel Costa e hoje cospe no prato onde comeram


UM FILHO DE INVERNO COM CHEIRO A PRIMAVERA


PIOR A EMENDA QUE O SONETO – Depois de ter editado livremente os seus versos, sem qualquer tipo de adenda à sua interpretação,   cujos comentários em momento algum contraditou  ou esclareceu, pelo contrário, até aceitou que os mesmos fossem partilhados, vem agora como que a dar o dito pelo não dito: no fundo a querer dizer que os seus versos tinham um significado global e  não eram destinados ao poder abusivo e  autoritário de Patrice Trovoada

Sim, porque, veio acrescentar, 15 horas depois, na sua página do Facebook: “Esclareço  que  o texto que escrevi "Tenho medo de... " pretende ser uma chamada de atenção sobre os perigos que podemos correr hoje com as tendências autoritárias a que assistimos no mundo (muitas vezes até de pessoas e grupos que se dizem muito democráticos!) e não uma referência a ninguém em concreto. Vivemos num mundo de medo e a tentação do poder pode cegar as pessoas!


O SR BISPO DEPOIS DE DAR O DITO PELO NÃO DITO, QUE ESPERA? – – É que, não tendo agradado nem a gregos nem a troianos, desagradou a todos -   Patrice Trovoada, pressionou Dom Manuel dos Santos a censurar uma entrevista e a suspender um programa na Rádio Jubilar – 

O Sr. Bispo cumpriu fielmente as ordens do PM, podendo denunciar a intromissão na voz da igreja mas não o fez, tal como em situações anteriores - Depois veio com uns versos no Facebook a proclamar que“Tenho medo dos vendedores de democracia/que sacrificam no altar da liberdade quem não pensa como eles” – Os versos desencadearam uma tempestade de reações – 15 horas depois veio dar o dito pelo não dito, atribuindo-lhe um significado global.

O meu muito obrigado.
Car@s amig@s, comunico o fim do Programa Resenha da Semana na Rádio Jubilar( Todos os sábados), por razões pessoais. Um especial obrigado ao Liberato Mata Moniz que desde o primeiro momento aceitou caminhar junto comigo nesta maratona, e o resto da equipa, meu muito obrigado.
Foram 5 anos, momentos que simplesmente guardarei sempre, aos ouvintes deste programa, meu muito obrigado.

Um bem haja a todos.  

Manuel António Santos 19 de agosto às 08.26  -Tenho medo dos vendedores de democracia
que sacrificam no altar da liberdade quem não pensa como eles
Tenho medo dos vendedores da justiça
que acorrentam e esmagam quem não aceita as suas leis
Tenho medo de quem tem medo...Ver mais

Manuel António Santos  19 de agosto às 22.41 Esclareço que o texto que escrevi "Tenho medo de... " pretende ser uma chamada de atenção sobre os perigos que podemos correr hoje com as tendências autoritárias a que assistimos no mundo (muitas vezes até de pessoas e grupos que se dizem muito democráticos!) e não uma referência a ninguém em concreto. Vivemos num mundo de medo e a tentação do poder pode cegar as pessoas!



REAÇÕES INFLAMADAS AOS VERSOS DE DOM MANUEL DOS SANTOS

"Tenho medo que a nossa diocese fique sem padres" (...) "Tenho medo da inquisição. Tenho medo da opus dei". (...)-.Comentário de Augerio Amado Vaz Na sua página, onde partilhou os versos do medo do Bispo Dom Manuel António dos Santos -
"Tenho medo dos vendedores de democracia
que sacrificam no altar da liberdade quem não pensa como eles
Tenho medo dos vendedores da justiça
que acorrentam e esmagam quem não aceita as suas leis
Tenho medo de quem tem medo
que lhe tirem o poder de mandar e acorrentar ideias e sonhos
Tenho medo de quem se vende por trinta moedas
e de quem sacrifica ao Deus dinheiro a sua dignidade de pessoa
Tenho medo de indignados que já foram
e de vozes roucas de gritar palavras que outros lhes ditam
Tenho medo que um dia acordemos amordaçados
e tenhamos de chorar escondidos 
a saudade do tempo em que fomos livres!
Aos quais Augerio Amado Vaz, respondeu:
"Tenho medo que a nossa diocese fique sem padres. Tenho medo que as crianças da CARITAS morram de desnutrição. Tenho medo do destino da santa casa da misericórdia... Tenho medo do destino do pároco Domingo. Tenho medo da inquisição. Tenho medo da opus dei. Tenho medo de pederastia. Tenho tanto medo mas enfim. Com Deus no comando, o bem sempre vencerá o mal.

