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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 5 de agosto de 2017

S. Tomé e Príncipe – Parabéns a Manuel Pinto da Costa – 80º aniversario – Pai da Nacionalidade Santomense - Uma vida ao serviço da Pátria Santomense e do seu Povo - O diálogo nunca será uma causa perdida nem falhada porque sem diálogo não há democracia nem coesão social"

Hoje é o dia do aniversário de Manuel Pinto da Costa   - Parabéns e Votos de Saúde e Longa Vida   - Para o Povo de S. Tomé  e Príncipe, ainda continua a ser o Presidente! O guia politico e espiritual, a referência histórica na Nacionalidade Santomense  -  E que as suas palavras nunca deixem de ser seguidas  de que “ o diálogo construtivo, nunca será uma causa perdida”




Hoje é um dia muito especial na vida de Manuel Pinto da Costa – Um dos principais rostos da nacionalidade santomense: - cofundador e dirigente do MLSTP, e o primeiro Presidente da República Democrática de S. Tomé e Príncipe –  Falar do seu nome, é associar a imagem  e o perfil  a uma das mais heróicas e ilustres figuras destas Ilhas maravilhosas do Equador. 

Nasceu no dia 5 de agosto de 1937 em Água Grande – Já lá vão 80 anos mas a vida não se esgota na contagem das gravanas na sua amada ilha mas na forma intensa, sábia, inteligente  e dedicada, como se persegue um ideal, como se dá sentido à vida! – E a do Presidente, Dr. Manuel Pinto da Costa, tem sido uma vida, particularmente exemplar, dedicada à causa pública, à fundação e aos destinos da sua amada pátria, de quem sente o apelo, de um dever de consciência e de entrega, não olha a sacrifícios 

Uma das distintas figuras,  com quem tive a honra e a grata satisfação  de dialogar, antes da independência de S. Tomé e Príncipe e de quem, com igual simpatia e cordialidade, me despedi ao deixar esta maravilhosa Ilha para tentar a travessia oceânica, numa frágil piroga, de S. Tomé ao Brasil - Mas só, 39 anos mais tarde, o poder voltar aqui a reencontrar e abraçar, concedendo-me a honra e o prazer de me receber na sua residência oficial, no morro da Trindade – Gesto amigo e cordial, que muito me sensibilizou, de particular significado na minha vida profissional e do amor a uma terra, ao seu Povo, pacifico e generoso, a que me sinto ligado por laços de profundo afeto, como se fosse a terra onde nasci, como se fosse também um dos seus filhos. 

Além disso, estou-lhe também profundamente grato pelo gesto amigo e cordial, com que  me distinguiu, ao proporcionar-me o alojamento numa das vivendas do Palácio do Povo, no meu reencontro com S. Tomé, com o fim de me associar às comemorações dos 40 anos da Independência, bem como apresentar a exposição das minhas aventuras marítimas, assim como poder continuar o estudo das gravuras que julgo ter descoberto, em Anambô

Muito obrigado, Caro  Presidente (sim, enquanto viver continuará a ser genuína imagem de uma Nação!) 

Obrigado, Manuel Pinto da Costa, por todos estes gestos, tão amáveis e significativos, com  um abraço caloroso e desejos das maiores felicidades e de que a saúde nunca lhe falte, para que continue a ser a Voz e a Mais Credível Referência para o bem-estar e progresso do Povo de S. Tomé e Príncipe  - E os votos de que, tal como diz,  “ o diálogo construtivo, nunca será uma causa perdida”


PRINCÍPIOS NORTEADORES DE UM NACIONALISTA E IDEALISTA CONVICTO


02/09/2011 “ Luta contra a pobreza, combate a corrupção e promoção da Unidade Nacional, são os três eixos da proposta eleitoral de Pinto da Costa, que mereceu aprovação da maioria do eleitorado são-tomense, tanto no país como na diáspora.

