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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 21 de janeiro de 2018

Tributo ao poeta John Milton - Autor do Paraíso Perdido - E agora o que nos resta na era do vazio e do Liberalismo Selvagem Global? … Porventura, o caminho para o abismo: e deste o renascer de uma nova jornada civilizacional - A que sucederá a era do pós-homem


No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre a águas

Porém, “dias virão em que não ficará pedra sobre pedra” – Disse Cristo, aos apóstolos

PARAÍSO PERDIDO" - NÃO ESPEREM MELHORES DIAS - ATÉ QUE, DOS ESCOMBROS, RESSURJA UMA NOVA HUMANIDADE

 

Hoje vou aqui  falar do poeta Inglês, John Milton (1608-1674),  Autor de "O Paraíso Perdido", um dos poemas épicos mais importantes da literatura universal – Um defensor da conclamação à liberdade de imprensa,  dedicou-se de corpo e alma à causa da liberdade, que lhe haviam  de custar  a fragilidade da sua saúde e até a cegueira    Referem notas da sua biografia que  ficava até altas horas da noite, preso em sua escrivaninha, sob a luz fraca de uma vela. – No fundo  também é este o meu atual modo de vida de isolamento e de meditação: de muitas noites seguidas sem me deitar; não por que me falte a vontade de repousar mas pelas muitas cogitações  e  análises, em que me envolvo  no dia a dia

 
Já completamente cego dita o poema "O Paraíso Perdido", sobre a queda de Lúcifer e o pecado original, que foi publicado em 1667. Quatro anos depois, lançou "O Paraíso Reconquistado", uma sequência do primeiro poema, onde Cristo vem à Terra reconquistar o que Adão teria perdido.

E do fumo das labaredas e das cinzas se abrirá nova luz
"O poema narra as penas do anjos caídos após a rebelião no paraíso, o ardil de Satanás para fazer comer a Adão e Eva o fruto proibido da Árvore do Conhecimento e a subsequente Queda do homem. Após a tradicional invocação à Musa,[1] o poeta descreve brevemente a rebelião dos anjos liderados por Lúcifer, a qual, fracassada, lhes custou o paraíso. Despertando no inferno depois de nove dias de confusão, estes deliberam sobre o que fazer, e Lúcifer, daí por diante chamado Satanás (do hebraico שָטָן, Satan: adversário), faz saber de um novo mundo e uma nova espécie – o homem – que seriam criados em breve.

Os demónios decidem corromper esse novo ser e desviá-lo do Criador, seu inimigo. Entrementes, no paraíso, Deus segreda a seu Filho a iminente transgressão do homem e todo o sofrimento que se lhe seguirá, e o Filho se oferece a si mesmo em sacrifício pela redenção da humanidade. Para assegurar que o homem seja responsável por seus atos, Deus envia um anjo para notificar Adão e Eva do perigo; no entanto, a despeito da advertência, Eva é seduzida por Satanás, então no corpo de uma serpente, e come o fruto proibido, fazendo-o comer também a Adão. Os pais da humanidade são expulsos do Jardim do Éden e tomam conhecimento, como toda a sua descendência, do pecado e da morte; mas uma revelação do futuro consola o primeiro homem, que testemunha o nascimento e a morte do Cristo e a remissão dos nossos pecados.  https://pt.wikipedia.org/wiki/Para%C3%ADso_Perdido

PELA PAZ NO MUNDO - QUE O ENVIADO A JERUSALÉM ILUMINE A HUMANIDADE DA LUZ REDENTORA E PACIFICADORA E A LIVRE DOS ÓDIOS, DA TIRANIA DOS EGOÍSMOS E DAS CINZAS DESTRUIDORAS - - MEU PREITO EM LOUVOR AO CRIADOR DO UNIVERSO  E AO POETA MILTON JOHN -



POEMA SOBRE A SUA CEGUEIRA

"Quando medito em minha luz perdida,
Nesta tão vasta e mais sombria terra,
E que esse dom que a só a Morte cerra
Inútil mora em mim, embora a  vida

N´alma me seja ao Criador rendida
E a mais prestar-lhe a conta que não erra
“A  quem, negada a luz, a treva encerra,
Calcula Deus a quotidiana lida?”