ALGUNS DOS OUTROS  COMENTÁRIOS 
Neves Jacinta O medo que nos assusta...que grita pela liberdade
Isabel de Santiago Acredite - Senhor Bispo - pese embora a Poesia, a forma autoritária como é exercido o Poder, com ou contra os cidadãos, de um qualquer País, tal exercício, um dia, inverte o sentido e cai. E nesse momento, é ao Povo que compete segurar as rédeas do seu destino. Infelizmente, a sociedade - em forma matriarcal na sua organização - está entregue aos consumos excessivos.  (excerto)
Albino Ramos Não há que ter medo e merece todo o apoio, todo aquele que luta pela justiça e pelo direito como quem diz pelo bem comum. É o que diz evangelho. Abraço.
Pedro Carvalho Tenho medo que os coniventes do colonialismo e da escravatura nunca nos peçam o perdão pela imposição de um credo...
Tenho medo que em nome da santa aliança, jamais o catolicismo seja conivente dos grandes regimes totalitários, como aconteceu no passado...
Tenho medo que o Estado do Vaticano ouse em subalternizar a República e as instituições do Estado Santomense e sabendo de antemão que somos regidos pelo princípio da laicidade...
Tenho medo que a igreja católica outracisse cidadãos nacionais e queridos do nosso povo como o pároco Domingos ou como o ilustre Máximo Aguiar.
Enfim, nem quero imaginar em ter medo no meu próprio solo sagrado, beitificado com nome do Santo que ousava ver para crer.
Saudações canónicas e cordiais.
António Serrano Uma verdadeira página de Liberdade, onde se escreve a favor e contra. Porque ninguém é dono da Verdade!
Angela Aguiar Listen, nao uses e NUNCA uses o nome do Maximo Aguiar aqui quando te convem porque que eu saiba, nunca passas-te por aqui a escrever NADA em solidariedade com ele quando ele precisava. Isto agora e que faltava.

Liberato Mata Moniz "Tenho medo de chorar escondido a saudade do tempo em que fomos LIVRES". Sabias palavras senhor Bispo, como vos entendo. Todavia fica a certeza que as vossas palavras serão registadas e tudo faremos para que isso nunca aconteça. Juntos pela justiça e pela Paz das mulheres, dos homens e das crianças seremos mais fortes. A vossa verdade iluminara, tenho a certeza, as nossas consciências. Obrigado
Elves Vaz da Conceição 
Tenha medo também de quem não inspira nenhum cuidado quando se tratar respeito pelo amor e dignidade da Igreja e Paroquias de São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga boa tarde..peço a autorização para postar este poema no Téla Nón
Jeronimo Moniz Resumindo o senhor bispo tem medo dos bons e dos maus. Se o porta voz do senhor do alto manifesta assim o melhor mesmo é esperar sentado orla chegada do senhor do alto para nos dizer de que lado esta a razão cristã. Abraços
Deodato Capela Tomo a liberdade de o partilhar senhor Bispo Dom Manuel António Santos
Victor Duarte Já nos esquecemos de um dos pais da democracia, o Ateniense Sócrates:- a democracia e servir a sociedade durante um ano e a ser exercida por todos os Atenienses que reunissem condições para a prática de tal acto. SERVIR...
Lucas Lima Alguém que explique ao senhor Bispo que a igreja de Cristo é um lugar de oração, de paz e reconciliação entre os irmãos. A Igreja de Cristo não faz política nem comércio, pois os comerciantes daquele tempo se estivessem vivos lembrarim bem daschibatadas de Jesus pois a casa do seu pai é um lugar de oração.
Leoter Viegas Se dúvidas houvessem que Patrice Trovoada exerceu pressões sobre o Bispo de STP, essas dúvidas estão ultrapassadas. 
Mais, lendo os comentários dos seguidores do Patrice Trovoada no Facebook, está tudo claro sobre a forma como essa gente entende a democracia em STP.