(…) Doutor em economia pela Faculdade de Berlim, antiga República Democrática Alemã, Manuel Pinto da Costa, membro fundador do Comité de Libertação de São Tomé e Príncipe, primeira organização independentista são-tomense, acabou por ser figura de consenso no seio dos nacionalistas radicados no estrangeiro, para dirigir a nova organização política o MLSTP e consequentemente o novo país independente.
A sua influência na luta pela libertação de São Tomé e Príncipe começou a ser exercida ainda como estudante. Na década de 60 foi eleito secretário para informação e propaganda da União Geral dos Estudantes da África Negra, sedeada em Rabat Marrocos.

Durante 15 anos presidiu os destinos de São Tomé e Príncipe, de 12 de Julho 1975 à 3 de Abril de 1991. –” – Excerto de um artigo de Abel Veiga – na altura em que acabava  de ser eleito para um segundo mandato. Pinto da Costa novo Presidente de São Tomé e Príncipe





2015  "O diálogo nunca será uma causa perdida nem falhada porque sem diálogo não há democracia nem coesão social" - Palavras  de Manuel Pinto da Costa, no dia 12 de Julho, por ocasião dos 40 anos da Independência de S. Tomé e Príncipe"

"Dizia eu há 3 anos que é preciso, neste mundo global, competitivo e vivido em tempo real devido aos avanços tecnológicos no domínio da comunicação, construir pontes para o exterior, preservando a imagem de um país que é, seguramente, a sua principal marca.

Hoje queria acrescentar que temos de saber também e ao mesmo tempo construir pontes entre nós próprios, independentemente das diferenças, num permanente diálogo construtivo e gerador de consensos estratégicos que permitam ao país construir um futuro melhor, o futuro com que todos sonhamos desde que conquistámos a independência





Manuel Pinto da Costa, o homem, que desde os seus tempos de estudante, se bateu pela libertação de S. Tomé e Príncipe, do domínio colonial, considerado o pai da nacionalidade,  a  grande e prestigiada figura histórica de referência da pátria santomense, que, com  um punhado de corajosos e determinados patriotas, esteve na origem dos primeiros passos para a construção e consolidação de um Pais livre e independente, vai disputar a derradeira etapa das eleições. 




BIOGRAFIA DE MANUEL PINTO DA COSTA  - 2011 - Ganhou as eleições de 7 de Agosto último com 52,88% dos votos expressos nas urnas. 20 anos depois regressa ao cargo que deixou em 1991.
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Manuel Pinto da Costa, foi o primeiro Presidente de São Tomé e Príncipe.

Doutor em economia pela Faculdade de Berlim, antiga República Democrática Alemã, Manuel Pinto da Costa, membro fundador do Comité de Libertação de São Tomé e Príncipe, primeira organização independentista são-tomense, acabou por ser figura de consenso no seio dos nacionalistas radicados no estrangeiro, para dirigir a nova organização política o MLSTP e consequentemente o novo país independente.



A sua influência na luta pela libertação de São Tomé e Príncipe começou a ser exercida ainda como estudante. Na década de 60 foi eleito secretário para informação e propaganda da União Geral dos Estudantes da África Negra, sedeada em Rabat Marrocos.

Durante 15 anos presidiu os destinos de São Tomé e Príncipe, de 12 de Julho 1975 à 3 de Abril de 1991.
Foi um dos primeiros líderes africanos a implementar reformas com vista a mudança do regime mono partidário para a democracia pluralista. Em 1989 sob Presidência de Pinto da Costa o povo foi chamado para referendar a nova constituição política.

Em 1996 concorre às eleições Presidenciais e foi derrotado pelo seu arqui-rival Miguel Trovoada que disputava o segundo mandato.

Em 2001, concorreu às eleições Presidenciais. Miguel Trovoada que estava no final do segundo mandato, lançou Fradique de Menezes como candidato para o suceder. Pinto da Costa sofreu mais uma derrota.

Foto de campanha de Manuel Pinto da Costa
Acto contínuo Pinto da Costa, sofreu pressões no seio do seu partido o MLSTP/PSD para deixar a liderança, face a derrota nas presidenciais de 2001. Assim o fez pouco tempo depois. Passou a ser simples militante de base do MLSTP.

Distante do partido acabou por atrair gentes de várias tendências políticas, que em 2011, pedem a sua comparência como candidato às eleições presidenciais de Julho. Agora é chamado pelos seus apoiantes de Pai Grande.

