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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 28 de janeiro de 2018

S. Tomé - Recenseamento eleitoral - A duplicação do voto eletrónico é um risco; “quando terminou o recenseamento, eu vi na net dois cartões, há possibilidade de duplicação - Denuncia jovem são-tomense, técnico de montagem de redes e sistema informático, residente em Lisboa, que colaborou com a CEN, nalguns trabalhos, desapontado por não se avançar com o recenseamento da diáspora, como lhe prometeram

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 



Correm noticias na Net de que  “A URNA ELETRÔNICA, facilita a FRAUDE ELEITORAL; as reações alegam que “não existe nenhuma forma de comprovarmos os resultados finais nesse tipo de votação. O povo e os candidatos não conseguem “checar” a veracidade dos resultados. Além disso, quem está no poder pode, através de pesquisas, pode saber os votos por idade, sexo, escolaridade, estado, cidade, bairro e rua, facilitando ações sociais que os ajudem a controlar e manipular as intenções de votos de um povo. Uma verdadeira arma nuclear nas mãos dos MARQUETEIROS POLÍTICOS".Fim da URNA ELETRÔNICA - Pela transparência nas Eleições ...

Uma das noticias referiu que “um jovem hacker recém formado pela Universidade de Brasília acessou o sistema das urnas electrónicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados24/10/2014  https://jornalggn.com.br/noticia/o-tse-e-a-descoberta-do-programa-de-fraude-nas-urnas-eletronicas

Preocupação parecida expressou-nos também o  jovem Santomense, que foi professor de informática e  técnico de recenseamento eleitoral, em Cabo Verde; a residir em Portugal há dez anos, atualmente a frequentar  a pós graduação na universidade Lusófona, depois de ter de ter trabalhado  como técnico informático na empresa Microssis e Telecom,



Wilker André “Sim, pode. Em Cabo Verde, eu tive um exemplo: – eu fui técnico da Comissão Eleitoral, em Cabo Verde,  no período eleitoral, em 2006 e 2007, com o meu cartão de residência, na altura,  eu experimentei  fazer o recenseamento, eu próprio, mesmo não sendo cabo-verdiano, na altura: e isso ficou como uma referência que há a possibilidade de fazer a duplicação: ou seja, inserir pessoas, com algumas anomalias no sistema

COMO  DESCOBRIMOS  O JOVEM CIENTISTAS SANTOMENSE 


Ao termos tomado conhecimento de uma notícia, que ele próprio desconhecia, na qual o seu nome é referido, veiculada no site da Comissão Eleitoral Nacional de STP, que mais à frente reproduziremos, contatámo-lo para lhe fazermos algumas perguntas sobre questões relacionadas com o voto eletrónico, em que é um especialista e a polémica que corre em S. Tomé, acerca do informatização do recenseamento  eleitoral

Entre as várias questões que lhe colocámos, a que ele, com aprofundado conhecimento, nos respondeu, cujo diálogo apresentamos em video, a merecer aturada reflexão, perguntámos-lhe se acha que é possível duplicar os votos?

Wilker André Como eu já tinha dito, em informática, costumámos dizer que não há informática sem falhas: há sempre um perito ou seja o que for que   pode defraudar o programa: por isso, há sempre a possibilidade de falhas, de erros

JTM  - Portanto, se não houver um controlo rigoroso por pessoas, com capacidade, é possível que possa haver fraude

Wilker André - Sim: por isso é que, neste tipo de trabalho, quando envolve eleições, quando envolve politica, quando  envolve o Governo, a responsabilidade tem de ser muito elevada e as pessoas capacitadas e de confiança

JTM - Então, em sua opinião, era preferível as pessoas votarem no sistema antigo, com os papelinhos, que neste sistema, que este presta-se a fraude: ou seja, se o operador quiser manipular, pode manipular!
Wilker André Se não houver pessoas de confiança, sim

JTM - Você foi convidado para colaborar em Portugal?
Wilker André - Sim, a propostas que  eu tive do Presidente, é que, tendo em conta que eu mostrei disponibilidade para apoiar, voluntariamente, eu iria dar apoio técnico, caso houvesse na diáspora

