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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 10 de abril de 2018

BRASIL - Espécie pouco conhecida da Ciência, a pacarana (Dinomys branickii) filmada pela primeira vez em reserva extrativista no Acre


Um notável trabalho levado a cabo por  estudiosos brasileiros  - Recebemos de Filipe Sepina esta surpreendente informação "Resultado que um monitoramento inédito, conduzido pelo WWF-Brasil junto a vários parceiros no Acre desde o final do ano passado, que está monitorando a fauna da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no município de Xapuri. 

A pacarana é uma espécie com escassas informações científicas disponíveis sobre ela. Existem poucos registros dela na natureza e, segundo a lista da IUCN que mede o grau de risco de extinção de diversos animais, ela é classificada como “vulnerável”. A caça e a destruição de floresta são as maiores ameaças a este animal. No Brasil, ele já havia sido registrado antes no Acre, mas ele ocorre com mais frequência em outros países como Bolívia, Peru e Colômbia. 



A pacarana é, atualmente, o único representante vivo da família de roedores conhecida por Dinomyidae. Esse grupo possuía grande diversidade de espécies e deu origem a alguns dos maiores roedores que já viveram na América do Sul. O parente mais famoso da pacarana é o animal pré-histórico Josephoartigasia monesi – que é considerado o maior roedor já registrado pela Ciência e que chegava a pesar mais de uma tonelada .   



Regras e recursos

Para o biólogo e analista de conservação do WWF-Brasil Felipe Avino, o registro dessa espécie é um indicativo de que a exploração da floresta e a manutenção da fauna podem coexistir.

“Como esse registro foi feito no interior de uma reserva extrativista, onde há exploração de madeira e castanha, ele demostra que é possível, desde que se obedeçam algumas regras, usar os recursos da floresta, fazer a exploração das riquezas e garantir que os animais continuem por ali e sofram poucos impactos”, explicou.

O local onde foi feito o registro – a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes  – foi criada em 1990 e possui mais de 950 mil hectares. Ela se espalha por nove cidades do Acre e possui cerca de 10 mil pessoas morando em seu interior. 

Armadilhas fotográficas

O registro em vídeo da família de pacarana só foi possível por conta de um novo projeto que o WWF-Brasil tem conduzido nas florestas acrianas.

No final do ano passado, um conjunto de armadilhas fotográficas foi instalado no interior da Resex Chico Mendes. Elas servem para monitorar a fauna daquela unidade de conservação e ajudar a qualificar a exploração madeireira feita pelos extrativistas da reserva: para continuar extraindo e comercializando madeira, os comunitários precisam provar que esta atividade econômica não provoca impacto na vida dos animais daquele local. As câmeras ajudam a monitorar esse impacto.

Estão espalhadas no interior da Resex 8 armadilhas fotográficas que fizeram, desde dezembro de 2017, 120 registros. Cada armadilha está a um quilômetro de distância da outra.

Mais de vinte espécies diferentes de animais foram flagradas pelas câmeras. Além da família de pacarana, outros bichos fotografados ou filmados foram tatus (Dasypus sp), veados (Mazama sp.), macacos-guariba (Alouatta seniculus), macacos-prego (Cebus apela), jaguatiricas (Leopardus pardalis), gambás (Didelphis albiventris), jacamim-de-costas-cinzentas (Psophia crepitans) e cutias (Dasyprocta agouti).

A instalação das 8 armadilhas ocorreu no início de dezembro, em oficinas que reuniram cerca de 20 extrativistas e treinaram 4 deles para serem os “operadores locais” dos equipamentos. Para ampliar o monitoramento, ao longo de 2018, outras 12 câmeras serão instaladas. A previsão é de que a instalação dos novos equipamentos ocorra no final de abril.

Parcerias

Este trabalho não seria viável, no entanto, sem apoio local. Uma das entidades parceiras nesta iniciativa é a Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta), que atua na exploração sustentável de madeira na Resex Chico Mendes.

Engenheiro florestal da Cooperfloresta, Jardel Freitas contou que os comunitários estão bem entusiasmados com o monitoramento da fauna. 

“Enxergamos esta iniciativa de maneira positiva, por isso vai melhorar a qualidade do nosso trabalho. Sabendo dos impactos que a atividade madeireira tem na fauna, teremos como estruturar melhores práticas e ter informações mais consistentes para colocar nos nossos projetos. Queremos mostrar que, com o devido cuidado, é possível fazer a exploração e minimizar os impactos aos animais das áreas que são exploradas”, afirmou Jardel.

A Associação dos Moradores e Produtores da Resex Chico Mendes em Xapuri (Amoprex) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) são outras duas instituições parceiras deste trabalho.

Como funciona?

O uso de armadilhas fotográficas tem sido, em anos recentes, uma das maiores ferramentas de monitoramento de biodiversidade, sendo utilizadas por pesquisadores do mundo inteiro. A Rede WWF desenvolve uma série de iniciativas ligadas a essas armadilhas fotográficas, e você pode saber mais sobre elas clicando aqui .


https://www.wwf.org.br/informacoes/sala_de_imprensa/?uNewsID=64542


O BRASIL - UM CONTINENTE ONDE A NATUREZA PRIMA COM AS MAIS SURPREENDENTES  SURPRESAS - VEJA TAMBÉM ESTA:  "SE não FOSSE filmado ninguém ACREDITARIA !!! armadilha pega SUCURI !!! 



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