Vencedor da primeira volta das eleições presidenciais com mais de 35% dos votos expressos, Pinto da Costa teve como adversário na segunda volta, o Presidente da Assembleia Nacional, Evaristo de Carvalho apoiado pelo Governo de Patrice Trovoada. Ganhou com 52,88% dos votos contra 47,12% de Evaristo de Carvalho. Resultado eleitoral que foi confirmado pelo Tribunal Constitucional.
Uma vitória eleitoral, que vai de encontro a proposta de unidade nacional, apresentada ao eleitorado pelo então candidato. Tudo porque na segunda volta as propostas de Pinto da Costa, convenceram a maior parte da classe política são-tomense. Dos 10 candidatos que foram derrotados na primeira volta, quase todos uniram-se as ideias de Pinto da Costa na segunda volta das eleições presidenciais. - Abel Veiga



Ainda continua a ser a figura charneira da Nação 
HÁ UM ANO  -MANUEL PINTO DA COSTA -  NÃO ACEITA SER MAIS UMA PERSONAGEM  NUM DUELO VICIADO À PARTIDA E EM TODOS OS SEUS DÚBIOS CONTORNOS - Por isso, agrada-me saber que os valores da  revolução  do 25 de Abril, ainda se mantêm vivos em muitas consciências da Pátria-São-Tomense - nomeadamente no seu Presidente: - que não foram totalmente subvertidos pelo desenfreado egoísmo liberal selvagem à escala planetária.

Confirmaram-se, assim -  os seus receios e nem podia ser de outra maneira - ,  de quem sempre soube colocar os interesses da comunidade,  acima dos interesses pessoais ou partidários e distanciar-se  de  pressões e sectarismos :  O candidato presidencial são-tomense Manuel Pinto da Costa  recusou entrar na segunda volta das eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe, considerando que “participar num processo eleitoral tão viciado seria caucioná-lo” e apela ao Ministério Público para que proceda a uma aprofundada investigação das fraudes denunciadas 


 


PAI DA NACIONALIDADE SÃO-TOMENSE  - HOMEM DE UM SÓ ROSTO E DE UM SÓ FÉ - CABEÇA ERGUIDA, OLHAR CONFIANTE, NOBRE DE  IDEAIS E DE CARÁCTER


O que se passou, com a rocambolesca manipulação da contagem dos votos, no escrutínio do passado dia 17,  só não o descobriu quem é cego, pois foi demasiado grosseiro e teatral para passar despercebido, com manifestas cumplicidades da Governação, que perdeu credibilidade e legitimidade perante o Povo São-Tomense - E desnecessariamente - Com todo o vastíssimo arsenal ao seu dispor, não havia necessidade do Primeiro-Ministro, se envolver de forma tão aberta e descarada: devia ter deixado outro espaço de manobra e respiração a Evaristo de Carvalho e confiar na sua própria imagem.- E, sobretudo, evitar que a sua vitória, fosse manchada por  tão caricatos episódios à sua volta



HÁ UM ANO  - Na passada Quarta-feira, dia 27 de Julho de 2016,  o Presidente da República em Exercício reuniu-se com o corpo diplomático acreditado em São Tomé e Príncipe, para explicar as razões da sua decisão em não participar na segunda volta das eleições presidenciais –  «Como puderam observar, durante toda a fase de campanha eleitoral a actuação do Governo, particularmente a do senhor Primeiro Ministro enquanto líder da formação política que apoia uma das candidaturas às referidas eleições, foi centrada em ataques sistemáticos, intrigas de pequena política, insultos e desrespeito, no ódio ao candidato Manuel Pinto da Costa, para além de outros comportamentos pouco dignificantes da vida política em democracia», declarou Manuel Pinto da Costa na recepção ao corpo diplomático no Palácio do Povo

REPORTAGEM NÃO CONSTA DO ARQUIVO DA TVS




O discurso foi gravado pela reportagem da TVS, a televisão sob controlo governamental, só que, na hora do telejornal,  mal a peça jornalística, começara a  ser difundida, um inesperado apagão, não permitiu a sua audiência – Nestes casos, o  habitual    - tratando-se, mormente de um discurso do mais alto magistrado da Nação – era que a peça de reportagem  fosse transmitida no dia seguinte.