JTM - Então, quer dizer que estamos a correr o risco de aqui, na diáspora, em lisboa, principalmente, de poder não haver votação?
Wilker André A informação que eu obtive foi de que já não vai haver, porque o Governo não tem verba para o recenseamento  na diáspora

JTM - Isso, no seu ponto de vista, o que é que significa?
Wilker André - É triste! É uma falha! Para mim é um erro; tendo em conta, que, mesmo eu, dirigindo-me a S.Tomé, na época das eleições, não tendo cartão; não estando na base de dados de dados, não consigo votar

Um jovem talentoso
JTM - Você disse-me que ficou bem impressionado, com os dois engenheiros, que  foram preparados inicialmente?
Wilker André Sim, sim: apresentarem capacidade técnica; eu postava neles! Mas, quando cheguei, não os vi , obtive a informação de que eles ´, já lá não estão

JTM - Então qual a razão para o Sr. Alberto Pereira o não chamar?
Wilker André - A razão foi de que, como eu ia colaborar externamente, o Governo não avançado como processo eleitoral nas diáspora,  ficou sem efeito a minha colaboração
JTM - Também se diz, que as pessoas, na diáspora, como são pessoas ,mais esclarecidas, que dispõem de mais informação, ele possa aqui não obter uma votação favorável e se calhar é por isso que não quer dar essa oportunidade?

Wilker André - É o que nós na diáspora podemos concluir: se as pessoas, na diáspora, têm esse direito, como cidadão,  deveriam-se criar meios para que haja recenseamento  na diáspora; abdicando   a nossa possibilidade das pessoas exerceremos esse direito, cabe-nos entregar a responsabilidade ao Governo por algum motivo não quer que haja a nossa participação nas eleições

JTM - Como sabe, neste momento, a oposição pôs em causa os dados, o recenseamento eletrónico, qual é a sua opinião sobre isto?

Wilker André - Eu estive em S. Tomé, na altura, quando terminaram o recenseamento de raiz, que foi feito apenas em S. Tomé, houve um pedido da oposição para verificar os dados, eu tive a impressão que eles foram para a Comissão Eleitoral, acompanhados dos engenheiros da CEE… e também na opinião do engenheiro que acompanhou os responsáveis, não há nenhuma falha nos equipamentos; como já disse, os equipamentos, apresentam-se como equipamentos de qualidade, o problema poem-se, como já dissemos, no programa   e nos operadores! Nas pessoas que vão manipular o programa que podem cometer fraudes
A ideia é: não tendo a pessoa confiável, certa, séria, pode haver a possibilidade de falhas

JTM - Portanto, não tendo os partidos da oposição, pessoas qualificadas, junto dos computadores, pode haver falhas?
Wilker André Sim, pode haver falhas.

JTM - E há razão para que realmente haja essa preocupação?
Wilker André -  Há razão, e eu aconselhava para que, se eles não têm técnicos, não têm pessoas competentes para acompanharem o processo, então que solicitassem pessoas dos seus partidos

JTM - Em todo o caso, mesmo estando representados os partidos nas mesas de votos, se não perceberem de tecnologia, o individuo que estiver lá operar pode manobrar?

Wilker André - É zero, é zero! Porque, estando uma pessoa que não é entendida, pode dizer que, quem  não sabe, é co quem não vê : estando uma pessoa, que, não tendo, pelo menos o conhecimento básico, dos sistemas informáticos da parte do recenseamento ou dos eleitores, do programa, etc,  mesmo que o técnico for preparado para cometer fraude, pode cometer e os outros ali a verem

JTM - Portanto, disse.me há pouco, que é possível duplicarem

Wilker André Sim, sim. Eu, por acaso, vi, quando terminou o recenseamento, eu vi na net dois cartões, tudo isso há possibilidade de duplicação Mas ao mesmo tempo foi criado um sistema para eliminar essa duplicações
Volto a dizer. Não tendo conhecimento, haverá duplicação, falsificação: por exemplo, alguém  que  possa

