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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 23 de abril de 2018

São Tomé e Principe - Artesanato e as suas maravilhas - EMBORA VOTADOS À SUA SORTE MAS SÃO ELES UMA DAS MAIS BELAS SURPRESAS ARTISTICAS PARA QUEM VISITE AS ILHAS VERDES DO EQUADOR :

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informaçao e análise

OS ARTESÃOS SANTOMENSES CONCEBEM MARAVILHAS MAS TÊM SIDO VOTADOS À SUA SORTE

 Conheço o talento dos artesãos santomenses, que muito admiro, desde o distante dia em que desembarquei,, pela  primeira vez em S. Tomé, nos finais de 1963. Naquela altura, não havia «nenhum protecionismo às tartarugas e, os artigos confecionados, eram sobretudo feitos à base das das carapaças das tartarugas e quase apenas por uma única família.  Atualmente,  há muitos mais artesãos, que escolhem as sementes das árvores ou de arbustos, madeiras de diversas espécie, de ossos e conchas marinhas para darem largas ao seu engenho e imaginação - Outros optam por se dedicar também a trabalhos de pintura  aos eu jeito, tendo os mais diversos temas da sua Ilha, como fonte de inspiração

 UM DOS BELOS EXEMPLOS QUE PUDE TESTEMUNHAR NA MINHA ESTADIA EM NOV DE 2014




2014 - A oficina, Pé de Bota, é constituída por sete artistas, desde pintores a escultores, nomeadamente em trabalhos de madeira, os mais diversos. Não há chefes, cada um dá largas à sua criatividade, dentro do mesmo espaço: o alpendre da sala de exposições, onde se encontram as obras para mostra e venda, e um pequeno terreiro, ladeado de madeira, tal como é toda a construção da oficina, numa verdadeira harmonia com aves e animais domésticas. Estas instalações ficam situadas no coração do Riboque, o bairro histórico do povo santomense, sede da extinta Associação Cívica Pró-Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, donde partiram as ações mais ativas do movimento independentista. Também ali me desloquei, 39 anos depois, quer indo às tasquinhas mais típicas onde saboreei excelentes pratos da terra a preços económicos, quer dialogado com cidadãos anónimos e , como não podia deixar de ser, com os artistas do Pé de Bota, cujo registo aqui deixo em vídeo.

ARTESÃOS SÃOTOMENSES FRENTE DO HOTEL MIRAMAR - Um dos títulos a que aqui já nos referimos neste site

Nas visitas, que efectuámos em Outubro/ Novembro de 2014, assim como em Julho e Agosto de 2015 e Fevereiro/Marco, 2016, aproveitamos sempre a ocasião para nos encontrarmos com artesãos santomeses - e outros artistas, pintores escultores: aqui ficam alguns testemunhos desses encontros, a que nos referirmos neste soite 


ARTESÃOS SÃO-TOMENSES FRENTE DO HOTEL MIRAMAR

Quem passar frente ao  Hotel Miramar ou até mesmo na avenida marginal, dificilmente deixará  de se aperceber da presença de um grupo de hábeis artesãos de S. Tomé, ostentando as suas variadíssimas obras  – São jovens simples, sempre  de sorrisos nos lábios, que, aproveitando-se da existência daquela unidade hoteleira do Grupo Pestana, ali vão procurar vender as suas peças aos turistas. Pena que não disponham um simples abrigo para  as protegerem nos dias de chuva – Muitas delas, ou estão no chão, encostadas à parede ou nalgumas bancas improvisadas

O artesanato de S. Tomé e Príncipe é muito rico e variado, muito dele inspirado em motivos tradicionais – rostos humanos, flores e frutos, pesca, agricultura e costumes.
Vale a pena a paragem e admirar tão diversas como maravilhosas obras de arte - De resto, não só ali, como noutros locais.

ARTISTAS DA ASSOCIAÇÃO PICA PAU.

É uma associação, composta, atualmente por um grupo de 14 pintores e escultores e duas pintoras e escultoras,  fundada em 2003 – Situada, ao lado do antigo Cinema Império, atualmente sede de um banco, na área frondosa limítrofe – Sem dúvida, é aqui que o amante da pintura e da escultura, pode encontrar as obras, mais criativas e variadas, do riquíssimo artesanato santomense, que outra escola não tem senão a herdada ou recolhida  das verdadeiras raízes da cultura popular destas maravilhosas ilhas: - Desde o figurativo dos frutos da terra e da pesca, aos variadíssimos motivos do quotidiano das suas gentes, costumes e tradições .

Sim, vale a pena visitar o espaço: pois, tanto pode ser uma excelente oportunidade de contemplação, nos detalhes artísticos, de tantas pequenas maravilhas, como de um franco e caloroso diálogo, com os artistas, ou   mesmo de os ver em plena execução das suas obras. E foi, realmente, o que, mais uma vez, ali pude desfrutar, nomeadamente, com o Ismael  Viegas e a Ermelinda, artistas de grande talento, dignos de figurar nas mais cotadas exposições internacionais, assim como  outros seus colegas. Espero que, de hoje a um ano estejam numa exposição coletiva, em  Portugal, a fim de corresponder à solicitação d meu estimado amigo, Dr. Nuno Lima de Carvalho, diretor da Galeria de arte do Casino Estoril

Ecos do que se tem dito do artesanato

"O artesanato são-tomense é produzido, por força das circunstâncias, com recurso aos materiais que ali existem e que a natureza providencia: o coco, a madeira, as conchas, as sementes, a folha de palmeira e a areia. Por isso, para trazer algumas recordações da estadia nas ilhas, pode encontrar à disposição cinzeiros, pulseiras, quadros e baldes para gelo em coco; canoas, caixas e quadros com relevos, “machins” (catanas), rostos e máscaras, esculturas, gamelas,e quadros trabalhados em relevo ou embutidos em madeira; colares e pulseiras feitas com conchas, búzios e sementes; leques e cestaria feitos em bambu e folha de palma; objectos e utensílios em osso burilado, brinquedos construídos em arame. No mercado também pode encontrar alguns utensílios de barro”.

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