É preciso dizer basta, é preciso sair a rua e fazer barulho, é preciso mostrar ao poder atual em STP que, apesar da maioria, não são donos do País.
Se calhar, é preciso fazer o mesmo que os indignados faziam num passado muito recente.
Alfredo Bragança Não me espanta que o senhor Bispo dentro de pouco tempo, peça o seu afastamento e seja o candidato para unir a família da TROIKA DE BASE ALARGADA. Com o teor deste post é bom que os católicos pensem para onde vai parar a igreja católica.
Elsa Pimentel Pois é Sr. Alfredo Bragança! Tem que definir ou faz política aberta ou serve a Deus enquanto BISPO



O BISPO DOM MANUEL DOS SANTOS NÃO É UM BISPO QUALQUER - MAS PARECE SER MAIS FADADO ÀS EMOÇÕES E CONTRADIÇÕES DA MUSA POÉTICA DE QUE PARA PASTOREAR E DAR CRENÇA E FÉ À SUA DIOCESE

Já lhe tecemos rasgados elogios e editámos vídeos dos seus versos mas hoje estamos mais céticos de que crentes na sua ação pastoral – Sim, dissemos que “Dom António Manuel Mendes dos Santos, não é um Bispo qualquer: é uma pessoa muito ativa, culta e a e dedicada à sua Missão Sacerdotal: além de devoto pastor  também é poeta e observador das causas sociais e politicas” – Pois, bem, dizemos agora que,  conquanto os seus versos sejam belos atos de fé, a vida real vive mais do concreto de que ficções e não se compadece apenas com o fermentar dos fervores da poesia circunstancial:

Daí esta nossa observação: Depois da mordaça na televisão e rádio do Estado, o bisturi censório  à rádio que não gravita na órbita Governamental e não pretendia ser  seu satélite – Pastor e Poeta, Dom António Mendes dos Santos, isso não é  nem fé nem poesia mas chocante heresia - Não se deixe intimidar por uma certa arrogância e sobranceria -- Temos indicações que paira alguma incerteza e inquietação no  futuro das  maravilhosas ilhas de São Tomé e Príncipe, nas humildes vidas que se dispersem e quase diluem na sua beleza incomparável,   que  inspiram também o Pastor na sua poesia. 

Realmente, o momento é  de alguma apreensão -  Certo de que a vida continua na sua aparente normalidade: turista  talvez nem se  dê conta da  inquietação intima de um povo sofredor mas alegre e goze tranquilamente as suas férias de sonho



2014 - Um dos programas radiofónicos mais populares em S. Tomé e Príncipe. Na estação de  rádio que me deixou as melhores recordações, 39 anos depois de ter partido numa canoa para a tentativa de uma  travessia oceânica de S. Tomé ao Brasil, que acabaria num longo e penoso calvário de 38 dias no Golfo da Guiné – Foram estes jovens talentosos, que me deram o prazer das primeiras palavras ao magnífico Povo de São Tomé e Príncipe, tanto tempo depois de meus olhos a deixarem no horizonte oceânico – Obrigado Amigos e os Votos sinceros dos maiores sucessos – Trabalhei na Rádio Comercial- RDP, em Portugal, antes de ser privatizada e reconheço o vosso mérito e o vosso dinamismo para levar um painel diversificado de  informação e de  boa música aos milhares de ouvintes que vos escutam.

“Quando me perguntam digo sempre que a prioridade são as crianças porque este país está cheio de crianças e por vezes dói muito a forma como são tratadas e o modo de vida em que vivem algumas”, conta D. Manuel António dos Santos em entrevista à Agência ECCLESIA.

O bispo de São Tomé e Príncipe, que em sua casa com a ajuda da sua irmã cria duas crianças, depara-se com “muitos casos dramáticos” e dá o exemplo de uma criança que chegou à Cáritas de São Tomé “com 9 meses e apenas 2,3 quilos de peso” Agência Ecclesia - São Tomé e Príncipe: Crianças são 
.


