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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 9 de setembro de 2017

A indesejada tropa ruandesa em S. Tomé continua a ser noticia – Regressam uns e voam outros - Mas a sua presença é considerada mais de afronta de que pacifica aceitação – Sendo certo que vêm de um país onde o Presidente manda assassinar os adversários políticos e a inocência das crianças acaba nas fileiras do exército como carne para canhão.

O Povo de S. Tomé não merecia ser fustigado por tamanha vilhanesca e humilhação – Mas também os seus agentes policiais e militares, a terem que sujeitarem-se à agressiva presença de tropas estrangeiras ruandesas, que, longe de virem em missão de paz, bem pelo contrário: constituem-se, como uma clara ameaça ao ambiente pacífico e expansivo que caracteriza a maneira de ser do Povo Santomenses.


PARA QUE NÃO VENHAM ACONTECER NOTICIAS DESTAS EM S. TOMÉ OU A SANTOMENSES NA DIÁSPORA



02/01/2014 - Rwanda's former spy chief 'murdered' in South Africa - Karegeya, de 53 anos, já foi um aliado próximo de Kagame e atuou como chefe de inteligência de Ruanda por 10 anos antes de ser preso e preso por 18 meses por insubordinação e deserção. Ele fugiu do país depois que ele foi despojado de seu cargo de coronel  -Nyamwasa, que ele mesmo sobreviveu a duas tentativas de assassinato em Joanesburgo em 2010, expressou tristeza, mas não surpresa com a morte. "Não é novo. Não é a primeira vez e não é o último. A maioria das oposições políticas do presidente Kagame estão no exílio ou na prisão ou estão mortashttps://www.theguardian.com/world/2014/jan/02/rwanda-former-spy-chief-karegeya-murdered-kagam 2006. 

DEPOIS DE TANTA ASNEIRA E DESAPARECIMENTO DE FUNDOS E BARCOS SÓ FALTAVA MAIS ESTA AGRESSÃO

A vinda da  presença de uma  tropa, que nem sequer foi previamente anunciada ou discutida no Parlamento, foi posteriormente justificada pelo requisitante, como incumbida de uma  missão de   dois meses e já lá vão três meses  e não se sabe por quanto mais tempo



Assim não pensa um Primeiro-Ministro, sem afinidades a uma terra onde não nasceu nem foi criado, senão apenas pelo lado paternal, cuja esposa gabonesa o pariu noutras costas e noutras paragens, continua a impor os seus caprichos, as suas vaidades, rancores  e os seus fantasmas. Porque, em boa verdade , é justamente do que se trata: de um governante, inseguro  e incompetente, impor à comunidade os seus medos e ficções . Sabendo-se de ciência certa  que o seu perfil  não se idêntica com os sentimentos do Povo nem este com  as suas teimosias e delírios  senão através da encenação  e da constante manipulação  da opinião pública

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 





Mas, se por uma vez, se desse ao cuidado de ver o que, embora não passando nos canais da rádio e da televisão publicas,  é expresso nas redes sociais: como um ato de afronta e não como uma presença desejada, amigável, simpática  e bem-vinda, sim, facilmente compreenderia que tudo o que seja imposto à força e contra a vontade popular, mais tarde ou mais cedo, acaba mal. 



Não duvido, mesmo nada,  que esse seja o cenário mais provável: até porque para exibirem o cabedal, nem sequer ousando fazê-lo em desfile aberto pela cidade ou marchar em praça ou lugar público; movimentam-se , furtivamente,  como cobras do mato ou ratazanas em viaturas.



Estivarem, nesta última-terça feira no recinto do interior do Palácio Presidencial para ali simularem mais algum exercício e se mostraram ao Presidente Evaristo e a um deputado. Sim,  foi noticiado, que,  nem mais acima ou mais abaixo do Governo, ali estava qualquer outra presença civil  de destaque.



Vi algumas  imagens da cerimónia nas redes sociais e no jornal on lin Téla Nón – Onde se diz que, “Todos pertencem a Unidade de Protecção dos Dirigentes do Estado a UPDE. Um dos formandos, falou em nome do grupo e anunciou qual a missão que doravante vão ter na República Democrática de São Tomé e Príncipe. «Estamos prontos para garantir a nossa missão que é garantir a paz social, defender o nosso país e o nosso povo de todas as ameaças quer sejam internas, quer sejam externas»,



Estão prontos, certamente, não a contribuir para harmonizar  as enormes carências do povo pequeno mas a deixá-lo ainda mais inquieto, transtornado e perturbado – Sim, porque, é sabido, que, donde vieram, qualquer das suas ações, visa matar e não fazer de conta.

Há também noticias que um avião militar do Ruanda veio para levar doze soldados e deixar sete e mais uma trouxa cujo conteúdo se desconhece: como eram 20, ainda ficaram 13. E a fazerem o quê?... 