Pergunto ansiosamente . E a paciência
O murmurar me cala “El´não precisa
Dos dons de um só em cada humana esfera.

Se El´convoca os seus fiéis, e com ardência
Que milhar´s correm para onde Ele pisa.
Também o serve  aquel´que fica  e espera.”

PARAÍSO PERDIDO, Livro IV, vs 288-324 - (excerto)

Dois de mais nobre porte, eretos, altos
Eretos como Deus, de honra vestidos
Em numa majestade, pareciam
Senhor de todo o ser, pois no divino
Aspeito e glória do Criador brilhava,
Severa santidade, sábia e pura
Mas em filial só  liberdade posta,
Do que decorre autoridade humana:
Não sendo iguais, que o sexo o não  par´cia:
Feito El´para visões, para a coragem,
Para a doçura e para as graças el;
Para Deus el´e ela para Deus nele,
A fronte vasta e dele o olhar sublime
Domínio declaravam, e as madeixas
Na testa se apartando  lhe desciam
Mui virilmente até aos ombros largos


Ela, qual véu chegando à cinta fina,
As comas de ouro dependuradas tinha,
Em caracóis sensuais que se enrolavam
Tal como de eras as gavinhas curvas,
Sujeição insinuando, todavia
Solicitada no gentil ondear,
E por ela cedida, aceite  dele,
Cedida com timidez, púdico orgulho
E doce relutante, odiado amor,
Ocultas não as misteriosas partes
Levavam sem vergonha, ó desonesta
Das obras da Natura, Honra sem honra,
Em pecado criada, quanto mal
À gente humana tens, Vergonha, feito,
Com simples aparências de pureza,
Roubando à vida a imaculada fonte!
E assim surgiam nus e não temiam
De Deus ser vistos ou dos  Anjos, Iam
De mãos dadas os dois, o par mais belo
Que desde sempre se enlaçou de  amor –
Adão, da Humanidade o homem mais santo,
E a ais formosa das mulheres: Eva     





NÃO ESPEREM MELHORES DIAS - ATÉ QUE, DOS ESCOMBROS, RESSURJA UMA  NOVA HUMANIDADE "Adeus Mundo, cada vez a pior", é um lugar-comum. Uma frase que as gerações mais velhas ouviam dos seus pais e avós. E, por sua vez, estes dos seus pais, avós e bisavós.

Exorcismos para  afastar demónios
Mas é mesmo verdade: aquilo que o  mundo conquista no domínio da ciência e da inovação, perde em bom senso, em lugar do amor, supera a violência e o ódio. 

É claro que o mundo nunca foi um lugar de paz, de amor e de concórdia. E guerras, as mais terríveis, barbaridades, sempre as houve  Só que, há umas décadas atrás, sim, antes da descoberta do nuclear, os conflitos, as guerras, quando as havia, eram regionais, de um ou vários países, ou até mesmo intercontinentais,  tal foi o caso da 1ª e da 2ª guerra mundial, mas agora, a ameaça pendente pode ser bem mais destruidora e global. 

Em vez de fazer varrer  duas cidades, como foi o caso de Hiroxima (25 de Julho de 1945) e Nagasaki (6 de Agosto) - até parece que o calor do verão perturba ou enlouquece os nervos dos dirigentes das nações – pode muito bem destruir por completo um ou mais países, num simples premir de um botão.
AS ARMAS NUCLEARES NÃO ESTÃO NAS MELHORES MÃOS

A NATO,  liderada pelos americanos, invadiu o Iraque, a pretexto de que, Sadam, estaria na posse de armas químicas e nucleares, destroçaram um país, que ainda hoje não se reencontrou. Fizeram o mesmo à Líbia, matando Kadhafi, destruindo vilas, aldeias e cidades, provocando a morte de  milhões de pessoas, a que deram o nome de Primavera Árabe - Eu diria a Primavera da Roubalheira do Petróleo.  

