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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 31 de março de 2018

PÁSCOA - TEMPO DE ORAÇÃO E REFLEXÃO - Com o Poema-Prece do poeta Manuel Daniel



E PORQUE É TEMPO DE ORAÇÃO E DE REFLEXÃO –
A PRECE DO POETA MANUEL DANIEL - Do seu Livro "Coração Acordado"




Prece ao Senhor Bom Jesus


"Ó Senhor Bom Jesus, Senhor dos Passos,
que vês, compadecido, a nossa vida
Nossa vida de sonhos e fracassos,
andamos pelo mundo de olhos baços,
rastejando na dor e na fadiga.

Na Tua procissão vai toda a  gente,
implorando  em silêncio o teu perdão.
O teu perdão suplica um penitente
e este outro, mais aqui, amargamente,
chora  por um momento de ilusão.

 

Tua imagem de mágoa e sofrimento
anda sempre connosco em cada dia.
Em cada dia ela nos dá alento,
à moribunda  dá sustento
e troca a dor mais funesta em alegria.

A Tua cruz pesada nos conforta,
da cor do fel amargo que trazemos.
Trazemos quando a alma, quase morta,
nem do mal  nem do bem  se não importa,
e mais mortos que vivos parecemos.

Tua coroa de espinhos, meu Senhor,
sinto-a cravada  em mim, no coração.
No coração  que às vezes, com amor,
espalha ódios e semeia a dor,
em vez de paz, sorrisos e perdão.




O Teu vestido roxo, de tristeza,
é um fiel espelho do que eu faço.
Do que eu faço nas horas de incerteza
em que tudo é banal e sem beleza,
em que só há neblinas e cansaço.

A corda que te prende na cintura
atrai-me à Vida Nova que nos dás.
Que nos dás, numa oferta da ventura,
uma vez que esta vida só perdura
quando é construída sobre a paz.

Ó Senhor Bom Jesus, meu Bom Senhor,
que aceitaste morrer por esta gente,
Esta gente te pede com fervor
que sejas sempre dela protector,
seus passos conduzindo eternamente.

Manuel Daniel  - In Coração Acordado


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