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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 2 de março de 2018

Olinda Beja – A escritora e poetiza santomense, de volta à Ilha da Madeira, na qualidade de madrinha do VI Encontro Literário de Leitura em Voz Alta-Ler com Amor (em) Todos os Sentidos, para um recital dos seus poemas, nos dias 13 e 14 de Abril, no salão nobre do Arquivo Regional e Biblioteca da Madeira – E para ali voltar a contar histórias de São. Tomé e Príncipe, evocando lugares, ritmos e os perfumes da terra e dos frutos


 Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 

OLINDA BEJA - RETORNA  À ILHA DA MADEIRA - OUTRA DAS MARAVILHAS OCEÂNICAS PARA DECLAMAR, CANTAR E ENCANTAR 


Olinda Beja, tida já como a grande embaixadora cultural das maravilhosas Ilhas Verdes do Equador, de sublinhar, que já, no ano passado, esteve no Funchal, em várias alturas do ano e em diversas escolas madeirenses, na Ilha que é reconhecida, mundialmente, como a pérola do Atlântico, no Hemisfério Norte, onde apresentou o seu novo livro “O Chá do Príncipe” e aproveitou para contar as suas histórias santomenses, com o objetivo de contribuir "para melhorar uma sociedade em crise, através da poesia. – tal como então foi referido numa das noticias que divulgaram a sua digressões" integrada no âmbito das comemorações do mês Internacional das bibliotecas escolares a EB1/PE Visconde Cacongo

Autografando livros seus na Ilha da Madeira

Que destacou, nomeadamente, os seus dotes artísticos, nestes termos: a escritora, veio para transmitir aos mais novos a linguagem feita de cheiros, sons e música do seu país. Falou das riquezas de um arquipélago que vão para além das exportações de cacau e café. Mostrou como a sua poesia é herdeira de uma tradição oral que atravessa gerações, numa homenagem à cultura são Tomé e Príncipe,


Olinda Beja, natural de São Tomé, é originária de um país onde a oralidade sempre se sobrepôs à palavra escrita.
Durante séculos, o contador de histórias era o bálsamo para a escravatura e deliciou gerações atrás de gerações.


Olinda Beja esteve 40 anos ligada ao ensino do Português, 30 em Portugal e 10 na Suíça, onde lecionou Língua e Cultura Portuguesas.


Hoje está aposentada e prepara-se para lançar mais três livros, a juntar aos 16 já publicados e traduzidos em inglês, alemão e mandarim.


O livro “Um grão de café”, destinado ao público infantil, é apenas um deles e integra o Plano Nacional de Leitura.
Em “Um grão de café”, Olinda Beja conta a história de Paguê, - Excerto de https://funchalnoticias.net/2017/10/11/escritora-olinda-beja-foi-hoje-a-escola-visconde-cacongo/


Recital Poético na Casa Fernando Pessoa - Nosso registo

OLINDA BEJA – CONVIDADA ESPECIAL NA CELEBRAÇÃO DOS 8 SÉCULOS DA LÍNGUA PORTUGUESA , NA CASA FERNANDO PESSOA, em Maio de 2015 - A que nos referimos neste site

De facto, se  maravilhosos são os seus poemas lidos, então maior o encanto ainda quando nos brinda com o canto da sua poesia, acompanhada  à viola  por Filinto Santo, que foi justamente o que proporcionou a toda a assistência que enchia  a sala-auditório   da Casa Fernando Pessoa, numa iniciativa promovida pela Associação 8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação” – Desta vez, numa  sessão especialmente  dedicada  à poesia de São Tomé e Príncipe

Olinda Beja é, sem dúvida alguma,  uma das mais espantosas musas do firmamento poético de São Tomé e Príncipe, nascida lá nas bandas do meio do mundo, onde se avista o cruzeiro do Sul – Toda a sua poesia é como que a  expressão genuína das raízes da maravilhosa e luxuriante Ilha  que a viu nascer. Do mar, da  terra e dos seus frutos e flores - sabores e perfumes. Ela é tudo isso! A expressão poética  das Ilhas e das suas gentes. Com a genial e rara inspiração de dizer os seus poemas, com a mesma musicalidade calorosa da voz do seu povo e, simultaneamente, nos revelar  a beleza envolvente de um verdadeiro paraíso terreal  -  Naturalmente, com os seus espantos, cores, alegrias, ansiedades  e sofrimentos – E, estes, muitos foram ao longo de séculos. Por isso mesmo, é das raras poetas que tem o condão de dizer o que escreve, tal como o sentiu no instante da sua criação: não só recita, declama mas canta! – Não sei se haverá, entre os poetas da língua portuguesa, pessoa capaz de nos proporcionar momentos de tão  rara  e intensa beleza poética e deslumbrante sensibilidade interpretativa, como são os oferecidos por Olinda Beja.  


                       Recital Poético na Casa Fernando Pessoa - Nosso registo

Olinda Beja, declamando e cantando poemas de sua autoria, acompanhada à viola pelo músico Filipe Santo (também natural de São Tomé) depois de uma breve exposição acerca da literatura são-tomense, citando escritores e poetas , cujos versos também declamou. A referida tertúlia, que é promovida pela Associação 8 Séculos de Língua Portuguesa, Insere-se no ciclo intitulado «Poetas de Mar e Mundo», que tem por objetivo promover e divulgar a poesia dos países de língua oficial portuguesa, dando a conhecer, através de alguns dos seus poetas, as diversas culturas, aproximando os povos que usufruem de uma riqueza cultural em comum – a Língua Portuguesa. O mar foi o tema escolhido por Olinda Beja - Marcante na sua poesia e na insularidade de São Tomé e Príncipe, bem como pelo facto de o “Mar” estar presente na poesia pessoana, associando-se, deste modo, aos 80 anos sobre o falecimento de Fernando Pessoa e de os 100 anos do heterónimo de Alberto Caeiro. - Mais pormenores em http://www.odisseiasnosmares.com/2015


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