O mesmo estão fazendo na Síria, levantando o fantasma de arsenais químicos, deixando o país de rastos, com o inevitável sofrimento de imensas vidas inocentes. E agora qual o capítulo que se vai seguir?!...



Se ressuscitasse da tumba e pudesse recuperar da cegueira e retomar a  inspiração poética, que versos hoje escreveria, John Milton, autor do Paraíso Perdido?... Porventura, nem sequer já empregaria a palavra “Paraíso”, porque, este, desde há muito, já nem sequer existe nas Ilhas tropicais, mais remotas, senão nos slogans turísticos para atrair os mais endinheirados –  A Natureza é continuamente agredida e os velhos costumes, artificializando-se e pervertendo-se pelo desenfreado individualismo da sociedade de consumo.  

DE 500 MARAJÁS A 50 MAIS RICOS DA TERRA

Na Índia do tempo colonial, falava-se dos 500 marajás, que podiam dar-se aos prazeres de terem centenas de esposas, além de amantes e concubinas. É referido que “Gandhi, querendo expulsar os ingleses da Índia, se reuniu com cada um desses marajás, que perderam o poder político em favor da unidade indiana, criando assim a República da Índia”. Agora, já não haverá 500 marajás mas talvez pouco mais de 50 e grande parte deles, são os homens mais ricos da Terra -  A Nova Ordem Global, que tem vindo a extinguir a classe média e a fazer com, que, cada vez, os pobres sejam mais pobres e os ricos, mais ricos, também fez mossa nos marajás indianos, que foram absorvidos por um mais reduzido punhado

Também o escritor e ensaísta, Vergílio, lançara o seu alerta,   dizendo:  Este é o tempo do insólito, do vigário, do capricho, da mentira, da falsificação, do cheque sem cobertura, da banha-da-cobra. Não temos um estalão para nada (...) Hoje tudo é possível porque nada é possível. Hoje a verdade não se demora até ser mentira mas uma e outra se convertem mutuamente e são ambas válidas na sua mútua referência , sendo a mentira a verdade e ao contrário. Hoje é o tempo dos aventureiros, do medíocre, do sagaz da esperteza, que é a inteligência da astúcia.  – Vergilio Ferreira

“…. Hoje é o tempo de se ser estúpido porque o inteligente não há razão para não ser mais estúpido do que ele. Hoje é o tempo de todos os caminhos estarem desimpedidos porque não é possível um sistema alfandegário. Hoje é o tempo de todos os contrabandos porque não há razão para um sistema fiscal. Hoje é o tempo da noite para todos os gatos terem a mesma identidade. Hoje é o tempo de tudo ser o tempo de. Hoje é o tempo de tudo, portanto de nada. Hoje é o tempo de se não ser. Levanta em ti, se puderes, o que te resta de homem, para seres alguma coisa – Vergílio Ferreira . In Pensar 


"NO GRAU ZERO DA CIVILIZAÇÃO

Estamos no grau zero de uma civilização e não há absolutamente nada visível para além de nós próprios. Nenhuma causa se pode inventar para se morrer por ela, como foi sempre grande sonho do homem. É o vazio do irrespirável e temos que o respirar. Todos os mitos se dissiparam e nada hoje em nós segregar um novo. Estamos no grau zero . E só em nós próprios podemos inventar  o calor que nos reanima.  10 de Sete – Vergílio Correia – Conta Corrente  - 1990 – E ainda a procissão  ia no adro 

 

ESTA É TAMBÉM "A ERA DO VAZIO" - AGORA ASSOCIADA AO LIBERALISMO SELVAGEM 

O liberalismo é a faceta mais cruel do capitalismo selvagem, deixando o cidadão á mercê dos mais poderosos, dos países, quer os governados pelas chamadas pseudo-democracias ocidentais, quer por castas (caso da índia e do Paquistão, que, além de se apoderarem do património dos seus países, podem corromper e comprar o património de outras nações)  e também dos milionários do  chamado capitalismo do Estado Chinês, que nada tem a ver com socialista defendido por Mau Tsé-Tung e que estão a perverter  e a estender o seu império a nível global, sem toda terem necessidade de pegar  numa arma – Se bem que um dia o venham a fazer, quando algum governante, lhes tentar sacudir os seus tentáculos – Mas, então, já será tarde demais  - Porque, este de peste depois de contagiada,  é incurável.  