E outro problema que não mencionei; nós não temos sistemas informáticos a nível de outras instituições; a base de dados centra-se apenas nos computadores da Comissão Eleitoral! Nós não temos um cofre, nós não temos ligação para fazer um   check up para outras instituições, imaginemos, que agora, como houve  a criação do sistema de raiz,  alguém faleceu, há a possibilidade de alguém pegar no cartão  e votar… Se não houver um rastreio, uma fiscalização, antes e durante as eleições, pode haver esse tipo de acontecimento.. Há sempre a possibilidade de manobra de fraude… Por isso é que tem de haver pessoas preparadas para evitar essas situações.  

FRAUDE ELEITORAL ATRAVÉS DE MANIPULAÇÃO INFORMÁTICA É UMA POSSIBILIDADE - Admite Wilker André  Refere que o problema não está no equipamento oferecido por Timor ou na montagem do software através da empresa portuguesa Trigénius, que a considera competente mas de quem o vai operar.

Confirmou-nos, também, que chegou a acompanhar, Alberto Pereira, numa deslocação  para se encontrar, em Fátima, com elementos da empresa Trigénius, tal como é referido no site oficial da CEN

Wilker André- Sim, Alberto Pereira, foi a Cabo Verde, e propôs fazer o mesmo projeto, em S. Tomé  - Fiz um rascunho de algumas anomalias que poderiam surgir nessa programação, junto dos técnicos para se verem as soluções. “E foi assim que nós fizemos: fui dado apoio, dando ideias e eles foram corrigindo

O equipamento foi oferecido pelo Governo de Timor-Leste ao Governo de STP, que também pagou à empresa Trigénius a instalação do Software em S. Tomé: a configuração e a base de dados

Sublinha  que não está em causa a qualidade do equipamento mas a possibilidade do software poder ser manipulado, frisando que, qualquer software informático, pode permitir a possibilidade de ser manipulado. E foi por isso, que eu e os técnicos, que estávamos nessa reunião, na presença do Presidente da CEN, tentámos ver as possíveis falhas, os possíveis erros e fomos corrigindo e arranjado soluções

À pergunta de que deveria haver um concurso, respondeu-nos que, se Timor, sugeriu a Trigénios, foi porque o Governo Timorense, já tinha esta empresa, como referência para este fim: quanto ao concurso, eu acho que não houve concurso, justamente por à oferta do equipamento se juntar também a do pagamento do Soctware

Como não houve a abertura de um concurso para se responsabilizar pelos equipamentos e manutenção, abriu-se o concurso para dois engenheiros acompanharem o processo e serem formados pelos técnicos da Trigénius  - Acrescentando que, os dois técnicos selecionados, com os quais teve oportunidade de trabalhar, em sua opinião eram pessoas qualificadas

JTM  - Só que, entretanto, conforme já me disse: esteve em S. Tomé e tomou conhecimento de esses técnicos, teriam sido dispensados.

Wilker André - Sim, estive há pouco tempo em S. Tomé, passei por lá e disseram-me que já não estavam lá, e, portanto, já anão soube deles

JTM- Portanto, esses técnicos, que foram preparados, não estando ao serviço, você duvida que , outras pessoas, que não tenham essa preparação, não sejam competentes?

Wilker André  - Sim, porque, como eu já tinha dito, o problema nunca fica no aparelho nem nas máquinas: o problema fica no software: o perigo, o risco é no operador: são pessoas que operam o programa

JTM - Acha então que é possível manobrar?. Tudo depende da pessoa que lá estiver?
R Exatamente; por isso é que tem de haver pessoas confiáveis para o tal serviço.

JTM - Quer dizer-me, que, se não houver pessoas de outros partidos, pode haver manipulação
Eu não sei como é que a Comissão Eleitoral trabalha. Mas eu acho que deve haver sempre alguma observação de membros de outros partidos

Mas devia haver, pelo menos, em cada mesa, alguém da parte da oposição que tivesse conhecimentos  técnicos para ver se há manipulação, não acha?