(…) D. Manuel António Mendes dos Santos, CMF, é o seu bispo diocesano desde 1 de Dezembro de 2006, fazendo parte da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe. Sacerdote claretiano desde 1985, é, de facto, um “veterano” de África. Como ele próprio nos revela, a «Diocese não é extensa territorialmente, mas é plena de desafios, não apenas pastorais, mas acima de tudo sociais e de integração». Com uma visão antropológica coerente e de largo espectro, atenta e preocupada, D. Manuel conhece bem o terreno, as suas gentes e agentes, as forças em acção, não abdicando nunca de intervir e exercer o direito de opinião, dentro da esfera das suas competências e deveres. E é uma voz ouvida. Ou não fosse, afinal, o responsável máximo da mais importante, senão única, entidade nacional com acção política e social, através principalmente da Cáritas (fundada em 1981) – o braço da Diocese neste quadro de apoio aos pobres, carenciados, órfãos, idosos, desintegrados, às vítimas das conjunturas político-económicas que devastam África, que recebe também algum apoio de ONG’s de matriz católica, bem como de outras.

A SECULAR IGREJA CATÓLICA, EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE,  PERDE DEVOTOS E EXPRESSÃO

A Igreja Católica, pese ser uma das confissões religiosas   que recebe maiores apoios institucionais e aquela que detém o maior património religioso histórico, no entanto, continua a perder fieis  – Justamente pelo facto de ser uma igreja velha, que não sabe renovar-se e ir ao encontro das preocupações e dos interesses imediatos da população, continuando  divorciada e distanciada dos seus problemas  - Segundo informações que pude recolher,  no cenário atual, a Igreja Católica não está perdendo terreno somente para os Adventistas e Evangelistas. Atualmente o terreno tem sido ocupado por dezenas e dezenas de ceitas que se implantaram em STP. Somente a Igreja Nova Apostólica tem neste momento, para cima de 25.000 fieis.




PASTORES DE UMA IGREJA VELHA E CONSERTADORA - MAIS PISTAS QUE O PAPA

Tal como escrevi, em postagem anterior“A Igreja conservadora ainda é mais papista de que o atual Papa e parece não querer aprender com os erros cometidos com o Salazarismo e outros ditadores: em vez de se distanciar e afirmar com igreja universal, toma posições sectárias e meramente temporais ao lado dos poderosos  - É o que denota ser o procedimento da igreja em S. Tomé e Príncipe - Na primeira república as igrejas da Ilha do Príncipe foram todas devastadas pela intolerância republicana - Mas a culpa não era só de uma das partes:

A separação da Igreja do Estado, na 1ª República, também  atingiu  uma das Ilhas Verdes do Equador, com a destruição de capelas e igrejas   -  Na “Metrópole”: os dias santos passaram a dias de trabalho; dissolvidas confrarias e irmandades, perseguições ao clero e imposta a censura em jornais católicos – É o do que lhe vimos aqui recordar

 Depois do afunilamento censório na televisão e rádio do Estado, impedindo -(através de apagão) que o discurso do Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, fosse passado integralmente na TVS - televisão de STP, bem como o comunicado integral da Ordem dos Advogados (omitido e distorcido nos pontos principais), assim como de outros atos inibidores da liberdade de expressão, é agora a  vez de um programa da Rádio Jubilar - propriedade da Igreja  Católica,  - ser desautorizado por consentimento do Bispo , cedendo a fortíssimas pressões governamentais


IGREJA COM MAUS VÍCIOS - QUE AINDA NÃO EXPURGOU

1963 - "Comunidades protestantes - Sobretudo os adventistas tem desenvolvido volvido grande actividade e recrudescido na sua luta  contra a Igreja.
Sabemos que não trabalham por Deus nem por Portugal.
Sabemos que - a gente nova, sobretudo - não é por Deus nem por motivos de religião que os escutam. Há poucas semanas a Emissora Nacional  referiu-se àsperamente a eles e às suas actividades terroristas {adventistas) E a nós que primeiramente  importa combatê-los. Necessitamos para isso o devido apoio•
Consta-nos que pretendem construir igreja e escola na vila da Trindade, com um subs1di o pedido à Fundação  Calouste Gulbenkian. É terreno que o Estrangeiro ganha em perda da pátria e da Igreja. Importa opor-se a tal por todos os meios.