Tal não aconteceu, ou que a mesma fosse posta nos registos da TVS, para consulta popular, tal também não se verificou: consultei, por várias vezes, o arquivo e   o que  se notou  foi a  ausência do registo desse dia, tal como o  documenta o vídeo e as imagens: é o que pode dizer-se, um salto no calendário, supressão ou omissão deliberada de um procedimento, que poderá  suscitar sérias apreensões e agravar ainda mais o clima de conflitualidade institucional 





SUPRESSÃO DO TELEJORNAL DO ARQUIVO PARA A CENSURA PASSAR DESPERCEBIDA - Pior a emenda de que o soneto 

Paradoxalmente, no dia seguinte, ao discurso do Presidente da República, quem preenche, grande parte do telejornal, é o espaço tomado por uma conferência de imprensa do Primeiro-Ministro, que, sob o pretexto de responder às questões dos jornalistas no âmbito das Eleições Presidenciais de 17 de Julho, com a 2ª volta a realizar-se no dia 7 de Agosto, passa o tempo a deferir constantes ataques ou a justificar anteriores afirmações criticas ao Presidente da República e a promover o seu candidato

QUEM NÃO FOR DO PARTIDO ADI,  FICA  ADIADO: NÃO TEM EMPREGO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - Tem que ir procurar banana no mato 

É sabido, que, quem não for apoiante da ADI, não encontra emprego nos órgãos do Estado: a rádio e a televisão, públicas, estão totalmente sob o controlo Governamental: o saneamento dos vários serviços do Estado, foi deliberadamente tomado pela máquina do partido da maioria: desde o porteiro, ao Diretor, só gente da ADI é que tem lugar na Administração Pública – Um procedimento despótico e autoritário, nunca vistos, na vida pacífica e pacata das maravilhosas Ilhas Verdes do Equador – Nem no tempo de Partido único, entre 1975 e 1991: aliás, diga-se o que disser,  foi o da Ordem e da Estabilidade – Cometeram-se muitos erros, mesmo assim fez-se muita coisa: depois disso, foram Governos, atrás de Governos.

Não sendo apologista por qualquer tipo de ditadura, porém,  a democracia capitalista, tal como tem sido praticada, nomeadamente sob o comando do liberalismo selvagem,  também não me parece que seja a mais adequada  a proporcionar o bem estar geral, justiça social às massas populares, bem pelo contrário – Assenta numa falsa ilusão: no poder do mais forte, do poder económico, ainda  mais perverso, egoísta, desumano, anti-social e  injusto de que o poder absoluto nalgumas  ditaduras: não reprime por delito de expressão, mas  quem controla  a comunicação social e a justiça, são os partidos associados ao grande poder económico – Os melhores empregos, são dados, não em função do mérito mas da subserviência partidária - Este é o atual ambiente, que se vive em S. Tomé - Na Ilha do  Príncipe, é um pouco diferente, graças ao poder da autonomia regional, onde a ADI, não é maioritária - José Cassandra, é um democrata, amigo do Povo 

Presidente cessante alerta para risco de "ruturas fratricidas" no país

S. Tomé e Príncipe, considerado um dos países mais pacíficos e maravilhosos de África, onde a vida politica democrática, pese o facto de ter conhecido vários governos, sem poderem concluir a sua legislatura, depois dos sucessivos ensaios do chamado multipartidarismo, vinha decorrendo, com paz e normalidade, não obstante duas tentativas frustradas de golpes de Estado – Mas o que é isso, comparado, por exemplo, com o sangue derramado na Guiné-Bissau, Angola e Moçambique! – No entanto, face ao ambiente de instabilidade, entretanto gerado, no desfecho da 1ª volta das eleições presidenciais, começam a pesar nuvens de tempestade em torno dos horizontes dos seus mares, que poderão vir a ser mais preocupantes de que os tornados, que, de vez em quando entram pela terra adentro.

O Presidente são-tomense, Manuel Pinto da Costa, também candidato que recusa participar na segunda volta das eleições presidenciais de 07 de agosto, disse hoje que o seu país pode estar a correr o risco de "ruturas fratricidas".