Sim, acho que, cada partido da oposição, tinha que formar alguém ou indicar alguém para acompanhar o processo

E, naturalmente, com qualificação: pois não basta observar se não tiver conhecimentos técnicos?
Sim, e as pessoas têm de ser qualificadas, porque, como disse, não basta só observar: têm que ter u «m conhecimento técnico para observar se existem ou  não falhas








PATRICE TROVOADA – 

Declarou, recentemente, ter sido informado  pelo grupo parlamentar do ADI [partido que apoia o Governo] que não iria avançar mais com a lei que cria a nova Comissão Eleitoral Nacional, por isso a que está em vigor, a antiga, irá permanecer", explicou o chefe do executivo.

"Manteremos tudo tal como está a nível do pacote eleitoral e nesse clima nós não vamos poder fazer as reformas para permitir os nossos compatriotas da diáspora votarem nas próximas eleições legislativas", lamentou Patrice Trovoada.

Quanto à auditoria pedida pela oposição sobre a base de dados da Comissão Eleitoral Nacional, o primeiro ministro respondeu que no entender do governo "as coisas estão muito bem organizadas e credíveis".

Se a oposição reclama auditoria, por respeito aos nossos irmãos timorenses, o governo não vai pedir nenhuma auditoria porque o governo tem confiança no trabalho que foi feito com Timor-Leste", sublinha.17/01/2018  Primeiro ministro são-tomense anuncia atualização dos cadernos ...

Então que significado tem o título desta noticia? “Presidente da CEN promove encontros de trabalho em Lisboa com a Associação da Comunidade de São Tomé e Príncipe (ACOSP) e com a Empresa de Tecnologia de Informação Trigénius Ti.

MESMO ADMITINDO QUE OS SERVIÇOS PRESTADOS PELA EMPRESA TRIGÉNIUS FORAM PAGOS POR TIMOR, E, ENTÃO QUEM GARANTE A MANUTENÇÃO FUTURA DO EQUIPAMENTO?  - Foram pagos ad eternum?

Onde é que está isso anunciado na Internet?... Nas pesquisas que efetuámos, não o descobrimos em site algum.

Sim, pergunta-se:  que  significado têm as palavras, proferidas pelo Sr. Alberto Pereira, Presidente da CNE,  num encontro que manteve na sede da ACOST, em Lisboa, em 16 de Nov de 2016, com os Senhores  António Cádio e Sabino Costa respectivamente o Presidente e o Secretário da referida Associação, a cuja reunião encontravam também alguns elementos da empresa Trigénius Ti : “é a primeira vez que a ACOST está a sentir-se devidamente envolvida nas actividades eleitorais do país”. Por sua vez, o Presidente da CEN prometeu em tudo fazer para que essa parceria seja no futuro ainda muito mais estreita.

Já no dia 15 do mesmo mês, o Presidente da CEN tinha se encontrado em Fátima com a Empresa de Tecnologia de Informação Trigénius Ti, que é a Empresa Portuguesa que forneceu os novos equipamentos eleitorais que a CEN dispõe neste momento, ofertados pelo Governo Timorense.
Neste encontro, o Presidente da CEN forneceu a referida empresa as informações solicitadas para a configuração dos equipamentos e manifestou algumas preocupações relacionadas com a manutenção e pequenas reparações que os equipamentos poderão necessitar no futuro.
Ainda neste encontro, a empresa Trigénius Ti, reafirmou a sua disponibilidade em regressar à São Tomé para proceder a instalação dos equipamentos quando estiverem reunidas todas as condições para o arranque do Recenseamento Eleitoral de Raiz.

Nesses encontros, o Presidente da CEN se fez acompanhar do Senhor Wilker André, um jovem são-tomense residente em Portugal, técnico de montagem de redes e sistema informático, que tem se manifestado toda a sua disponibilidade para apoiar a CEN nos futuros projectos na referida área. – Excerto da noticia editada no site da CNE no dia 29 de Nov de 2016 Presidente da CEN promove encontros de trabalho em Lisboa com Associação da Comunidade de São Tomé e Principe (ACOSPE) e com a empresa de Tecnologia de Informação Trigéniu              

 

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