É realmente, lamentável, que, a Igreja Católica, em S. Tomé e Príncipe, em vez de distanciar dos poderes temporais, a ele se associe ou não ganhe fôlego para os enfrentar. A Igreja, ao longo dos tempos, foi sempre um fiel aliado do poder económico e dos mais poderosos – Em S. Tomé, foram-lhe ate conferidos alguns privilégios acrescidos, justamente por ser vista como um baluarte  colonial  - E, agora, ei-la uma vez mais ao lado das forças liberais, mais anti-democráticas  e neo-neocolonialistas


POR FAVOR, NÃO MATEM A DEMOCRACIA!" Diz Liberato Mata Moniz, um dos mais antigos e prestigiados repórteres da Televisão e da Rádio, aos dirigir-se aos seus amigos e amigas na  sua página do facebook . “No passado sábado, dia 30 de Julho de 2016, por imperativos que violam transversalmente a liberdade de expressão e a possibilidade de se viver em liberdade, o programa “Resenha da Semana”, um programa de debate da Rádio Jubilar – o único no país, em qualquer meio de comunicação, público ou privado –, em que participo há já mais de quatro anos, foi aconselhado, a pedido de certos Órgãos de Soberania, a não transmitir o seu programa tomando como base que os participantes do programa, por muitas vezes estarem em desacordo com as posições desses órgãos, e particularmente das do atual governo, estavam, assim como a própria igreja católica, a serem considerados de anti-patriotas e desestabilizadores sociais.

(..) Ao sermos aconselhados pelos altos responsáveis da Diocese de São Tomé e Príncipe, Bispo e Padres, por igual pedido das “autoridades santomenses” a não fazermos, pelo menos enquanto decorrem os vários “conflitos” existentes no país, o programa “Resenha da Semana”, fica patente a inabilidade dos governantes do país em conviverem com o contraditório e a desavergonhada face de um “poder democrático” em que só as suas opiniões contam. Como me recuso a aceitar que vivo em ditadura, mesmo sendo um pedido da Igreja Católica de São Tomé e Príncipe, não posso deixar de manifestar publicamente a minha repulsa e afirmar toda a disponibilidade e luta para que a São Tomé e Príncipe não volte a viver num clima ditatorial que conheceu no passado e contra o qual muitos lutaram, dando a sua própria vida. A minha homenagem aos mesmos!
Sei que os próprios governantes, lá no interior das suas almas e corações, reconhecerão a verdade do que digo e se penitenciarão pelo pecado cometido com a desfaçatez de um pedido tão grosseiramente anti-democrático. 


VELHA ALIADA   DOS PODEROSOS   - JÁ NO TEMPO COLONIAL

Não se pode medir uma árvore por uma floresta  - Em todas as profissões, há os bons e os maus - Na via sacerdotal  a mesma coisa

Todavia, há que recordar que a Igreja, ao longo dos tempos, foi sempre um fiel aliado do poder económico e dos mais poderosos.

Em S. Tomé, foram-lhe ate conferidos alguns privilégios acrescidos, justamente por ser vista como um baluarte do domínio colonial: o Governador, Silva Sebastião, nos anos 60 (conheço bem a história, tenho documentação, sei como tudo se passou), logrou que, por esse facto, numa altura em que começava  a perder terreno por outras confissões religiosas, tidas como suspeitas pelo poder colonial,  sim, que, a Santa Sé, lhe conferisse maior autonomia, ou seja, a categoria de dioceses, uma vez que, desde 1534, era abrangida pela mesma diocese de Angola e Moçambique:Eis um excerto de uma extensa troca de correspondência, entre Portugal e a Santa Sé:.


"Comunicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros estar a nossa Embaixada junto da Santa Sé a encarar a possibilidade  de nomeação de um Bispo residencial para a Diocese de S. Tomé e Príncipe.
Segundo a Santa Sé, porque a Diocese de S,Tomé e Príncipe estava confiada ao Arcebispo de Luanda D.Moysés Alves de Pinho, foi sempre julgado preferível aguardar a nomeação de quem, na altura própria, o substituísse, para evitar a Sua Excelência Reverendíssima  um possível desgosto na redução dos fiéis que lhe estavam destinados confiados.  Presentemente a situação actual do Arcebispo de Luanda é diferente, pois Senhor  D. Manµel Nunes Gabriel é apenas o Administrador Apostólico ·da Diocese, o que afastaria qualquer possibilidade de  melindre da sua parte se a mesma  viesse  a ser separada da Jurisdição do Arcebispo de Luanda.

Em face do que antecede e a fim de poder submeter-se o assunto  à consideração superior tenho a honra de solicitar o parecer urgente  de V. Exa sobre o mesmo parecer, que deverá incluir o aspecto referente aos antigos encargos.