A NOVA ORDEM GLOBAL – QUE IMPÔS O LIBERALISMO SELVAGEM  - Foi prevista  pelo autor da  "Era do Vazio", por Gilles Lipovetsky. obra publicada inicialmente em 1983 e que então analisava a sociedade dita pós-moderna, dissertando sobre as novas atitudes do indivíduo que se manifestam no mundo ocidental, atitudes essas que, segundo ele, traduzem uma perda de importância da esfera pública, bem como das suas instituições coletivas (sociais e políticas), que vai cedendo perante a emergência do individualismo de tipo narcísico e hedonista, naquilo que seria uma «segunda revolução individualista»

Esta é a sociedade contemporânea,  que,  Gilles Lipovetsky,  intitulou nos eu livro  de A Era do Vazio”  . E, nessa altura, à era do Vazio, ainda não se havia associado o liberalismo selvagem, que caracteriza os dias que passam.   - Eis, em breves traços, que ele descreve na sua obra:

 “O despejo/vazio da sensação, do prazer, o vazio dos sentimentos e das ideias, faz com que aumente a angústia e o pessimismo. A infelicidade e a indiferença crescem e com isso surgem alguns problemas ditos de uma sociedade moderna, como o caso do suicídio. O suicídio é incompatível com uma sociedade indiferente e o desespero dessa indiferença faz com que seja definido pela depressão. O isolamento do individuo faz com que essa solidão seja maior e que mesmo que peça para ficar sozinho, este pode não se suportar.

Todavia ainda há quem abra os braços e vá resistindo
(..). . A sociedade passa a ser vazia da função da comunicação e personaliza e dessocializa as obras, criando códigos e mensagens por medida, confundindo o espectador através da divisão do sentido e do não-sentido. A obra passa a ser aberta de interpretações. Numa sociedade moderna da era do consumo liquida os valores, costumes e tradições, emancipando o individuo, faz com esteja ao acesso de todos, reduzindo a diferenças instituídas entre sexo e gerações. O individuo passa a ter necessidade de se redescobrir, ou de se aniquilar enquanto sujeito, exaltando assim as relações interpessoais. Como modernismo existe também uma crise espiritual susceptivel de levar ao abalo das instituições liberais.

Numa sociedade moderna existe o culto dos mitos cómicos e o divertimento ocupa um lugar fundamental. A ironia, a sátira é um humor recorrente numa sociedade moderna. Ressuscitam tradições como Carnaval, onde se poderá utilizar o humor satírico para criticar algo que pensam estar mal, embora o Carnaval de hoje em dia não tenha a mesma carga tradicional como antigamente. Na publicidade muitas das vezes também utilizado o humor direcionado para mostrar a verdade sobre a publicidade, que é desprovida de mensagem e não é uma narrativa, nem uma ideologia, é apenas uma forma vazia de valores sociais e institucionais que fazem com que na realidade não transmitam nada. – Excerto de “A Era do Vazio” - Gilles Lipovetsky

ENTÃO QUE NOS ESPERA, DEPOIS DE ISTO E DO MAIS QUE AINDA ACONTECERÁ? –  Num artigo de minha autoria, que publiquei no suplemento do Extinto Diário Popular, eu imaginei que, dias virão, em que, das cinzas e dos poucos que sobreviverão, se empreenderá outra caminhada e se levantarão outras espécies e outros seres. –

 ERA DO  PÓS-HOMEM, DEPOIS DE RENASCER DAS CINZAS   -    DP – 21-5-77   - NA PEUGADA DO MUNDO DO PÓS-HOMEM  - O PERÍODO DE VIDA PODERÁ DUPLICAR OU TRIPLICAR