"Vive-se hoje uma situação em que se deve poupar o país de uma rutura fratricida. É importante agir com serenidade e sentido de Estado. Foi a maneira como sempre pautei os meus atos", disse o chefe de Estado, num encontro no palácio presidencial com os representantes das missões diplomáticas acreditadas no país.

"De facto, neste momento particular da conjuntura política vivida no país, após a primeira volta das eleições e as peripécias que se lhe seguiram, impõe-se que sejam clarificadas algumas questões diretamente relacionadas com o período em que vivemos para que possamos encarar o futuro como um tempo mais promissor do que o presente", acrescentou o chefe de Estado.
Num discurso perante o corpo diplomático, Manuel Pinto da Costa considerou que "as instituições democráticas têm que dar prova de responsabilidade a todos os níveis e a todo o momento. A autoridade democrática é uma questão de regra e de escrupuloso cumprimento e sentido de serviço público".

Pinto da Costa considerou que "o que pode hoje estar em causa é, sobretudo, a consolidação do regime democrático".

"Hoje há dificuldades no horizonte. Por isso, precisamos de conjugar esforços para evitar que os problemas que atualmente enfrentamos ponham em causa as principais conquistas alcançadas até ao presente momento", disse o chefe de Estado são-tomense.

"Infelizmente, a nossa democracia ainda não atingiu patamares que garantam níveis mais elevados de qualidade no seu funcionamento. Não é aceitável deixar-se que as finalidades das instituições cedam aos interesses mesquinhos e as estratégias individuais ou de grupos", acrescentou.

Num discurso de seis páginas, Pinto da Costa sublinhou face ao processo conturbado das eleições presidenciais de 17 de julho, o país está "a viver um período difícil que é preciso saber ultrapassar".
"Vamos ter que colocar os interesses pessoais ou partidários longe dos interesses do Estado e da Nação", concluiu.

Vamos ter que colocar os interesses pessoais ou partidários longe dos interesses do Estado e da Nação", concluiu.

Pinto da Costa anunciou que recusa disputar a segunda volta das presidenciais, prevista para 07 de agosto, por considerar que "participar num processo eleitoral tão viciado seria caucioná-lo".
O Tribunal Constitucional anunciou que Evaristo Carvalho, candidato apoiado pelo partido no Governo, a Ação Democrática Independente (ADI), concorrerá sozinho à segunda volta das presidenciais, caso Manuel Pinto da Costa, que ficou em segundo lugar na primeira volta, formalize a desistência.
No entanto, hoje, uma fonte daquele tribunal referiu que a desistência de Pinto da Costa não foi formalizada, o que significa que oficialmente ainda é candidato à segunda volta.

Os resultados provisórios divulgados logo após as eleições de 17 de julho deram a vitória a Evaristo Carvalho à primeira volta, mas os resultados oficiais ditaram a necessidade de uma segunda volta.
Segundo esses resultados, Evaristo Carvalho obteve 34.522 votos, o que corresponde a 49,88% dos votos expressos, seguido de Manuel Pinto da Costa com 17.188 votos (24,83%) e Maria das Neves com 16.828 (24,31%).
Num universo de 111.222 votantes, foram às urnas 71.524 eleitores, com uma abstenção de 35,69%.
MYB // VM Lusa

“Que Deus abençoe São Tomé e Príncipe”

Comentário de leitor no Téla Nón - “Pela Primeira Vez” o nosso país entra para a história de Estados que realizam eleições que são tidas e declaradas como sendo injustas e fraudulentas por uma parte dos intervenientes que representam uma faixa considerável da população.



Em muitos países e paragens este cenário constituiria motivo mais doque suficiente para o início de um conflito belicista entre duas partes opostas. Deus continue, por favor, a abençoar STP para que não haja uma “Primeira Vez” de conflito bélico nestas ilhas .Em todas as eleições realizadas em STP, a faixa vencida vem aceitando os resultados apesar de pequenas irregularidades. Desta vez, os vencidos consideram que roubaram ou falsearam os seus votos. Logo, esperava-se das autoridades competentes mais e melhor ponderação e moderação na tarefa de “explicar sem complicar”.- Excerto de  “Que Deus abençoe São Tomé e Príncipe” | Téla Nón

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