NEM COM OS ERROS APRENDE  - FIEL SERVIDORA DA CRUZADA COLONIAL - E AGORA ESTENDENDO O TAPETE AO GRANDE PODER LIBERAL

Diz um documento colonial: (...) em boa verdade, a religião católica que, no passado, usufruiu da total adesão da população nativa, está perdendo terreno, em proveito da Igreja adventista e evangélicos aqui estabelecidos.

Se algum parecer este Governo pode emitir sobre tal. facto não pode ser outro que não seja o de que se verifica  uma atividade daquelas últimas muito mais dinâmica que a da Igreja Católica e só na total falta de apoio oficial impede que o seu desenvolvimento seja mais espectacular
Por outro lado e de justiça considera-se de salientar:

 Que a actividade missionária católica não tem  criado dificuldades ao Governo;
- Que a acção das Irmãs da Congregação das Franciscanas  Hospitaleiras da Imaculada Conceição, - Que a acção das Canoosianas missionárias embora afectada pela relativa ortodoxia da ordem, também se tem tornada credora do apreço deste Governo.

Em conclusão: - este Governo é de parecer que a acção missionária . nesta província  deveria adaptar-se mais  perfeitamente às características da sua população e às necessidades do seu estádio  e evolução, isto é, a uma esclarecida  acção no campo social, com vista essencialmente a fomentar a constituição  da célula familiar, cuja falta constitui actualmente a lacuna mais grave da estrutura social  nativa da Província~

A MAIORIA DOS COLONIZADORES NÃO PRATICA A RELIGIÃO E O INDÍGENA NÃO COMPREENDE NEM ACREDITA”

Anos 40 - "A Missão Católica de S. Tomé  e Príncipe está confiada a Corporação dos Missionários de Imaculada Conceição de Maria, a qual pertencem 7 dos 8 padres que se encontram na colónia a e constitui uma diocese dividida em 10 freguesias com igrejas paroquiais; Além das igrejas e capelas  possui a Missão residências, em S. Tomé, no Príncipe  e na Trindade, e nesta vila um bom edifício escolar.- A obra missionária  é por vezes  difícil de prosperar, sobretudo quando a maioria dos colonizadores, os europeus, não pratica, a religião, como é sabido; o indígena não compreende nem acredita no que se lhe prega, nem na moral que se ensina, tão diferente daquela que ele vê seguida;

Os costumes entre os  nativos são dissolutos,  em preponderância, a constituição da família é viciosa, mas o trabalho de transformação de uma sociedade no sentido  que se pretende é imponderável e de sua natureza muito lento, pois que  as medidas violentas são contra-indicadas. "


textos referidos noutras postagens deste site - 

2 de Agosto 2016  - Bispo de S. Tomé, toma posição politica :  cede sob  alta pressão da censura governamental  e suspende programa  “Resenha da Semana” da Rádio Jubilar” – “Por favor Não Matem a Democracia” -  Diz  Liberato Mata Moniz   - Prossegue vaga da censura na televisão e rádio do Estado, tal como no tempo colonial: "Que a atividade missionária católica não tem  criado dificuldades ao Governo” (...) No entanto e em boa verdade, a religião católica, está perdendo terreno, em proveito da Igreja adventista e evangélicos aqui estabelecidas"


Em S. Tomé – Bispo Dom Manuel dos Santos, promove cursos na rádio da igreja  para “comunicação eficiente”: servir o regime liberal-colonial, sem fazer ondas  - Isto porque a voz livre do povo, não fala a verdade.

12/02/2016 São Tomé – Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos, em Portugal, a partir de Sábado, dia 13, para tratar de questões da diocese, nomeadamente de apoios  para a obra social e educacional da IgrejaSão Tomé – Bispo D. Manuel António Mendes dos Sant...


(actualização) REALIZADOR DE PROGRAMA RADIOFÓNICO ENCERRADO ACUSA GOVERNO DE PRESSÕES SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE 20-08-2017 20:38

O realizador Waldiner Boa Morte e apresentador do `Resenha da Semana´, programa de maior audiência da emissora católica são-tomense (Rádio Jubilar), acusou hoje o governo de ter feito várias pressões, obrigando-o a suspender o seu programa. Lusa – Pormenores em Realizador de programa radiofónico são-tomense encerrado acusa .

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