Pelas leis naturais do princípio evolucionário, que de modo algum penso ter esgotado todos os seus infindáveis recursos para a cedência e inspiração de novos  valores e artificialismos no capítulo das espécies vivas, é mais que evidente e logicamente admissível  que a passagem de ser humano  para outro ser qualquer se irá consumar com incrível progressividade  no seu imparável percurso pelos tempos vindouros

Não alimento a menor incerteza. Tal facto será inevitável. O ser humano primeiramente começará por ultrapassar a sua inteligência. Daí em diante desenvolverá exordiaria  força torça produzida pela sua mente, cuja energia libertada e concentrada pela atenção poderá vir a atingir poderes com uma capacidade mais poderosa que qualquer das bombas atómicas que se constroem actualmente. Ou não será através da sua mente que as mesmas são concebidas e construídas? E, pela ordem natural das coisas, o progenitor e artificiador de determinada coisa ou objecto é sempre superior a essas criações. Inclusivamente, além de lhe saber dar o destino que melhor entender, mesmo que se trate de um engenho explosivo, pode despoletá-lo. Ora o engenho por si não o pode fazer. Claro que até pode servir para a autodestruição da mente que o imaginou. Bem, mas até isso ainda dependerá do seu querer. LEIA O 

TEXTO INTERAL EM


QUEM FOI JOHN MILTON -  

 John Milton (1608-1674) foi um poeta inglês, um dos principais representantes do classicismo de seu país. Autor de "O Paraíso Perdido", um dos poemas épicos mais importantes da literatura universal.

John Milton (1608-1674) nasceu em Cheapside, Londres, no dia 9 de dezembro de 1608. Filho de John Milton Senior e Sara Jefferey. Estudou na St Paul's College, em sua cidade natal. Em 1625 ingressa no Christ's College, em Cambridge.
Em 1631, antes de se formar, começou a escrever os primeiros poemas e sonetos em latim, italiano e inglês. Sentia-se predestinado ao ofício. Foi tutor do teólogo americano Roger Williams. Em 1632 concluiu o curso e tornou-se Mestre de Artes. Viajou para França e para a Itália, onde fez amizade com Galileu Galilei.
De 1641 a 1660, também escreveu em prosa, peças teatrais, artigos e ensaios sobre política e religião. Em 1642 casa-se com Mary Powell, de 16 anos. Depois de um mês o casamento é desfeito. Lutou em defesa da lei que permitisse o divórcio. Depois de dois anos Mary retorna. Juntos tiveram quatro filhos. Em 1652 Mary falece com complicações do parto do quarto filho. Em 1656 John casa-se com Katherine Woodcock. Em 1658 fica novamente viúvo.

Participou da vida política do país. Em 1644 publica "Areopagitica", uma conclamação à liberdade de imprensa, sem preocupações com direitos autorais.Em 1649 apoia o movimento liderado por Oliver Cromwell, defensor do puritanismo britânico. Quando Cromwell se tornou ditador da República Inglesa, nomeou Milton  um de seus secretários. Dedicou-se de corpo e alma à causa da liberdade. Ficava até altas horas da noite, preso em sua escrivaninha, sob a luz fraca de uma vela. 

Após a publicação de vários discursos controvertidos, e com a restauração da monarquia, foi preso, junto com todos os partidários de Cromwell. Nesse período fica cego e com a saúde frágil, foi libertado pouco tempo depois. Casou-se pela terceira vez em 1663, com uma jovem de 25 anos, e viveu os últimos anos de sua vida em dificuldades financeiras.

Já completamente cego dita o poema "O Paraíso Perdido", sobre a queda de Lúcifer e o pecado original, que foi publicado em 1667. Quatro anos depois, lançou "O Paraíso Reconquistado", uma sequência do primeiro poema, onde Cristo vem à Terra reconquistar o que Adão teria perdido.
John Milton faleceu em Chalfont st Giles, Inglaterra, no dia 8 de novembro de 1674. https://www.ebiografia.com/john_milton/



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