Esta é inviavelmente  a pergunta que dificilmente algum cidadão atento deixará de fazer, sabendo que, daqueles lados do continente, tal como entre a fronteira de Espanha e a de Portugal, nem bons ventos nem bons casamentos.

MUDE DE PROFISSÃO E DEIXE O POVO EM PAZ

 Mas quem encaixou na cabeça ao Sr. Patrice Emery, que, pelo facto de ser filho de um antigo Primeiro-ministro e Presidência da República, (que o fora mais pelos acasos da história do que propriamente que o merecesse, entenderia, talvez, que também o filho devia seguir os passos do pai e impor-se  como Primeiro-Ministro  ou a chefe de Estado, quando, afinal, está mais que visto que errou na escolha da profissão

É possível que pudesse dar um bom caixeiro viajante, dada a sua propensão para a viajar ou até talvez um gracioso mordomo de cerimónias protocolares, dado o seu estilo curvilíneo e redondinho do ator que nem precisa muito de puxar pelo cabo para saber desempenhar o seu lugar: porém,  longe de poder estar à frente de um conselho de ministros e de governar uma pais: perversa heresia – Além de não estar talhado para, cabalmente, desempenhar tão altas funções, acaba por  ter que ser confrontado com análises criticas, com palavras que não gosta de ouvir sobre as  suas atafulhadas ações, afetando,  simultaneamente  a vida de muitas vidas, dada a incompetência para lhes assegurar a desejada confiança e tranquilidade.   

,AS QUEM MANDA IR O SAPATEIRO ALÉM DO CHINELO

Mas quem manda a um menino, de origem burguesa, mimada  e queque, sim, mais habituado a exibir o cabedal em motas de marca do que a olhar para a desgraça alheia, dos deserdados da sorte, que mais das vezes nem sequer têm uns trocados para a bucha. Vá, mude de profissão... Pois talvez até descubra  outros talentos que não revela com a que se violenta a si e aos outros. 

CONHEÇO BEM  A MENTALIDADE DO SOLDADO SANTOMENSE - NADA TEM A VER COM A DO RUANDÊS  

Fiz uma parte do serviço militar em S. Tomé, depois de uma breve passagem por Angola: inicialmente no curso de sargentos milicianos, na antiga ex-Nova Lisboa, atual capital do Huambo, por fim em Luanda, onde conclui o curso de Comandos -  Fiz a tropa mas foi por imposição; em todo o caso, guarda boas recordações, nomeadamente da companhia de caçadores de S. Tomé e Príncipe, à qual dei alguns cursos de recrutas, como instrutor: esse papel caberia mais ao alferes, porém, dada a minha preparação, acabou por me ser atribuído - E, confesso, guardo indeléveis recordações do perfil dos soldados santomenses, que era no fundo a maioria dos militares que compunha a companhia. E, curiosamente, pude constatar quando ali voltei 39 anos depois, como ainda era reconhecido e lembrado por alguns desses meus antigos soldados, quando o acaso me cruzava com eles: isto porque apreciavam a instrução que lhe ensinava, nomeadamente a chamada ginástica de aplicação militar a que eu no final de cada exercício,  quando os levava a dar umas cambalhotas por locais enlameados, um pouco mais rudes, e, a terminar, lhes perguntava: GM (ginástica de aplicação militar) é linda? Todos respondiam em uníssono e sorridentes, que sim

Isto porque encaravam o exercício militar não como uma violência imposta, mas com sentido de humor e desportivismo – Olhando para as caras (sisudas e mal encaradas) e para as fardas (de um verde azeitona sujo)  dos militares do Ruanda, não creio que seja esse o espírito que lhe transmitam, senão a agressividade da formação que receberam num pais dos genocídios, dos atentados e dos bárbaros conflitos – Ou não tem sido essa a história de um pais onde o militarismo age como repressão e ameaça e não como presença de tranquilidade e segurança







“ILUCIDAR SEM EQUIVOCAR”

Isto é deveras periclitante
Excerto de opinião expressa no téla Nón: - O alegado nervosismo do chefe do governo, durante a comunicação a imprensa estatal,   gesticulando os membros superiores comunicando uma linguagem corporal errática, prova e projecta que o plano de exercício de segurança delineado  pelo  seu governo,  não decorreu como o previsto tendo o incidente desencadeado e desvendado algo pouco ortodoxo.

É deveras preocupante  que perante o presente cenário dizer-se que “não há problemas” “não há drama” e que o sucedido “é uma questão perfeitamente normal”. Só os sociopatas e psicopatas têm uma consciência tão cauterizada para não reconhecerem a gravidade do sucedido  - Heleno Mendes  - Mais pormenores em 




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